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08/08/2016

Museu aproveita Paralimpíada para ampliar debate sobre inclusão social


Aproveitando a Paralimpíada brasileira, que começa a partir do dia 7 de setembro, o Museu do Amanhã, localizado na Praça Mauá, está com a exposição de fotos Esporte e Cérebro – A Expansão do Corpo pela Tecnologia. O intuito é ampliar o debate sobre inclusão de pessoas com deficiências que somam, no Brasil, cerca de 45 milhões de indivíduos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente de Conteúdo da instituição, Leonardo Menezes, responsável pela criação da mostra, o museu tem dois eixos, um deles é o da sustentabilidade; o outro o da convivência.

Menezes disse que a exposição Esporte e Cérebro – A Expansão do Corpo pela Tecnologia alia a discussão de novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro e como ele consegue expandir sua imagem corporal por meio da agregação de próteses e outras tecnologias artificiais ao corpo humano. “A gente enxergou nisso um paralelo com os paratletas que estão sempre utilizando próteses e artefatos como cadeiras de rodas e outras tecnologias para poderem praticar uma modalidade esportiva”. São cerca de 16 fotografias que retratam diferentes paratletas nas suas modalidades. “A gente traz os conteúdos do cérebro a partir da representação da imagem de cada um deles na sua prática”, disse.

Para o gerente, a realização da Olimpíada e da Paralimpíada no Rio de Janeiro é uma oportunidade para trazer esse conteúdo e o debate com relação à inclusão na sociedade de pessoas com algum tipo de deficiência. Menezes acredita que essa ação vai reverberar na programação do museu. "O Brasil é considerado uma potência na Paralimpíada", disse o gerente do Museu do Amanhã. Na última Paralimpíada de Londres, o Brasil ficou em sétimo lugar e no Para-panamericano de Toronto, no ano passado, ocupou o primeiro lugar na classificação.

Além de dar visibilidade às equipes que chegam ao Rio de Janeiro com muitas expectativas para os Jogos Paralímpicos, o museu quer trazer conteúdos que ao mesmo tempo divulgam pesquisas relativas ao uso do cérebro e como ele consegue se adaptar e incorporar tecnologias ao corpo, mesmo com a falta de um membro.

Junto com a exposição, haverá palestras no Observatório do Amanhã com neurocientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que abordarão a plasticidade do cérebro e a possibilidade dele incorporar tecnologias à imagem do corpo. O museu oferecerá ainda a exibição do documentário Paratodos, que aborda a trajetória de paratletas brasileiros até chegar à sua preparação para a Paralimpíada Rio 2016, seguida de debate com o diretor do filme, Marcelo Mesquita.

Para os debates com neurocientistas e a exibição do filme, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas previamente no site do museu. Já para a exposição de fotos, é necessário adquirir ingresso do museu via internet. A mostra vai até dia 2 de outubro.

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Foto: Divulgação/Museu do Amanhã

27/05/2016

Cinema debaixo de ponte leva distração a pobres de Nova Déli


Uma sala de cinema improvisada montada debaixo de uma ponte de 140 anos na capital da Índia está dando aos pobres puxadores de riquixá e aos trabalhadores imigrantes uma fuga da penúria diária e do calor sufocante para o mundo de canto, dança e romance de Bollywood, a vibrante indústria cinematográfica do país.

Tendo o chão de ferro enferrujado da ponte como teto e alguns trapos velhos comprados barato de um crematório próximo como cortinas e tapetes, o cinema exibe quatro filmes por dia.

Seus organizadores juntaram as economias para alugar um aparelho de televisão velho e um tocador de DVD, e cobram dez rúpias, o equivalente a 16 centavos de dólar norte-americano, de entrada – um centésimo do preço de um ingresso em um dos cinemas chiques de Nova Délhi.

Mohammad Noor Islam, um negociador de sucata e frequentador do cinema da ponte sobre o rio Yamuna, disse que as exibições ajudam a mantê-los longe de vícios como drogas e jogos ilegais.
"Os filmes são muito melhores. Muitos homens se viciam em jogos, drogas e álcool e passam o tempo bebendo ou fumando", afirmou à TV Reuters.

