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24/08/2016

Concurso de comunicação científica premiará vencedor com viagem à Europa


As inscrições para o segundo EURAXESS Science Slam Brazil estão abertas até 15 de setembro. EURAXESS Science Slam Brazil 2016 é um concurso que oferece aos pesquisadores ativos no Brasil a chance de mostrar seu trabalho, bem como talento oral e criatividade, para membros da comunidade científica e do grande público, em um clima descontraído. O concurso é aberto aos pesquisadores (de doutorandos em diante) de todas as nacionalidades e todos os campos de pesquisa.
Os  pesquisadores interessados têm até 15 de setembro para enviar sua candidatura. Os 5 melhores candidatos serão convidados por EURAXESS Links Brazil a participar dafinal no Rio de Janeiro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia entre 17 e  23 de outubro de 2016, com tudo pago.Os candidatos poderão fazer uso de material de áudio e de vídeo, slides ou qualquer outro suporte ou media, assim como equipamento cientifico.
As performances dos candidatos serão avaliadas pelo público e pelo júri, com base nos seguintes critérios: conceitualização, estilo e originalidade. O vencedor ganhará uma viagem à Europa, onde realizará um curso de comunicação científica junto com os cinco ganhadores dos EURAXESS Science Slams ASEAN, China, Índia, Japão e América do Norte. E ainda terá a oportunidade de visitar o instituto europeu de pesquisa de sua escolha!
O concurso é aberto aos pesquisadores de todas as nacionalidades e todos os campos de pesquisa.
Cada participante das finais fará uma apresentação do seu projeto de pesquisa, em inglês ou em português, com duração de até 10 minutos. Os candidatos poderão fazer uso de material de áudio e de vídeo, slides ou qualquer outro suporte ou media, assim como equipamento cientifico.

As performances dos candidatos serão avaliadas pelo público e pelo júri, com base nos seguintes critérios: conceitualização, estilo e originalidade.
Os cinco finalistas receberão a assessoria de um coaching individual, antes da final. Além disto, eles participarão de um workshop de comunicação científica, no Rio de Janeiro, que terá como foco: Técnicas de apresentações para cientistas. Este
workshop será aberto a pesquisadores se encontrando no Rio de Janeiro no dia 18/10 mediante inscrição prêvia, e contará com a presença como treinadores
de Marco Andrade Brandão da TedX Rio e do vencedor do ano passado, Leonardo
Pereira Silva do Grupo Gatu. O vencedor ganhará uma viagem à Europa, para visitar o instituto de pesquisa da sua escolha.

Para participar:
Desenvolva uma ideia original para apresentar seu projeto de pesquisa ao mundo: pode ser palestra, sapateado, canto, experimento ao vivo… Tudo é permitido!
Faça um vídeo de até 3 minutos da sua performance, com o seu smartphone, câmera digital ou outro dispositivo. A apresentação deve ser em inglês ou português.
Envie seu vídeo pela plataforma Drop-it-to-me do EURAXESS Links Brazil (senha: “Science_Slam_2016”), mande seus contatos pelo e-mail brazil@euraxess.net e tenha a chance de ser um dos 5 finalistas a concorrer no slam

Fonte: Confap

Docentes do Instituto de Física da USP criam canal no YouTube para ensinar conceitos


Agência FAPESP – Professores e pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo prof. Gil da Costa Marques, criaram um canal no YouTube com diversas aulas de física que auxiliam alunos, professores a buscar o entendimento dos problemas mais complexos da física de uma forma mais simples, segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Instituto.
De acordo com Costa Marques, responsável pela iniciativa, "o propósito do canal no YouTube é disponibilizar conteúdos de alta qualidade para a educação científica e informações mais recentes sobre o ensino de física para estudantes universitários e professores que buscam atualização dos conhecimentos”.
Os planos futuros para a plataforma, ele acrescentou, preveem a expansão da oferta de conteúdos para um público mais geral. “Porém, o principal objetivo foi alcançado que é o de aproximar cada vez mais a universidade pública, gratuita e de alta qualidade, da sociedade que a financia por meio dos impostos”, ele finalizou.
As aulas no YouTube estão disponíveis no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCF5qm-yrOeDq1sSmE-gCh0.
Para mais informações utilize o e-mail marques@if.usp.br ou o telefone (11) 3091-6708. 

15/08/2016

Meninas desenvolvem autoestima e independência pelo esporte em projeto da ONU Mulheres

O que significa ser uma pessoa vitoriosa? Para Adrielle Alexandre, de 12 anos, que carregou a Tocha Olímpica, não significa apenas se tornar uma ginasta, mas transformar sua comunidade em um lugar livre de violência, onde as pessoas saibam respeitar umas às outras. Ela está entre as 400 meninas participantes de um programa no Rio de Janeiro que usa o esporte para criar espaços seguros onde elas consigam se tornar mulheres empoderadas.


