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05/09/2016

Astrônomos brasileiros mapeiam estrutura de idades do halo da Via Láctea


Uma equipe internacional, que conta com três astrônomos brasileiros, produziu uma versão mais detalhada do primeiro mapa cronográfico do halo da nossa Galáxia. O halo é um dos componentes galácticos que possuem tipicamente estrelas mais velhas e, portanto, é um ambiente fundamental para estudos que tentam descobrir indícios da origem e formação da Via Láctea. O trabalho, que acaba de ser publicado na edição de 5 de setembro do periódico científico Nature Physics (1), foi desenvolvido a partir do mapa apresentado em 2015 no artigo de Rafael Miloni Santucci, doutorando do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, orientado pela professora Silvia Rossi, em parceria com o professor da Universidade de Notre Dame Vinicius Moris Placco e com outros astrônomos internacionais. Os três astrônomos também participaram do novo trabalho.
O mapeamento foi realizado usando uma amostra de aproximadamente 100 mil estrelas azuis de ramo horizontal (conhecidas também como BHBs, sigla para o mesmo nome em inglês), extraídas de um levantamento de dados norte-americano conhecido como SDSS (Sloan Digital Sky Survey). O ramo horizontal representa uma fase evolutiva avançada da estrela, na qual o brilho é gerado por causa da fusão de Hélio em Carbono em seu núcleo. Nesta fase, que corresponde a cerca de 10% do tempo total de sua vida, seu brilho se torna muito intenso e constante, fazendo com que esses astros possam ser observados a grandes distâncias.
Ao avaliar as distâncias e as cores dos objetos, os astrônomos verificaram que as estrelas BHBs mais azuladas do halo estão concentradas predominantemente na região central da Galáxia, e suas cores ficam ligeiramente avermelhadas conforme as distâncias ao centro galáctico aumentam. Essa variação é extremamente sutil e invisível ao olho humano, mas é revelada pelas medidas de cor feitas por filtros especiais e evidenciada no trabalho publicado. Para explicar o fenômeno, os cientistas primeiro avaliaram e descartaram todas as possíveis causas para o avermelhamento tipicamente descritas na literatura, tais como a existência de poeira no meio interestelar ou composições químicas diferentes. A única explicação restante para essa variação de cor é a idade da estrela, sendo que, somente para esta fase evolutiva de uma estrela, quanto mais vermelha, mais jovem ela é.
Esses resultados sugerem que a formação de estrelas na nossa Galáxia ocorreu de dentro para fora, ou seja, a gravidade colapsou primeiramente o gás no centro da Galáxia e, ao longo de poucos bilhões de anos, a formação estelar chegou até as regiões mais periféricas. Uma visão em 3D do mapa foi construída para melhor visualizar os detalhes da descoberta. Na animação, o plano XY contém o disco da Galáxia e o eixo Z representa a distância das estrelas até o plano, sendo que 1kpc de distância corresponde a aproximadamente a 3,26 mil anos-luz (um ano-luz vale cerca de 10 trilhões de quilômetros). A posição do Sol não está destacada na animação, mas corresponde às coordenadas (X, Y, Z) = (8.5, 0, 0). A variação de cor descrita pela variável (g-r) possui um equivalente de idade entre parênteses, em unidades de bilhões de anos. Portanto, nota-se que as regiões centrais da Galáxia são mais velhas (cerca de 12 bilhões de anos) e os objetos vão ficando mais jovens conforme estão mais distantes, até atingir cerca de 9,5 bilhões de anos de idade.

Mapa de idade

Para construir esse mapa de idade, os pesquisadores usaram a média da cor das estrelas em pequenos espaços. Cada ponto colorido visto dentro do cubo transparente revela a média de cor em um volume menor que 1 kiloparsec (kpc, unidade de medida de distâncias estelares) cúbico, onde existem ao menos três estrelas. As projeções vistas nas faces do cubo representam visões em 2D nos diferentes planos de visada, cujas variações de cor foram suavizadas para destacar o fenômeno.
Surpreendentemente, a região onde são encontrados os objetos mais velhos se estende por uma grande área ao redor do núcleo galáctico, atingindo até mesmo a região do halo próxima do Sol, que está cerca de 28 mil anos-luz (8,5 kpc) distante do centro galáctico. Esta região antiga pode ser explorada com a finalidade de estudar as propriedades destas estrelas velhas, extremamente importantes para saber mais sobre como era a composição química no início do Universo e como ela tem evoluído. Isto também ratifica que podemos encontrar estrelas muito velhas e pobres em metais mesmo nas regiões próximas de nós, ou seja, podemos incluir objetos brilhantes nas buscas para encontrar os primeiros astros do Universo. Essas buscas também fazem parte da pesquisa deste grupo de cientistas, com resultados promissores até o momento.
Além disso, esta técnica permitiu identificar a presença de estruturas formadas recentemente pela interação da nossa Galáxia com outras menores como a Galáxia Anã de Sagitário, que teve seu formato completamente destruído pelas forças gravitacionais da Via Láctea, formando um rastro de estrelas ao redor do centro da Galáxia. Mais do que resultados importantes, o trabalho consolida a técnica dos mapas de idade baseados na cor de estrelas BHBs como uma ferramenta crucial para estudar até mesmo a evolução de outras Galáxias, pois a nova geração de telescópios gigantes, como o GMT e o E-ELT, permitirá aos astrônomos individualizar BHBs nessas regiões a muitos milhões de anos-luz de distância.
“Ainda há muito trabalho a ser feito”, ressalta Santucci. “Usamos apenas um dos levantamentos de dados disponíveis na literatura para realizar este trabalho, e as estrelas BHBs estão presentes em todos os ambientes e em todas as direções do céu.” Os astrônomos aguardam novos levantamentos de dados como o projeto S-PLUS – um importante mapeamento do céu realizado por um telescópio brasileiro, situado em Cerro Tololo, no Chile, que fornecerá dezenas de milhares de novas BHBs no céu do Hemisfério Sul da Terra, onde o SDSS não consegue observar, e poderá revelar estruturas inéditas da Via Láctea.
O trabalho possui suporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio do Programa de Excelência Acadêmica (Proex).
Da Seção de Apoio Institucional do IAG
 Foto: ESO/A. Fitzsimmons/ Wikimedia Commons

