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16/08/2016

Sistema computacional auxilia músicos a planejar ações de divulgação


Elton Alisson | Agência FAPESP – Os profissionais da indústria da música dispõem de uma nova ferramenta para obter indicadores precisos do mercado fonográfico no Brasil e no mundo e, com base nisso, desenvolver estratégias para a divulgação de um artista estreante, por exemplo, ou de uma nova música de um cantor já consagrado.
A Playax – uma startup fundada por um cientista da computação formado pela Universidade de São Paulo (USP) e um produtor musical – desenvolveu, com auxílio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, um sistema computacional de identificação automática de músicas executadas em rádios, canais de televisão e na internet.
A partir dos dados gerados pelo sistema computacional, um artista usuário da plataforma consegue identificar, por exemplo, em quais rádios e regiões do país suas músicas têm sido tocadas e, assim, direcionar melhor suas ações de marketing, planejar agenda de shows, compreender melhor a audiência e até ampliá-la.
“Fazemos Big Data da música”, disse Daniel Cukier, sócio da empresa e um dos autores do projeto à Agência FAPESP.
“Analisamos os dados gerados pela plataforma para fornecer informações analíticas para os usuários, como gêneros musicais em ascensão ou em queda em diferentes regiões do país”, afirmou o especialista, que cursou graduação e mestrado em Ciência da Computação no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP e atualmente realiza doutorado na mesma instituição, na área de empreendedorismo digital.
De acordo com Cukier, o sistema computacional que eles desenvolveram foi concebido inicialmente para fazer a gestão de direitos autorais de cantores, compositores e músicos.
Ao entrar em contato com potenciais clientes, contudo, Cukier e seu sócio – o produtor musical Juliano de Moraes Polimeno – perceberam que a identificação automática de músicas poderia ser usada como base para diferentes aplicações, como identificar tendências no mercado fonográfico.
“Ao ter contato mais próximo com o mercado, percebemos que o potencial da tecnologia que desenvolvemos era muito maior do que simplesmente monitorar a execução de músicas em rádios, canais de televisão e na internet”, disse Cukier.
“Nosso sistema pode até servir para isso. Mas enxergamos que há muito mais valor na informação obtida após a identificação de uma música executada em diferentes mídias”, afirmou.
Tecnologia inovadora
O sistema desenvolvido pela empresa é baseado em um algoritmo – um conjunto de comandos para a realização de uma tarefa computacional – de audio fingerprinting, ou impressão digital acústica, em tradução livre.
Um resumo digital condensado gerado a partir de um sinal de áudio, que pode ser usado para identificar uma amostra de áudio ou localizar rapidamente itens similares em uma base de dados, é conhecido como impressão digital acústica e já é usado em aplicativos de reconhecimento de música como o Shazam.
A fim de melhorar essa tecnologia, inicialmente a Playax fez modificações em um algoritmo de audio fingerprinting com código aberto (open source). E, com o passar do tempo, optou por desenvolver um algoritmo próprio.
“Implementamos versão própria de um algoritmo que apresenta um desempenho muito melhor do que o existente hoje”, comparou Cukier.
Para implementar a versão própria do algoritmo que desenvolveu, a empresa criou uma base de dados alimentada com músicas enviadas por artistas que querem identificar onde suas canções têm sido tocadas.
O algoritmo “ouve” em tempo real as músicas tocadas em plataformas de transmissão de áudio e vídeo pela internet (streaming) de 5,5 mil emissoras de rádio no Brasil, além de mais de 80 canais de televisão, web rádios e sites, como o SoundCloud e Palco MP3, entre outros, e compara pequenos trechos delas com as músicas existentes na base de dados.
Ao constatar que uma música executada em um desses canais de transmissão tem “impressões digitais acústicas” semelhantes a de alguma canção armazenada em seu banco de dados, o sistema registra a identificação.
“Conseguimos criar um sistema robusto, que identifica milhões de músicas ao mesmo tempo de forma computacionalmente barata, mesmo com chiado ou em um volume muito baixo ”, avaliou Cukier.
Em 2015, a empresa detectou por meio do sistema computacional mais de 300 mil execuções (plays) de músicas em canais de TV, 125 bilhões na internet e 137 milhões no streaming de rádios, de 91.609 artistas.
O tempo total de músicas detectadas pelo sistema em 2015 foi equivalente a mais de 2 bilhões de minutos, o que exigiria 5.065 anos para ouvi-las.
“Processamos mais de 8 mil terabytes de áudio em 2015, o que equivale a um HD [disco rígido] com 1 bilhão de músicas”, estimou Cukier.
Ao analisar os dados coletados pelo sistema, a empresa identificou que o gênero musical preferido na internet brasileira é o pop. Já o mais tocado nas rádios brasileiras é o sertanejo, predominante nas regiões Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
Leia mais em Agência FAPESP.