O que significa ser uma pessoa vitoriosa? Para Adrielle Alexandre, de 12 anos, que carregou a Tocha Olímpica, não significa apenas se tornar uma ginasta, mas transformar sua comunidade em um lugar livre de violência, onde as pessoas saibam respeitar umas às outras. Ela está entre as 400 meninas participantes de um programa no Rio de Janeiro que usa o esporte para criar espaços seguros onde elas consigam se tornar mulheres empoderadas.
“Eu aprendi com o esporte que precisamos nos esforçar para conquistar as coisas. Não chegamos a lugar algum se ficarmos no mesmo lugar sem fazer nada”, disse Adrielle, atleta e moradora do Rio de Janeiro.
Quatro vezes por semana, depois da escola, ela vai a uma Vila Olímpica no bairro de Campo Grande — um dos 22 espaços municipais que oferecem estrutura desportiva gratuita — ter aulas de ballet, ginástica rítmica e pilates.
Adrielle é uma das 400 meninas entre 10 e 14 anos que fazem parte do Uma Vitória Leva à Outra, programa conjunto entre ONU Mulheres e Comitê Olímpico Internacional (COI), em parceria com a ONG Women Win e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), com o apoio da Loteria Sueca.
Duas vezes por semana, depois do treino, ela frequenta oficinas temáticas supervisionadas por uma equipe multidisciplinar de pedagogas, assistentes sociais e psicólogas, para aprender sobre liderança e autoestima, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, violência contra meninas e mulheres e como se planejar financeiramente para o futuro. O programa pretende alcançar 2,5 mil meninas até o início de 2017 e já está ativo em quase 20 Vilas Olímpicas no Rio de Janeiro.
Quase 50% das agressões sexuais em todo o mundo são sofridas por meninas de até 16 anos de idade. Quando atingem a puberdade, as adolescentes são marginalizadas e hipersexualizadas pela sociedade.
Durante esse período, a maneira como elas enxergam o próprio corpo passa a ser dominada por estereótipos negativos, fazendo com que a autoestima feminina caia duas vezes mais do que a masculina. Ao longo da adolescência, 49% das meninas desistem da prática esportiva — proporção seis vezes maior de que as observadas entre meninos.
Uma Vitória Leva à Outra usa o esporte como um meio poderoso para reduzir a desigualdade de gênero e dar às meninas ferramentas para construírem habilidades de vida e autoestima.

Leia mais em ONU.


13/08/2016

Curso online quer melhorar experiência acadêmica dos pós-graduandos da USP


Após concluir o curso superior, é na pós-graduação que os interessados em seguir a carreira acadêmica continuam sua formação. Embora alguns ingressantes já tenham desenvolvido pesquisas na iniciação científica, alguns conceitos, estruturas, procedimentos e normas só são conhecidos depois – uma grande quantidade de informações que pode confundir quem chega na pós-graduação da USP.
Pensando no aluno que acaba de chegar nesta etapa da vida acadêmica, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação produziu 17 aulas em vídeo que apresentam toda a estrutura de orientação e serviços que a Universidade oferece aos pesquisadores, além de temas como ética em pesquisa, escrita científica, internacionalização, avaliação da Capes e plágio. O curso pode ser acessado gratuitamente por qualquer interessado neste link.
A USP é a maior formadora de pós-graduandos do país. Até hoje, a Universidade titulou 77.813 mestres e 50.388 doutores. Atualmente, a pós-graduação da USP conta com 265 programas em todas as áreas do conhecimento, envolvendo 25.830 alunos e 7.063 orientadores. “Devemos sempre lembrar que o objetivo principal da pós-graduação da USP é formar recursos humanos de excelência para o país”, destaca o professor Carlos Gilberto Carlotti Jr, pró-reitor de Pós-Graduação, na primeira aula do curso.

Como funciona?

Durante o curso de mestrado ou de doutorado, o aluno deverá realizar disciplinas e desenvolver seu projeto de Dissertação ou Tese. O título de Mestre ou de Doutor é obtido após cumprimento das exigências do curso, incluindo a defesa da Dissertação ou da Tese, respectivamente. O prazo para o mestrado varia de 24 a 48 meses e para o doutorado de 36 a 60 meses, o Doutorado Direto pode ser concluído em até 72 meses, dependendo do programa e/ou do curso.
A administração das atividades da pós-graduação é realizada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, que é responsável também pelo desenvolvimento de projetos definidos pelo conselho. Dentro das unidades, a administração de todos os programas é feita pela Comissão de Pós-Graduação que é responsável por receber o depósito de teses e dissertações e pela escolha das bancas avaliadoras. Cada programa é administrado por uma Comissão Coordenadora formada por alunos e representantes discentes e é o órgão administrativo mais próximo aos alunos.
Todos os cursos de pós-graduação da USP stricto sensu (mestrado e doutorado) são gratuitos. Não há taxa de matrícula ou mensalidade para nenhum aluno, seja ele brasileiro ou estrangeiro. Porém, os programas podem estabelecer uma taxa para o processo seletivo, limitada a R$ 150.
O processo de inscrição na pós-graduação varia conforme cada programa. A lista de programas de pós-graduação da USP pode ser acessada neste link.
Leia mais em Jornal da USP.

11/08/2016

Brasil conquista duas medalhas de prata e duas de bronze na Olimpíada Internacional de Química


