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31/08/2016

Descoberto fóssil da primeira espécie de vertebrado voador


A descoberta de um fóssil de uma espécie até aqui desconhecida, na Argentina, poderá ajudar a entender o desenvolvimento dos animais voadores, como os pássaros que hoje conhecemos. Trata-se do Allkaruen koi, pertencente à família dos pterossauros, e terá sido o primeiro vertebrado com capacidade de voar.

Os restos foram descobertos “soberbamente preservados” na província de Chubut, na Patagônia argentina, e analisados por uma equipa de arqueólogos, que concluiu que o animal tinha características particulares para se manter em voo, de acordo com o The Independent. O Allkaruen koi era dotado de ossos pneumáticos (ocos) e um dedo alongado para apoiar a membrana que servia de asa. Os resultados da análise do fóssil foram publicados num artigo, na revista PeerJ.

Diego Pol, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, explicou ao jornal britânico que “esta pesquisa dá um importante contributo para entender a evolução de todos os pterossauros”, os primeiros a conseguir voar, porque o animal “apresenta um estado intermédio na evolução cerebral dos pterossauros e nas suas adaptações ao ambiente aéreo”.

A análise dos restos do Allkaruen koi permite agora juntar novos dados ao conhecimento anterior sobre como evoluíram os primeiros vertebrados voadores. Até aqui, conheciam-se dois tipos de pterossauros — uma mais primitiva e outra semelhante ao conhecido pterodáctil. O Allkaruen koi, batizado como “cérebro ancião” na língua nativa Tehuelche, uma forma intermédia entre as duas já conhecidas, é particularmente importante devido às características do ouvido interno, muito importante para o equilíbrio.

Os pterossauros foram os primeiros animais vertebrados a conseguir desenvolver a capacidade de voar, através do movimento das asas. A partir dessa espécie ancestral, surgiram dezenas de espécies, incluindo algumas do tamanho de um F-16 e outras tão pequenas como um avião de papel, de acordo com o Museu Americano de História Natural.


Quem era o Pterossauro?Os pteroussauros foram uma espécie muito próxima dos dinossauros — portanto, um réptil. No entanto, a espécie evoluiu de uma forma muito distinta dos restantes répteis, e tornaram-se nos primeiros animais depois dos insetos a conseguir desenvolver a capacidade de voo — não apenas de planar ou de saltar muito alto.
A espécie desapareceu há 66 milhões de anos, na mesma extinção em massa que aniquilou grande parte dos dinossauros, incluindo o famoso Tyrannosaurus rex, não deixando nenhum descendente.
Fonte: Museu Americano de História Natural

Fonte: Observador

24/08/2016

Docentes do Instituto de Física da USP criam canal no YouTube para ensinar conceitos


Agência FAPESP – Professores e pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo prof. Gil da Costa Marques, criaram um canal no YouTube com diversas aulas de física que auxiliam alunos, professores a buscar o entendimento dos problemas mais complexos da física de uma forma mais simples, segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Instituto.
De acordo com Costa Marques, responsável pela iniciativa, "o propósito do canal no YouTube é disponibilizar conteúdos de alta qualidade para a educação científica e informações mais recentes sobre o ensino de física para estudantes universitários e professores que buscam atualização dos conhecimentos”.
Os planos futuros para a plataforma, ele acrescentou, preveem a expansão da oferta de conteúdos para um público mais geral. “Porém, o principal objetivo foi alcançado que é o de aproximar cada vez mais a universidade pública, gratuita e de alta qualidade, da sociedade que a financia por meio dos impostos”, ele finalizou.
As aulas no YouTube estão disponíveis no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCF5qm-yrOeDq1sSmE-gCh0.
Para mais informações utilize o e-mail marques@if.usp.br ou o telefone (11) 3091-6708. 

21/08/2016

Inteligência da mulher faz o marido feliz e saudável, diz estudo.


Inteligência da mulher faz o marido feliz e saudável, diz estudo.

A beleza pode ser “fundamental”, como dizia o poeta, mas é a inteligência da mulher que vai garantir a saúde mental do marido na velhice. Pelo menos é o que diz um estudo da Universidade de Aberdeen, na Escócia, divulgado nesta quarta-feira (3).
Segundo o professor Lawrence Whally, de Aberdeen, a mulher inteligente, que tem QI maior que o do marido, vai fazê-lo mais feliz a longo prazo. O resultado da pesquisa não deixou dúvidas: homens casados com mulheres inteligentes não são somente mais felizes, como têm vidas mais longas e saudáveis, podendo evitar o Mal de Alzheimer e outras doenças mentais associadas à velhice.
Outras pesquisas científicas já haviam demonstrando os efeitos benéficos das palavras cruzadas, da leitura e das visitas aos museus contra a demência geriátrica. Mas, segundo o professor Whally, “nunca dizemos aos meninos, que querem ter uma vida longa, que eles devem se casar com as meninas mais inteligentes. Uma pena! Pois a inteligência da companheira é a melhor garantia contra a degeneração mental do marido”.
Fatores de risco podem aparecer na infância
O pesquisador considera ainda outros fatores que propiciam o aparecimento da demência na velhice, como a perda de um parente próximo nos primeiros anos de vida. “Os estudos demonstram que a morte da mãe antes da idade de cinco anos é um fator de risco importante. Em contrapartida, o amor e o apoio parental durante a infância, passar muitos anos na escola, crescendo num ambiente favorável, são as melhores maneiras de garantir uma saúde mental eterna”. O estudo da Universidade de Aberdeen não abordou, porém, o risco à saúde mental das mulheres inteligentes quando casadas com uma “toupeira”, que passa o fim de semana deitado no sofá assistindo ao futebol na televisão. 
Fonte:RFI

19/08/2016

Os primeiros humanos não se espalharam pelas Américas por terra, diz nova teoria


Os primeiros humanos não se espalharam pelas Américas pelo caminho que é normalmente indicado pelos arqueólogos, diz um estudo publicado na última edição da revista Nature. Segundo os pesquisadores , é precisa uma nova teoria para a colonização das Américas, já que a suposta rota de entrada era "biologicamente inviável".

