Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens

31/08/2016

USP disponibiliza canal na internet sobre a pós-graduação


Agência FAPESP – Em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação, funcionárias da Secretaria de Pós-Graduação do IFUSP ajudaram na preparação de algumas videoaulas on-line sobre a pós na Universidade de São Paulo. As aulas visam apresentar e esclarecer dúvidas que ingressantes e mesmo alunos já matriculados possam ter em relação à manutenção dos cursos, Sistema Janus, redação de dissertações e teses, entre outros. 
Cada videoaula tem duração média de 15 minutos, com os seguintes temas:
  • Aula 1 - A pós-graduação na USP
  • Aula 2 - A pós-graduação no Brasil
  • Aula 3 - Orientação aos alunos pelo Serviço de Pós-Graduação (incumbência de funcionárias da Secretaria de Pós-Graduação do Instituto de Física da USP)
  • Aula 4 - Orientação aos alunos pelo Serviço de Pós-Graduação - versão em inglês
  • Aula 5 - Bibliotecas USP e buscas bibliográficas (Biológicas/Exatas/Humanas)
  • Aula 6 - Agências de fomento (são agências que cedem bolsas de estudo por meio das secretarias de pós-graduação)
  • Aula 7 - Avaliação CAPES
  • Aula 8 - A internacionalização como ferramenta
  • Aula 9 – Plágio
  • Aula 10 - Ética em pesquisa
  • Aula 12 - Ética em pesquisa em animal
  • Aula 13 - Como escrever uma dissertação/tese – Humanas
  • Aula 14 - Como escrever uma dissertação/tese – Biológicas
  • Aula 15 - Empreendedorismo e inovação na USP
  • Aula 16 - Escrita de projetos de pesquisa
  • Aula 17 - Escrita de artigos científicos.
As videoaulas estão disponíveis no endereço http://goo.gl/uTwFaI.
Para mais informações acesse os endereços www.if.usp.br/pg e www.facebook.com/pgifusp.

29/08/2016

Instituições de pesquisa desenvolvem projeto inovador de prótese ortopédica



Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, em parceria com outras instituições, está desenvolvendo um projeto para a criação de próteses ortopédicas diferenciadas, com características mais parecidas com ossos humanos. Os materiais utilizados na prótese serão ligas de Nb-Ti (nióbio-titânio) e Ti-Nb-Zr (titânio-nióbio-zircônio), que serão confeccionadas sob medida, de acordo com cada paciente, por meio da manufatura aditiva, que é uma impressão 3D.

A produção das próteses será feita por um dos processos da chamada manufatura aditiva, a fusão seletiva a laser, em que diversos materiais podem ser aplicados camada por camada, na ordem de micrômetros, para a fabricação de uma peça, sem a existência de um molde ou ferramenta. O processo funcionaria como uma impressão 3D, em que o desenho da prótese viria a partir de um computador.

Com o método, pode-se trabalhar com diversas combinações de materiais, de acordo com a funcionalidade desejada do componente, o que acontecerá no projeto do IPT para as ligas metálicas. Os pesquisadores buscarão uma combinação que mais se aproxime das características do osso.

O projeto, que terá investimento de R$ 7,8 milhões e duração de 42 meses, surgiu da necessidade de adequação das próteses ao perfil de cada paciente, porque as próteses disponíveis hoje acabam por demandar uma série de pequenos ajustes da peça pela equipe que realiza a cirurgia. As próteses geralmente são fabricadas por meio de processos como usinagem, fundição e forjamento, nos quais há uso de máquinas para moldar uma peça bruta ou o uso de moldes que acabam submetendo as peças a um determinado padrão.

“As próteses hoje são construídas por um processo convencional que é por usinagem, ou seja, você pega uma peça bruta, vai usinando, tirando material dela até chegar no formato que você quer. Então, o cirurgião, quando vai fazer um procedimento, ele tem uma maleta com parafusos e outras peças para colocar no paciente e nem sempre essas peças se encaixam perfeitamente na pessoa, então têm de ser feitos ajustes às vezes na hora da cirurgia”, explicou o pesquisador e um dos coordenadores do projeto, João Batista Ferreira Neto.

Segundo ele, a premissa da manufatura aditiva é, a partir de exames como tomografia ou ressonância magnética de um paciente, criar um desenho tridimensional da peça que será “impressa” exatamente nas dimensões requeridas para se encaixar no corpo humano, sem a necessidade de fazer qualquer alteração, ou seja, feita sob medida. “Essa é a grande vantagem”, disse Ferreira Neto.

Inovação na produção com nióbio

Os pós e as ligas, a partir do nióbio, para produção de próteses não são produzidos atualmente no Brasil. Ferreira Neto informou que já existe um pó comercial da liga titânio-nióbio-zircônio, mas não é fabricado no país. Já a liga titânio-nióbio ainda não existe no mercado. “O objetivo é que a gente consiga criar, nuclear uma indústria capaz de produzir essas ligas para o mercado interno, para atender à demanda de próteses aqui no país”. A ideia é que o IPT desenvolva a tecnologia e a transfira para uma empresa que produzirá esses materiais.

Segundo o pesquisador, a liga clássica utilizada para próteses é a titânio-alumínio-vanádio, mas existem alguns estudos dizendo que alumínio e vanádio podem ser prejudiciais à saúde do paciente com o passar do tempo. Ele afirmou que as ligas titânio-nióbio-zircônio são mais biocompatíveis e têm resistência mecânica mais próxima do osso.

Já a manufatura aditiva permite que se produza uma peça com porosidade próxima da porosidade do osso. “Combinamos duas coisas: um material mais biocompatível, que é o nióbio com o titânio, e a manufatura aditiva permite obter essa peça com características mais próximas da resistência mecânica, mais próxima de um osso humano”.