Os quatro estudantes brasileiros que representaram o Brasil na 48th International Chemistry Olympiad (IChO-2016) em Tblisi, na Georgia, retornaram com medalhas. Os paulistas Vitor Gomes Pires e Pedro Seber e Silva conquistaram medalhas de prata e os cearenses Gabriel Ferreira Gomes Amgarten e Davi Oliveira Aragão conquistaram bronze no certame que teve 317 competidores de 80 países. Dessa vez a delegação brasileira ficou à frente, por exemplo, das da Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha.
Talento, estudo e dedicação dos estudantes somaram-se ao incentivo dos pais e ao reforço da preparação pelos professores nos seus colégios e no Curso de Aprofundamento e Excelência em Química (IQ-UFRN) e treinamento em laboratório no IQ-UNICAMP. O próximo desafio desses estudantes, que já têm medalhas da Olimpíada Brasileira de Química, será trazer ouro para o Brasil da 21ª Olimpíada Ibero-americana de Química, que acontecerá em Bogotá, Colômbia, em outubro.
Os paulistas Vitor e Pedro também já contam com medalhas (ambas de ouro) da Olimpíada de Química do Estado de São Paulo (OQSP-2016), iniciada em setembro de 2015 e concluída no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) em junho deste ano. A página dos vencedores da Fase Final da OQSP-2016 na AllChemy traz fotos dos experimentos demonstrados, aplicação do exame final, correção das provas, almoço de confraternização, visitas a laboratórios, palestra e premiação pelos promotores e patrocinadores (50 medalhas e 6 prêmios somando 6 mil reais), tudo num só dia. Além dasduzentas fotos do evento vale a pena consultar, também, as 20 redações sobre o tema da OQSP-2016 “Luz na Química” (alusivas ao Ano Internacional da Luz).
A seleção para a Olimpíada Internacional de 2017, que será realizada em Bangkok, na Tailândia, já está em curso. Os 50 estudantes vencedores da OQSP-2016 representarão o Estado de São Paulo no exame nacional da Olimpíada Brasileira de Química no próximo dia 30 de agosto. Muitos deles frequentaram a 6ª Escola Olímpica de Química no Instituto de Química da USP de 28 de junho a 02 de julho passado para reforçar sua preparação.
Em setembro próximo será lançada a OQSP-2017, via de acesso dos paulistas à IChO-2018 (República Tcheca & Eslovaquia),  IChO-2019 (Paris, França) etc.  Desde já, os estudantes de ensino médio do Estado de SP estão convidados a participar.
OQSP-2017
A Olimpíada de Química do Estado de São Paulo é promovida desde 1997 pela Associação Brasileira de Química – Regional São Paulo, realizada por uma equipe de 65 Profs. Doutores em química sob coordenação do professor Ivano G. R. Gutz e tendo como patrocinadores atuais: ABICLOR, Associquim/Sincoquim, BASF, BRASKEM, Clariant, CRQ-4ª Região, DOW e Universidade Presbiteriana Mackenzie. Conta também com o apoio do Instituto de Química da USP, da FUVEST e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Para descadastrar-se ou cadastrar escolas e colegas nesta lista, escreva para abqsp@iq.usp.br.
Fonte: ABC

08/08/2016

Museu aproveita Paralimpíada para ampliar debate sobre inclusão social


Aproveitando a Paralimpíada brasileira, que começa a partir do dia 7 de setembro, o Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, está com a exposição de fotos Esporte e Cérebro – A Expansão do Corpo pela Tecnologia. O intuito é ampliar o debate sobre inclusão de pessoas com deficiências que somam, no Brasil, cerca de 45 milhões de indivíduos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente de Conteúdo da instituição, Leonardo Menezes, responsável pela criação da mostra, o museu tem dois eixos, um deles é o da sustentabilidade; o outro o da convivência.

Menezes disse que a exposição Esporte e Cérebro – A Expansão do Corpo pela Tecnologia alia a discussão de novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e como ele consegue expandir sua imagem corporal por meio da agregação de próteses e outras tecnologias artificiais ao corpo humano. “A gente enxergou nisso um paralelo com os paratletas que estão sempre utilizando próteses e artefatos como cadeiras de rodas e outras tecnologias para poderem praticar uma modalidade esportiva”. São cerca de 16 fotografias que retratam diferentes paratletas nas suas modalidades. “A gente traz os conteúdos do cérebro a partir da representação da imagem de cada um deles na sua prática”, disse.

Para o gerente, a realização da Olimpíada e da Paralimpíada no Rio de Janeiro é uma oportunidade para trazer esse conteúdo e o debate com relação à inclusão na sociedade de pessoas com algum tipo de deficiência. Menezes acredita que essa ação vai reverberar na programação do museu. "O Brasil é considerado uma potência na Paralimpíada", disse o gerente do Museu do Amanhã. Na última Paralimpíada de Londres, o Brasil ficou em sétimo lugar e no Para-panamericano de Toronto, no ano passado, ocupou o primeiro lugar na classificação.

Além de dar visibilidade às equipes que chegam ao Rio de Janeiro com muitas expectativas para os Jogos Paralímpicos, o museu quer trazer conteúdos que ao mesmo tempo divulgam pesquisas relativas ao uso do cérebro e como ele consegue se adaptar e incorporar tecnologias ao corpo, mesmo com a falta de um membro.

Junto com a exposição, haverá palestras no Observatório do Amanhã com neurocientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que abordarão a plasticidade do cérebro e a possibilidade dele incorporar tecnologias à imagem do corpo. O museu oferecerá ainda a exibição do documentário Paratodos, que aborda a trajetória de paratletas brasileiros até chegar à sua preparação para a Paralimpíada Rio 2016, seguida de debate com o diretor do filme, Marcelo Mesquita.

Para os debates com neurocientistas e a exibição do filme, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas previamente no site do museu. Já para a exposição de fotos, é necessário adquirir ingresso do museu via internet. A mostra vai até dia 2 de outubro.

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Foto: Divulgação/Museu do Amanhã

05/08/2016

50 mil medalhas da Olimpíada de Astronomia dependem de vaquinha


Um corte no orçamento da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) fez com que o coordenador dela, o professor João Batista Garcia Canalle, recorresse a um site de financiamento coletivo para garantir a confecção das medalhas. Lançada no fim de julho e aberta até o dia 22 de setembro, a campanha já havia conseguido arrecadar mais de R$ 23 mil até a tarde desta quarta-feira (3). 
O objetivo é levantar R$ 150 mil para produzir 50 mil medalhas (45 mil para a 19ª OBA e 5 mil para a 10ª Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog). 
De acordo com a comissão organizadora, o custo total anual dos eventos é de cerca de R$ 1,2 milhões. Procurado pelo G1, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) não confirmou o valor repassado no ano anterior, mas afirmou que, "dado o cenário orçamentário recente, houve uma diminuição do valor global da chamada de apoio a Olimpíadas de 2015, sendo o valor total aprovado e já pago à OBA de R$ 580 mil" (leia abaixo a nota na íntegra) .

Motivação 
As competições são organizadas pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e, na edição de 2016, contaram com a participação de 890 mil alunos. "Motivação é fundamental na educação e medalhas são extremamente motivadoras", explicou a comissão organizadora em um comunicado.
"A verba destinada à OBA foi cortada pela metade, o que dificultou não só a questão das medalhas, mas também a preparação e a viagem dos alunos que representarão o Brasil nas olimpíadas de conhecimento das ciências espaciais no exterior", afirmou a comissão. Neste ano, as olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, sigla em inglês) e Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) acontecem na Índia e na Argentina, respectivamente. 

