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25/08/2016

Pesquisadores criam aplicativo com tecnologia similar a do Youtube e Netflix


Com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pesquisadores do Instituto de Computação (IComp) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) criaram o aplicativo “ICompTV”, uma tecnologia similar à do Youtube e da Netflix. A ferramenta será usada para publicação e consumo de conteúdos multimídia gerados pelos professores do Icomp e já está disponível na Google Play.
Segundo o coordenador do estudo, professor e doutor em Ciências da Computação, César Melo, o ICompTV é resultado de um esforço que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos 3 anos no Icomp com foco em pesquisas relacionadas à transmissão de vídeos pela internet.  A pesquisa contou com a participação de três estudantes de graduação, dos cursos de Engenharia da Computação, Sistemas de Informação e Ciências da Computação, e de dois alunos de mestrado e doutorado em Informática, ambos da Ufam.
Conforme César Melo, um dos principais resultados da pesquisa é o domínio da tecnologia Streaming Adaptativo, que é uma forma de transmitir vídeo baseado na capacidade de transmissão da rede que o usuário está conectado. A tecnologia é similar à usada por grandes distribuidores de vídeo, como o Youtube e a Netflix.
“A forma mais simples de entender a tecnologia é você imaginar que cada pessoa tem um plano de dados e, esse plano de dados tem seu limite de transferência. O aplicativo é capaz de perceber qual é o plano, ou seja, qual a velocidade que está disponível em determinado instante, e usar essa velocidade para transmitir a melhor imagem que não ‘travaria’ o aplicativo. Ao longo da sessão, a tecnologia vai alterando de acordo como que está acontecendo com a rede de dados”, explicou o estudioso.
O pesquisador completa que a tecnologia é uma evolução de outras ideias implementadas em anos anteriores, quando o usuário escolhia a qualidade que ele queria e isso “travava” a transmissão.
De acordo com o professor, o conhecimento adquirido ao longo dos anos e o domínio da tecnologia permite que outras instituições do Amazonas também utilizem o aplicativo para transmissão de conteúdo multimídia.
“Como nossa proposta era demonstrar a aplicação da tecnologia, nós implementamos conteúdos do Icomp e criamos o piloto ICompTV, mas a forma como a tecnologia foi desenvolvida permite a utilização por outras instituições de forma customizada. Em outras palavras, eu poderia ter a UfamTV, a SeducTV. Qualquer instituição que gere conteúdo digital poderia utilizar a plataforma”, disse César.
Foco no aprendizado
Para o professor da Ufam, a vasta variedade de vídeos disponibilizados na internet dificulta a utilização de materiais multimídia no ensino e aprendizagem. Nesse sentido, o aplicativo, ao reunir o conteúdo em um só lugar, se torna uma ferramenta importante para consolidação do uso dos conteúdos multimídia na formação do aluno.
“O aluno tem que encontrar dentro desse universo de coisas o que é mais importante para ele, e, muitas vezes ele se perde nessa busca. A ideia é concentrar os assuntos relacionados e, que partir disso, o aluno tenha mais facilidade de acesso aos conteúdos”, ressalta César Melo.
Como funciona
O professor explicou que o ICompTV funciona como outros aplicativos. O usuário precisa acessar a loja Google Play, fazer o download e instalar o App. Automaticamente, o usuário terá acesso direto e gratuito a todos os conteúdos da plataforma. Ele destacou que o acesso é permitido para alunos e não alunos da Ufam.
“Ao executar o aplicativo, o usuário vai encontrar a lista de vídeos, a playlist – conjunto de vídeos relacionados – conteúdo de canais que seria o agrupamento de disciplinas, por exemplo. Ele também poderá pesquisar por meio de palavras-chaves. Qualquer usuário pode acessar a plataforma, mas para interagir será preciso fazer um cadastro simples, com nome e e-mail”, disse Melo.
Fonte: Francisco Santos – Agência Fapeam
Fotos: Érico Xavier – Agência Fapeam

08/08/2016

Museu aproveita Paralimpíada para ampliar debate sobre inclusão social


Aproveitando a Paralimpíada brasileira, que começa a partir do dia 7 de setembro, o Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, está com a exposição de fotos Esporte e Cérebro – A Expansão do Corpo pela Tecnologia. O intuito é ampliar o debate sobre inclusão de pessoas com deficiências que somam, no Brasil, cerca de 45 milhões de indivíduos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente de Conteúdo da instituição, Leonardo Menezes, responsável pela criação da mostra, o museu tem dois eixos, um deles é o da sustentabilidade; o outro o da convivência.

Menezes disse que a exposição Esporte e Cérebro – A Expansão do Corpo pela Tecnologia alia a discussão de novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e como ele consegue expandir sua imagem corporal por meio da agregação de próteses e outras tecnologias artificiais ao corpo humano. “A gente enxergou nisso um paralelo com os paratletas que estão sempre utilizando próteses e artefatos como cadeiras de rodas e outras tecnologias para poderem praticar uma modalidade esportiva”. São cerca de 16 fotografias que retratam diferentes paratletas nas suas modalidades. “A gente traz os conteúdos do cérebro a partir da representação da imagem de cada um deles na sua prática”, disse.

Para o gerente, a realização da Olimpíada e da Paralimpíada no Rio de Janeiro é uma oportunidade para trazer esse conteúdo e o debate com relação à inclusão na sociedade de pessoas com algum tipo de deficiência. Menezes acredita que essa ação vai reverberar na programação do museu. "O Brasil é considerado uma potência na Paralimpíada", disse o gerente do Museu do Amanhã. Na última Paralimpíada de Londres, o Brasil ficou em sétimo lugar e no Para-panamericano de Toronto, no ano passado, ocupou o primeiro lugar na classificação.

Além de dar visibilidade às equipes que chegam ao Rio de Janeiro com muitas expectativas para os Jogos Paralímpicos, o museu quer trazer conteúdos que ao mesmo tempo divulgam pesquisas relativas ao uso do cérebro e como ele consegue se adaptar e incorporar tecnologias ao corpo, mesmo com a falta de um membro.