Fases do projeto

A produção dos materiais, ou seja, as ligas e os pós que compõem as ligas que serão usados para a construção das próteses, será o foco do trabalho da equipe do IPT. A confecção das próteses, que serão de quadril (no caso do projeto, as placas angulares de fêmur), será feita no Instituto em Sistemas de Manufatura e Laser do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Joinville, Santa Catarina.

O corpo clínico da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), uma das parceiras do projeto, vai cuidar da orientação do uso médico da prótese, além dos ensaios clínicos experimentais para a sua validação, que têm prazo de dois anos para testes, após a entrega das peças.

Outra parceira no projeto é a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que produz nióbio no país. “[A parceria] ajuda bastante. Se a gente for definir uma empresa brasileira para produzir esses pós e as ligas, a vantagem é que já existe uma empresa no Brasil que produz a maior parte do nióbio do mundo”, afirmou.

O pesquisador destaca outro diferencial do projeto que é, além de usar manufatura aditiva, combinar duas empresas – uma usuária, que seria a AACD, e outra no começo da cadeia da produção do metal, que é a CDMM.

28/08/2016

Lagarta robótica usa luz para se locomover e carrega até 10 vezes a sua massa


Pesquisadores da Faculdade de Fìsica da Universidade de Varsóvia, na Polônia, usaram a locomoção singular das lagartas para criar um robô extremamente pequeno, porém flexível e capaz de transportar uma carga com até dez vezes sua massa, além de utilizar energia limpa para funcionar.

A lagarta robótica de 15 milímetros tem corpo feito de elastômero sensível à luz – um polímero que apresenta propriedades "elásticas" quando exposto a fontes luminosas. Isso significa que o robozinho é capaz de se rastejar tal qual uma lagarta de verdade, pois, quando exposto à luz, seu corpo se contrai em uma ondulação, impulsionando-a para frente. Então, ao controlar as condições da luz, os pesquisadores conseguiram fazer com que o robô se movesse e executasse diferentes ações.

Graças a essa tecnologia, o robô é capaz de rastejar em encostas e passar por pequenas fendas, e essas habilidades podem ser exploradas em pesquisas científicas, ou até mesmo ser úteis para registrar imagens de lugares inacessíveis – caso seja possível posicionar uma câmera bem pequena em seu corpo, por exemplo.

Robôs tão pequenos e flexíveis ainda são um tanto quanto difíceis de serem desenvolvidos, e é por isso que cada criação de sucesso é bastante celebrada. Isso porque cientistas e engenheiros vêm, há décadas, trabalhando no desenvolvimento de robôs capazes de imitar movimentos encontrados na natureza, mas a maioria desses projetos conta com estruturas rígidas em sua construção, além de juntas movidas por atuadores elétricos ou pneumáticos.

O resultado acaba sendo robôs de alta tecnologia, mas com mobilidade muito aquém do que a natureza criou nos mais diversos seres ao longo da evolução. “Nós estamos apenas começando a aprender com a natureza e a mudar nossa abordagem de design em direção a estes que surgiram com a evolução natural”, disse Piotr Wasylczyk, chefe do departamento chamado Photonic Nanostructure Facility, que faz parte da Universidade de Varsóvia. A pesquisa da equipe foi devidamente registrada no periódico científico Advanced Optical Materials.

Matéria completa:

http://canaltech.com.br/noticia/geek/lagarta-robotica-usa-luz-para-se-locomover-e-carrega-ate-10-vezes-a-sua-massa-77531/

26/08/2016

Canal de vídeos apresenta noções da psicologia anomalística


O Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais (Inter-Psi) do Instituto de Psicologia (IP) da USP lançou um canal no Youtube com explicações sobre temas trabalhados pelo grupo.
O canal fará a transmissão do Quartas Inter-Psi USP, conferências semanais ao vivo com pesquisadores e membros do laboratório que introduzem os conceitos fundamentais e estudos de temas como aspectos cognitivos, experiências fora do corpo e experiências anômalas.
Segundo um dos líderes do Inter-Psi, o professor Wellington Zangari, a ideia de criação do canal “nasceu, por um lado, da grande demanda por parte de interessados pelos temas que tratamos, mas que não têm acesso aos cursos regulares da USP, e, por outro, do interesse dos membros do laboratório em fazer divulgação científica, devolvendo à sociedade, que subsidia nossas atividades por meio dos impostos, material científico de qualidade”.
Os vídeos ficam disponíveis no canal após a transmissão, que acontece às quartas-feiras, das 20 às 21 horas. As 12 conferências que acontecerão ao longo do semestre são seguidas de 20 minutos de debate com outros membros do laboratório.
Assista ao vídeo de apresentação do laboratório:
Fonte: Jornal da USP