Leia a íntegra da nota do CNPq: 
"O CNPq apoia as Olimpíadas Brasileira de Astronomia (OBA) desde 2003, no âmbito das Chamadas de Apoio às Olimpíadas Científicas, de forma crescente ano a ano, totalizando, nos últimos dez aos, mais de R$ 5 milhões destinados. Nas últimas edições da Chamada de Olimpíadas, a OBA tem sido o evento que recebe o maior volume de recursos, à frente da Olimpíada Brasileira de Matemática – OBM e da Olimpíada Brasileira de Física – OBF. No entanto, dado o cenário orçamentário recente, houve uma diminuição do valor global da Chamada de apoio a Olimpíadas de 2015, sendo o valor total aprovado e já pago à OBA de R$ 580 mil."

Fonte: G1
Foto: Reprodução/Kickante

28/07/2016

Cinusp explora ambiguidade entre realidade e imaginação em nova mostra de filmes

Dezesseis obras de fantasia estarão em exibição diariamente entre 25 de julho e 14 de agosto, na Cidade Universitária e no Centro Universitário Maria Antonia




Por Diego C. Smirne/Jornal da USP. O Cinema da USP (Cinusp) traz, a partir do dia 25 de julho, segunda-feira, a mostra Fantasia – Entre o Real e o Imaginário, com uma variada seleção de filmes que abordam os limites e intersecções entre a realidade e a imaginação. As exibições ocorrem até o dia 14 de agosto.

A escolha dos filmes foi feita pelos programadores do Cinusp Thiago Oliveira e Rena Zoé. De acordo com Oliveira, ambos fizeram um debate sobre uma relação de filmes que trabalham no meio-termo entre o que é real e o que é imaginário. “Nós nos baseamos em filmes que apresentam ambiguidade na história, isto é, não deixam claro se as imagens que vemos são fruto da imaginação infantil, por exemplo, ou se realmente existem no universo do filme.”

Além disso, a mostra também convida o espectador a, de fato, exercitar sua imaginação, como acontece no filme espanhol Finisterrae, em que os protagonistas são dois fantasmas, representados pela tradicional imagem de pessoas cobertas por lençóis brancos, numa jornada para sair do limbo em que vagam eternamente. Já o filme português Branca de Neve apresenta os personagens dessa conhecida história em diálogos profundos e densos, mas de maneira inusitada: o filme não tem imagens. “É basicamente uma tela preta, e temos que imaginar os personagens que ouvimos conversando.”

Menos ousados que Branca de Neve, mas também aplicando técnicas inovadoras, são também Alice e A Bela e a Fera – o primeiro, do diretor checo Jan Švankmajer e o segundo, do francês Jean Cocteau, que usam estéticas surrealistas e sombrias para dar uma nova imagem aos clássicos.

A mostra reúne filmes menos conhecidos, grandes clássicos do cinema e alguns sucessos populares, como O Mágico de Oz, História Sem Fim, Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, de Tim Burton, e Matilda, um filme que trata justamente do valor da imaginação e da leitura – um dos grandes motores imaginativos – na vida de uma criança. Há também filmes premiados, como O Balão Vermelho, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, e O Labirinto do Fauno, que ganhou três Oscar. Thiago Oliveira destaca também o filme A Lenda da Fortaleza de Suram, que conta uma antiga lenda da Geórgia e, assim como O Labirinto do Fauno, possui um pano de fundo político, tendo sido dedicado aos soldados que morreram pelo país.

Fantasia – Entre o Real e o Imaginário conta com um único filme nacional, Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme. Para destacá-lo, Oliveira diz que o Cinusp pretende trazer o diretor, Cao Hamburger, para um debate. “Ainda não temos a confirmação da vinda dele, mas estamos tentando. Além disso, para todos os outros filmes, eu e o Rena fazemos uma apresentação antes da exibição”, explica.

Os filmes serão exibidos em sessões diárias das 16h às 20h, com entrada gratuita, no Cinusp Paulo Emílio (rua do Anfiteatro, 181, Colmeia, Favo 4, Cidade Universitária, em São Paulo) e no Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma) da USP (rua Maria Antonia, 294, Vila Buarque, em São Paulo). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-3541 e no site www.usp.br/cinusp, onde está disponível a programação completa da mostra.

Foto: Divulgação-Cinusp

26/07/2016

Brasil ganha três medalhas de bronze em olimpíada de biologia



A equipe do Brasil terminou a 27ª edição da Olimpíada Internacional de Biologia (IBO, na sigla em inglês), com três medalhas de bronze e uma menção honrosa. O evento começou no dia 17 de julho e terminou neste domingo (24), em Hanói, no Vietnã. 
Entre os participantes da equipe brasileira estavam Victor Tsuda e Matteo Ebram, de São Paulo, Bruno Valério, do Paraná, e Luís Eduardo Fernandes, do Ceará. Eles foram acompanhados pelos professores Rubens Oda e Daniel Berto. 
Victor, Matteo e Bruno receberam, cada um, uma medalha de bronze, e Luís Eduardo recebeu uma menção honrosa ao fim das provas. 
As equipes dos 72 países participantes tiveram dois dias de provas. Em um dia foram aplicados os exames práticos e, no outro, os exames teóricos. A cerimônia de premiação aconteceu no sábado (23). 