"Quando assistimos filmes, eles nos ajudam a esquecer nossos problemas. Eu estava tenso antes, mas quando me sentei para ver o filme senti minha tensão diminuindo", contou Manoj Kumar, um puxador de riquixá.

Fonte: Reuters
Foto: Cathal McNaughton/Reuters

21/05/2016

Ex-interno da Fundação Casa ganha prêmio em Feira de Ciências


Um ex-interno da Fundação Casa de Araçatuba (SP) mostrou que a educação pode realmente dar um novo destino para uma pessoa em situação de risco por causa da criminalidade. O agora aluno Jonathan Felipe da Silva Santos, de 18 anos, foi escolhido como a revelação da Feira de Ciências da Secretaria de Educação de São Paulo com um projeto de corrigir a acidez do solo com resíduos de giz escolar.

A competição foi aberta a alunos dos ensinos fundamental e médio de todo o Estado, participando mais de 200 escolas. O trabalho foi um dos seis finalistas da edição 2016, encerrada na última segunda-feira (9). “Foram sete meses de projeto, conversando com o orientador e também com a professora. A ideia surgiu nas aulas de química e a professora citou a acidez do solo que prejudica a agricultura como a laranja, que quando nasce em solo ácido não desenvolve bem. Então criamos este composto para neutralizar a acidez usando o giz escolar”, afirma Jonathan.

O mais interessante é que o projeto foi praticamente todo desenvolvido nas aulas, dentro da Fundação Casa. Jonathan afirma que ficou internado na fundação por sete meses e foi liberado há três. Foi durante este tempo que ele elaborou o projeto com a ajuda dos orientadores. “Trabalhamos com o material que era possível, tive apoio dentro da área de pedagogia da fundação, mas as aulas eram dentro da fundação mesmo”, diz.

Detenção
Jonathan explica que foi apreendido durante uma abordagem da polícia na casa dele. Segundo o próprio aluno, ele tinha comprado uma moto e não sabia que ela era furtada. Quando descobriu, resolveu desmontá-la para repassar as peças. Foi quando ele estava em casa com amigos fazendo o desmanche da moto que a polícia apareceu no local. Com um dos amigos de Jonathan foi encontrado drogas também. “É uma vida muito ruim que não quero mais para mim. O importante foi que cumpri o que devia e agora quero seguir a minha vida”, afirma.

Além de garantir um prêmio dentre os melhores do Estado, a dedicação ao estudo também abriu um caminho promissor ao jovem. Fora da Fundação Casa, a ideia de Jonathan é terminar os estudos e cursar medicina veterinária. Atualmente Jonathan é aluno do segundo ano do ensino médio de uma escola estadual de Araçatuba. "Continuo motivado para seguir estudando e vou buscar um emprego para ajudar minha mãe. Mas meu sonho é ser veterinário. Um pedaço de giz mudou a minha vida e quero me dedicar para buscar meu objetivo agora”, afirma.

Vencedores
A região noroeste paulista teve outro prêmio. Se Jonathan levou na categoria revelação, o prêmio de primeiro lugar foi entregue a Leandro Leomar Borges Rastelli, da Escola Estadual Afonso Cáfaro, em Fernandópolis (SP).

O projeto intitulado “Comigo-ninguém-pode, muito menos o Aedes” tem como resultado final a formulação de um inseticida criado a partir da planta para o combate ao mosquito Aedes aegypti. “Busquei atender com este projeto a três bases da sustentabilidade: ele é economicamente viável, ecologicamente correto e socialmente justo. Agora, estou empenhado em dar continuidade às pesquisas para que ele seja produzido da forma mais barata possível”, afirma o estudante


Fonte: Marcos Lavezo/G1 Rio Preto e Araçatuba
Foto: Divulgação/Secretaria de Educação

03/05/2016

Agência americana cria brinquedos para pessoas com paralisia


Coisas como andar, pegar um copo ou vestir uma roupa são aparentemente simples para quem tem pleno domínio de suas funções motoras, mas infelizmente impossíveis para muita gente.