As primeiras pessoas a chegar às Américas atravessaram uma antiga ponte terrestre entre a Sibéria e o Alasca, segundo a teoria mais aceite, mas depois tiveram de esperar que as massas de gelo que cobriam o que agora é o Canadá começassem a recuar, criando um corredor livre de gelo que lhes permitiu migrar para sul.

Num novo estudo publicado na revista Nature, uma equipa internacional de pesquisadores recorreu ao ADN extraído de um ponto crucial deste corredor para pesquisar a evolução do ecossistema depois do degelo dos glaciares. Com estes dados conseguiram criar um retrato muito completo que mostra quando a passagem se tornou viável para os humanos, concluindo que as viagens podem ter começado há 12 600 anos, mas que antes não seriam possíveis.

Recuando mais no tempo, faltava a esta faixa de território recursos fundamentais, como a madeira para servir de combustível e ferramentas, e animais para a alimentação.

Se estes dados estiverem corretos, os primeiros americanos, de uma cultura pré-histórica americana denominada Clovis, que deixaram marcas no território a sul dos glaciares muito antes, tiveram de seguir outra rota. Os autores do estudo indicam que estes provavelmente migraram ao longo da costa do Pacífico.

"Apesar de o corredor estar aberto há 13 mil anos, foram precisas algumas centenas de anos até ser possível usá-lo", explica Eske Willerslev, a geneticista da Universidade de Copenhaga que liderou a pesquisa. "Isto significa que as primeiras pessoas a entrar no que agora é os Estados Unidos, na América Central e na do Sul tiveram de seguir uma rota diferente."

Fonte: Diário de Notícias
Imagem:  MIKKEL WINTHER PEDERSEN

09/08/2016

Maior pegada de dinossauro carnívoro descoberta na Bolívia

Com 1,20 metros, a pegada deixada por um abelisaurus é a maior alguma vez encontrada por um dinossauro carnívoro. O animal que a deixou poderia ter mais de 12 metros de altura.


Uma pegada de dinossauro com 1,20 metros de largura encontrada na Bolívia é considerada uma das maiores pegadas de dinossauros carnívoros alguma vez encontrados. De acordo com o paleontólogo Sebastian Apesteguia, citado pela Agência Reuters, a pegada foi deixada há 80 milhões de anos por um abelisaurus.

“Os abelisaurus eram os grandes carnívoros do fim do período Cretáceo”, explica Apesteguia, que está a estudar a descoberta.

E para uma pegada gigante, um animal gigante. Como informa o paleontólogo, “o tamanho normal de um abelisaurus é cerca de 9 metros. Mas as pegadas que encontramos foram deixadas por um animal que tinha mais de 10 ou até mais de 12 metros”.

A pegada foi descoberta por um guia turístico numa zona perto da cidade de Sucre, no centro da Bolívia.

Apesar de ter sido encontrada numa zona em que existem várias pegadas de dinossauros — existe até um Parque Cretáceo no local –, a pegada “é maior do que qualquer outra que já encontramos na área”, disse o paleontólogo. “É um tamanho recorde para dinossauros carnívoros do final do período Cretáceo na América do Sul”, acrescenta.

Fonte: Observador

05/08/2016

Os últimos mamutes morreram de sede


Os cientistas acreditam que o último grupo de mamutes morreu de sede devido a alterações climáticas que levaram ao aquecimento da Terra e à redução drástica da água dos lagos.

Grande parte dos mamutes que habitaram a Terra desapareceram há cerca de 10.500 anos, no entanto há indícios de uma pequena população destes mamíferos que habitou Saint Paul, uma pequena ilha na costa do Alasca, que os cientistas creem que só se terão extinguido há 5.600 anos.

A comunidade científica acredita que a espécie extinguiu-se por causa das alterações climáticas que precederam a Idade do Gelo e também devido à caça. Ainda assim, tentavam perceber porque razão os animais aguentaram durante mais 5.000 anos naquela ilha.

Agora perceberam porque é que morreram e como foram os seus últimos dias na Terra. Os mamíferos gigantes, que chegavam a pesar 6.000 quilos, habitavam a ilha de 110 quilômetros quadrados que não tinha rios nem nascentes. A água potável que bebiam vinha de poços e lagos. De acordo com um estudo da Universidade de Pensilvânia, os antepassados dos elefantes terão ficado presos nas ilhas quando o Alasca se separou na Sibéria, conta a BBC Mundo.

E parece que a vida até lhes corria bem, mas depois vieram os dias quentes que precederam a Idade do Gelo. O nível das águas do mar subiu de tal forma que a superfície da ilha diminuiu e a água salgada misturou-se com a água dos lagos, infiltrando-se nas reservas de água potável.