Junto com a exposição, haverá palestras no Observatório do Amanhã com neurocientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que abordarão a plasticidade do cérebro e a possibilidade dele incorporar tecnologias à imagem do corpo. O museu oferecerá ainda a exibição do documentário Paratodos, que aborda a trajetória de paratletas brasileiros até chegar à sua preparação para a Paralimpíada Rio 2016, seguida de debate com o diretor do filme, Marcelo Mesquita.

Para os debates com neurocientistas e a exibição do filme, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas previamente no site do museu. Já para a exposição de fotos, é necessário adquirir ingresso do museu via internet. A mostra vai até dia 2 de outubro.

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Foto: Divulgação/Museu do Amanhã

02/08/2016

Ilustrador destaca diversidade amazônica com pokémons



Por Leyberson Pedrosa | Colaborou: Lia Magalhães Edição:Líria Jade Fonte:Portal EBC

Enquanto os fãs da animação japonesa esperam pela chegada do Pokémon GO no Brasil, o ilustrador Cezar Souza vê a repercussão do seu trabalho ganhar proporções não imaginadas. Souza fez uma série de desenhos que misturam a fauna e flora da Amazônia com os monstrinhos do Pokémon. Contudo, se engana quem acha que ele escolheu os Pokémons por causa do jogo:

“Na verdade, esse projeto está em desenvolvimento desde 2013. Foi uma feliz coincidência a finalização dele ocorrer em plena nova febre pokémon.”

Recentemente, o manauara apresentou um artbook (espécie de álbum de ilustrações)  como trabalho de conclusão do curso de Design na Faculdade Fucapi (AM) onde usa a biodiversidade para criar "pokémons amazônicos". Confira:

Leia mais em EBC.


01/08/2016

Para além do Pokémon GO: entenda a realidade aumentada e geolocalização



O aplicativo Pokémon GO! nem chegou ao Brasil e parece ter reinventado a realidade aumentada e o uso da geolocalização. Mas, na verdade, essas tecnologias são utilizadas há tempos.

A realidade aumentada está presente em nossa vida toda vez que projetamos um elemento virtual em nosso mundo de verdade.

Já a geolocalização é utilizada desde 2000 por praticantes do Geocaching, passatempo ao ar livre com o objetivo de encontrar recipientes escondidos pelo mundo.

Confira mais detalhes no vídeo e nas matérias "linkadas" abaixo:


Leia mais em EBC.

28/07/2016

Cinusp explora ambiguidade entre realidade e imaginação em nova mostra de filmes

Dezesseis obras de fantasia estarão em exibição diariamente entre 25 de julho e 14 de agosto, na Cidade Universitária e no Centro Universitário Maria Antonia




Por Diego C. Smirne/Jornal da USP. O Cinema da USP (Cinusp) traz, a partir do dia 25 de julho, segunda-feira, a mostra Fantasia – Entre o Real e o Imaginário, com uma variada seleção de filmes que abordam os limites e intersecções entre a realidade e a imaginação. As exibições ocorrem até o dia 14 de agosto.

A escolha dos filmes foi feita pelos programadores do Cinusp Thiago Oliveira e Rena Zoé. De acordo com Oliveira, ambos fizeram um debate sobre uma relação de filmes que trabalham no meio-termo entre o que é real e o que é imaginário. “Nós nos baseamos em filmes que apresentam ambiguidade na história, isto é, não deixam claro se as imagens que vemos são fruto da imaginação infantil, por exemplo, ou se realmente existem no universo do filme.”

Além disso, a mostra também convida o espectador a, de fato, exercitar sua imaginação, como acontece no filme espanhol Finisterrae, em que os protagonistas são dois fantasmas, representados pela tradicional imagem de pessoas cobertas por lençóis brancos, numa jornada para sair do limbo em que vagam eternamente. Já o filme português Branca de Neve apresenta os personagens dessa conhecida história em diálogos profundos e densos, mas de maneira inusitada: o filme não tem imagens. “É basicamente uma tela preta, e temos que imaginar os personagens que ouvimos conversando.”

Menos ousados que Branca de Neve, mas também aplicando técnicas inovadoras, são também Alice e A Bela e a Fera – o primeiro, do diretor checo Jan Švankmajer e o segundo, do francês Jean Cocteau, que usam estéticas surrealistas e sombrias para dar uma nova imagem aos clássicos.

A mostra reúne filmes menos conhecidos, grandes clássicos do cinema e alguns sucessos populares, como O Mágico de Oz, História Sem Fim, Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, de Tim Burton, e Matilda, um filme que trata justamente do valor da imaginação e da leitura – um dos grandes motores imaginativos – na vida de uma criança. Há também filmes premiados, como O Balão Vermelho, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, e O Labirinto do Fauno, que ganhou três Oscar. Thiago Oliveira destaca também o filme A Lenda da Fortaleza de Suram, que conta uma antiga lenda da Geórgia e, assim como O Labirinto do Fauno, possui um pano de fundo político, tendo sido dedicado aos soldados que morreram pelo país.

Fantasia – Entre o Real e o Imaginário conta com um único filme nacional, Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme. Para destacá-lo, Oliveira diz que o Cinusp pretende trazer o diretor, Cao Hamburger, para um debate. “Ainda não temos a confirmação da vinda dele, mas estamos tentando. Além disso, para todos os outros filmes, eu e o Rena fazemos uma apresentação antes da exibição”, explica.

Os filmes serão exibidos em sessões diárias das 16h às 20h, com entrada gratuita, no Cinusp Paulo Emílio (rua do Anfiteatro, 181, Colmeia, Favo 4, Cidade Universitária, em São Paulo) e no Centro Universitário Maria Antonia (Ceuma) da USP (rua Maria Antonia, 294, Vila Buarque, em São Paulo). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-3541 e no site www.usp.br/cinusp, onde está disponível a programação completa da mostra.