Fonte: G1
Foto: Divulgação

21/07/2016

Projeto populariza o gosto pela leitura em escola de Itaguaí


O hábito de leitura deve ser construído na infância. Porém, a maioria dos alunos em idade escolar no País não considera a biblioteca como um espaço prazeroso. De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada na segunda-feira, 11 de julho, pelo Instituto Pró-Livro e pelo Ibope, 75% dos entrevistados associam as bibliotecas a um lugar para pesquisar e estudar – por obrigação –, contra apenas 34%, que mencionam a leitura nesses locais como um prazer. Entre adultos, a proporção é parecida (71% contra os 30% que leem por lazer). Ainda segundo o levantamento, somente um terço dos brasileiros citou a influência de alguém, seja um familiar ou professor, na formação do gosto pela leitura. Mesmo os professores, que em tese deveriam dar o exemplo, têm pouco hábito de leitura – metade respondeu que não estava lendo nenhum livro durante a realização da pesquisa.

Diante desse contexto, o projeto Leitura, Literatura e Formação na Escola, desenvolvido por iniciativa de um grupo de pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), vem promovendo práticas de leitura entre alunos e professores da Escola Estadual Municipalizada Mazomba Doutor Jorge Abrahão, localizada no município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. “O objetivo do projeto é popularizar as práticas de leitura nessa escola, que tem alunos do ensino fundamental II – que vai do sexto ao nono ano –, e ampliar o repertório cultural e literário que os estudantes já trazem, valorizando a literatura oral que eles já dominam e aumentando o contato deles com obras clássicas”, diz a Jovem Cientista do Nosso Estado Márcia Cabral, coordenadora do projeto e do grupo de pesquisa Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação, na Faculdade de Educação da Uerj. O projeto foi contemplado no edital Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas da Rede Pública Sediadas no Estado do Rio de Janeiro, da FAPERJ.
Para atingir essa meta, a sala de leitura da escola foi reestruturada. “Compramos mobiliário, aparelho de projeção, tela, porta-revistas e um acervo mais digno de livros, que inclui obras de narrativas curtas e longas, além de DVDs. O acervo ficou com cerca de 500 títulos”, diz Márcia Cabral. Uma estratégia adotada para despertar o interesse dos jovens pela leitura na escola foi trabalhar com obras que estão atualmente na mídia e são atrativas para o público juvenil. “Não menosprezamos o gosto deles pelas séries Crepúsculo Harry Potter, que também integram o acervo”, explica Márcia, que contou com o apoio de toda a equipe da escola, dirigida por Marize Nádia Marçal e Hellen Almeida.
A escolha da escola Dr. Jorge Abrahão ocorreu por influência da doutoranda Aline Santos Costa, então bolsista do programa Treinamento e Capacitação Técnica (TCT) da FAPERJ, orientanda de Márcia e professora de História da escola. “Aline contou que a biblioteca era muito deficiente e resolvemos concorrer ao edital da FAPERJ”, conta Márcia. No dia 16 de maio, foi inaugurada a nova sala de leitura. O espaço, batizado como Vinicius de Moraes, passou a sediar também reuniões semanais do Clube de Leitura dos alunos.
O Clube da Leitura é uma iniciativa para motivar a frequência regular dos estudantes à biblioteca. “Ele teve início em 2015, mas após a inauguração da nova sala, a adesão das crianças a esse projeto aumentou. Elas têm autorização dos pais para ficar na escola à tarde, depois da aula, lendo. As atividades do clube envolvem rodas de leitura e contação de histórias, semanalmente. A sala de leitura também sedia a realização de outras atividades educativas, como as oficinas de poesia, que não são diretamente vinculadas ao Clube de Leitura, mas só se tornaram possíveis com a reestruturação da sala”, detalha Aline. Ela participou da organização do Clube de Leitura junto com professora Aimée Marcilei Azevedo, que trabalha como mediadora da sala de leitura. “É importante ter a figura de um facilitador de leitura para os estudantes, fornecendo suporte e orientação aos jovens que buscam livros”, completa.
O bairro da Mazomba, em Itaguaí, onde está localizada a escola, é uma região semirrural. A escola, com cerca de 120 alunos, ainda não tem acesso à internet. “É uma região com pouco comércio e dificuldades de transporte. A estrada da escola é asfaltada, mas para chegar ao colégio só há uma linha de ônibus, que passa de hora em hora, ou as vans de uma cooperativa local. As crianças dependem de um ônibus escolar da prefeitura”, diz Aline. Diante dessas dificuldades, promover o gosto pela leitura pode trazer reflexos, no futuro, para o próprio desenvolvimento local. “Esse projeto de reestruturação da sala de leitura foi importante não só para a formação leitora dos alunos, mas também dos professores, porque com novos títulos, os mestres podem contar com mais recursos para trabalhar com os alunos e para a própria formação deles”, pondera Aline.
Para a coordenadora do projeto, não existe uma fórmula pronta para desenvolver o gosto pela leitura nas novas gerações, mas a ideia é criar um ambiente favorável, em toda a escola, ao gosto pelos livros. “Muitas vezes, a escola não cria leitores porque se concentra mais nas cobranças para provas. Queremos popularizar a leitura em todo o ambiente escolar. No pátio da escola, tem uma estante de livros para os alunos levarem para casa, em vez de deixá-los fechados na biblioteca. Na entrada da escola, há informações para divulgar o horário de funcionamento do Clube de Leitura. O prazer de ler deve ser compartilhado”, conclui Márcia.
Fonte: Débora Motta – Ascom FAPERJ

18/07/2016

Campeonato de xadrez une crianças e adultos em Brasília


Adultos e crianças concentrados e em silêncio pensam em cada jogada em uma disputa de xadrez, neste fim de semana em um shopping de Brasília. O objetivo da competição é selecionar dois jogadores para campeonato brasiliense que será realizado em novembro deste ano.

A estudante Maryana Izabelle Ferreira de Leite, de 10 anos, disse que aprendeu com o pai a jogar xadrez, há três anos. “Meu pai começou a jogar. Achei interessante participar de competição”, disse.

O árbitro Hubo Ribeiro, 24 anos, explica que o xadrez trabalha habilidades e valores. “Entre as habilidades estão foco, concentração, memória, raciocínio lógico. Quanto aos valores, a gente aprende a persistir, lidar com a derrota e a ter gosto pelo estudo”, disse.