Quando isso aconteceu, os muitos mamutes da ilha concentravam-se todos à volta dos poucos poços que havia. O que aconteceu foi que iam matando a vegetação que lá havia, precipitando a erosão dos solos, o que acelera a sedimentação dos lagos. Ou seja, eles próprios estavam a prejudicar a produção de água potável.

Os mamutes precisavam de 70 a 200 litros de água por dia. Quando deixou de haver neve ou chuva suficiente para encher as reservas de água doce, os animais começaram a morrer rapidamente.

A comunidade científica alerta que problemas como este podem afetar, atualmente, os animais e as populações que vivem em pequenas ilhas.

Via: Observador
Foto: Krafft Angerer/Getty Images

31/07/2016

Jovens sergipanos desenvolvem catálogo cientifico


Com um belo catálogo ilustrado por jovens artistas de uma das comunidades mais pobres do Brasil, Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe, o Projeto Arte Naturalista - Ciclo de Vida dos Manguezais encerrou seu primeiro ciclo de construção de uma tecnologia social voltada à promoção do desenvolvimento de jovens e adolescentes de comunidades de extrema pobreza através da arte e mais especificamente da ilustração (aquarela, nanquim e grafite).
O povoado de Santa Luzia do Itanhy é um dos mais antigos de Sergipe e sua fundação coincide com as primeiras tentativas de colonização do solo sergipano pelos portugueses. Localizada na região sul de Sergipe, conta com pouco mais de 13 mil habitantes, distribuídos entre comunidades quilombolas e vilas de pescadores.
A impressão de dois mil exemplares da publicação foi possível graças ao apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) ao Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI), que concebeu e desenvolve o projeto.
O catálogo científico-cultural ilustrado apresenta a biodiversidade do mangue, com ilustração de jovens carentes da região, após passarem por treinamento na área de pintura e desenho.
O coordenador do IPTI, Saulo Barreto, explicou que o projeto teve por objetivo associar o mundo contemporâneo às técnicas artesanais posicionando os ilustradores sergipanos de uma maneira inovadora não apenas perante o Brasil, mas também perante o mundo. "Essa é a maneira que encontramos para preservar o patrimônio material do artista brasileiro e sergipano. Essa é a idéia do projeto, desenvolver pessoas que vejam que nascer em Santa Luzia do Itanhy é uma vantagem e não um problema", explicou.

Saulo conta, ainda, que objetivo do Arte Naturalista é desenvolver o ensino de arte, estimular a geração de renda da região e a educação ambiental. O projeto trouxe um novo significado do mangue para a população local, ao transformá-lo em arte, e proporcionou novas perspectivas de vida para os jovens.
"O Arte Naturalista foca na identificação de talentos locais em desenho, que recebem formação em ilustração, utilizando materiais que sejam de fácil acesso aos moradores locais, tais como aquarela, nanquim, grafite", pontuou. O projeto iniciou com 97 candidatos dos quais 20 foram selecionados. Desses, 10 concluíram o curso, sendo que 8 produziram ilustrações consideradas de alta qualidade (24 trabalhos no total), as quais compuseram o acervo para a exposição no Museu da Gente Sergipana, inaugurada em 4 de abril de 2013, com a presença dos jovens ilustradores e seus familiares.
Atualmente, os ilustradores atuam como instrutores de arte nas escolas dos seus povoados.
O projeto foi dividido em três linhas distintas que objetivam sua continuidade. A primeira é uma re-aplicação da tecnologia social, onde os ilustradores formados na primeira etapa atuam como instrutores de arte nas escolas de seus respectivos povoados; a segunda é uma elaboração de produtos associados à estética dos manguezais, a proposta é elaborar produtos como, camisetas, roupa de cama entre outros como forma de gerar renda aos ilustradores; e a terceira o aperfeiçoamento das técnicas e elaborações de catálogos científicos/educacionais ilustrados.
O IPTI
O IPTI é uma instituição privada sem fins lucrativos, fundada em 2003, com o propósito de desenvolver inovações tecnológicas de interesse social. Em 2009 mudou sua sede para o povoado de Santa Luzia do Itanhy com o propósito de cumprir sua missão.  Desde sua fundação, o IPTI tem atuado de forma participativa, envolvendo representantes das comunidades locais nos diversos projetos de Tecnologias Sociais que desenvolve. 
Saulo Barreto enfatiza que o papel do instituto é servir de ponte entre ciência, tecnologia e sociedade. "O IPTI trabalha com a ideia de tecnologia social porque acreditamos que ciência e tecnologia são fundamentais para promover a melhoria da qualidade de vida e para conseguir isso é fundamental que busquemos nos aproximar das comunidades. A academia é só parte da solução dos problemas. O IPTI se especializou em fazer essa interface de ciência, tecnologia e sociedade", concluiu.
Coordenação de Comunicação do CNPq

Austrália estará mais ao norte nos mapas de geolocalização



A Austrália terá que corrigir sua latitude e longitude para estar de acordo com os dados dos sistemas de navegação por satélite, segundo um organismo científico oficial.

As coordenadas geográficas deste vasto país estão atualmente afastadas em um metro, segundo a Geoscience Australia, o que pode representar um problema para as novas tecnologias baseadas em dados preciso de geolocalização, como as utilizadas pelos carros sem motorista.

"Temos que ajustar nossas medidas de longitude e latitude" para "que os sistemas de navegação por satélite que utilizamos em nossos smartphones coincidam com os dados cartográficos digitais", declarou nesta semana Dan Jaksa, da Geoscience, à rede de televisão Australian Broadcasting Corporation.