Foto: Divulgação-Cinusp

21/07/2016

Projeto populariza o gosto pela leitura em escola de Itaguaí


O hábito de leitura deve ser construído na infância. Porém, a maioria dos alunos em idade escolar no País não considera a biblioteca como um espaço prazeroso. De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada na segunda-feira, 11 de julho, pelo Instituto Pró-Livro e pelo Ibope, 75% dos entrevistados associam as bibliotecas a um lugar para pesquisar e estudar – por obrigação –, contra apenas 34%, que mencionam a leitura nesses locais como um prazer. Entre adultos, a proporção é parecida (71% contra os 30% que leem por lazer). Ainda segundo o levantamento, somente um terço dos brasileiros citou a influência de alguém, seja um familiar ou professor, na formação do gosto pela leitura. Mesmo os professores, que em tese deveriam dar o exemplo, têm pouco hábito de leitura – metade respondeu que não estava lendo nenhum livro durante a realização da pesquisa.

Diante desse contexto, o projeto Leitura, Literatura e Formação na Escola, desenvolvido por iniciativa de um grupo de pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), vem promovendo práticas de leitura entre alunos e professores da Escola Estadual Municipalizada Mazomba Doutor Jorge Abrahão, localizada no município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. “O objetivo do projeto é popularizar as práticas de leitura nessa escola, que tem alunos do ensino fundamental II – que vai do sexto ao nono ano –, e ampliar o repertório cultural e literário que os estudantes já trazem, valorizando a literatura oral que eles já dominam e aumentando o contato deles com obras clássicas”, diz a Jovem Cientista do Nosso Estado Márcia Cabral, coordenadora do projeto e do grupo de pesquisa Infância, Juventude, Leitura, Escrita e Educação, na Faculdade de Educação da Uerj. O projeto foi contemplado no edital Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas da Rede Pública Sediadas no Estado do Rio de Janeiro, da FAPERJ.
Para atingir essa meta, a sala de leitura da escola foi reestruturada. “Compramos mobiliário, aparelho de projeção, tela, porta-revistas e um acervo mais digno de livros, que inclui obras de narrativas curtas e longas, além de DVDs. O acervo ficou com cerca de 500 títulos”, diz Márcia Cabral. Uma estratégia adotada para despertar o interesse dos jovens pela leitura na escola foi trabalhar com obras que estão atualmente na mídia e são atrativas para o público juvenil. “Não menosprezamos o gosto deles pelas séries Crepúsculo Harry Potter, que também integram o acervo”, explica Márcia, que contou com o apoio de toda a equipe da escola, dirigida por Marize Nádia Marçal e Hellen Almeida.
A escolha da escola Dr. Jorge Abrahão ocorreu por influência da doutoranda Aline Santos Costa, então bolsista do programa Treinamento e Capacitação Técnica (TCT) da FAPERJ, orientanda de Márcia e professora de História da escola. “Aline contou que a biblioteca era muito deficiente e resolvemos concorrer ao edital da FAPERJ”, conta Márcia. No dia 16 de maio, foi inaugurada a nova sala de leitura. O espaço, batizado como Vinicius de Moraes, passou a sediar também reuniões semanais do Clube de Leitura dos alunos.
O Clube da Leitura é uma iniciativa para motivar a frequência regular dos estudantes à biblioteca. “Ele teve início em 2015, mas após a inauguração da nova sala, a adesão das crianças a esse projeto aumentou. Elas têm autorização dos pais para ficar na escola à tarde, depois da aula, lendo. As atividades do clube envolvem rodas de leitura e contação de histórias, semanalmente. A sala de leitura também sedia a realização de outras atividades educativas, como as oficinas de poesia, que não são diretamente vinculadas ao Clube de Leitura, mas só se tornaram possíveis com a reestruturação da sala”, detalha Aline. Ela participou da organização do Clube de Leitura junto com professora Aimée Marcilei Azevedo, que trabalha como mediadora da sala de leitura. “É importante ter a figura de um facilitador de leitura para os estudantes, fornecendo suporte e orientação aos jovens que buscam livros”, completa.
O bairro da Mazomba, em Itaguaí, onde está localizada a escola, é uma região semirrural. A escola, com cerca de 120 alunos, ainda não tem acesso à internet. “É uma região com pouco comércio e dificuldades de transporte. A estrada da escola é asfaltada, mas para chegar ao colégio só há uma linha de ônibus, que passa de hora em hora, ou as vans de uma cooperativa local. As crianças dependem de um ônibus escolar da prefeitura”, diz Aline. Diante dessas dificuldades, promover o gosto pela leitura pode trazer reflexos, no futuro, para o próprio desenvolvimento local. “Esse projeto de reestruturação da sala de leitura foi importante não só para a formação leitora dos alunos, mas também dos professores, porque com novos títulos, os mestres podem contar com mais recursos para trabalhar com os alunos e para a própria formação deles”, pondera Aline.
Para a coordenadora do projeto, não existe uma fórmula pronta para desenvolver o gosto pela leitura nas novas gerações, mas a ideia é criar um ambiente favorável, em toda a escola, ao gosto pelos livros. “Muitas vezes, a escola não cria leitores porque se concentra mais nas cobranças para provas. Queremos popularizar a leitura em todo o ambiente escolar. No pátio da escola, tem uma estante de livros para os alunos levarem para casa, em vez de deixá-los fechados na biblioteca. Na entrada da escola, há informações para divulgar o horário de funcionamento do Clube de Leitura. O prazer de ler deve ser compartilhado”, conclui Márcia.
Fonte: Débora Motta – Ascom FAPERJ

18/07/2016

Campeonato de xadrez une crianças e adultos em Brasília


Adultos e crianças concentrados e em silêncio pensam em cada jogada em uma disputa de xadrez, neste fim de semana em um shopping de Brasília. O objetivo da competição é selecionar dois jogadores para campeonato brasiliense que será realizado em novembro deste ano.

A estudante Maryana Izabelle Ferreira de Leite, de 10 anos, disse que aprendeu com o pai a jogar xadrez, há três anos. “Meu pai começou a jogar. Achei interessante participar de competição”, disse.