04/08/2016

Cientistas recriam crescimento dos primeiros buracos negros do espaço


Dois cientistas chilenos recriaram, com a ajuda de simulações de computador, o crescimento de alguns dos primeiros buracos negros do universo, desde bilhões de anos atrás até hoje.
Com isso, conseguiram esclarecer como os primeiros buracos negros supermaciços - "aqueles que se desenvolveram durante o primeiro bilhão de anos do cosmo" - puderam crescer tão rápido, afirmou Joaquín Prieto, pesquisador do departamento de Astronomia da Universidade do Chile, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (3).
"O transporte de massa no centro das galáxias permitia o crescimento dos buracos negros, que se convertiam em buracos negros supermaciços que hoje são observados como quasares" (objetos astronômicos muito luminosos e distantes), acrescentou.
Prieto e seu colega Andrés Escala, professor na mesma universidade, concluíram que o gás que existe no espaço pode se mover a partir da borda das galáxias até o seu centro devido aos efeitos da gravidade, e principalmente às turbulências que o dominam, tudo isso produzido pelo crescimento dos buracos negros.
Os pesquisadores chegaram a estes resultados depois de realizar três simulações de computador durante dois meses utilizando 240 processadores do supercomputador Leftraru, o mais poderoso no Chile atualmente.
"O processo de análise durou cerca de cinco meses, somando um total de aproximadamente sete meses de trabalho", detalhou Prieto.
Os especialistas planejam continuar realizando simulações a fim de incluir outros processos astrofísicos para tratar de entender o que pode ter ocorrido durante a formação das primeiras galáxias para dar origem aos buracos negros supermaciços que são observados hoje.
O trabalho foi publicado na "Monthly Notice of Royal Astr

Fonte: AFP
Foto: Nasa/ESA/AFP

30/07/2016

A maldição dos astronautas: mais de metade morre com problemas cardíacos



São poucos os privilegiados que puderam entrar no espaço profundo. Grande parte deles morreu de problemas cardiovasculares. Um estudo recente mostra que a causa pode ser a radiação que existe no espaço, explica o Independent.

Dos sete astronautas que integraram a equipa da missão Apollo, três morreram devido a problemas cardiovasculares. O número parece pouco expressivo, mas percentualmente representa 43%, que é cinco vezes maior que a proporção de astronautas que voaram junto à órbita da terra ou que nem chegaram a voar e padecem desse tipo de doenças.

A equipa de investigação admite que ainda há muito pouca informação sobre os efeitos da radiação no corpo humano, mas tudo indica que será nocivo. A experiência conduzida em ratos mostrou que os animais apresentavam danos nas artérias depois de terem sido submetidos a radiação durante seis meses (o que equivale a 20 anos humanos).

O estudo foi conduzido tendo em conta o objetivo de enviar pessoas para Marte até 2026.

Major Tim Peake, astronauta britânico, passou 186 dias na Estação Espacial Internacional e conta que a sensação de regressar à Terra é como a “pior ressaca do mundo”. Peake acrescentou ainda que vai demorar vários meses até que consiga recuperar a densidade óssea, mas que, de resto deve demorar dois ou três dias até se sentir confortável outra vez no planeta.

Fonte: Observador
Foto KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP/Getty Images

Chuva de meteoritos que poderá ser vista nos céus no fim de semana


Uma espetacular chuva de meteoros poderá ser observada a partir desta sexta-feira (29) e durante o fim de semana em todo o mundo.
Conhecido como Delta Aquarídeas, o fenômeno ocorre todos os anos entre os meses de julho e agosto, mas atingirá seu pico nos próximos dias.
Segundo astrônomos, até 20 meteoros poderão ser observados por hora.
A chuva de meteoros Delta Aquarídeas é ligada à passagem do cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986 por um astrônomo amador.
A lua minguante tornará o fenômeno ainda mais especial, pois com menos luz os meteoros ficam mais visíveis.
As melhores horas para observar o Delta Aquáridas são entre a meia-noite e antes do amanhecer, entre duas e três da manhã.
Quem estiver no Hemisfério Norte, deve olhar para o sul, perto da constelação de Aquário.
Já que vive abaixo da linha do Equador, como é o caso do Brasil, tem mais sorte, pois os meteoros estarão mais visíveis. Será preciso olhar para o norte.

Perseidas
Contudo, os moradores do Hemisfério Norte poderão ver com mais nitidez as Perseidas, uma outra chuva de meteoros ligada à passagem do cometa Swift-Tuttle, em meados de agosto.
Quem mora acima da Linha do Equador poderá observá-las perto da constelação de Perseu, entre o nordeste e o norte.
Já quem vive no Hemisfério Sul, será preciso olhar em direção ao norte do horizonte.
As chuvas de meteoros ocorre quando a Terra cruza a órbita de um cometa. Quando está perto do Sol e se aquece, o corpo celeste perde pedaços deixando um rastro de pó.
"São esses detritos que se chocam com a atmosfera exterior da Terra a 150 km/h, fazendo com que se evaporem como meteoritos ou estrelas", afirmam especialistas ouvidos pela BBC.
Segundo o site de notícias de ciência Sciencealert, a gravidade da Terra atrai pó e gelo que se desprendem do cometa.