25/08/2016

Pesquisadores criam aplicativo com tecnologia similar a do Youtube e Netflix


Com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pesquisadores do Instituto de Computação (IComp) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) criaram o aplicativo “ICompTV”, uma tecnologia similar à do Youtube e da Netflix. A ferramenta será usada para publicação e consumo de conteúdos multimídia gerados pelos professores do Icomp e já está disponível na Google Play.
Segundo o coordenador do estudo, professor e doutor em Ciências da Computação, César Melo, o ICompTV é resultado de um esforço que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos 3 anos no Icomp com foco em pesquisas relacionadas à transmissão de vídeos pela internet.  A pesquisa contou com a participação de três estudantes de graduação, dos cursos de Engenharia da Computação, Sistemas de Informação e Ciências da Computação, e de dois alunos de mestrado e doutorado em Informática, ambos da Ufam.
Conforme César Melo, um dos principais resultados da pesquisa é o domínio da tecnologia Streaming Adaptativo, que é uma forma de transmitir vídeo baseado na capacidade de transmissão da rede que o usuário está conectado. A tecnologia é similar à usada por grandes distribuidores de vídeo, como o Youtube e a Netflix.
“A forma mais simples de entender a tecnologia é você imaginar que cada pessoa tem um plano de dados e, esse plano de dados tem seu limite de transferência. O aplicativo é capaz de perceber qual é o plano, ou seja, qual a velocidade que está disponível em determinado instante, e usar essa velocidade para transmitir a melhor imagem que não ‘travaria’ o aplicativo. Ao longo da sessão, a tecnologia vai alterando de acordo como que está acontecendo com a rede de dados”, explicou o estudioso.
O pesquisador completa que a tecnologia é uma evolução de outras ideias implementadas em anos anteriores, quando o usuário escolhia a qualidade que ele queria e isso “travava” a transmissão.
De acordo com o professor, o conhecimento adquirido ao longo dos anos e o domínio da tecnologia permite que outras instituições do Amazonas também utilizem o aplicativo para transmissão de conteúdo multimídia.
“Como nossa proposta era demonstrar a aplicação da tecnologia, nós implementamos conteúdos do Icomp e criamos o piloto ICompTV, mas a forma como a tecnologia foi desenvolvida permite a utilização por outras instituições de forma customizada. Em outras palavras, eu poderia ter a UfamTV, a SeducTV. Qualquer instituição que gere conteúdo digital poderia utilizar a plataforma”, disse César.
Foco no aprendizado
Para o professor da Ufam, a vasta variedade de vídeos disponibilizados na internet dificulta a utilização de materiais multimídia no ensino e aprendizagem. Nesse sentido, o aplicativo, ao reunir o conteúdo em um só lugar, se torna uma ferramenta importante para consolidação do uso dos conteúdos multimídia na formação do aluno.
“O aluno tem que encontrar dentro desse universo de coisas o que é mais importante para ele, e, muitas vezes ele se perde nessa busca. A ideia é concentrar os assuntos relacionados e, que partir disso, o aluno tenha mais facilidade de acesso aos conteúdos”, ressalta César Melo.
Como funciona
O professor explicou que o ICompTV funciona como outros aplicativos. O usuário precisa acessar a loja Google Play, fazer o download e instalar o App. Automaticamente, o usuário terá acesso direto e gratuito a todos os conteúdos da plataforma. Ele destacou que o acesso é permitido para alunos e não alunos da Ufam.
“Ao executar o aplicativo, o usuário vai encontrar a lista de vídeos, a playlist – conjunto de vídeos relacionados – conteúdo de canais que seria o agrupamento de disciplinas, por exemplo. Ele também poderá pesquisar por meio de palavras-chaves. Qualquer usuário pode acessar a plataforma, mas para interagir será preciso fazer um cadastro simples, com nome e e-mail”, disse Melo.
Fonte: Francisco Santos – Agência Fapeam
Fotos: Érico Xavier – Agência Fapeam

16/08/2016

Sistema computacional auxilia músicos a planejar ações de divulgação


Elton Alisson | Agência FAPESP – Os profissionais da indústria da música dispõem de uma nova ferramenta para obter indicadores precisos do mercado fonográfico no Brasil e no mundo e, com base nisso, desenvolver estratégias para a divulgação de um artista estreante, por exemplo, ou de uma nova música de um cantor já consagrado.
Playax – uma startup fundada por um cientista da computação formado pela Universidade de São Paulo (USP) e um produtor musical – desenvolveu, com auxílio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, um sistema computacional de identificação automática de músicas executadas em rádios, canais de televisão e na internet.
A partir dos dados gerados pelo sistema computacional, um artista usuário da plataforma consegue identificar, por exemplo, em quais rádios e regiões do país suas músicas têm sido tocadas e, assim, direcionar melhor suas ações de marketing, planejar agenda de shows, compreender melhor a audiência e até ampliá-la.
“Fazemos Big Data da música”, disse Daniel Cukier, sócio da empresa e um dos autores do projeto à Agência FAPESP.
“Analisamos os dados gerados pela plataforma para fornecer informações analíticas para os usuários, como gêneros musicais em ascensão ou em queda em diferentes regiões do país”, afirmou o especialista, que cursou graduação e mestrado em Ciência da Computação no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e atualmente realiza doutorado na mesma instituição, na área de empreendedorismo digital.
De acordo com Cukier, o sistema computacional que eles desenvolveram foi concebido inicialmente para fazer a gestão de direitos autorais de cantores, compositores e músicos.
Ao entrar em contato com potenciais clientes, contudo, Cukier e seu sócio – o produtor musical Juliano de Moraes Polimeno – perceberam que a identificação automática de músicas poderia ser usada como base para diferentes aplicações, como identificar tendências no mercado fonográfico.
“Ao ter contato mais próximo com o mercado, percebemos que o potencial da tecnologia que desenvolvemos era muito maior do que simplesmente monitorar a execução de músicas em rádios, canais de televisão e na internet”, disse Cukier.
“Nosso sistema pode até servir para isso. Mas enxergamos que há muito mais valor na informação obtida após a identificação de uma música executada em diferentes mídias”, afirmou.
Tecnologia inovadora
O sistema desenvolvido pela empresa é baseado em um algoritmo – um conjunto de comandos para a realização de uma tarefa computacional – de audio fingerprinting, ou impressão digital acústica, em tradução livre.
Um resumo digital condensado gerado a partir de um sinal de áudio, que pode ser usado para identificar uma amostra de áudio ou localizar rapidamente itens similares em uma base de dados, é conhecido como impressão digital acústica e já é usado em aplicativos de reconhecimento de música como o Shazam.
A fim de melhorar essa tecnologia, inicialmente a Playax fez modificações em um algoritmo de audio fingerprinting com código aberto (open source). E, com o passar do tempo, optou por desenvolver um algoritmo próprio.
“Implementamos versão própria de um algoritmo que apresenta um desempenho muito melhor do que o existente hoje”, comparou Cukier.
Para implementar a versão própria do algoritmo que desenvolveu, a empresa criou uma base de dados alimentada com músicas enviadas por artistas que querem identificar onde suas canções têm sido tocadas.
O algoritmo “ouve” em tempo real as músicas tocadas em plataformas de transmissão de áudio e vídeo pela internet (streaming) de 5,5 mil emissoras de rádio no Brasil, além de mais de 80 canais de televisão, web rádios e sites, como o SoundCloud e Palco MP3, entre outros, e compara pequenos trechos delas com as músicas existentes na base de dados.
Ao constatar que uma música executada em um desses canais de transmissão tem “impressões digitais acústicas” semelhantes a de alguma canção armazenada em seu banco de dados, o sistema registra a identificação.
“Conseguimos criar um sistema robusto, que identifica milhões de músicas ao mesmo tempo de forma computacionalmente barata, mesmo com chiado ou em um volume muito baixo ”, avaliou Cukier.
Em 2015, a empresa detectou por meio do sistema computacional mais de 300 mil execuções (plays) de músicas em canais de TV, 125 bilhões na internet e 137 milhões no streaming de rádios, de 91.609 artistas.
O tempo total de músicas detectadas pelo sistema em 2015 foi equivalente a mais de 2 bilhões de minutos, o que exigiria 5.065 anos para ouvi-las.
“Processamos mais de 8 mil terabytes de áudio em 2015, o que equivale a um HD [disco rígido] com 1 bilhão de músicas”, estimou Cukier.
Ao analisar os dados coletados pelo sistema, a empresa identificou que o gênero musical preferido na internet brasileira é o pop. Já o mais tocado nas rádios brasileiras é o sertanejo, predominante nas regiões Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Leia mais em Agência FAPESP.