O árbitro Hubo Ribeiro, 24 anos, explica que o xadrez trabalha habilidades e valores. “Entre as habilidades estão foco, concentração, memória, raciocínio lógico. Quanto aos valores, a gente aprende a persistir, lidar com a derrota e a ter gosto pelo estudo”, disse.

De acordo com Ribeiro, são realizados campeonatos como esse também em junho, agosto e setembro. De cada evento organizado pela Federação Brasiliense de Xadrez, são selecionados dois competidores que participarão, em novembro, do Campeonato Brasiliense Absoluto de Xadrez 2016. No total, são selecionados oito competidores e outros dois são convidados para participar do evento em novembro.

Fonte: EBC/ Edição Aécio Amado
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

15/07/2016

Papiro mais antigo do Egito é exposto em museu pela primeira vez


O Museu Egípcio no Cairo está expondo pela primeira vez o papiro mais antigo já encontrado, originado na época do faraó Keops, que reinou no Antigo Egito há mais de 4.500 anos, de acordo com informações de funcionários do local divulgadas nesta quinta-feira (14).

Este manuscrito excepcional foi descoberto junto com outros papiros em 2013 por uma equipe de arqueólogos franceses e egípcios na região de Wadi Al Jarf, no sudeste do Cairo, às margens do Mar Vermelho.

O documento menciona os trabalhos de construção da Grande Pirâmide de Gizé, ao oeste do Cairo.
"Trata-se do texto escrito mais velho" descoberto no Egito, disse à AFP Sayed Mahfuz, um dos arqueólogos da equipe que encontrou o papiro, que estava em pedaços. "Há mais de mil fragmentos", acrescentou.

O objeto será exibido durante duas semanas no Museu Egípcio, que abriga as mais belas peças do tesouro faraônico do país.

Este papiro "conta o cotidiano e o estilo de vida dos operários do porto [de Wadi Al Jarf]", segundo um comunicado do Ministério de Antiguidades.

"Conta que os operários participaram da construção da grande pirâmide" de Keops em Gizé, acrescenta a nota.

A pirâmide, construída há mais de 4.500 anos, é considerada uma das sete maravilhas do mundo da Antiguidade.

Um dos documentos era um "diário do funcionário público Merer (o amado, em língua faraônica) com estatísticas e detalhes administrativos" de seu trabalho, que mostra que o reinado de Keops durou mais de 26 anos, disse Mahfouz.

Antes da descoberta do papiro, havia poucos detalhes disponíveis sobre a duração do reinado do famoso faraó da IV dinastia.

Merer liderou uma equipe de cerca de 40 marinheiros, segundo o comunicado do Ministério de Antiguidades.

O papiro registra "o trabalho da sua equipe, que transportava blocos de pedra calcária das jazidas de Torah, na beira do Nilo, até a pirâmide de Keops, no planalto de Gizé", de acordo com a mesma fonte.

Fonte: AFP
Foto: MOHAMED EL-RAAI / AFP


13/07/2016

Posters da Rio 2016 são lançados em exposição no Museu do Amanhã



Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil. O Comitê Rio 2016 lançou hoje (12) a coleção oficial dos posters Rio 2016. Os trabalhos ficarão expostos na parte externa do Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro, até o dia 25 de agosto e depois serão levados para o Parque Olímpico de Deodoro, onde poderão ser vistos até o fim dos Jogos Paralímpicos, em setembro. Os posters estarão à venda nas lojas oficiais da Olimpíada. 

Os posters são dos artistas Alexandre Mancini, Antônio Dias, Beatriz Milhazes, Cláudio Tozzi, Eduardo Kobra, Ana Clara Schindler, Gustavo Greco, Gringo Cardia, Geleia da Rocinha, Gustavo Piqueira, Guto Lacaz, Juarez Machado, Rico Lins e Olga de Amaral.

A seleção foi feita pela diretoria de Cultura do Comitê Rio 2016 a partir de sugestões do Instituto Inhotim, do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-SP), do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), do Museu de Arte do Rio (MAR), do Museu de Arte de São Paulo (Masp), do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), da Pinacoteca e do Museu do Amanhã.

“A cultura é uma parte muito importante para nós dentro dos jogos. É a nossa grande anfitriã, por isso criamos uma coleção onde temos artistas de Minas, São Paulo Rio de Janeiro e sul-americanos [a colombiana Olga de Amaral] e o importante é ter a expressão de mais de um artista e não apenas de um eleito, já que o Brasil é um país tão grande”, disse a diretora de Cultura do Comitê Rio 2016, Carla Camurati à Agência Brasil.

Os posters já são uma tradição dos Jogos Olímpicos, mas nesta edição têm conceitos diferentes e os artistas tiveram liberdade para expressar o que sentiam. “Quisemos fazer algo diferente de outros jogos olímpicos. Apresentar uma coleção de artistas, a maioria brasileiros, mas que pudessem transmitir os seus sentimentos aos jogos. O resultado é espetacular”, elogiou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

Inspiração

O multiartista Gringo Cardia, que desenvolve projetos desde design gráfico até cenários e é curador de museus fora do país, disse que está feliz pela diversidade de artistas participantes e em poder representar o Rio e o Brasil nos cartazes olímpicos. “Fiz uma parceria com o Geleia da Rocinha e para a gente é muito importante e uma honra poder estar neste time que representa nas artes plásticas o que é a Olimpíada para cada um. Estamos felizes.”

Alexandre Mancini preferiu compor seu trabalho com base na azulejaria, muito presente no Rio de Janeiro, e usou elementos geométricos, que para ele são de compreensão universal, insinuando os cinco arcos olímpicos e a Bandeira do Brasil, de forma subjetiva e nada evidente. O artista revelou que sempre teve interesse nos posters de olimpíadas. “Tenho como referência pessoal a história da Olimpíada de Tóquio, em 1964; do México, em 1968 e de Munich, em 1972. É uma referência muito forte e perceber como isso dura décadas, quase como contar um pouco a história humana. É até um pouco assustador pensar que faço parte desta história. É muito significativo”, disse.