Fonte: BBC

Foto: Divulgação/Nasa

28/07/2016

Sonda Rosetta corta comunicação com robô espacial Philae



A sonda europeia Rosetta cortou nesta quarta-feira a comunicação com o robô espacial Philae, pousado no cometa 67P/Churiumov-Guerasimenko, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).

"Hoje, a comunicação com o Philae foi cortada", declarou à AFP Andreas Schuetz, porta-voz da Agência Espacial Alemã (DLR). "É o fim de uma missão fascinante e bem sucedida", acrescentou.

"Mantínhamos esta escuta de maneira um pouco simbólica", explicou à AFP, por sua parte, Philippe Gaudon, da agência espacial francesa CNES.

Mas a sonda Rosetta, que escolta o cometa 67P/Churiumov-Guerasimenko (conhecido como "Churi"), se afasta cada vez mais do sol e seus painéis recebem cada vez menos luz.

É preciso poupar energia para que a Rosetta possa continuar fazendo funcionar dez instrumentos, explicou o especialista.

Depois de dez anos de viagem como passageiro da sonda Rosetta, Philae conseguiu um marco histórico ao pousar no cometa "Churi". Depois de várias cambalhotas, se estabilizou em uma zona de sombra.

Equipado com 10 instrumentos, o robozinho trabalhou durante 60 horas e depois dormiu por falta de energia.

Em junho de 2015, despertou de novo inesperadamente e manteve vários contatos com a Terra, mas não voltou a dar sinais de vida desde 9 de julho do ano passado.

Em fevereiro, as equipes responsáveis pelo robô decidiram não enviar mais ordens, mas continuavam na escuta por precaução.

Fonte: AFP
Foto: Medialiab/AFP

23/07/2016

Astrônomos chilenos criam método para calcular massa de buracos negros


Astrônomos chilenos conseguiram criar um novo método para calcular de forma mais exata a massa dos buracos negros supermaciços que existem em todas as galáxias e que continuam sendo um grande mistério para a ciência.

Segundo uma pesquisa do Departamento de Astronomia da Universidade do Chile divulgada nesta sexta-feira, conhecer a massa desses objetos que estão presentes inclusive na nossa Via Láctea "é fundamental para determinar como e quanto influenciam no seu entorno".

Quando os buracos negros estão inativos, seu efeito nas regiões próximas é quase insignificante, mas quando se tornam "ativos" - ao consumirem material do seu entorno - seu efeito pode ser sentido a distâncias muito maiores, explica a astrônoma Paulina Lira, coautora do estudo.

O método desenvolvido permite calcular de forma mais exata e confiável as massas dos buracos negros supermaciços, utilizando a informação obtida a partir dos gases próximos a esses buracos.

"As galáxias ativas se caracterizam por terem um disco de matéria que emite uma grande quantidade de energia e que está, por sua vez, alimentando o buraco negro com matéria", afirma Julián Mejía, autor principal da pesquisa.

No seu entorno, acrescenta o cientista, "se formam umas nuvens de gás que são iluminadas por este disco incandescente e sobre as quais é possível, mediante a análise de seus espectros, calcular sua velocidade e distância do buraco negro. Ao combinar esta informação, se pode deduzir a massa".

A pesquisa determinou que as massas calculadas são mais confiáveis quanto mais distante se encontre o material do disco. "Uma possível explicação para isso é que as nuvens mais próximas são mais propensas a serem perturbadas por material que provém do disco em forma de ventos", afirma Mejía.

Os resultados foram obtidos graças ao uso do telescópio VLT, localizado no norte do Chile.

A pesquisa continuará estudando como a massa do buraco negro, sua rotação intrínseca e o ritmo com que este devora matéria determinam as propriedades do material circundante.

Fonte: AFP
Foto: Nasa/ESA

21/07/2016

A última oportunidade em 24 anos de ver Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno alinhados


Nós já vimos no início deste ano, e veremos agora novamente: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno ficarão alinhados por alguns dias antes de cada um deles tomar o seu caminho no céu.
A partir desta semana, e durante mais algumas, os cinco planetas poderão vistos a olho nu durante o pôr do sol - no fim de janeiro e início de fevereiro, eles podiam ser avistados apenas ao amanhecer.
Isso só será possível, segundo David Dickinson, do site de astronomia Universe Today, porque antes tínhamos todos os planetas à nossa frente.
"Agora, os vemos do nosso 'espelho retrovisor' porque Marte, Júpiter e Saturno estão na frente, enquanto Mercúrio e Vênus estão correndo para recuperar o atraso", escreveu Dickinson.
Se você estiver em um espaço aberto sem nuvens, a partir desta quarta-feira poderá ver os cinco planetas vizinhos ao sudoeste da Terra.

Brilho e cor
Para identificar os planetas, preste atenção nas sutis diferenças que você verá no céu. Venus é o mais brilhante de todos, e Júpiter é o próximo na luminosidade. Ambos ainda são visíveis quando o sol está prestes a se esconder.
Marte, por sua vez, é avermelhado e Saturno, amarelado. Ambos brilham com intensidade semelhante.
Encontrar Mercúrio é sempre o maior desafio porque é o menor planeta e pode se esconder facilmente.