A Austrália se desloca atualmente sete centímetros ao norte por ano devido aos movimentos tectônicos, uma mudança que as coordenadas geográficas precisam levar em conta, segundo Dan Jaksa.

A última atualização das coordenadas geográficas da Austrália foi realizada em 1994, e os novos dados estarão acessíveis em janeiro de 2017.

Fonte: AFP

30/07/2016

A maldição dos astronautas: mais de metade morre com problemas cardíacos



São poucos os privilegiados que puderam entrar no espaço profundo. Grande parte deles morreu de problemas cardiovasculares. Um estudo recente mostra que a causa pode ser a radiação que existe no espaço, explica o Independent.

Dos sete astronautas que integraram a equipa da missão Apollo, três morreram devido a problemas cardiovasculares. O número parece pouco expressivo, mas percentualmente representa 43%, que é cinco vezes maior que a proporção de astronautas que voaram junto à órbita da terra ou que nem chegaram a voar e padecem desse tipo de doenças.

A equipa de investigação admite que ainda há muito pouca informação sobre os efeitos da radiação no corpo humano, mas tudo indica que será nocivo. A experiência conduzida em ratos mostrou que os animais apresentavam danos nas artérias depois de terem sido submetidos a radiação durante seis meses (o que equivale a 20 anos humanos).

O estudo foi conduzido tendo em conta o objetivo de enviar pessoas para Marte até 2026.

Major Tim Peake, astronauta britânico, passou 186 dias na Estação Espacial Internacional e conta que a sensação de regressar à Terra é como a “pior ressaca do mundo”. Peake acrescentou ainda que vai demorar vários meses até que consiga recuperar a densidade óssea, mas que, de resto deve demorar dois ou três dias até se sentir confortável outra vez no planeta.

Fonte: Observador
Foto KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP/Getty Images

Chuva de meteoritos que poderá ser vista nos céus no fim de semana


Uma espetacular chuva de meteoros poderá ser observada a partir desta sexta-feira (29) e durante o fim de semana em todo o mundo.
Conhecido como Delta Aquarídeas, o fenômeno ocorre todos os anos entre os meses de julho e agosto, mas atingirá seu pico nos próximos dias.
Segundo astrônomos, até 20 meteoros poderão ser observados por hora.
A chuva de meteoros Delta Aquarídeas é ligada à passagem do cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986 por um astrônomo amador.
A lua minguante tornará o fenômeno ainda mais especial, pois com menos luz os meteoros ficam mais visíveis.
As melhores horas para observar o Delta Aquáridas são entre a meia-noite e antes do amanhecer, entre duas e três da manhã.
Quem estiver no Hemisfério Norte, deve olhar para o sul, perto da constelação de Aquário.
Já que vive abaixo da linha do Equador, como é o caso do Brasil, tem mais sorte, pois os meteoros estarão mais visíveis. Será preciso olhar para o norte.

Perseidas
Contudo, os moradores do Hemisfério Norte poderão ver com mais nitidez as Perseidas, uma outra chuva de meteoros ligada à passagem do cometa Swift-Tuttle, em meados de agosto.
Quem mora acima da Linha do Equador poderá observá-las perto da constelação de Perseu, entre o nordeste e o norte.
Já quem vive no Hemisfério Sul, será preciso olhar em direção ao norte do horizonte.
As chuvas de meteoros ocorre quando a Terra cruza a órbita de um cometa. Quando está perto do Sol e se aquece, o corpo celeste perde pedaços deixando um rastro de pó.
"São esses detritos que se chocam com a atmosfera exterior da Terra a 150 km/h, fazendo com que se evaporem como meteoritos ou estrelas", afirmam especialistas ouvidos pela BBC.
Segundo o site de notícias de ciência Sciencealert, a gravidade da Terra atrai pó e gelo que se desprendem do cometa.

Fonte: BBC

Foto: Divulgação/Nasa

29/07/2016

Leite de barata tem 3 vezes mais energia que o de vaca, diz estudo



O leite de uma única espécie de barata, a Diploptera punctata, é altamente nutritivo, demostraram pesquisadores do Instituto para Biologia de Células-Tronco e Medicina Regenerativa em Bangalore, na Índia.
A reprodução das baratas geralmente ocorre com ovos, mas, nesta espécie específica, os embriões crescem e se desenvolvem num órgão especializado dentro da mãe, que os alimenta com o leite. Uma vez ingerido pelos embriões, o líquido se transforma em cristais
Os pesquisadores fizeram um pequeno corte no intestino médio dos embriões e analisaram a substância. O resultado do estudo aponta que o leite da barata tem três vezes mais energia que o das vacas. Ele é formado por gorduras, açúcares e proteínas.

Então ele poderia ser uma alternativa de alimento para humanos no futuro? Em entrevista ao jornal "The Washington Post", o bioquímico e pesquisador Ramaswamy disse que o leite de barata “tem um gosto que não se parece com nada em especial”, segundo um amigo que experimentou. De acordo com Ramaswamy, o maior desafio é convencer os humanos a consumir algum produto que tenha leite de barata. "Não acho que alguém vai gostar se você disser: 'Nós extraímos cristais de uma barata e isso será comida'", disse ao jornal.

Além disso, as baratas não têm mamilos, o que poderia dificultar a extração do material. Ramaswamy também disse que estudos futuros devem avaliar se o leite é tóxico para seres humanos. "Eu posso vê-lo [leite de barata] em bebidas de proteína", completou.