De acordo com Ribeiro, são realizados campeonatos como esse também em junho, agosto e setembro. De cada evento organizado pela Federação Brasiliense de Xadrez, são selecionados dois competidores que participarão, em novembro, do Campeonato Brasiliense Absoluto de Xadrez 2016. No total, são selecionados oito competidores e outros dois são convidados para participar do evento em novembro.

Fonte: EBC/ Edição Aécio Amado
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

14/07/2016

Estudantes premiados na Olimpíada de Matemática da rede pública recebem medalhas


Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil | Estudantes do Distrito Federal premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) de 2015 foram homenageados hoje (12) na cerimônia regional de premiação, no Museu da República, em Brasília. Ao todo, os alunos do DF conquistaram 180 medalhas: 13 de ouro, 51 de prata e 116 de bronze. Além disso, mais 686 estudantes receberam menções honrosas.

Na cerimônia, professores também receberam da Obmep diplomas de mérito e as escolas que se destacaram foram premiadas com troféus e kits esportivos e didáticos.

A estudante Rebeca Santana Santos Silva, 14 anos, participou pela primeira vez da olimpíada e recebeu menção honrosa. Ela cursa o 8° ano no Centro de Ensino Fundamental 15 do Gama e disse que tem facilidade com matemática por gostar muito da matéria e estudá-la com frequência, mesmo fora da escola. “Gosto muito de matemática e quero me formar em engenharia mecatrônica, então, estudo matemática sempre. Com isso eu também já estava me preparando para a Obmep”, contou.

Com a menção honrosa em sua primeira participação, a estudante quer uma medalha na próxima para ter direito a uma bolsa no Programa de Iniciação Científica. Pelo programa, medalhistas da Obmep tem a orientação de professores de instituições de ensino superior e pesquisa para o estudo da matemática.

O coordenador da Obmep no Distrito Federal, Reginaldo Ramos, conta que 250 mil alunos da rede pública foram inscritos na competição e muitas escolas fizeram atividades específicas de preparação para a Obmep. Segundo Ramos, a competição traz boas oportunidades para os estudantes e pode indicar a escolha do futuro profissional. “A participação amplia o conhecimento matemático, o estudante avança no seu conhecimento e o país ganha com isso porque a tecnologia do país é feita pelo conhecimento matemático.”

A olimpíada

O objetivo da Obmep é incentivar o ensino de matemática e descobrir talentos entre estudantes das escolas públicas brasileiras. A partir da olimpíada, diversos jovens passam a disputar competições internacionais e são incentivados a seguir carreira na área das ciências exatas.

Podem participar da competição alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, e do 1º, 2º e 3º anos do ensino médio. As avaliações são aplicadas em duas fases. Na primeira, os estudantes resolvem questões objetivas de múltipla escolha. Os classificados para a segunda fase resolvem questões dissertativas, onde devem expor os cálculos e raciocínio utilizados.

Participaram da cerimônia de premiação no DF representantes do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), do Ministério da Educação, da coordenação regional da Obmep e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

Criada em 2005, a Olimpíada é uma atividade do IMPA promovida com recursos dos ministérios da Ciência e Tecnologia e Inovação e da Educação. A competição tem o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática.

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

13/07/2016

Posters da Rio 2016 são lançados em exposição no Museu do Amanhã



Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil. O Comitê Rio 2016 lançou hoje (12) a coleção oficial dos posters Rio 2016. Os trabalhos ficarão expostos na parte externa do Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro, até o dia 25 de agosto e depois serão levados para o Parque Olímpico de Deodoro, onde poderão ser vistos até o fim dos Jogos Paralímpicos, em setembro. Os posters estarão à venda nas lojas oficiais da Olimpíada. 

Os posters são dos artistas Alexandre Mancini, Antônio Dias, Beatriz Milhazes, Cláudio Tozzi, Eduardo Kobra, Ana Clara Schindler, Gustavo Greco, Gringo Cardia, Geleia da Rocinha, Gustavo Piqueira, Guto Lacaz, Juarez Machado, Rico Lins e Olga de Amaral.

A seleção foi feita pela diretoria de Cultura do Comitê Rio 2016 a partir de sugestões do Instituto Inhotim, do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-SP), do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), do Museu de Arte do Rio (MAR), do Museu de Arte de São Paulo (Masp), do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), da Pinacoteca e do Museu do Amanhã.

“A cultura é uma parte muito importante para nós dentro dos jogos. É a nossa grande anfitriã, por isso criamos uma coleção onde temos artistas de Minas, São Paulo Rio de Janeiro e sul-americanos [a colombiana Olga de Amaral] e o importante é ter a expressão de mais de um artista e não apenas de um eleito, já que o Brasil é um país tão grande”, disse a diretora de Cultura do Comitê Rio 2016, Carla Camurati à Agência Brasil.

Os posters já são uma tradição dos Jogos Olímpicos, mas nesta edição têm conceitos diferentes e os artistas tiveram liberdade para expressar o que sentiam. “Quisemos fazer algo diferente de outros jogos olímpicos. Apresentar uma coleção de artistas, a maioria brasileiros, mas que pudessem transmitir os seus sentimentos aos jogos. O resultado é espetacular”, elogiou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

Inspiração

O multiartista Gringo Cardia, que desenvolve projetos desde design gráfico até cenários e é curador de museus fora do país, disse que está feliz pela diversidade de artistas participantes e em poder representar o Rio e o Brasil nos cartazes olímpicos. “Fiz uma parceria com o Geleia da Rocinha e para a gente é muito importante e uma honra poder estar neste time que representa nas artes plásticas o que é a Olimpíada para cada um. Estamos felizes.”