O truque do polegar
O astrônomo Jason Kendall, professor adjunto da Universidade William Paterson, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, publicou em seu canal do YouTube um exercício prático para saber se o que você está vendo é um planeta ou uma estrela.
"Feche um dos olhos. Estique o braço e coloque o seu dedo polegar para cima. Lentamente, passe-o de um lado para o outro do planeta ou estrela que você vê no céu. Se a luz se atenuar quando o polegar passar sobre ele, é um planeta. Mas se ela piscar rapidamente é uma estrela", disse.
O truque funciona melhor com Júpiter e Vênus, afirma o astrônomo, porque eles são mais brilhantes.
De qualquer forma, o que precisa ficar claro caso você decida "ir à caça" é que esses planetas são corpos celestes mais brilhantes vistos daqui da Terra - depois do Sol e da Lua, é claro.
Os cinco planetas não voltarão a se alinhar até 8 de setembro de 2040, quando estarão a 9,3 graus no céu.

Fonte: BBC
Foto: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS

19/07/2016

Taiwan constrói sonda para inédito projeto de mineração lunar da Nasa


Taiwan está construindo uma sonda de 47 milhões de dólares como parte do primeiro projeto de mineração lunar do mundo, informaram autoridades na segunda-feira.

A sonda, feita pelo Instituto Chung-shan de Ciência e Tecnologia (CSIST), vai levar um rover e pousar na superfície da lua após uma viagem de três dias a partir da Terra.

A agência espacial americana Nasa está liderando o projeto, que é chamado de Resource Prospector (prospector de recursos) e pretende ser a primeira expedição de mineração em um outro mundo.

O rover é projetado para escavar hidrogênio, oxigênio e água na lua, afirma a NASA no seu site.

"Para ser honesto, o cronograma está pressionando", disse à AFP Han Kuo-chang, chefe do programa de cooperação internacional do CSIST, acrescentando que os Estados Unidos vão fornecer o rover e o sistema de propulsão de descida da sonda.

"Se o Resource Prospector provar ser bem sucedido, a lua poderia ser usada como uma base para viagens espaciais para Marte", disse Han.

É a primeira vez que Taiwan constrói uma sonda lunar. O CSIST deverá entregar o veículo de 3,7 toneladas para a Nasa antes do final de 2018, segundo o acordo assinado entre Taiwan e a agência espacial americana.

A Nasa deve lançar a missão de mineração na lua no início da década de 2020.

Fonte: AFP

18/07/2016

SpaceX lança cápsula Dragon rumo à ISS em missão de abastecimento


A empresa americana SpaceX lançará da Flórida, na noite deste domingo, sua cápsula não tripulada Dragon, para uma nova missão de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS), com provisões para os astronautas e material para experiências científicas.

O carregamento, de cerca de 2,2 toneladas, inclui um adaptador, um tipo de anel, para facilitar o acoplamento das naves comerciais da SpaceX e Boeing (que transportarão astronautas a partir de 2017) com a estação.

Um primeiro adaptador se perdeu em uma explosão ocorrida em junho de 2015, dois minutos após a decolagem do foguete Falcon 9, que transportava uma cápsula Dragon.

O lançamento da Dragon com o Falcon 9 está previsto para a 0h45 desta segunda-feira (04H45GMT), da base da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Cañaveral, Flórida.

"Tudo se desenvolve de maneira normal, e planejamos autorizar o lançamento como previsto", indicou neste sábado Hans Koenigsmann, responsável técnico da SpaceX, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy.

A SpaceX também tentará fazer aterrissar sobre a terra o primeiro andar de seu foguete, a 3 km do local de lançamento. Se a tentativa for bem-sucedida, será a segunda vez que se conseguirá aterrissar sobre a terra a primeira camada do foguete, de 70 metros.

A tentativa mais recente de aterrissá-la sobre uma plataforma flutuante, em 16 de junho, fracassou.

- Quatro aterrissagens bem-sucedidas -

Desde 2015, a SpaceX conseguiu realizar esta difícil tarefa quatro vezes, uma em terra firme e três sobre uma plataforma no Atlântico.

A empresa californiana procura recuperar o primeiro andar do Falcon 9 para reduzir o custo dos voos espaciais.

Conseguir reciclar partes dos foguetes, que normalmente caem no oceano e se perdem, pode revolucionar o setor.

Em abril, o fundador e diretor executivo da SpaceX, Elon Musk, informou que o custo de produção do lançador era de 60 milhões de dólares, e que o combustível do foguete custava 300 mil dólares.

A Dragon, que deverá chegar à estação orbital na próxima quarta-feira, levará 93 kg de amostras para a realização de experiências científicas com o objetivo de compreender os efeitos da ausência de gravidade no funcionamento de células cardíacas, musculares e ósseas, explicou Julie Robinson, responsável pelos programas científicos da ISS.

A cápsula também levará um sequenciador de DNA, que os astronautas da ISS usarão para identificar micróbios, diagnosticar doenças e avaliar o estado de saúde de seis tripulantes. Segundo a Nasa, também servirá para detectar DNA de outros pontos do sistema solar.

A Dragon, única cápsula capaz de retornar à Terra após um voo espacial, partirá da ISS em 29 de agosto, com 580 kg de amostras de experiências científicas realizadas em ambiente de microgravidade, e lixo e outros materiais usados.

Esta será a nona missão de abastecimento da ISS realizada pela SpaceX por conta da Nasa, das 20 previstas no contrato de 1,6 bilhão de dólares com a agência espacial americana.

Também será o segundo voo da Dragon até a ISS desde o acidente de junho de 2015.

Uma cápsula de abastecimento não tripulada russa deverá acoplar com a ISS nesta segunda-feira.

Fonte: Jean-Louis SANTINI/ AFP
Foto: Nasa

Telescópio na África mostra mais galáxias do que se conhecia



Mesmo operando com um quarto da capacidade eventual, o radiotelescópio MeerKAT, em construção na África do Sul, deu uma demonstração de sua potência extraordinária este sábado, revelando 1.300 galáxias detectadas em uma minúscula parte do universo, onde apenas 70 eram conhecidas - um número quase 20 vezes maior.