03/08/2016

Como 'Pokémon Go' transformou vida de jovem autista que não conseguia sair de casa



Um jogo para celular que atraiu a atenção do mundo parece ter causado um grande impacto em pacientes com autismo, distúrbio que afeta a interação social, comunicação e comportamento. Veja o vídeo aqui
O jogo "Pokémon Go", lançado no mês passado no Reino Unido, envolve a “caça” aos Pokémons virtuais em ambientes reais.
A mistura de realidade e ambiente virtual tem ajudado a quebrar muitas das barreiras sociais que pacientes autistas sentem quando estão em público.
É o caso de Adam, um adolescente britânico de 17 anos que passou os últimos cinco anos em casa, jogando um game de guerra, o "Minecraft".
Adam não aguentava ficar na rua: começava a tremer e se sentir mal, com dor de estômago. Isso apenas por estar entre pessoas, com barulho, falando alto, segundo a mãe do jovem, Jan Barkworth.
O jogo estimulou o adolescente a sair de casa, e Adam passa horas em busca dos animais virtuais. Segundo a mãe, a novidade vem ajudando Adam a interagir com outras pessoas e reforçando os laços com a família.

Fonte: BBC
Foto: BBC

02/08/2016

Ilustrador destaca diversidade amazônica com pokémons



Por Leyberson Pedrosa | Colaborou: Lia Magalhães Edição:Líria Jade Fonte:Portal EBC

Enquanto os fãs da animação japonesa esperam pela chegada do Pokémon GO no Brasil, o ilustrador Cezar Souza vê a repercussão do seu trabalho ganhar proporções não imaginadas. Souza fez uma série de desenhos que misturam a fauna e flora da Amazônia com os monstrinhos do Pokémon. Contudo, se engana quem acha que ele escolheu os Pokémons por causa do jogo:

“Na verdade, esse projeto está em desenvolvimento desde 2013. Foi uma feliz coincidência a finalização dele ocorrer em plena nova febre pokémon.”

Recentemente, o manauara apresentou um artbook (espécie de álbum de ilustrações)  como trabalho de conclusão do curso de Design na Faculdade Fucapi (AM) onde usa a biodiversidade para criar "pokémons amazônicos". Confira:

Leia mais em EBC.


01/08/2016

Para além do Pokémon GO: entenda a realidade aumentada e geolocalização



O aplicativo Pokémon GO! nem chegou ao Brasil e parece ter reinventado a realidade aumentada e o uso da geolocalização. Mas, na verdade, essas tecnologias são utilizadas há tempos.

A realidade aumentada está presente em nossa vida toda vez que projetamos um elemento virtual em nosso mundo de verdade.

Já a geolocalização é utilizada desde 2000 por praticantes do Geocaching, passatempo ao ar livre com o objetivo de encontrar recipientes escondidos pelo mundo.

Confira mais detalhes no vídeo e nas matérias "linkadas" abaixo:


Leia mais em EBC.