Já Juarez Machado disse que sentiu muita emoção e orgulho em fazer parte do projeto cercado da “fina flor da arte brasileira”. O artista plástico disse que a inspiração veio ao olhar a Praia de Copacabana da janela de casa. “Vejo as pessoas correndo. Foi fácil. Apenas olhei pela janela do ateliê que tenho aqui no Brasil. Tinha acabado de chegar de Paris, onde moro. Já cheguei com muita vontade de fazer”, contou.

Mas esta não é a única emoção relacionada aos Jogos Rio 2016 para Juarez. Amanhã (13), o artista plástico vai a sua cidade de nascimento, Joinville, em Santa Catarina, para participar do revezamento da tocha olímpica “É outra emoção. Já estou preparado. Estou com medo que possa ter problema de neblina e o avião não desça a tempo, mas estou na torcida para que tudo dê certo.”

A designer Ana Clara Schindler tem atrofia espinhal infantil progressiva e, por isso, desde os 7 anos, só se locomove deitada em uma cadeira de rodas especial. Ana Clara foi escolhida entre os artistas que trabalham para o Estúdio Preto e Branco. “A condição dela é estar sempre na cadeira, mas tem uma mente absolutamente brilhante, sonha o mundo, pensa o mundo, vive o mundo com toda a sua potencialidade. Ela sonha e não tem limite para isso e vai sempre além”, disse a mãe da artista, Ana Maria Schindler.

O secretário especial de Turismo e presidente da Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), Antônio Pedro Figueira de Mello, disse que pretende comprar posters para distribuir às agências de viagem, mas que a quantidade ainda não está definida. “Primeiro vou ter que ver como será a logística com o comitê, para a gente poder divulgar, passar para as agências de viagem, passar para todos ao meios possíveis, principalmente, do trade turístico, para mostrar a Olimpíada e o Rio de Janeiro. Vão estar à venda nas lojas Rio 2016, mas quero fazer uma compra de um lote direto da Riotur para fazer a divulgação.”

09/07/2016

Pesquisador cria canal no youtube para ensinar física através do skate


Nos últimos anos, esportes radicais como surf e skate ganharam mais espaço na mídia e mais adeptos entre os jovens. A causa disso são os atletas brasileiros que vêm se destacando mundialmente. Pensando nisso, o doutor em Engenharia Nuclear, Albérico Blohem de Carvalho, criou um canal no youtube que une Física e esporte. Uma forma de tornar mais fácil o aprendizado dos jovens.

“O canal vem estreitar laços entre esta ciência e adolescência. Assim, além de incentivar a prática, desenvolve o espírito científico. Alguns estudos mostram que o skate pode ser utilizado como um facilitador na construção do conhecimento científico, tornando-o mais acessível e compreensível”, contou.

O objetivo do canal é ser uma ferramenta complementar para o ensino da Física. Além de estimular os alunos a utilizarem as novas tecnologias para auxiliá-los na construção do conhecimento, encorajá-los a praticar algum esporte. O professor ressalta a importância do projeto. “Sabemos que os jovens estão cada vez mais sedentários e isto pode refletir em uma vida adulta inativa aumentando assim a probabilidade de se desenvolver alguma doença crônica.”

Os vídeos são divididos de duas formas: os rápidos, de aproximadamente 15 segundos, que apresentam ou lembram um conceito físico e os mais longos, por volta de 1 minuto, que são explicativos. O conteúdo poderá ser acessado por qualquer pessoa através do Youtube.  Albérico explicou que a exposição dos vídeos em sala de aula servirá para facilitar o ensino e complementar a aula.

A divulgação do canal “Física pelo Esporte” começou há pouco tempo. Ele foi lançado na Feira Estadual de Ciências, Tecnologia e Artes de Sergipe (Cienart) no dia 10 de junho, através da oficina temática intitulada “Ferramentas para o Ensino de Física Explorando Novas Tecnologias”. Neste dia, foram entregues DVDs com vídeos do canal aos professores. O doutor em Engenharia Nuclear mostra-se animado com os resultados.

Apoio
O projeto integra o edital “Popularização da Ciência” desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação do Estado de Sergipe (Fapitec/SE). Além do canal no Youtube, o pesquisador criou uma conta no Instagram (@fisicapeloesporte) onde posta fotos relacionadas aos temas dos vídeos e uma página no Facebook. Assim, disseminando o projeto para além de Aracaju.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Fapitec/SE

08/07/2016

Sesc Manaus recebe exposição do Museu da Vida "Biodiversidade e saúde"



Até 2020 o mundo estará na “Década da Biodiversidade”, lançada pelas Nações Unidas em dezembro de 2011. A ONU pretende, com isso, implementar planos estratégicos visando à preservação da natureza e encorajar os governos a desenvolver e comunicar resultados do chamado Plano Estratégico para a Biodiversidade. Mas, o que é biodiversidade? Para ajudar a entender a questão, o Sesc Manaus e o Museu da Vida, da Fiocruz, uniram-se para apresentar a exposição “Biodiversidade e saúde”, cuja temporada na capital do Amazonas será do próximo dia 10 de julho a 16 de setembro. A mostra itinerante - voltada ao público a partir de 12 anos – estimula a reflexão sobre as relações entre a biodiversidade, a saúde e suas perspectivas socioambientais, especialmente no Brasil, que abriga uma em cada cinco espécies existentes no planeta.

A exposição foi desenvolvida em parceria com Farmanguinhos (Instituto de Tecnologia em Fármacos). “Biodiversidade e saúde” faz parte de iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), por meio do Museu da Vida, que estabeleceu cooperação técnica com o Programa Sesc Ciência, em 2016. O Programa foi criado em 1987 para viabilizar a montagem de exposições itinerantes e de salas de ciência no âmbito do Serviço Social do Comércio. Desta forma, será possível impulsionar e ampliar as ações de divulgação e popularização da ciência das instituições no território nacional (o Sesc está presente em todos os estados do país). Isso permitirá ainda a democratização do conhecimento científico nas pequenas cidades, em especial as do interior dos estados ou sem grandes recursos. Desde sua criação o programa esteve em mais de 250 cidades, atraindo cerca de um milhão de visitantes.