A imagem divulgada neste sábado foi a primeira produzida pelo MeerKAT, onde 16 antenas começaram a funcionar.

O contingente completo do MeeKAT, que terá 64 antenas, será integrado no ano que vem ao projeto multinacional SKA (sigla em inglês para Square Kilometre Array), que visa a se tornar o mais poderoso radiotelescópio do mundo.

As imagens produzidas pelo MeerKAT "são de longe muito melhores do que poderíamos esperar", explicou o cientista-chefe do SKA na África do Sul, Fernando Camilo, no local onde estão as antenas, perto da pequena cidade de Carnarvon, 600 km ao norte da Cidade do Cabo.

Isto "significa que este telescópio como está hoje, com apenas um quarto de seu contingente total, já é o melhor radiotelescópio do hemisfério sul", disse Camilo à AFP.

Quando estiver completamente operacional, em 2020, o SKA contará com três mil antenas, espalhadas por vários países, permitindo aos astrônomos escrutar o espaço com um nível de detalhe incomparável.

O radiotelescópio terá um potencial de descobertas dez vezes maior do que os instrumentos modernos mais avançados e explorará supernovas, buracos negros, energia negra e vai rastrear as origens do universo, cerca de 14 bilhões de anos atrás.

Os cientistas esperam que seja capaz de dar respostas a questões fundamentais sobre o universo, por exemplo como foi criado e porque está em expansão.

"Levando em conta os resultados de hoje (sábado), podemos esperar que uma vez que as 64 antenas estejam montadas, o MeerKAT será o melhor telescópio do mundo, antes [mesmo] da conclusão do SKA", declarou em um comunicado o professor Justin Jonas, encarregado tecnológico do projeto SKA na África.

O MeerKAT está em construção em uma área remota e árida de Karoo, região do sudoeste da África do Sul, e oferece condições ideais para os astrônomos.

Também servirá como um dos dois principais conjuntos de antenas do SKA. O outro ficará na Austrália.

Dez países financiam este gigantesco projeto: Austrália, Reino Unido, Canadá, China, Alemanha, Itália, Holanda, Nova Zelândia, África do Sul e Suécia.

Fonte: AFP
Foto: REUTERS/ICRAR

15/07/2016

Anel de neve gerado por explosão estrelar é registrado pela 1ª vez


Um supertelescópio no Deserto do Atacama observou pela primeira vez a formação de um anel de neve após a explosão de uma estrela.

O telescópio Alma (sigla para Atacama Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array) fica a 5 mil metros de altitude e mostrou com detalhes o surgimento da camada de neve na estrela V883 Orionis.

Segundo os cientistas responsáveis pelo telescópio, o anel de neve se formou dentro do chamado disco protoplanetário - material denso formado de gás e poeira que circunda estrelas novas e é responsável pela formação de planetas.

A descoberta, publicada na revista cientifica Nature, pode ajudar nas pesquisas sobre a formação e evolução dos planetas.

Os cientistas acreditam que essas explosões sejam um estágio da evolução da maioria dos sistemas planetários - ou seja, esse pode ser apenas o primeiro registro de um fenômeno relativamente comum.

Temperatura
O anel de neve marca o local do disco onde ocorreu uma grande queda de temperatura.
Com o aumento na luminosidade da estrela, a parte interna do disco esquentou, empurrando esse anel gelado para uma distância dez vezes maior do que o normal para uma estrela em formação, o que teria possibilitado a observação do fenômeno pela primeira vez.

O resultado é que dentro dos discos há vapor de água, que na parte externa dos anéis congela em forma de neve.

Essas linhas que são importantes porque definem a estrutura e arquitetura básica dos sistemas planetários como o nosso. Elas normalmente estão localizadas a uma distância de três unidades astronômicas da estrela - cada unidade astronômica corresponde a 150 milhões de quilômetros.

Mas na observação feita pelo Alma na V883 Orionis o anel de neve está localizado a mais de 40 unidades astronômicas da estrela central, o que teria facilitado a identificação do fenômeno.

Como se trata de uma estrela em estágio de formação, as explosões provocam temperaturas altíssimas e muita luminosidade por causa da transferência de material do disco para a parte interna do astro
.
Essa temperatura alta teria esquentado o disco, o que afastou o anel de neve a uma distância maior do que o normal.

"Os registros do Alma vieram como uma surpresa para nós. Nossas observações foram feitas para identificar fragmentos dos discos que poderiam nos ajudar nas pesquisas sobre a formação dos planetas. Não vimos nada disso, mas em contrapartida encontramos o que pode ser um anel a 40 unidades astronômicas", afirma o cientista responsável pelo estudo, Lucas Cieza.

Na estrela solar - que deu origem ao nosso sistema solar -, esse disco protoplanetário estava entre as órbitas de Marte e Júpiter.

Isso explica porque os planetas mais rochosos (como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) se formaram dentro do disco, enquanto os planetas mais gasosos (como Saturno, Urânio e Netuno) se formaram do lado de fora.

Fonte: BBC
Foto: NRAO/AUI/NSF 

14/07/2016

Projeto da Nasa decifra 'mensagem em código morse' na superfície de Marte



"NEE NED... DEIBEDH SIEFI EBEEE"
Não entendeu nada? É que a frase está em marciano, ou algo parecido: é uma parte do código morse formado por pontos e linhas de dunas perto do Polo Norte marciano.

Não é a primeira vez que os cientistas detectam esse padrão nas areias de Marte, mas novas imagens feitas em 6 de fevereiro, mostram com mais clareza e detalhe a topografia única da região.