26/07/2016

Impulse II encerra viagem e é 1º avião a cruzar o mundo com energia solar


O avião Solar Impulse II, movido apenas a energia solar, completou sua volta ao mundo após aterrissar no aeroporto internacional de Abu Dhabi às 4h05 (horário local, 21h05 de Brasília), mesmo ponto de onde partiu em março de 2015.
"Este momento é muito especial para nós, completamos esta viagem passo a passo e estamos muito emocionados com a chegada a Abu Dhabi", disse André Borschberg, segundo piloto da aeronave, à agência EFE. O avião foi pilotado por Bertrand Piccard na última etapa entre Egito e Emirados Árabes Unidos.
O Impulse completou 42.000 quilômetros em 17 voos, para os quais necessitou de mais de 500 horas sobrevoando o mar de Arábia, Índia, Mianmar e China, os oceanos Pacífico e Atlântico, os Estados Unidos, o sul da Europa e o norte da África.
Por volta das 19h GMT (16h em Brasília) desta segunda, o avião já tinha percorrido 2.500 km em sua última viagem. Foram 44 horas desde sua saída do Cairo, no Egito, segundo a AFP.
"Lancei o projeto @solarimpulse em 2003 para transmitir a mensagem de que as tecnologias limpas podem conseguir o impossível", disse Piccard em uma publicação no Twitter.
Borschberg também destacou na rede social que o Solar Impulse II "é ao mesmo tempo o primeiro avião com resistência ilimitada e a única aeronave experimental autorizada a sobrevoar as cidades".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou sua "profunda admiração" por esta iniciativa. "É um dia histórico não só para vocês, mas também para a humanidade", acrescentou em uma conversa com Piccard transmitida ao vivo.
Neste domingo (24), o avião decolou do aeroporto do Cairo com destino a Abu Dabi. "É um projeto para a energia e para um mundo melhor", afirmou Piccard, antes da decolagem, acrescentando que a viagem seria "difícil". "É uma região muito, muito quente (...). O voo será esgotante", completou.
Com um peso de uma tonelada e meia, tão largo quanto um Boeing 747, o Solar Impulse II voa graças a baterias que armazenam a energia solar captada por 17.000 células fotovoltaicas em suas asas.
Em geral, o avião se movimenta a uma velocidade de cerca de 50 km/h, que pode ser duplicada quando está exposto ao sol.

Fonte: EFE
Foto: Jean Revillard / SI2 / via Reuters

24/07/2016

Solar Impulse 2 sai do Egito para a última etapa de sua volta ao mundo



O avião Solar Impulse 2 decolou neste domingo (24) do Egito rumo a Abu Dabi para a última etapa de sua volta ao mundo iniciada há mais de um ano. Nesta 17ª e última etapa, o avião é pilotado pelo suíço Bertrand Piccard, que realizou o primeiro voo transatlântico em um aeroplano capaz de voar sem combustível, graças a suas baterias que acumulam energia solar.
Entre aplausos e gritos de apoio da equipe de terra, o avião decolou do aeroporto do Cairo para uma viagem que deve levá-lo a Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, de onde partiu no dia 9 de março de 2015.
"É um projeto para a energia e para um mundo melhor", afirmou Bertrand Piccard aos jornalistas reunidos no aeroporto.
Com um peso de uma tonelada e meia, tão largo quanto um Boeing 747, o Solar Impulse 2 voa graças a baterias que armazenam a energia solar captada por 17.000 células fotovoltaicas em suas asas.
A Solar Impulse 2 devia ter saído do Egito na semana passada mas sua decolagem foi adiada pelos fortes ventos e por um problema de saúde do piloto.
O avião solar chegou ao Cairo em 13 de julho, depois de decolar de Sevilha (sul da Espanha), trajeto de 3.745 km, concluído em 48 horas e 50 minutos.
Piccard disse na noite deste sábado que essa última etapa será difícil. "É uma região muito, muito quente (...). O voo será esgotante", advertiu.

Fonte: AFP
Foto: Khaled Desouki/AFP

23/07/2016

Pássaro recebe bico de titânio feito com impressora 3D na China



Um pássaro que perdeu metade do bico durante uma briga no Zoológico de Guangzhou, no sul da China, vai poder voltar a comer normalmente. O grou-da-Manchúria chamado Lili recebeu um bico de titânio feito com impressora 3D.
Depois de usar bicos de plástico para descobrir o tamanho e formato ideais, técnicos imprimiram uma prótese feita de titânio, material escolhido pela força e resistência.
A cirurgia para implantar a prótese foi feita em um hospital veterinário de Guangzhou e durou cerca de meia hora. Logo em seguida, o pássaro já pôde pegar peixes de um balde normalmente.
O grou-da-Manchúria está entre os grous mais raros e maiores do mundo, medindo cerca de 1,5 metro. Há apenas cerca de 2.750 espécimes vivendo na Rússia, China, Mongólia, Japão e Coreia.
Uma de suas características mais distintivas é uma mancha vermelha no alto da cabeça. Eles podem viver até 70 anos e são vistos pela cultura chinesa como símbolos de longevidade e nobreza.


Fonte: Associated Press
Foto: Associated Press

19/07/2016

Justiça do Rio determina bloqueio do serviço do WhatsApp novamente


A juíza de fiscalização da Vara de Execuções Penais do Rio Daniela Barbosa Assunção de Souza determinou a suspensão do serviço do aplicativo de mensagens WhatsApp em todo o Brasil. A notícia foi divulgada no fim da manhã desta terça (19) pelo site O Globo, porém ainda não há informação sobre o início e a duração da medida.

Esta é a terceira vez que o WhatsApp é bloqueado pela Justiça no Brasil. Em todos os casos, a suspensão foi uma represália da Justiça por a empresa ter se recusado a cumprir determinação de quebrar o sigilo de dados trocados entre investigados criminais.

O primeiro bloqueio foi em dezembro do ano passado e ocorreu a pedido da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, que determinou a suspensão do serviço por 48 horas. A decisão foi derrubada 12 horas depois, quando o próprio WhatsApp impetrou um mandado de segurança pedindo o restabelecimento do serviço.

Houve ainda uma outra tentativa da Justiça de derrubar o serviço, em fevereiro. Da mesma forma, o objetivo era forçar a empresa a colaborar com investigações sobre casos de pedofilia na internet, desta vez da polícia do Piauí. A decisão, porém, foi suspensa pelos desembargadores Raimundo Nonato da Costa Alencar e José Ribamar Oliveira, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), que concederam liminares sustando os efeitos da decisão do juiz Luiz de Moura Correia, da Central de Inquéritos do Poder Judiciário em Teresina, que suspendia o uso do aplicativo WhatsApp em todo o Brasil.