Fonte: G1
Foto: International Union of Crystallography

28/07/2016

Cientistas belgas criam máquina que converte urina em água potável

Equipe coletou xixi em festival de música e recuperou 1.000 litros de água.
Sistema criado utiliza energia solar, dizem criadores.




Uma equipe de cientistas de uma universidade na Bélgica anunciou a criação de uma máquina que converte urina em água potável e fertilizante com ajuda de energia solar, uma técnica que pode ser aplicada em áreas rurais e em países em desenvolvimento.
O sistema criado pela Universidade de Ghent usa uma membrana especial e os cientistas afirmam que é eficiente no consumo de energia e pode ser aplicado em áreas desconectadas da rede elétrica.
"Conseguimos recuperar fertilizante e água potável a partir de urina usando apenas um simples processo de energia solar", afirmou o pesquisador Sebastiaan Derese, da universidade.
A urina é coletada em um grande tanque, aquecida com energia solar e passada por uma membrana em que a água é recuperada e nutrientes como potássio, nitrogênio e fósforo são separados.
Sob o slogan em inglês #peeforscience (#xixipelaciencia), a equipe utilizou o equipamento durante um festival de música de 10 dias em Ghent, recuperando 1.000 litros de água da urina do público.
O objetivo é instalar versões maiores da máquina em ginásios e aeroportos, mas também levar o equipamento para áreas rurais de países em desenvolvimento onde fertilizantes e água potável são escassos, disse Derese.
Como ocorreu em projetos anteriores em que a equipe que desenvolveu a máquina se envolveu, a água recuperada do festival será usada para produção de cerveja.
"Chamamos do esgoto para a cervejaria", disse Derese.

Fonte: Reuters
Foto: Francois Lenoir/Reuters

25/07/2016

Neandertais da Europa do Norte eram canibais


Os ossos de pelo menos cinco pessoas, entre as quais uma criança, descobertos numa caverna de Goyet, na Bélgica, estão a ajudar a contar uma nova história sobre a nossa evolução. Uma história de violência, em que pela primeira vez os pesquisadores descobriram provas da prática de canibalismo entre os Neandertais na Europa do norte, há cerca de 40 mil anos.

A pesquisa de um equipa internacional de cientistas, entre os quais peritos da universidade alemã de Tubinga e espanhóis da universidade do País Basco, conseguiu recolher 99 fragmentos de esqueletos de Neandertais, a maior coleção do gênero encontrada tão a norte. E da sua análise retirou-se uma conclusão clara: um terço desses ossos apresentavam cortes e sinais de fratura semelhantes aos que eram feitos pelos nossos antepassados em cavalos e renas, que lhes serviam de refeição. Além disso, estes homens usavam ainda os ossos dos seus mortos como ferramentas, usadas no fabrico de outros utensílios.

Esta não é a primeira vez que se encontram provas de canibalismo entre Neandertais - as evidências mais antigas desta prática entre humanos remontam há 800 mil anos e foram encontradas não muito longe de nós, na gruta espanhola de Atapuerca -, sendo que isso só tinha acontecido em Espanha (Zafarraya, El Sidrón) e França (Moula-Guercy, Les Pradelles). Mas agora este trabalho, publicado na revista Scientific Reports, demonstra que em paragens para lá dos Alpes, "tal como se fazia no sul da Europa, os Neandertais tinham rituais de respeito para com alguns dos seus mortos, que enterravam, ao mesmo tempo que viam outros como alimento", explicou o pesquisador basco Asier Gómez ao El Mundo.

Mas esta descoberta ainda levanta dúvidas sobre a forma como os Neandertais lidavam com os seus mortos na fase final da sua existência - eles desapareceram há cerca de 30 mil anos - uma vez que outras escavações na mesma zona não encontraram evidências de práticas semelhantes às reveladas em Goyet, mas apenas vestígios de rituais funerários. "Estas indicações permitem-nos assumir que os Neandertais praticavam canibalismo, mas é-nos impossível dizer se essas pessoas foram massacradas como parte de um qualquer ato simbólico ou apenas para servirem de alimento", reconhece Hervé Bocherens, do Centro de Evolução Humana e Paleoambiente de Tubinga, em declarações ao Science Daily. A terceira caverna de Goyet, de onde foram extraídos estes ossos, foi escavada há 150 anos.

Semelhanças genéticas
Esta pesquisa serviu ainda para solidificar uma outra conclusão, a de que havia pouca variação genética entre os homens espalhados pela Europa nesta época, às vezes separados por milhares de quilómetros - os Neandertais de Goyet tinham semelhanças genéticas com os de Feldhofer (na Alemanha), de Vindija (Croácia) e com os vestígios encontrados na Península Ibética.
A análise ao ADN mitocondrial dos vestígios encontrados permitiu duplicar a informação genética já existente sobre a espécie e confirmar que estes humanos eram bastante semelhantes entre si.