Com isso, a cientista da Universidade do Arizona Veronica Brayn conseguiu "traduzir" a "mensagem" - mas muitos se decepcionaram porque, se estão tentando falar conosco, os marcianos precisam se esforçar mais: eles não estão usando nenhuma língua falada na Terra.

Na verdade, ainda que tenham causado alvoroço entre algumas pessoas que acreditam em OVNIs e teóricos da conspiração, os pontos e a linhas se formaram de maneira natural, a exemplo do que ocorre com as dunas de desertos aqui na Terra. Eles foram moldados pela direção do vento.

Complexidade eólica
Em um comunicado para a imprensa, a Nasa explicou que o acentuado padrão das dunas se devem ao fato da topografia particular o local: uma depressão circular, provavelmente formada pelo impacto de um asteroide, e que tem uma quantidade limitada de areia para ser arrastada pelo vento.

O resultado são as distintas linhas e pontos captados pela câmera do Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRISE, na sigla em inglês), que está a bordo da nave Mars Reconnaissance Orbiter, que fotografa o Planeta Vermelho desde a última década.


As linhas largas são formadas por ventos bidirecionais, ventos que sopram em ângulos diretos contra a duna.

Com o tempo, o vento que sopra de uma ou outra direção espalha o material como um funil em forma de largas e escuras linhas que podem ser vistas nas imagens detalhadas.

Já os pontos, conhecidos como dunas "barcanoides", são um poucos mais misteriosos.

Os geofísicos acreditam que eles se formam quando a produção de dunas lineares é subitamente interrompida.

Mas os cientistas da Nasa não estão muito seguros do que se trata, e é precisamente por isso que estão fotografando a região.

Mais análises
Com mais observação, os geofísicos esperam poder saber mais sobre como se formam as dunas da superfície de Marte e o que isso pode nos revelar sobre a possibilidade de, um dia, habitarmos o planeta.

Enquanto isso, a cientista Veronica Bray, que integra o projeto HiRISE, traduziu a mensagem em código Morse e isso é o que dizem as misteriosas areias de Marte:

NEE NED ZB 6TNN DEIBEDH SIEFI EBEEE SSIEI ESEE SEEE !!

Antes de pegar o dicionário interestelar, saiba que a mensagem não é nada mais que um momento de diversão entre geofísicos que levam seus estudos muito a sério.

Mas a séria interpretação científica das areias de Marte poderá ajudar a entender melhor o que poderia ser viver em uma futura base neste planeta.

Fonte: BBC
Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

13/07/2016

Astrônomos descobrem novo planeta anão feito de gelo

Objeto identificado no Cinturão de Kuiper leva cerca de 700 anos para viajar em torno do Sol, e pode revelar detalhes sobre a formação do Sistema Solar



BBC | Um novo planeta anão foi descoberto nas profundezas geladas do espaço além da órbita de Netuno, afirmaram pesquisadores.
O novo objeto tem cerca de 700 km de diâmetro - apenas 5% da largura da Terra - e uma das órbitas mais longas para um planeta anão: estima-se que leve 700 anos para viajar em torno do Sol.

Batizado com o nome provisório de 2015 RR245, o pequeno mundo foi identificado pelo telescópio Canadá-França-Havaí, dentro do projeto de pesquisa Outer Solar System Origins Survey (Ossos).

"Os mundos gelados além de Netuno podem mostrar como os planetas gigantes se formaram e depois se moveram para longe do Sol. Eles permitem construir a história do nosso Sistema Solar", disse Michele Bannister, da Universidade de Vitória, no Canadá.

"Mas quase todos esses mundos gelados são pequenos e pouco nítidos; é realmente empolgante encontrar um grande e brilhante o suficiente para que possamos estudá-lo em detalhe."

Acredita-se que haja cerca de 200 planetas anões no Cinturão de Kuiper, a enorme massa de pedaços de rocha e gelo que orbitam além de Netuno.

Mas apenas cinco objetos - Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Eris - foram observados o suficiente para serem classificados como planetas anões, e não luas, planetoides ou outros objetos.

Geologia 
Mundos que orbitam longe do Sol possuem geologia exótica, com paisagens feitas de diferentes materiais congelados, como a passagem da sonda New Horizons por Plutão revelou recentemente.

Após centenas de anos viajando a mais de 12 bilhões de quilômetros do Sol, o RR 245 está rumando para sua maior aproximação, a 5 milhões de quilômetros, ponto que deverá atingir em 2096. A Terra, por exemplo, está a 150 milhões de quilômetros do Sol.

O RR 245 vem mantendo sua órbita altamente elíptica por ao menos 100 milhões de anos. Como o objeto só foi observado em um dos sete anos que leva para viajar em torno do Sol, sua órbita precisa será refinada ao longo dos próximos anos, quando o planeta anão também receberá um nome definitivo.

Como descobridores do objeto, a equipe internacional de astrônomos do projeto Ossos poderá apresentar o nome de preferência para avaliação da União Astronômica Internacional.

Foto: Projeto OSSOS/Divulgação

08/07/2016

Astrônomos descobrem planeta 4 vezes maior que Júpiter e com 3 sóis



Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta quinta-feira (7) a descoberta de um estranho planeta em um sistema solar distante que tem três sóis.

Segundo o estudo publicado na revista científica americana "Science", sistemas solares binários, com dois sóis, são relativamente comuns no universo, ao contrário dos que têm três ou mais sóis.

"Imaginem isso: um planeta onde ou a luz do dia é constante ou há três amanheceres e entardeceres por dia, dependendo da estação, que neste caso dura mais que uma vida humana", indicou um comunicado da Universidade de Arizona, que dirigiu a equipe de astrônomos.