A segunda paralisação do serviço ocorreu em maio, por determinação da Justiça de Lagarto, no Sergipe. Na época, o bate-papo foi bloqueado por 72 horas.

Fonte: O Dia Mais

18/07/2016

SpaceX lança cápsula Dragon rumo à ISS em missão de abastecimento


A empresa americana SpaceX lançará da Flórida, na noite deste domingo, sua cápsula não tripulada Dragon, para uma nova missão de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS), com provisões para os astronautas e material para experiências científicas.

O carregamento, de cerca de 2,2 toneladas, inclui um adaptador, um tipo de anel, para facilitar o acoplamento das naves comerciais da SpaceX e Boeing (que transportarão astronautas a partir de 2017) com a estação.

Um primeiro adaptador se perdeu em uma explosão ocorrida em junho de 2015, dois minutos após a decolagem do foguete Falcon 9, que transportava uma cápsula Dragon.

O lançamento da Dragon com o Falcon 9 está previsto para a 0h45 desta segunda-feira (04H45GMT), da base da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Cañaveral, Flórida.

"Tudo se desenvolve de maneira normal, e planejamos autorizar o lançamento como previsto", indicou neste sábado Hans Koenigsmann, responsável técnico da SpaceX, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy.

A SpaceX também tentará fazer aterrissar sobre a terra o primeiro andar de seu foguete, a 3 km do local de lançamento. Se a tentativa for bem-sucedida, será a segunda vez que se conseguirá aterrissar sobre a terra a primeira camada do foguete, de 70 metros.

A tentativa mais recente de aterrissá-la sobre uma plataforma flutuante, em 16 de junho, fracassou.

- Quatro aterrissagens bem-sucedidas -

Desde 2015, a SpaceX conseguiu realizar esta difícil tarefa quatro vezes, uma em terra firme e três sobre uma plataforma no Atlântico.

A empresa californiana procura recuperar o primeiro andar do Falcon 9 para reduzir o custo dos voos espaciais.

Conseguir reciclar partes dos foguetes, que normalmente caem no oceano e se perdem, pode revolucionar o setor.

Em abril, o fundador e diretor executivo da SpaceX, Elon Musk, informou que o custo de produção do lançador era de 60 milhões de dólares, e que o combustível do foguete custava 300 mil dólares.

A Dragon, que deverá chegar à estação orbital na próxima quarta-feira, levará 93 kg de amostras para a realização de experiências científicas com o objetivo de compreender os efeitos da ausência de gravidade no funcionamento de células cardíacas, musculares e ósseas, explicou Julie Robinson, responsável pelos programas científicos da ISS.

A cápsula também levará um sequenciador de DNA, que os astronautas da ISS usarão para identificar micróbios, diagnosticar doenças e avaliar o estado de saúde de seis tripulantes. Segundo a Nasa, também servirá para detectar DNA de outros pontos do sistema solar.

A Dragon, única cápsula capaz de retornar à Terra após um voo espacial, partirá da ISS em 29 de agosto, com 580 kg de amostras de experiências científicas realizadas em ambiente de microgravidade, e lixo e outros materiais usados.

Esta será a nona missão de abastecimento da ISS realizada pela SpaceX por conta da Nasa, das 20 previstas no contrato de 1,6 bilhão de dólares com a agência espacial americana.

Também será o segundo voo da Dragon até a ISS desde o acidente de junho de 2015.

Uma cápsula de abastecimento não tripulada russa deverá acoplar com a ISS nesta segunda-feira.

Fonte: Jean-Louis SANTINI/ AFP
Foto: Nasa

16/07/2016

Fapemig publica chamada de apoio a incubadoras de empresas de base tecnológica



A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) publica a Chamada 06/2016 - APOIO A INCUBADORAS DE EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICAS, que busca apoiar o desenvolvimento das Incubadoras de Empresas de Base Tecnológicas – IEBTs – do Estado de Minas Gerais. O investimento é uma das ações da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) para apoiar diretamente as Incubadoras, visando ao suporte às empresas incubadas, para que tenham resultados na geração de novos produtos, processos e serviços capazes de posicionar o Estado nos rumos da economia do conhecimento. As propostas podem ser enviadas até o dia 12 de setembro de 2016.

Esta Chamada está em consonância com as Leis de Inovação Federal nº13.243/2016 e Mineira nº17.348/2008, as quais dispõem sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica, e atende à orientação programática da Sectes, observadas as diretrizes de políticas emanadas do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia – CONECIT.

Os recursos alocados nesta Chamada serão na ordem de R$1,5 milhão. O prazo de execução de cada projeto contratado é de até 24 meses.



Fonte; Vivian Teixeira/FAPEMIG

15/07/2016

Nature Communications publica estudo de pesquisadores brasileiros sobre fósforo negro