A exposição “Biodiversidade e saúde” está dividida em painéis e módulos interativos. E convida a compreender a complexidade da vida em seus diferentes níveis de hierarquia, a conhecer mais sobre os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas. Outro ponto importante é permitir que o público reflita sobre a intervenção humana na natureza e na aceleração do processo de extinção de espécies. A mostra discute a biodiversidade como fonte de saúde; por exemplo, na produção de medicamentos e vacinas; abrange também o reconhecimento científico de plantas medicinais e a distribuição de fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS).

As crianças poderão brincar com o jogo da memória, que apresenta informações sobre espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Os pequenos também poderão participar de atividade interativa sobre as relações ecológicas que acontecem no ambiente da floresta.

Ocupando área de cerca de 100 metros quadrados, “Biodiversidade e saúde” foi apresentada pela primeira vez ao público no Parque Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em outubro de 2013, quando integrou as ações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNC&T), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Sobre o Sesc 
Parceiro do Museu da Vida na iniciativa, o Sesc no Brasil foi criado em 13 de setembro de 1946 pela Confederação Nacional do Comércio. Mantido pelos empresários do comércio de bens e serviços, o Serviço Social do Comércio – Sesc – é uma entidade privada que objetiva proporcionar o bem-estar e qualidade de vida do comerciário, sua família e da sociedade. No estado do Amazonas, está presente em oito municípios – Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Maués, Tefé, Coari e Parintins – desenvolvendo atividades relacionadas com suas áreas de atuação.
O Museu da Vida é um espaço de integração entre ciência, cultura e sociedade, vinculado à Casa de Oswaldo Cruz (COC), unidade da Fiocruz. O objetivo é informar e educar em ciência, saúde e tecnologia de forma lúdica e criativa, através de exposições permanentes, atividades interativas, multimídias, teatro, vídeo e laboratórios.

Serviço
Exposição: “Biodiversidade e saúde”
Local: SESC Balneário - Sala de Ciências 
Endereço: avenida Constantinopla, 288 - Alvorada, Manaus – AM
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30
Informações e agendamentos nos telefones: (92) 2121-5397 e 2126-9557.
E-mail: sala.ciencias@sesc-am.com.br

Fonte: Maxpressnet

03/07/2016

Exposição do Museu Goeldi mostra influência milenar do homem na formação da floresta amazônica


Pesquisas arqueológicas, botânicas e do solo comprovam que a formação da floresta amazônica não é resultado apenas da evolução natural, mas também é fruto da ação do homem na região há mais de 11 mil anos.  Esse é o tema da exposição aberta ao público nesta quinta-feira (23) pelo Museu Paraense Emílio Goeldi. Com o nome "Origens: Amazônia Cultivada", a mostra traz evidências da ação do homem e peças de mais de 5 mil anos, encontradas durante as pesquisas feitas na Serra dos Carajás (PA) desde a década de 1980.
A exposição é dividida em dois períodos históricos. O primeiro, chamado de Cultura Tropical, é formado pelos povos nômades que chegaram à região há 11 mil anos e usavam as cavernas e grutas como abrigo. Podem ser vistas peças como pontas de flecha feitas para caçar, moedores de alimentos e lâminas de machado para manejar o ambiente. A segunda sala retrata a Cultura Neotropical, datada de 5 mil anos. Essa população se estabeleceu na planície e formou aldeias junto aos rios. São expostos artigos como itens de cerâmica fabricados para alimentação ou rituais funerários.
O arqueólogo Marcos Pereira Magalhães, que coordena estudos na região dos Carajás há 20 anos, afirma que a população pré-colonial passou a privilegiar e proteger as espécies naturais que lhes eram úteis para a sobrevivência, o que teve influência na formação do ecossistema amazônico.
"A formação de parte das florestas e da biodiversidade amazônicas é produto da seleção cultural de espécies. Além de terem domesticado algumas plantas para consumo, como a mandioca, os indígenas teriam agido de modo a cultivar florestas inteiras. A consequência disto foi que, muito provavelmente, mais de 60% das florestas conhecidas como naturais seriam, na verdade, culturais, o que acaba com aquela ideia antiga de floresta virgem", afirma.
Magalhães é organizador do livro "Amazônia Antropogênica", lançado junto com a exposição com textos de 17 pesquisadores sobre a formação da floresta amazônica.
A exposição "Origens: Amazônia Cultivada" está no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi.
Fonte: Museu Goeldi

26/06/2016

Professores da USP oferecem curso online sobre a origem da vida


A origem da vida ainda é um grande mistério para a humanidade. De onde ela surgiu? Esteve sempre aqui? O planeta Terra se formou com os ingredientes principais da vida? Existe vida fora do nosso planeta?
Para tentar responder essas perguntas e as dúvidas de muitas pessoas sobre o tema, o Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP criou o curso Origens da Vida no Contexto Cósmico. Desde o dia 20 de junho, ele está disponível no Coursera, uma plataforma online que tem parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP para levar o conhecimento produzido dentro da USP para toda a comunidade.
O curso foi organizado por Elysandra Figueredo Cypriano e Augusto Damineli Neto, professores do IAG, e é baseado em uma disciplina oferecida aos estudantes de graduação da USP. No entanto, a abordagem da edição online é bem simplificada e discute de onde vem a vida a partir de uma análise científica, com opiniões de químicos, biólogos, astrônomos e físicos. A ideia é abordar o assunto sem entrar em religião.
Na programação, são explorados, por exemplo, dois grandes cenários da origem da vida que se contrapõem: o criacionismo e o evolucionismo; o processo de formação do nosso sistema planetário e a procura da vida fora da Terra.
Segundo Elysandra, fazer o curso é quase uma lição obrigatória para “saber um pouco sobre nossa origem, de onde viemos”. Ela lembra que cada um pode ter sua crença sobre como começou a vida, “mas entender um pouco o lado do avanço científico não necessariamente descarta as crenças, as duas coisas podem conviver muito bem”.
A professora ainda ressalta que produzir todo o material que está disponibilizado no Coursera foi um grande aprendizado para quem o fez. “Eu aprendi muito. Foi uma troca muito produtiva para quem produziu o curso, então imagino que para os alunos também vai ser muito produtivo.”
O curso “Origens da Vida no Contexto Cósmico” ficará disponível por quatro semanas e é composto de uma série de vídeos de professores de diferentes áreas. Os vídeos têm duração de 10 a 15 minutos e também há textos para leitura e discussões no fórum, sendo necessário uma dedicação de 4 a 6 horas de estudo semanais.
No final de cada semana, haverá uma atividade como forma de verificação de que a pessoa assistiu aos vídeos programados e, assim, poderá seguir em frente com as atividades. Para assistir às aulas, basta se inscrever gratuitamente no site do Coursera. Caso queira receber um certificado de que realizou o curso, será necessário pagar uma taxa.