O planeta foi batizado de HD 131399Ab, e está localizado a cerca de 340 anos-luz da Terra, na constelação Centaurus.

Os cientistas acreditam que se trata de um corpo cósmico relativamente jovem, de cerca de 16 milhões de anos, o que faz com que seja um dos planetas mais jovens descoberto fora do nosso sistema solar.

Também calculam que sua massa é quatro vezes maior que a de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar.

O planeta descoberto tem uma órbita muito extensa, em volta da estrela mais brilhante das três.

"Durante a metade da órbita do planeta, que dura 550 anos da Terra, três estrelas são visíveis no céu, as duas mais fracas sempre mais próximas uma da outra", comentou o autor principal do estudo, Kevin Wagner, que descobriu o HD 131399Ab no seu primeiro ano de doutorado.

"Durante grande parte do ano do planeta as estrelas aparecem próximas, o que lhe dá um familiar lado noturno e um lado diurno com um triplo entardecer e amanhecer todos os dias", acrescentou Wagner.

"Conforme o planeta orbita e as estrelas se distanciam a cada dia, elas chegam a um ponto onde o entardecer de uma coincide com o amanhecer da outra", disse.

Este fenômeno gera "luz do dia quase constante" durante cerca de um quarto da órbita do planeta, ou cerca de 140 anos terrestres, completou.

A equipe de astrônomos descobriu o planeta com o instrumento Sphere do Telescópio Muito Grande do Observatório Europeu Austral (ESO), no Chile.

Sphere é um dos instrumentos mais avançados no mundo para encontrar planetas que orbitam em volta de outras estrelas, e é sensível à luz infravermelha, o que permite detectar o calor emitido por planetas jovens.

Fonte: AFP
Foto: Foto: ESO/L. Calçada

Os mistérios que a sonda Juno quer resolver



A sonda Juno “instalou-se” na órbita de Júpiter esta segunda-feira, após uma viagem de cinco anos. Das oito missões que já tinham passado pelo planeta, apenas uma, a Galileu, tinha estado em órbita. Pela primeira vez, a sonda Juno vai poder estudar detalhes nunca antes analisados no maior planeta do sistema solar. O El País reuniu os três principais mistérios que a missão pretende resolver.


Será que Júpiter tem um planeta rochoso gigante no interior?
É sabido que Júpiter é um planeta gigante gasoso. Mas pouco se sabe sobre as suas origens. Uma das teorias mais fortes é que o planeta seria um planeta rochoso gigante (ou seja, um planeta telúrico, ou terrestre, semelhante à Terra ou a Marte, por exemplo) que, pelo seu tamanho, conseguiu gerar um campo gravitacional suficiente para acumular matéria da nuvem primordial que esteve na origem do sistema solar.

O planeta poderá também ter sido criado por um processo mais comum neste tipo de corpos, pelo colapso de uma nuvem de gás e pó. A sonda Juno irá analisar o campo gravitacional e o campo magnético de Júpiter, e tentar resolver este mistério.

O que há debaixo da atmosfera?
A atmosfera de Júpiter, composta por nuvens de gás extremamente espessas, não permite perceber bem o funcionamento interno do planeta. Ora, como a elevada força gravítica do planeta fez com que Júpiter tenha conservado a sua composição ao longo dos tempos, desde a origem do sistema solar, penetrar dentro da sua atmosfera pode dar pistas importantes sobre a história do sistema em que também nós vivemos.

Importa saber se há água no planeta. Porquê?
A atmosfera de Júpiter é composta sobretudo por hidrogênio e hélio. Além de uma série de moléculas, como metano ou amoníaco. Acredita-se que exista água, talvez em pouca quantidade, mas não se sabe. A sonda Juno irá procurar indícios da existência de água e analisar a quantidade em que o composto existe no planeta.

A importância dessa conclusão? Por um lado, permitirá entender se Júpiter se formou no local em que está atualmente, ou noutro lugar, o que influencia a história dos outros planetas do sistema solar. Além disso, a quantidade de água existente em Júpiter poderá indicar a quantidade de água que existia na altura da formação do sistema solar. E esses dados serão relevantes para conhecer, inclusivamente, de onde veio a água que originou a vida na Terra.

Por: El País
Fonte: Observador
Foto: AFP

05/07/2016

Após quase cinco anos de viagem, sonda da Nasa chega a Júpiter



A sonda Juno, da agência espacial norte-americana Nasa, chega hoje (4) ao planeta Júpiter, conforme divulgado pelo órgão. Esta é a primeira vez que um artefato desse tipo entra na órbita do planeta. A viagem da sonda, movida por energia solar, até Júpiter durou quase cinco anos.

Segundo a Nasa, Juno deve desacelerar para uma velocidade de 542 metros por segundo no intuito de ser capturada pela órbita do planeta. Uma vez na órbita de Júpiter, a sonda dará 37 voltas ao redor do planeta num período estimado em 20 meses, percorrendo cerca de 5 mil quilômetros.

“Esta é a primeira nave a orbitar os polos de Júpiter, fornecendo novas respostas para mistérios em curso relacionados ao núcleo do planeta, composição e campos magnéticos”, destacou a Nasa em comunicado.

Fonte: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Foto: NASA

04/07/2016

China conclui construção do maior radiotelescópio do mundo



A construção do maior radiotelescópio do mundo terminou neste domingo em uma região rural da província chinesa de Guizhou, no sudoeste do país, com a colocação do último dos 4.450 painéis que formam sua gigantesca concha, informou a imprensa estatal.