O periódico científico internacional Nature Communications, do importante grupo editorial Nature Publishing Group, publicou no último dia 14 de julho um artigo que reúne diversos grupos brasileiros e que relata novas pesquisas sobre o fósforo negro– um nanomaterial que consiste no empilhamento de folhas bidimensionais de fósforo. Com a participação do Prof. Dr. Christiano J. S. de Matos, pesquisador do MackGraphe – Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e de mais oito especialistas no assunto pertencentes ao próprio MackGraphe e às universidades Unesp, Unicamp, UFMG e Universidade Nacional de Singapura, o estudo desvenda uma propriedade antes desconhecida do fósforo negro e poderá contribuir para o desenvolvimento de nanodispositivos de alto desempenho.
Desde o isolamento do grafeno, em 2004, e da demonstração de seu potencial para aplicações eletrônicas e optoeletrônicas, muitos pesquisadores se concentraram em descobrir outros nanomateriais com espessuras de poucos átomos, com propriedades semelhantes ou complementares. O último a aderir a este clube seleto de alta tecnologia é o fósforo negro.
Descoberto em 1914, o material não é encontrado na natureza e foi pouco estudado ao longo do primeiro século pós-descoberta. O interesse nele, no entanto, explodiu em 2014, quando foi demonstrado que o método da exfoliação mecânica com uma fita adesiva (o mesmo utilizado para se isolar o grafeno pela primeira vez) podia ser utilizado para se obter fosforo negro com espessuras de poucos átomos.
Diferente do grafeno, uma única folha de fósforo negro, conhecida como fosforeno, apresenta uma estrutura “sanfonada” (ver quadro abaixo). Também diferente do grafeno (que é um excelente condutor), o fosforeno é um semicondutor, um tipo de material com importantes aplicações eletrônicas. Além disso, as características eletrônicas do fósforo negro dependem fortemente do número de camadas deste material.
De acordo com o professor Christiano de Matos, essas características fazem do fósforo negro um material extremamente promissor para futuras aplicações eletrônicas e optoeletrônicas, por exemplo em transistores, desempenhando as funções lógicas necessárias em sistemas digitais; em detectores de luz, transformando energia luminosa em corrente elétrica em sistemas de comunicações ópticas (fibra óptica) ou em células fotovoltaicas; e em novos emissores de luz para as comunicações ópticas. Desta forma grafeno e fósforo negro são complementares, e não concorrentes, em termos de uso e aplicação, podendo inclusive ser utilizados em conjunto.
O estudo recém-publicado é pioneiro por ser o primeiro a identificar, através de técnicas computacionais e de laboratório, que as vibrações atômicas deste material apresentam um comportamento não esperado e diferente daquelas observadas longe das bordas. O estudo mostra, ainda, que este comportamento, não observado em grafeno, é consequência da distorção da rede cristalina próximo às bordas. Como as vibrações atômicas de um material estão relacionadas à geração e dissipação de calor, o estudo contribuirá para um melhor entendimento de como o calor é dissipado neste novo material, o que será de grande importância para a otimização de nanodispositivos eletrônicos e optoeletrônicos baseados em fósforo negro.
A parte experimental da pesquisa foi realizada no MackGraphe utilizando-se a técnica de espectroscopia Raman, capaz de analisar com precisão as propriedades atômicas e moleculares dos materiais. O MackGraphe possui um dos espectrômetros Raman mais modernos do país. Adquirido com recursos da FAPESP, o equipamento apresenta altíssima sensibilidade e a capacidade de realizar análises extensas em alta velocidade.
As folhas de papel, com o desenho de átomos organizados em uma estrutura semelhante à de favos de mel, ilustra as diferenças geométricas entre grafeno e o fosforeno (uma única camada de fósforo negro). No grafeno (esquerda) os átomos de carbono estão todos no mesmo plano, formando uma folha esticada. No fosforeno (direita) a folha de átomos de fósforo tem uma estrutura sanfonada, como se tivesse sido dobrada como um origami, dando características anisotrópicas ao material. 
Sobre o Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.
Sobre o MackGraphe
O MackGraphe – Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias – foi criado em 2013 e teve seu novo edifício inaugurado em março de 2016. É o maior centro de pesquisas aplicadas em grafeno e nanomateriais do país e insere o Brasil no mapa da inovação. O MackGraphe conta com setores específicos para estudo e manejo de nanomateriais, visando a aplicações em três segmentos: Fotônica, Energia e Compósitos.

Fonte: Assessoria de Imprensa Mackenzie

14/07/2016

Acadêmica da UEPG cria aplicativo sobre Dengue



A acadêmica do segundo ano de Medicina da UEPG, Eduarda Mirela da Silva Montiel, desenvolveu a parte de conteúdo do aplicativo 2 + Dengue, construído em conjunto com equipe da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Na construção do conteúdo do aplicativo, a acadêmica trabalhou sob supervisão da professora Ana Cláudia Garabeli Cavalli Kluthcovsky, do Departamento de Medicina da UEPG. Eduarda explica que o aplicativo 2 + Dengue traz conteúdos, a exemplo de características da doença, fatores de transmissão, mosquito vetor, construção de armadilhas, questionários e tratamento. Nesta quarta-feira (13), o aplicativo foi apresentado ao diretor da Agencia de Inovação e Propriedade Intelectual (Agipi), Ricardo Ayub.

Com relação ao conjunto de informações do aplicativo, Eduarda observa que se volta para a parte educativa e de conscientização sobre a doença transmitida pelo mosquito vetor (Aedes aegypti). O aplicativo também conta com um banco de dados construído a partir das informações fornecidas pelos usuários acerca da quantidade de larvas do mosquito e da pontuação do questionário aplicado. A construção do aplicativo iniciou em maio de 2015, envolvendo a participação de Alessandro Murta Baldi, hoje cientista da computação formado pela UFMS. Ele programou o aplicativo. O projeto também registra a presença do acadêmico do quarto ano do curso de Ciência da Computação da UFMS, Leonardo Mauro, que contribuiu na parte do design do aplicativo. A parte de supervisão do aplicativo também registra a participação do professor Amauri Antônio de Castro Junior, diretor da UFMS. Para Eduarda, o aplicativo é uma forma de repasse de informações sobre a dengue cada vez mais presente em municípios paranaenses e já endêmica no Mato Grosso do Sul.

