Mostrando postagens com marcador Antropologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antropologia. Mostrar todas as postagens

28/09/2016

Estudos revelam que homem herdou violência letal de ancestrais primatas

Os cientistas suspeitavam que a violência contra indivíduos da mesma espécie é uma característica herdada pelos humanos de seus ancestrais primatas, ao longo da evolução. A hipótese foi confirmada em um novo estudo, publicado na quarta-feira, 28, na revista Nature. 


Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram os dados sobre a morte de cerca de 4 milhões de mamíferos, pertencentes a 1.024 espécies, incluindo 600 diferentes populações humanas que viveram nos últimos 50 mil anos. 



A equipe, liderada por José María Gómez, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha, usou métodos comparativos normalmente empregados na biologia evolutiva para reconstruir as prováveis taxas de violência letal desde a origem da humanidade. 


Seg
undo o estudo, a linhagem evolutiva da qual vieram os homens tem uma longa história de violência contra membros da mesma espécie, com taxas médias muito mais altas que as observadas entre outros mamíferos. "A pesquisa nos dá boas razões para acreditar que nós somos intrinsecamente mais violentos que o mamífero médio, o que é coerente com relatos antropológicos", disse o biólogo britânico Mark Pagel, da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Reading (Reino Unido), em comentário ao novo estudo da Nature


Cultura 



Mas a pesquisa também destaca que fatores culturais influenciam as taxas de violência contra os semelhantes: em sua origem, o homem causava 2% das mortes de outros homens - seis vezes mais do que a média entre outros mamíferos. A taxa subiu gradualmente até 12%, na Idade Média, caindo nos séculos seguintes até uma porcentagem 200 vezes menor que a original: 0,01%.

Fonte e imagem: http://www.bonde.com.br/

13/04/2016

Doenças trazidas de África pelos humanos modernos podem ter dizimado neandertais


Os neandertais que viviam na Europa podem ter sido infetados por doenças trazidas de África pelos humanos modernos

Terão sido as doenças trazidas de África pelos antepassados dos humanos a dizimar os neandertais? Um novo estudo indica que estas podem ter tido um papel importante e contribuído para o desaparecimento da espécie.

Segundo dois investigadores britânicos, os neandertais que viviam na Europa podem ter sido infetados por doenças trazidas de África pelos humanos modernos, Homo Sapiens, há 80 mil anos. Sendo ambas espécies de hominídeos, a transmissão de vírus entre as populações teria sido possível e provável, defendem.

A revisão das mais recentes descobertas sobre os genomas dos vírus e bactérias permite concluir que algumas doenças infecciosas são provavelmente muitos milhares de anos mais antigas do que se acreditava, explicam os investigadores de Cambridge e Oxford Brookes. E há sinais de que os vírus chegaram aos humanos através de outros hominídeos, ainda em África. Assim, os cientistas argumentam que faz sentido supor que os humanos tenham, por sua vez, passado as doenças aos neandertais.

A geneticista Charlotte Houldcroft, do departamento de Biologia Antropológica de Cambridge, diz que muitas das infeções que provavelmente passaram para os neandertais - tuberculose, úlceras do estômago e tipos de herpes - são doenças crónicas que terão enfraquecido os neandertais, tornando estes caçadores-recoletores menos capazes, o que terá contribuído para a extinção da espécie.

"Para a população neandertal da Eurásia, a exposição a novos agentes patogêneos trazidos de África pode ter sido catastrófica", explica Houldcroft. "No entanto, é pouco provável que tenha sido semelhante ao que aconteceu nas Américas quando Colombo levou doenças que dizimaram as populações nativas", ressalva. É mais provável que os pequenos grupos de neandertais tenham tido interações e sido infetados, tendo sido enfraquecidos por estes desastres, o que acabou por desequilibrar a balança contra a sobrevivência.

A teoria apoia-se nas descobertas proporcionadas por novas técnicas desenvolvidas nos últimos anos, que permitiram aos investigadores explorar o passado das doenças, estudando o seu código genético, bem como extrair ADN dos nossos antepassados e procurar sinais de doenças.

No artigo publicado no American Journal of Physical Anthropology, os cientistas defendem que muitas doenças infecciosas têm evoluído lado a lado como os humanos e com os nossos antepassados há dezenas de milhares de anos.

A teoria dominante defende que as doenças infecciosas explodiram com o aparecimento da agricultura há cerca de oito mil anos, quando as populações humanas começaram a assentar em povoações com mais densidade e onde humanos e gado viviam lado a lado, criando o ambiente perfeito para a disseminação das infeções.

Fonte: Diário de Notícias
IMAGEM: NIKOLA SOLIC/REUTERS