Fonte: Diário de Notícias
Imagem: REUTERS/NIKOLA SOLIC

23/07/2016

Pássaro recebe bico de titânio feito com impressora 3D na China



Um pássaro que perdeu metade do bico durante uma briga no Zoológico de Guangzhou, no sul da China, vai poder voltar a comer normalmente. O grou-da-Manchúria chamado Lili recebeu um bico de titânio feito com impressora 3D.
Depois de usar bicos de plástico para descobrir o tamanho e formato ideais, técnicos imprimiram uma prótese feita de titânio, material escolhido pela força e resistência.
A cirurgia para implantar a prótese foi feita em um hospital veterinário de Guangzhou e durou cerca de meia hora. Logo em seguida, o pássaro já pôde pegar peixes de um balde normalmente.
O grou-da-Manchúria está entre os grous mais raros e maiores do mundo, medindo cerca de 1,5 metro. Há apenas cerca de 2.750 espécimes vivendo na Rússia, China, Mongólia, Japão e Coreia.
Uma de suas características mais distintivas é uma mancha vermelha no alto da cabeça. Eles podem viver até 70 anos e são vistos pela cultura chinesa como símbolos de longevidade e nobreza.


Fonte: Associated Press
Foto: Associated Press

21/07/2016

A última oportunidade em 24 anos de ver Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno alinhados


Nós já vimos no início deste ano, e veremos agora novamente: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno ficarão alinhados por alguns dias antes de cada um deles tomar o seu caminho no céu.
A partir desta semana, e durante mais algumas, os cinco planetas poderão vistos a olho nu durante o pôr do sol - no fim de janeiro e início de fevereiro, eles podiam ser avistados apenas ao amanhecer.
Isso só será possível, segundo David Dickinson, do site de astronomia Universe Today, porque antes tínhamos todos os planetas à nossa frente.
"Agora, os vemos do nosso 'espelho retrovisor' porque Marte, Júpiter e Saturno estão na frente, enquanto Mercúrio e Vênus estão correndo para recuperar o atraso", escreveu Dickinson.
Se você estiver em um espaço aberto sem nuvens, a partir desta quarta-feira poderá ver os cinco planetas vizinhos ao sudoeste da Terra.

Brilho e cor
Para identificar os planetas, preste atenção nas sutis diferenças que você verá no céu. Venus é o mais brilhante de todos, e Júpiter é o próximo na luminosidade. Ambos ainda são visíveis quando o sol está prestes a se esconder.
Marte, por sua vez, é avermelhado e Saturno, amarelado. Ambos brilham com intensidade semelhante.
Encontrar Mercúrio é sempre o maior desafio porque é o menor planeta e pode se esconder facilmente.

O truque do polegar
O astrônomo Jason Kendall, professor adjunto da Universidade William Paterson, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, publicou em seu canal do YouTube um exercício prático para saber se o que você está vendo é um planeta ou uma estrela.
"Feche um dos olhos. Estique o braço e coloque o seu dedo polegar para cima. Lentamente, passe-o de um lado para o outro do planeta ou estrela que você vê no céu. Se a luz se atenuar quando o polegar passar sobre ele, é um planeta. Mas se ela piscar rapidamente é uma estrela", disse.
O truque funciona melhor com Júpiter e Vênus, afirma o astrônomo, porque eles são mais brilhantes.
De qualquer forma, o que precisa ficar claro caso você decida "ir à caça" é que esses planetas são corpos celestes mais brilhantes vistos daqui da Terra - depois do Sol e da Lua, é claro.
Os cinco planetas não voltarão a se alinhar até 8 de setembro de 2040, quando estarão a 9,3 graus no céu.

Fonte: BBC
Foto: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS

20/07/2016

Dinossauro carnívoro de nova linhagem é descoberto na Argentina


Feroz, carnívoro, implacável e intimidante com seis metros de comprimento do rabo à cabeça. "Gualicho", o último dinossauro descoberto na Argentina, abre uma nova linhagem em sua espécie, disseram os pesquisadores nesta quarta-feira (13) ao apresentá-lo em Buenos Aires.
Trata-se de um terópode de mãos com dois dedos, algo incomum para o que se tem descoberto até agora no continente, que o localiza como um achado de enorme significado mundial, segundo explicou em coletiva de imprensa Sebastián Apesteguía, pesquisador do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet).
"É uma linhagem completamente diferente. Nós ficamos gelados ao descobri-lo, já que, para nós, foi como ter um enorme elefante debaixo do tapete", explicou Apesteguía durante a apresentação no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva da Argentina.
Uma particularidade de "Gualicho" é que seu único antecedente é o terópode africano Deltadromaeus, descoberto em Kem Kem, Nigéria, que, entretanto, jamais teve os ossos dos braços encontrados, onde se detectaria a singularidade.
O trabalho sobre "Gualicho", que foi publicado na prestigiada revista científica Plos One, leva a assinatura de Apesteguía junto com Rubén Juárez Valieri, que se especializa em dinossauros carnívoros e ornistíquios na Secretaria de Cultura do Rio Negro.
Origem do nome
"Colocamos o nome Gualicho para honrar a antiga deusa watsiltsüm dos índios tehuelches do norte (argentino), que é considerada como a dona dos animais e do vento. Além das enormes dificuldades que lidamos para poder recuperar o esqueleto achado", comentou Apesteguía.
"Gualicho" é uma palavra que na Argentina significa uma espécie de feitiço, e estava relacionado com a pesquisa, onde a equipe sofreu a virada de uma caminhonete e a negociação de diversas premissas de escavação, o que atrasou o trabalho em anos.
Os obstáculos burocráticos e outros de "má sorte" levaram, inclusive, a pesquisa a ficar durante um tempo nas mãos de outro grupo de paleontólogos.
O desenrolar do descobrimento começou no ano 2000, quando a equipe de Apesteguía encontrou ossos de dinossauros e troncos petrificados em um campo próximo da área de Villa El Chocón, em Neuquén, ao lado da província do Rio Negro, na Patagônia.
Em 2007, após juntar os recursos e se associar com profissionais estrangeiros, Apesteguía empreendeu a expedição junto com Peter Makovicky, cientista do Field Museum de Chicago, nos Estados Unidos.
Algumas semanas depois, a chefe dos técnicos do Field Museum, a japonesa Akiko Shinya, encontrou o esqueleto quase completo de um dinossauro carnívoro que hoje é conhecido como "Gualicho Shinyae", também em homenagem a essa profissional.
"Atualmente, a paleontologia gera recursos e turismo. Os dinossauros são o maior atrativo para conectar com as novas gerações", manifestou Lino Barañao, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva.
A maior parte dos fósseis de "Gualicho" foi colocada no Museu Patagônico de Ciências Naturais, de General Roca, Rio Negro, enquanto alguns estão preservados no Museu Provincial Carlos Amehino da cidade de Cipolletti, na mesma província.
O sul argentino - fronteiriço com o Chile - abriga uma das maiores jazidas de fósseis de dinossauros. O último achado que causou surpresa entre a comunidade científica foi anunciado em janeiro: restos de um saurópode gigante do Cretáceo, o Notocolossus, cujo úmero mede 1,76 metro, uma espécie da família dos titanossauros também desconhecida até o presente.