O radiotelescópio será inaugurado em setembro, após o término de outros trabalhos técnicos, e tem um diâmetro de 500 metros, superando o de Arecibo (Porto Rico) atualmente o maior do mundo com 305 metros de diâmetro.

O projeto, que tem um orçamento de 1,2 bilhão de iuanes (180 bilhões), começou sua construção em 2011.

O radiotelescópio será usado para analisar ondas procedentes do espaço para ajudar na compreensão do universo e também na busca de vida extraterrestre. 

Fonte: EFE
Foto Epa/str China Out

02/07/2016

Sonda Rosetta terminará missão com pouso em cometa em 30 de setembro



A sonda europeia Rosetta terminará sua missão no dia 30 de setembro pousando sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko ao término de 12 anos de uma viagem espacial que permitiu avanços no conhecimento destes corpos celestes, anunciou nesta quinta-feira (30) a Agência Espacial Europeia (ESA).

A Rosetta pousará no cometa onde já se encontra seu robô Philae, inativo desde o ano passado por falta de energia.

"Para ambos será o fim da missão mais bela que se pode imaginar, com a possibilidade de realizar novas medições e imagens o mais próximo possível do cometa", disse Jean-Yves Le Gall, presidente do programa espacial francês CNES.

Após 12 anos de viagem interplanetária, incluindo os dois últimos no entorno imediato do cometa, acompanhado por ela em seu périplo ao redor do Sol, a Rosetta tentará concluir "de maneira magistral sua missão", indicou a ESA.

O cometa atualmente está se afastando do Sol e seguirá nesta rota até alcançar 850 milhões de quilômetros de distância, mas a partir dos 600 milhões de quilômetros a Rosetta perderá a capacidade de armazenar energia suficiente para operar.

Por isso, a ESA decidiu concluir sua missão.

Fonte: AFP
Foto: Spacecraft: ESA/ATG medialab; Comet image: ESA/Rosetta/NavCam – CC BY-SA IGO 3.0

01/07/2016

Buraco na camada de ozônio sobre a Antártida está diminuindo, diz estudo


O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida está diminuindo, disseram pesquisadores nesta quinta-feira (30). Um estudo revelou que o tamanho foi reduzido em cerca de quatro milhões de quilômetros quadrados - uma área do tamanho da Índia - desde 2000.

Essa é uma boa notícia para o meio ambiente, quase 30 anos após o Protocolo de Montreal ser assinado para eliminar progressivamente a emissão de certos poluentes (CFCs), como retificaram os mesmos cientistas.

"É uma grande surpresa", disse a autora principal, Susan Solomon, uma química atmosférica no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em uma entrevista à revista científica americana "Science". "Eu não achei que isso iria acontecer tão cedo", acrescentou.

O estudo atribuiu a recuperação da camada de ozônio ao "declínio contínuo do cloro atmosférico proveniente de clorofluorcarbonetos (CFCs)", ou componentes químicos que eram emitidos por limpeza a seco, geladeiras, spray de cabelos e outros aerossóis.

"Agora, podemos estar confiantes de que as coisas que fizemos colocaram o planeta no caminho para a recuperação", disse Solomon.

A coautora Anja Schmidt, pesquisadora em impactos vulcânicos na Universidade de Leeds, concordou e descreveu o Protocolo de Montreal como "uma verdadeira história de sucesso que proporcionou uma solução para um problema ambiental global".

Atividade vulcânica
O buraco na camada de ozônio foi descoberto na década de 1950, e alcançou um tamanho recorde em outubro de 2015. Solomon e seus colegas afirmam que o episódio aconteceu devido à erupção do vulcão chileno Calbuco naquele mesmo ano.

O vulcão atrasou ligeiramente a recuperação do ozônio, que é sensível ao cloro, à temperatura e à luz do sol. "Injeções vulcânicas de partículas causam uma destruição maior que o normal no ozônio", disse Schmidt.

"Essas erupções são uma fonte esporádica de minúsculas partículas no ar que fornecem as condições químicas necessárias para que o cloro dos CFCs introduzido na atmosfera reaja eficientemente com o ozônio na atmosfera sobre a Antártida", completou.

O ozônio passa por um ciclo regular a cada ano, com sua redução começando em agosto, no final do inverno escuro da Antártida. O buraco normalmente atinge seu tamanho máximo em outubro.

A tendência geral em direção à recuperação se tornou evidente quando os cientistas estudaram as medições feitas por satélites, instrumentos terrestres e balões meteorológicos no mês de setembro, em vez de outubro.

"Eu acho que as pessoas, eu inclusive, estiveram focadas demais em outubro, porque é quando o buraco de ozônio é enorme", disse Solomon, ressaltando que o mês está, porém, sujeito a outras variáveis, como pequenas alterações meteorológicas.

O coautor Ryan Neely, professor de ciência atmosférica em Leeds, disse que o escopo do estudo permitiu à equipe "quantificar os impactos separados de poluentes emitidos pelo homem, de mudanças na temperatura e nos ventos, e de vulcões no tamanho e na magnitude do buraco de ozônio da Antártida".

"Observações e modelos de computador concordam. A cura do ozônio da Antártida começou", completou.

Fonte: AFP
Foto: Nasa

29/06/2016

Nasa testa propulsor que pode levar homem a Marte


A Nasa realizou uma segunda rodada de testes com um propulsor previsto para levar o homem a Marte. Assista ao vídeo.

Trata-se do maior e mais poderoso propulsor já construído pela agência espacial americana.
O objetivo é permitir a exploração humana do espaço profundo.
Foi o segundo e último ensaio antes do voo teste da nave espacial Orion.
O voo teste está previsto para acontecer em 2018.

Fonte: BBC
Foto: NASA