Coursera

Coursera é uma organização de tecnologia educacional que realiza parcerias com as melhores universidades e instituições de ensino em todo o mundo para oferecer cursos online gratuitos e acessíveis através de sua plataforma de ensino.
Criada em 2012, pelas universidades norte-americanas de Standford, Princeton, Michigan e Pennsylvania, a plataforma é parceira de centros de ensino superior em dezenas de países e oferece mais de 1,5 mil cursos.
Os cursos possuem três componentes principais: aulas em vídeo, avaliações e interações entre os estudantes, monitores e professores.
Por  / Jornal da USP
Foto: Divulgação

Filme sobre Dory pode ter efeitos negativos, avisa a National Geographic


O filme “Procurando Nemo” foi um enorme sucesso para a Pixar em 2003. E todos os que viram o filme não se esqueceram de um nome: Dory, “a” peixe que parece nunca se conseguir lembrar de nada.

Dory tem agora um filme em que é ela a protagonista, 13 anos depois. Mas, aparentemente, nem tudo são boas notícias. É que a fama da simpática e divertida Dory pode colocar os peixes cirurgião-paleta em risco de extinção.

Depois do filme “Procurando Nemo”, em 2003, a procura por peixes-palhaço (a espécie de Nemo e do pai Marlin) como animais de estimação aumentou substancialmente. Nas vésperas da estreia do filme “À Procura de Dory”, os pesquisadores da National Geographic mostraram-se preocupados com a possibilidade de tal voltar a acontecer.

Dory, a protagonista da nova aposta da Disney, é um peixe da espécie Paracanthurus hepatus, mais conhecido como peixe cirurgião, uma espécie que, segundo a jornalista Ret Talbot pode estar em risco de extinção caso se verifique um fenômeno idêntico.

Em vários artigos publicados recentemente, especula-se sobre o efeito que o filme pode ter sobre a procura por peixes cirurgião. Este aumento da procura vai fazer com que as lojas de animais tentem aumentar a sua oferta de “Dorys”.

E, como afirma, o artigo da National Geographic, é nessa vontade de aumentar a oferta que está o problema. Muitas vezes os peixes desta espécie são apanhados de uma forma não-sustentável. Para os apanhar, os colecionadores partem os recifes de coral e utilizam um esguichador com cianeto de sódio para atordoar as presas. Este método de capturar peixes utilizando cianeto é ilegal por ser extremamente prejudicial para os ecossistemas.

A solução mais viável, segundo Judy St. Leger, presidente da Rising Tide Conservation, para impedir esta pesca é a aquacultura.

Desde 2003 que a aquacultura se tornou uma prática comum para espécies como os peixe-palhaço. Ao todo 90% destas espécies que são vendidas em loja provém de cativeiros. No entanto, esta solução não existe para os peixes cirurgião-paleta.

A Pixar quer impedir o aumento da captura destes peixes e juntou-se a vários grupos dos direitos dos animais para sensibilizarem todos os que virem os filmes para que não tentem comprar peixes igual a Dory.

Fonte: Diário de Notícias
Foto: Pixar

20/06/2016

Doodle faz homenagem aos 45 anos do seriado Chaves


O Google homenageia nesta segunda-feira (20/06) o aniversário de 45 anos do seriado El Chavo del 8 (Chaves). Lançado no México e sucesso em toda a América Latina, o aniversário ocorre na semana em que Rubén Aguirre, o Professor Girafales faleceu aos 82 anos de idade.

10/06/2016

Museu Catavento tem exposição sobre preservação da diversidade marinha


A mostra “CEBIMar 60 anos – Exposição de seres marinhos” está em cartaz até 31 de julho de 2016 no Museu Catavento Cultural e Educacional, em São Paulo.
A exposição é composta por imagens fotográficas feitas por pesquisadores do Centro de Estudos de Biologia Marinha (CEBIMar), com o objetivo de despertar no público o interesse na ciência e na vida marinha visando à preservação da diversidade de espécies.
O CEBIMar é um instituto especializado da Universidade de São Paulo dedicado exclusivamente ao estudo da biologia marinha.
O local da mostra é a Varanda Lateral, com entrada pela Seção Vida.
O Catavento Cultural e Educacional fica no Palácio das Indústrias, Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/nº (av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro, São Paulo.
Mais informações: www.cataventocultural.org.br 
Fonte: Agência FAPESP

08/06/2016

Jardins de Copacabana chegam a Nova Iorque


Após 20 anos de ausência nos EUA, o museu nova-iorquino mostra, até 18 de setembro, a obra de Roberto Burle Marx (1909-1994). Esta é também a primeira exposição a mostrar todo o espectro da sua obra.

Filho de um pai alemão judeu e mãe descendente de franceses, portugueses e holandeses, espalhou as suas ideias para a arquitetura paisagista no mosaico dos passeios da praia de Copacabana, os jardins de Brasília, cidade criada do nada nos anos 60, a partir de edifícios de Óscar Niemeyer, outras paragens do Brasil e do mundo. Por exemplo, Biscayne Boulevard. Notabilizou-se mundialmente na sua disciplina.