Fonte: AFP
Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFP

19/07/2016

Orquídea rara chama a atenção por ter 'cabeça de diabo' entre pétalas


Com apenas 30 unidades identificadas no sul da Colômbia, uma nova espécie de orquídea chama a atenção por outra característica: ter uma “cabeça de diabo” entre as pétalas.

Com um olhar mais atento ao centro da flor, é possível ver o rosto e parte do corpo "demoníacos". A nova espécie recebeu o nome “Telipogon diabolicus”.

O habitat da espécie é restrito a duas regiões colombianas, de Putumayo e Nariño, ao sul do país. A orquídea diabólica está entre as espécies ameaçadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da da União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

A planta tem uma haste que mede entre 5,5 e 9 centímentros de altura. Além da “cabeça do diabo”, as pétalas têm riscos, característica não encontrada em nenhuma outra espécie colombiana do gênero.

"No mais recente catálogo de plantas colombianas, quase 3.600 espécies de orquídeas foram incluídas, que representam cerca de 250 gêneros", disseram pesquisadores. "Não há dúvida de que centenas de espécies do país permanecem desconhecidas. Só em 2015, mais de 20 novas foram publicadas com base no material coletado na Colômbia".

A descoberta é dos pesquisadores Marta Kolanowska e Dariusz Szlachetko, ambos da Universidade de Gdansk, na Polônia. Eles trabalharam em parceria com o professor colombiano Ramiro Medina Trejo.

Fonte: G1
Foto: Marta Kolanowska

18/07/2016

Telescópio na África mostra mais galáxias do que se conhecia



Mesmo operando com um quarto da capacidade eventual, o radiotelescópio MeerKAT, em construção na África do Sul, deu uma demonstração de sua potência extraordinária este sábado, revelando 1.300 galáxias detectadas em uma minúscula parte do universo, onde apenas 70 eram conhecidas - um número quase 20 vezes maior.

A imagem divulgada neste sábado foi a primeira produzida pelo MeerKAT, onde 16 antenas começaram a funcionar.

O contingente completo do MeeKAT, que terá 64 antenas, será integrado no ano que vem ao projeto multinacional SKA (sigla em inglês para Square Kilometre Array), que visa a se tornar o mais poderoso radiotelescópio do mundo.

As imagens produzidas pelo MeerKAT "são de longe muito melhores do que poderíamos esperar", explicou o cientista-chefe do SKA na África do Sul, Fernando Camilo, no local onde estão as antenas, perto da pequena cidade de Carnarvon, 600 km ao norte da Cidade do Cabo.

Isto "significa que este telescópio como está hoje, com apenas um quarto de seu contingente total, já é o melhor radiotelescópio do hemisfério sul", disse Camilo à AFP.

Quando estiver completamente operacional, em 2020, o SKA contará com três mil antenas, espalhadas por vários países, permitindo aos astrônomos escrutar o espaço com um nível de detalhe incomparável.

O radiotelescópio terá um potencial de descobertas dez vezes maior do que os instrumentos modernos mais avançados e explorará supernovas, buracos negros, energia negra e vai rastrear as origens do universo, cerca de 14 bilhões de anos atrás.

Os cientistas esperam que seja capaz de dar respostas a questões fundamentais sobre o universo, por exemplo como foi criado e porque está em expansão.

"Levando em conta os resultados de hoje (sábado), podemos esperar que uma vez que as 64 antenas estejam montadas, o MeerKAT será o melhor telescópio do mundo, antes [mesmo] da conclusão do SKA", declarou em um comunicado o professor Justin Jonas, encarregado tecnológico do projeto SKA na África.

O MeerKAT está em construção em uma área remota e árida de Karoo, região do sudoeste da África do Sul, e oferece condições ideais para os astrônomos.

Também servirá como um dos dois principais conjuntos de antenas do SKA. O outro ficará na Austrália.

Dez países financiam este gigantesco projeto: Austrália, Reino Unido, Canadá, China, Alemanha, Itália, Holanda, Nova Zelândia, África do Sul e Suécia.