Importância e Divulgação

A acadêmica diz que outro ponto refere-se à importância de se transmitir o máximo de informações à população e aos profissionais que atuam no tratamento e prevenção da doença. Eduarda ressalta que a ideia é que os usuários e as equipes de vigilância sanitária usem o aplicativo como medida de controle do vetor. “O aplicativo contribui com modelo de armadilha e na coleta de dados que podem ser consultados no seu banco de dados”. A acadêmica entende que projetos desenvolvidos no âmbito dos diferentes cursos da instituição, além de propiciar o crescimento pessoal, trazem benefícios à população.

Para a acadêmica, a parte mais difícil no desenvolvimento de projetos é a de recursos (material, estrutura, instrumentos). “Às vezes surgem ideias, mas não seguem em frente por falta dos recursos necessários em suas diferentes fases”. Registra como a parte mais gratificante, o momento em que surgem os resultados de cada pesquisa. Eduarda assinala que o aplicativo foi apresentado, em 2015, no IV Congresso Brasileiro de Informática na Educação, no âmbito da programação da X Conferência Latino-Americana de Objetos e Tecnologias de Aprendizagem, promovido pela Sociedade Brasileira de Computação, no Centro Cultural de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, Alagoas.

Informações da Assessoria de Imprensa.
FOTO: DIVULGAÇÃO/UEPG

11/07/2016

Avião Solar Impulse 2 inicia penúltima etapa de volta ao mundo


O avião Solar Impulse 2 decolou nesta segunda-feira de Sevilha, sul da Espanha, rumo ao Cairo, na penúltima etapa de sua volta ao mundo utilizando o Sol como única fonte de energia.

Pilotado pelo suíço André Borschberg, o avião solar decolou às 06h20 locais (01h20 de Brasília) nesta 16ª etapa, que durará cerca de 50 horas. Deve chegar à capital egípcia no dia 13 de julho.

Vestido com uma roupa laranja e um capacete, André Borschberg, de 63 anos, recebeu incentivos de sua filha pouco antes de decolar da capital andaluza.

Em sua travessia sobrevoará o Mediterrâneo através dos espaços aéreos de Argélia, Tunísia, Itália, Malta e Grécia.

A aeronave pesa apenas 1,5 tonelada, mas de um extremo ao outro de suas asas mede 63 metros, como os maiores aviões comerciais do mundo, tipo Boeing 747. É feito de fibra de carbono e é chamado de "paper plane".

Voa a uma velocidade média de 50 km/h graças as suas baterias de lítio que armazenam a energia solar captada por 17.000 células fotovoltaicas instaladas nas asas.

Depois de chegar ao Egito, deve nos dias posteriores iniciar a 17ª e última etapa de sua volta ao mundo, que terminará em Abu Dhabi, de onde partiu em 9 de março de 2015.

Fonte: AFP

Inseticida biológico contra o Aedes Aegypti vence o 8º concurso Acelera Start


Agência FAPESP – A empresa de biotecnologia BR3 foi a vencedora na categoria Operacional do Oitavo Concurso Acelera Startup, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), graças ao inseticida biológico Dengue Tech.
O produto elimina as larvas do Aedes Aegypti, mosquito transmissor de dengue, Zika e chikungunya. À base de microrganismos inócuos para as pessoas, custa R$ 1 por ponto tratado por mês e é eficaz por 60 dias. Rodrigo Perez, diretor da BR3, explicou que a tecnologia foi desenvolvida pela Fiocruz e licenciada para a BR3, de acordo com a Assessoria de Jornalismo Institucional da Fiesp.
A outra vencedora na categoria Pré-operacional foi a Horvath, que confecciona camisas que não se sujam nem ficam amarrotadas. O tecido usado não absorve líquidos. O teste foi feito na hora do concurso em uma camisa, derramando suco sobre o tecido. O líquido não foi absorvido e não deixou mancha ao ser retirado com uma toalha.
A oitava edição do Concurso Acelera Startup contabilizou 4.500 projetos inscritos. Além dos dois vencedores, foram classificadas para a etapa final do Concurso Acelera Startup as empresas:
  • Nearbee, plataforma de segurança para ser usada em situações de emergência.
  • Deshtec, rede de comunicação sem fio multisserviços, para aplicação em Internet das Coisas, cidades inteligentes e telemetria industrial m2m. Desenvolveram hardwaresoftware e firmware.
  • Cosmético Já, centro para emagrecer, reeducar em termos alimentares e realizar correções por meio de procedimentos estéticos.
  • Manicura Express. Utiliza técnica sem objetos cortantes e dois produtos de fabricação própria para cuidar das mãos.
  • Nexoos, plataforma de empréstimos peer to peer para pequenas e médias empresas. O conceito é crowdfunding de empréstimos.
  • Dataholics capta e estrutura milhões de dados de pessoas em redes sociais como Facebook e Linkedin, além de informações de fontes públicas da web.
  • Leia.me, plataforma desenvolvida para apresentar novos escritores.
  • Sustentare. Desenvolve o How to Lab, método inovador para controle de qualidade.
  • Leilão de Prêmios, ferramenta de marketing e publicidade baseada no conceito de gamificação, para pequenas e médias empresas.

Pesquisador cria irrigador automático com garrafas usadas



O físico Washington Luiz de Barros Melo, pesquisador da Embrapa Instrumentação, desenvolveu um irrigador automático, que não usa eletricidade e ainda pode ser feito com materiais usados.

O equipamento é baseado no princípio da termodinâmica. O físico explica que o ar se expande quando aquecido e assim funciona como uma bomba que pressiona a água para a irrigação. 

A criação pode ajudar pequenos produtores e jardineiros amadores a manter seus canteiros irrigados automaticamente pelo método de gotejamento.

Para saber como montar o sistema, basta entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)  da Embrapa Instrumentação

Fonte: EBC