Alexandre Mancini preferiu compor seu trabalho com base na azulejaria, muito presente no Rio de Janeiro, e usou elementos geométricos, que para ele são de compreensão universal, insinuando os cinco arcos olímpicos e a Bandeira do Brasil, de forma subjetiva e nada evidente. O artista revelou que sempre teve interesse nos posters de olimpíadas. “Tenho como referência pessoal a história da Olimpíada de Tóquio, em 1964; do México, em 1968 e de Munich, em 1972. É uma referência muito forte e perceber como isso dura décadas, quase como contar um pouco a história humana. É até um pouco assustador pensar que faço parte desta história. É muito significativo”, disse.

Já Juarez Machado disse que sentiu muita emoção e orgulho em fazer parte do projeto cercado da “fina flor da arte brasileira”. O artista plástico disse que a inspiração veio ao olhar a Praia de Copacabana da janela de casa. “Vejo as pessoas correndo. Foi fácil. Apenas olhei pela janela do ateliê que tenho aqui no Brasil. Tinha acabado de chegar de Paris, onde moro. Já cheguei com muita vontade de fazer”, contou.

Mas esta não é a única emoção relacionada aos Jogos Rio 2016 para Juarez. Amanhã (13), o artista plástico vai a sua cidade de nascimento, Joinville, em Santa Catarina, para participar do revezamento da tocha olímpica “É outra emoção. Já estou preparado. Estou com medo que possa ter problema de neblina e o avião não desça a tempo, mas estou na torcida para que tudo dê certo.”

A designer Ana Clara Schindler tem atrofia espinhal infantil progressiva e, por isso, desde os 7 anos, só se locomove deitada em uma cadeira de rodas especial. Ana Clara foi escolhida entre os artistas que trabalham para o Estúdio Preto e Branco. “A condição dela é estar sempre na cadeira, mas tem uma mente absolutamente brilhante, sonha o mundo, pensa o mundo, vive o mundo com toda a sua potencialidade. Ela sonha e não tem limite para isso e vai sempre além”, disse a mãe da artista, Ana Maria Schindler.

O secretário especial de Turismo e presidente da Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), Antônio Pedro Figueira de Mello, disse que pretende comprar posters para distribuir às agências de viagem, mas que a quantidade ainda não está definida. “Primeiro vou ter que ver como será a logística com o comitê, para a gente poder divulgar, passar para as agências de viagem, passar para todos ao meios possíveis, principalmente, do trade turístico, para mostrar a Olimpíada e o Rio de Janeiro. Vão estar à venda nas lojas Rio 2016, mas quero fazer uma compra de um lote direto da Riotur para fazer a divulgação.”

08/07/2016

Sesc Manaus recebe exposição do Museu da Vida "Biodiversidade e saúde"



Até 2020 o mundo estará na “Década da Biodiversidade”, lançada pelas Nações Unidas em dezembro de 2011. A ONU pretende, com isso, implementar planos estratégicos visando à preservação da natureza e encorajar os governos a desenvolver e comunicar resultados do chamado Plano Estratégico para a Biodiversidade. Mas, o que é biodiversidade? Para ajudar a entender a questão, o Sesc Manaus e o Museu da Vida, da Fiocruz, uniram-se para apresentar a exposição “Biodiversidade e saúde”, cuja temporada na capital do Amazonas será do próximo dia 10 de julho a 16 de setembro. A mostra itinerante - voltada ao público a partir de 12 anos – estimula a reflexão sobre as relações entre a biodiversidade, a saúde e suas perspectivas socioambientais, especialmente no Brasil, que abriga uma em cada cinco espécies existentes no planeta.

A exposição foi desenvolvida em parceria com Farmanguinhos (Instituto de Tecnologia em Fármacos). “Biodiversidade e saúde” faz parte de iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), por meio do Museu da Vida, que estabeleceu cooperação técnica com o Programa Sesc Ciência, em 2016. O Programa foi criado em 1987 para viabilizar a montagem de exposições itinerantes e de salas de ciência no âmbito do Serviço Social do Comércio. Desta forma, será possível impulsionar e ampliar as ações de divulgação e popularização da ciência das instituições no território nacional (o Sesc está presente em todos os estados do país). Isso permitirá ainda a democratização do conhecimento científico nas pequenas cidades, em especial as do interior dos estados ou sem grandes recursos. Desde sua criação o programa esteve em mais de 250 cidades, atraindo cerca de um milhão de visitantes.

A exposição “Biodiversidade e saúde” está dividida em painéis e módulos interativos. E convida a compreender a complexidade da vida em seus diferentes níveis de hierarquia, a conhecer mais sobre os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas. Outro ponto importante é permitir que o público reflita sobre a intervenção humana na natureza e na aceleração do processo de extinção de espécies. A mostra discute a biodiversidade como fonte de saúde; por exemplo, na produção de medicamentos e vacinas; abrange também o reconhecimento científico de plantas medicinais e a distribuição de fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS).

As crianças poderão brincar com o jogo da memória, que apresenta informações sobre espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Os pequenos também poderão participar de atividade interativa sobre as relações ecológicas que acontecem no ambiente da floresta.

Ocupando área de cerca de 100 metros quadrados, “Biodiversidade e saúde” foi apresentada pela primeira vez ao público no Parque Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em outubro de 2013, quando integrou as ações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNC&T), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Sobre o Sesc 
Parceiro do Museu da Vida na iniciativa, o Sesc no Brasil foi criado em 13 de setembro de 1946 pela Confederação Nacional do Comércio. Mantido pelos empresários do comércio de bens e serviços, o Serviço Social do Comércio – Sesc – é uma entidade privada que objetiva proporcionar o bem-estar e qualidade de vida do comerciário, sua família e da sociedade. No estado do Amazonas, está presente em oito municípios – Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Maués, Tefé, Coari e Parintins – desenvolvendo atividades relacionadas com suas áreas de atuação.
O Museu da Vida é um espaço de integração entre ciência, cultura e sociedade, vinculado à Casa de Oswaldo Cruz (COC), unidade da Fiocruz. O objetivo é informar e educar em ciência, saúde e tecnologia de forma lúdica e criativa, através de exposições permanentes, atividades interativas, multimídias, teatro, vídeo e laboratórios.