Roberto Burle Marx: Brazilian Modernist explora o trabalho do artista através de mais de 150 trabalhos. Arquitetura paisagista, claro, mas também escultura, cenografia, tapeçaria e joias. A mesma exposição poderá ser vista no Deutsche Bank KunstHalle, em Berlim, entre 7 de julho e 8 de outubro de 2017, e depois, no Museu de Arte do Rio, entre novembro de 2017 e março de 2018, na cidade ontem existe um museu que lhe é dedicado. Localiza-se no Sítio, a sua antiga propriedade, que reunia a sua coleção de plantas tropicais e semi-tropicais, uma das maiores do mundo, segundo o museu nova-iorquino. Dedicou a sua vida a encontrar espécies raras de plantas. Descobriu cerca de 50.

Roberto Burle Marx abraçou o modernismo nos anos 30, como muitos artistas plásticos e arquitetos do seu tempo no Brasil. Gostava do abstrato e favorecia o uso de flora local, e colorida. Aos modelos franceses de jardim, que imperavam no Brasil do final do século XIX e início do XX, devotos da simetria, dois aspetos que Burle Marx ignorou, preferindo as plantas locais, descobertas nas suas explorações da floresta brasileira.

Era também horticultor e um ecologista que só usava plantas adequadas ao ambiente. Era um ativista político contra a destruição da Amazônia.

Nos seus mais de 60 anos de carreira, desenhou 2 mil jardins. Ao mesmo tempo, pintava, esculpia e exercia como designer têxtil. Era também um talentoso barítono e bom cozinheiro, um homem da Renascença, pleno de criatividade e engenho, de acordo com um comunicado do Museu Judeu, sobre o artista.

O seu legado influenciou o trabalho de outros artistas como o venezuelano Juan Araujo, as brasileiras Beatriz Milhazes e Paloma Bosquê, o francês Dominique Gonzalez-Foerster, a italiana Luisa Lambri e os americanos Nick Mauss e o músico experimental Arto Lindsay.

Nos últimos anos, Roberto Burle Marx desenhou sinagogas e outros monumentos judeus que são agora mostrados pela primeira vez.

Fonte: Diário de Notícias

Peças arqueológicas indígenas em exposição no Museu Amazônico


O Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas realiza nesta quinta-feira, 9, às 19h, a abertura da “Exposição de Projeto Zona Leste”. O material arqueológico a ser exposto terá peças que datam dos séculos Vll a XVI, pertencentes à Filiação Cultural da fase Paredão e Policromia da Amazônia.
As peças foram resgatadas de sítios arqueológicos da área urbana de Manaus (zona Leste) e de outros municípios do Amazonas por pesquisadores da Divisão de Arqueologia do Museu Amazônico. São diversos tipos de peças utilizados por etnias que viveram na área da zona Leste, como também em outros municípios do Amazonas.
Manaus é uma das capitais brasileiras mais ricas em termos de patrimônio arqueológico pré-colonial. Em sua área urbana e no seu entorno, já foram identificadas vários sítios. Na zona Leste, pesquisas arqueológicas sugerem que a região e seu entorno foi densamente ocupada com uma história indígena que remonta milhares de anos.
O maior número de artefatos intactos com as devidas restaurações vem dos sítios da zona Leste de Manaus. É a área de atuação do Projeto Zona Leste, que tem parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN-, com o Ministério Público Federal do Amazonas e Museu Amazônico.
O Museu Amazônico localiza-se na Rua Ramos Ferreira nº 1036, no Centro. Horário de visitação de segunda-feira a sexta-feira das 9h às 12h e das 14 às 17h.

Fonte: UFAM

05/06/2016

Exposição de fotografias 'Vim chorar aqui', na UERJ, retrata infância indígena


Após mais de uma década fotografando o universo das celebridades para as principais revistas do país, festivais de cinema, de moda, réveillon em Copacabana e 10 carnavais na Sapucaí, carioca George Magaraia teve sua vida transformada quando passou a conviver com a comunidade indígena da então Aldeia Marakanã, às vésperas da tentativa de demolição desse espaço para as obras da Copa do Mundo de 2014.
Desde então, seu olhar e sensibilidade abordam a temática indígena em trabalhos já premiados na participação do calendário da “Survival International” de 2016 e em exposições como “No Caminho das Miçangas”, no Museu do Índio; e “Artes Indígenas e Etnodesign: vontade de beleza Karaja”, no Museu Janete Costa de Arte Popular.
Exposição de fotos “Vim chorar aqui”
Autor: George Magaraia
Apresentação: Vitor Tufani
Curadoria: Marisa Flórido
Abertura: Dia 6 de junho, às 19h
Local: Galeria do Hall COART - UERJ
Centro Cultural da UERJ - Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã
Leia mais em Jornal do Brasil
Fonte: Jornal do Brasil

04/06/2016

Filme de terror publicado no Snapchat é lançado para venda



Um filme de terror produzido a partir de centenas de clipes de 10 segundos e publicado na rede social Snapchat foi liberado para venda depois de atrair milhões de espectadores.

Chamado de "Sickhouse", o filme acompanha a celebridade Andrea Russett e seus amigos em uma exploração de uma cabana encravada em uma floresta. A produção foi filmada com iPhones durante cinco dias e publicada na conta de Russett no Snapchat.

O Snapchat, um aplicativo onde as mensagens publicadas desaparecem depois de 24 horas, tem mais de 100 milhões de usuários ativos, a maior parte com idade de menos de 25 anos.

Os clipes usados na produção misturam cenas da vida real e ficção e o filme está disponibilizado no serviço online Vimeo.

"Eu não acho que as pessoas vão perder algum dia interesse em sentar e assistir a um filme, mas eu acho interessante tentar estas coisas diferentes", disse Russett, que tem 2,5 milhões de seguidores em sua conta no YouTube.

Fonte: Reuters
Imagem: Snapchat