26/04/2016

Música ajuda bebês a falar, revela estudo


A música ajuda os bebês no aprendizado da fala, revela um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos, que observou o comportamento de um grupo de crianças em idade de amamentação que participaram de jogos que incluíam o uso de ritmos musicais.

Os pesquisadores compararam a evolução de um grupo de 20 menores de nove meses, aos quais ensinaram a reproduzir ritmos musicais em um pequeno tambor, enquanto um segundo grupo de 19 bebês, da mesma idade, recebeu outro tipo de brinquedos, como carrinhos ou cubos.

Uma semana depois desta experiência, os bebês foram submetidos a testes para determinar as áreas exatas do cérebro onde houve maior atividade.

Constatou-se que as crianças incentivadas a participar de jogos que envolviam música tiveram maior atividade nas regiões do cérebro importantes para o aprendizado da linguagem.

A linguagem, assim como a música, tem fortes características rítmicas, afirmam os pesquisadores. O ritmo das sílabas ajuda a distinguir os sons e a compreender o que uma pessoa diz e é essa capacidade de identificar os diferentes sons que ajuda os bebês a aprender a falar.

"Nosso estudo é o primeiro realizado em bebês que sugere que se expor a ritmos musicais pode melhorar a capacidade de detectar ritmos na linguagem", explica Christina Zhao, pesquisadora do Instituto de Aprendizado e Ciências do Cérebro (I-LABS) na universidade do estado de Washington (noroeste).

Zhao é a principal autora deste trabalho, publicado na revista da Academia de Ciências dos Estados Unidos.

"Para adquirir a capacidade de falar, os bebês devem ser capazes de reconhecer os tons e os ritmos e ter a capacidade de se antecipar", explicou a pesquisadora.

"Isto significa que um estímulo musical precoce pode ter efeitos mais amplos nas capacidades cognitivas", acrescentou.

Fonte: AFP
Foto: Mamãe Online

24/04/2016

Freddie Mercury tinha uma voz inigualável, diz a ciência.


A voz de Freddie Mercury ajudou o Queen a atingir um nível histórico de popularidade em todo o mundo, mas o que a torna tão cativante? Um grupo de pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria, propôs-se a descobrir e publicou os resultados na revista científica Logopedics Phoniarics Vocology.

Através de análise de entrevistas de Mercury, assim como de gravações da sua voz a solo e com o Queen, e ainda de filmagens dentro da garganta de um cantor convidado para imitar o estilo de cantar de Freddie Mercury em laboratório, foram capazes de concluir que Mercury tinha algumas capacidades especiais, que sabia usar com muito controle.

Em primeiro lugar, os pesquisadores concluíram que Mercury era um barítono, mas que conseguia complementar as características da sua voz com um elevado controle da sua capacidade de vibrato. Isto significa que as suas cordas vocais conseguiam flutuar muito rapidamente entre um tom e o outro, dando à sua voz o característico tom à beira do descontrole que o cantor usava com tanta maestria.

O que os cientistas não conseguiram comprovar, porém, foi que Mercury tivesse uma voz capaz de abranger quatro oitavas, como frequentemente se diz. Conseguiram registar Mercury a atingir 37 semitons - um valor impressionante - mas não os 48 que seriam necessários para afirmar que o cantor tinha uma voz de quatro oitavas.