Serviço
Exposição: “Biodiversidade e saúde”
Local: SESC Balneário - Sala de Ciências 
Endereço: avenida Constantinopla, 288 - Alvorada, Manaus – AM
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30
Informações e agendamentos nos telefones: (92) 2121-5397 e 2126-9557.
E-mail: sala.ciencias@sesc-am.com.br

Fonte: Maxpressnet

05/07/2016

USP oferece cursos gratuitos para a terceira idade na Zona Leste


Agência FAPESP – A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP) está com inscrições abertas, entre os dias 4 e 6 de julho, para 730 vagas em 31 cursos do programa Universidade Aberta à Terceira Idade. As aulas terão início no próximo mês de agosto e os interessados em se inscrever nas atividades devem ter mais de 60 anos.
A programação do segundo semestre conta com palestras, aulas de dança, teatro, curso de inglês, musculação, patchwork, atividades que estimulam a memória, além do curso Idosos On-line, que proporciona a alfabetização digital dos participantes. O catálogo de cursos está disponível no endereço http://prceu.usp.br/nucleodosdireitos/usp3idade/atividades/.
O Programa Universidade Aberta à Terceira Idade é promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP. As inscrições para atividades em outras Unidades de Ensino e Pesquisa da Universidade estarão abertas no período de 25 a 29 de julho.
A EACH está localizada na avenida Arlindo Béttio, 1.000, em Ermelino Matarazzo, na zona leste da cidade de São Paulo.
Mais informações podem ser obtidas na Secretaria da Comissão de Cultura e Extensão da EACH pelo telefone (11) 3091-1016 ou pelo e-mailccex-each@usp.br

03/07/2016

Exposição do Museu Goeldi mostra influência milenar do homem na formação da floresta amazônica


Pesquisas arqueológicas, botânicas e do solo comprovam que a formação da floresta amazônica não é resultado apenas da evolução natural, mas também é fruto da ação do homem na região há mais de 11 mil anos.  Esse é o tema da exposição aberta ao público nesta quinta-feira (23) pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. Com o nome "Origens: Amazônia Cultivada", a mostra traz evidências da ação do homem e peças de mais de 5 mil anos, encontradas durante as pesquisas feitas na Serra dos Carajás (PA) desde a década de 1980.
A exposição é dividida em dois períodos históricos. O primeiro, chamado de Cultura Tropical, é formado pelos povos nômades que chegaram à região há 11 mil anos e usavam as cavernas e grutas como abrigo. Podem ser vistas peças como pontas de flecha feitas para caçar, moedores de alimentos e lâminas de machado para manejar o ambiente. A segunda sala retrata a Cultura Neotropical, datada de 5 mil anos. Essa população se estabeleceu na planície e formou aldeias junto aos rios. São expostos artigos como itens de cerâmica fabricados para alimentação ou rituais funerários.
O arqueólogo Marcos Pereira Magalhães, que coordena estudos na região dos Carajás há 20 anos, afirma que a população pré-colonial passou a privilegiar e proteger as espécies naturais que lhes eram úteis para a sobrevivência, o que teve influência na formação do ecossistema amazônico.
"A formação de parte das florestas e da biodiversidade amazônicas é produto da seleção cultural de espécies. Além de terem domesticado algumas plantas para consumo, como a mandioca, os indígenas teriam agido de modo a cultivar florestas inteiras. A consequência disto foi que, muito provavelmente, mais de 60% das florestas conhecidas como naturais seriam, na verdade, culturais, o que acaba com aquela ideia antiga de floresta virgem", afirma.
Magalhães é organizador do livro "Amazônia Antropogênica", lançado junto com a exposição com textos de 17 pesquisadores sobre a formação da floresta amazônica.
A exposição "Origens: Amazônia Cultivada" está no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.
Fonte: Museu Goeldi

02/07/2016

Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) oferece 65 vagas de estágios


Agência FAPESP – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) abriu um novo processo de seleção para 65 vagas de estágio remunerado a estudantes de cursos de nível superior e técnico de diversas áreas profissionais.
As inscrições poderão ser realizadas até o dia 25 de julho. As vagas fazem parte do programa de estágios do IPT, que busca criar oportunidades para os estudantes terem contato com situações profissionais reais.
Os estágios serão realizados na sede do IPT/SP (no campus da Cidade Universitária) e na filial de São José dos Campos. No ato da contratação ou do processo, os candidatos devem estar matriculados no ano especificado no aditivo. A jornada de estágio será definida de acordo com a carga horária mínima publicada no aditivo disponível para cada vaga.
As inscrições devem ser feitas pelo site do instituto. O candidato deverá ler o edital e aditivo e preencher a inscrição com dados corretos e exatos, inclusive com o endereço completo, o endereço eletrônico (e-mail obrigatório) e mantê-los sempre atualizados.
O processo seletivo será realizado em duas etapas: Conhecimentos Específicos e Entrevista Técnica. O conteúdo programático das avaliações obedecerá ao estabelecido nas diretrizes curriculares determinadas pelo MEC para cada curso.
Os selecionados em ambas as cidades receberão bolsa mensal e terão direito aos benefícios de seguro contra acidentes pessoais e recesso remunerado de 30 dias, conforme estabelece a legislação.
Para a vaga em São José dos Campos, o estagiário receberá vale-refeição e vale-transporte, e os benefícios exclusivos para a cidade de São Paulo são: restaurante local subsidiado, curso de idiomas subsidiado, transporte em ônibus fretado ou vale-transporte, assistência médica/odontológica ambulatorial e creche (para candidatas, condicionado à existência de vagas).
Foto: IPT