Fonte: AFP
Foto: REUTERS/ICRAR

15/07/2016

Papiro mais antigo do Egito é exposto em museu pela primeira vez


O Museu Egípcio no Cairo está expondo pela primeira vez o papiro mais antigo já encontrado, originado na época do faraó Keops, que reinou no Antigo Egito há mais de 4.500 anos, de acordo com informações de funcionários do local divulgadas nesta quinta-feira (14).

Este manuscrito excepcional foi descoberto junto com outros papiros em 2013 por uma equipe de arqueólogos franceses e egípcios na região de Wadi Al Jarf, no sudeste do Cairo, às margens do Mar Vermelho.

O documento menciona os trabalhos de construção da Grande Pirâmide de Gizé, ao oeste do Cairo.
"Trata-se do texto escrito mais velho" descoberto no Egito, disse à AFP Sayed Mahfuz, um dos arqueólogos da equipe que encontrou o papiro, que estava em pedaços. "Há mais de mil fragmentos", acrescentou.

O objeto será exibido durante duas semanas no Museu Egípcio, que abriga as mais belas peças do tesouro faraônico do país.

Este papiro "conta o cotidiano e o estilo de vida dos operários do porto [de Wadi Al Jarf]", segundo um comunicado do Ministério de Antiguidades.

"Conta que os operários participaram da construção da grande pirâmide" de Keops em Gizé, acrescenta a nota.

A pirâmide, construída há mais de 4.500 anos, é considerada uma das sete maravilhas do mundo da Antiguidade.

Um dos documentos era um "diário do funcionário público Merer (o amado, em língua faraônica) com estatísticas e detalhes administrativos" de seu trabalho, que mostra que o reinado de Keops durou mais de 26 anos, disse Mahfouz.

Antes da descoberta do papiro, havia poucos detalhes disponíveis sobre a duração do reinado do famoso faraó da IV dinastia.

Merer liderou uma equipe de cerca de 40 marinheiros, segundo o comunicado do Ministério de Antiguidades.

O papiro registra "o trabalho da sua equipe, que transportava blocos de pedra calcária das jazidas de Torah, na beira do Nilo, até a pirâmide de Keops, no planalto de Gizé", de acordo com a mesma fonte.

Fonte: AFP
Foto: MOHAMED EL-RAAI / AFP


12/07/2016

Macacos-prego usavam ferramentas há 700 anos


Maria Guimarães  |  Revista Pesquisa FAPESP – Novos indícios indicam que, por volta de 700 anos atrás, macacos-prego já usavam ferramentas para quebrar castanhas de caju e extrair a parte comestível. As caravelas portuguesas ainda não tinham chegado à costa brasileira com utensílios mais sofisticados, que de qualquer maneira até hoje não estão à disposição dos animais na serra da Capivara, no Piauí.
“É o primeiro relato de ferramentas de macacos-prego no registro arqueológico”, disse o biólogo Tiago Falótico, pesquisador de pós-doutorado do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP).
Falótico e o colega Eduardo Ottoni, seu supervisor, há tempos estudam o comportamento de macacos-prego e especificamente o uso de ferramentas por esses primatas da espécie Sapajus libidinosus com o apoio da FAPESP, no âmbito de um Projeto Temático e de uma Bollsa de Pós-Doutorado (leia mais em revistapesquisa.fapesp.br/2012/06/14/ramificacoes-ancestrais). Nos últimos três anos, em parceria com o arqueólogo Michael Haslam, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, eles aprofundaram os estudos no tempo.
O grupo fez escavações em uma área no Parque Nacional da Serra da Capivara e descobriu que as mesmas configurações de ferramentas observadas hoje aparecem em camadas correspondentes a período que chegam ao século XIII, como mostra artigo publicado em 11 de julho na revista Current Biology.
“Os macacos escolhem pedras maiores para bater nas castanhas e as deixam acumuladas junto aos cajueiros”, conta o pesquisador. Segundo ele, as datações por radiocarbono são bem precisas e permitem esse refinamento de datas. Camadas ainda mais antigas, que podem chegar a 3 mil anos atrás, ainda estão sendo analisadas.
As 69 ferramentas encontradas são muito semelhantes às usadas hoje: pedras achatadas servem como base e são pelo menos quatro vezes mais pesadas do que aquelas usadas como martelos – também pelo menos quatro vezes mais pesadas do que a média dos pedregulhos encontrados por perto (ver comportamento em vídeo). Análises químicas confirmaram que manchas escuras nas rochas indicam que foram usadas para quebrar castanhas de caju. A constância indica que a transmissão de conhecimento, hoje evidente entre macacos mais experientes e mais jovens, vem acontecendo há pelo menos uma centena de gerações.
Até agora, o uso pré-moderno de ferramentas por não humanos só tinha sido descoberto em chimpanzés na Costa do Marfim. No período pré-colombiano, os macacos da Caatinga brasileira conviviam, até certo ponto, com pessoas que habitam a região há pelo menos 10 mil anos. Mas não há indícios de atividade humana no sítio arqueológico primata. “Todos os fragmentos de carvão que analisamos têm origem em queimadas naturais”, afirma Falótico. Brasas são a forma comum de humanos processarem as castanhas de caju para eliminar as substâncias indigestas. Quem gosta de uma castanha torrada sabe. Falótico, que já deu uma mordida cautelosa numa castanha crua, também.
O artigo Pre-Columbian monkey tools, de Haslam, M. e outros, publicado em Current Biology, está acessível no endereço www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(16)30541-3
Foto: Tiago Falótico/IP-USP