Fonte: Diário de Notícias
Foto: Arquivo Global Imagens

09/04/2016

Senado aprova dança, artes visuais e teatro no currículo do ensino básico


O Senado aprovou nesta quinta-feira (7) projeto que prevê a inclusão obrigatória de conteúdos na disciplina de artes do ensino básico brasileiro. Temas de dança, artes visuais e teatro deverão ser incorporados ao currículo da disciplina. Antes a lei só previsa música. As regras propostas pelo projeto valem tanto para escolas públicas quanto particulares.
A medida, que altera a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e segue agora para sanção presidencial.
Atualmente, a lei que trata do tema traz apenas a música como conteúdo obrigatório da disciplina de artes. O texto aprovado nesta quinta deixa expresso na legislação que artes visuais, dança e teatro também devem constituir a matéria de artes.
De acordo com o projeto, os sistemas de ensino terão prazo de cinco anos para implantar as mudanças propostas pelo projeto. Esse período, segundo o texto, servirá para que os sistemas promovam a adequada formação de profissionais em número suficiente para atuar na educação básica.
A educação básica é o primeiro nível do ensino escolar no Brasil. Compreende três etapas: a educação infantil (para crianças com até cinco anos), o ensino fundamental (para alunos de seis a 14 anos) e o ensino médio (para alunos de 15 a 17 anos).
“Esse é um projeto que, a meu ver, só traz vantagens [...]. Sem isso [a inclusão dos conteúdos], a gente não vai conseguir criar uma consciência nem ensinar os nossos jovens a se deslumbrarem com as belezas do mundo, que é tão importante quanto fazê-los entender a realidade do mundo pela ciência”, afirmou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que foi o relator da matéria.
Fonte: Gustavo Garcia/G1
Imagem: Freepik

06/03/2016

Bateristas ganham terceiro braço robótico


Pesquisadores do Georgia Institute of Technology construíram um membro robótico que permite bateristas tocarem com três braços . O "braço inteligente" de dois 61 cm de comprimento pode ser anexado ao ombro de um músico. Ele responde a gestos humanos e ao som que ouve.

O Professor Gil Weinberg supervisiona o projeto, que é financiado pela National Science Foundation. Ele diz que o objetivo é aumentar os limites do que os seres humanos podem fazer.


"Se você aumentar os seres humanos com robótica inteligente, eles poderiam interagir com seu ambiente de uma forma muito mais sofisticada", disse Weinberg, diretor do Centro de Tecnologia da música . "O terceiro braço proporciona uma experiência muito mais rica e criativa, permitindo que o ser humano para jogar muitos tambores simultaneamente com virtuosismo e sofisticação que não são de outra maneira possível."

Fonte: Gatech
Foto: Georgia Tech

17/02/2016

ECA USP oferece vagas em cursos gratuitos de instrumentos musicais


O Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP está com inscrições abertas, até o dia 29 de fevereiro, para os cursos de difusão cultural nos seguintes instrumentos: Fagote: 6 vagas, Oboé: 5 vagas; Órgão: 6 vagas; Percussão Contemporânea – Aspectos Técnicos e Interpretativos: 2 vagas; Piano: 3 vagas; Trombone: 2 vagas; Trompa: 2 vagas; Trompete: 4 vagas.

Todos os cursos são gratuitos. As atividades deles terão início em março e término em dezembro, com a realização de uma aula semanal agendada com o professor.

O Departamento esclarece que os cursos de instrumento de sopros são destinados a músicos ou estudantes de música que desejam se aperfeiçoar a nível técnico de instrumento, o de Órgão é destinado a músicos ou estudantes de música que possuam um conhecimento básico de piano; já o de Percussão Contemporânea é destinado a percussionistas estudantes ou profissionais.

Haverá um teste para cada instrumento, em que os candidatos serão atendidos por ordem de chegada. O não comparecimento no teste acarretará na desistência da vaga. Confira as datas abaixo:


Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e entregá-la presencialmente para Magali, até o dia 29, de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h, na sala 5-A do Departamento de Música, localizado na Rua da Reitoria, 215 – Conjunto Arquitetônico das Artes – Prédio 06.

Mais informações pelo telefone: (11) 3091-4348, com Magali.

Fonte: USP
Imagem: Vector Open Stock

16/01/2016

Presidiários do Malawi são indicados ao Grammy 2016

Foto de Marilena Delli

Uma banda formada por presidiários do Malawi acaba de ser indicado ao Grammy 2016 na categoria Melhor Álbum de World Music. 

Eles fazem parte do Zomba Prison Project, descoberta pelo produtor Ian Brenann e sua esposa, a fotógrafa Marilena Delli. Eles estiveram no Malawi para documentar e produzir a música dos prisioneiros na prisão de segurança máxima em Zomba. 


Ouça a música Please Don't Kill My Child:



Veja trecho do documentário sobre os presidiários