Graças à tecnologia e a criatividade de algumas pessoas essa realidade tem mudado bastante para quem tem paralisia.

Quer um exemplo? A ONG americana Christopher & Dana Reeve Foundation anunciou a criação do projeto Adaptoys, que conta com versões adaptadas de brinquedos populares.

A ideia é permitir que as pessoas com paralisia experimentem a alegria de brincar e jogar ativamente com suas famílias.

"A tecnologia tem sido uma ajuda poderosa para pessoas com deficiências. No entanto, existia um vazio nessa área: brinquedos acessíveis", disse Peter Wilderotter, presidente e CEO da fundação.

"Os Adaptoys vão ajudar a eliminar a desigualdade e recriar um momento de lazer para pais, avós, irmãos, tios ou tias que vivem com paralisia".

A agência 360i de NY, em parceria com a empresa de tecnologia Axios, criou e desenvolveu os protótipos dos Adaptoys iniciais.

Um carro de controle remoto é alimentado por um headset equipado com um canudo, no qual os usuários podem soprar para acelerar o carro e puxar o ar para dar ré. 

Sensores de movimento no headset movimentam o carro com curvas para a esquerda ou direita de acordo com o movimento da cabeça do utilizador.

Outro brinquedo criado é uma máquina de baseball que arremessa bolas por controle de voz obedecendo comandos que fazem a bola sair com velocidades e direções diferentes.

Para fazer os brinquedos acessíveis chegarem a mais famílias, a Christopher & Dana Reeve Foundation, em parceria com 360i, lançou uma campanha de crowdfunding no site Adaptoys.org.

O ex-jogador de futebol americano Eric LeGrand, que ficou paralisado do pescoço para baixo durante uma partida no MetLife Stadium em 2010, aparece no filme de lançamento dos Adaptoys. 

Fonte: AdNews
Foto: Adaptoys

07/03/2016

Idosos voltam à universidade em busca de conhecimento e amizades


A Universidade de São Paulo (USP) iniciou as atividades do 1º semestre do programa Universidade Aberta à Terceira Idade, que oferece disciplinas para idosos.

O professor de matemática aposentado Jorge Okata, de 66 anos, resolveu se inscrever no curso de geometria analítica e disse que o filho, estudante de ciências exatas na USP, é seu maior apoiador. “Ele que me incentivou a voltar para a sala de aula, além de gostar do contato com os jovens”, afirmou.
Okata contou que já chegou a escrever um livro sobre geometria, mas ainda não conseguiu publicar a obra e espera que, com o curso, se anime para uma pós-graduação. "Estou muito ansioso, fiquei muito tempo parado”, disse o idoso, que até o início das aulas dedicava seu tempo aos origamis.

“Toda a minha família faz origamis. Eu fiquei interessado porque sou japonês e não fazia nada da minha cultura, sempre gostei de arte, então resolvi juntá-la com a geometria e não parei nunca mais”.
O aposentado Marcos de Freitas, de 66 anos, também tem ensino superior. Formado em engenharia mecânica na Unicamp, ele vai participar das aulas de cálculo duas vezes por semana e, como mora em Ribeirão Preto, vai encarar a estrada. Tudo para recordar a matéria e adquirir novos conhecimentos.
"Fiquei sabendo pela internet. Gosto de fuçar bastante e, já que não tem muita gente para trocar ideia, resolvi participar”, relatou. “Quero conhecer gente que goste da mesma coisa que eu. Acho que quando gostamos de uma coisa não desistimos, nunca é tarde para voltar aos estudos”, ensinou.

Fora da sala
A empresária Semiramis Saba Roggiero, de 71 anos, é veterana nos cursos do ICMC. “As aulas ajudam a cuidar da cabeça e interagir com os jovens”, contou a idosa, que no instituto construiu uma amizade com Geovani Guilherme Caetano, de 21 anos, aluno de estatística.
“Na primeira aula, eu fiquei assustado, não sabia que a terceira idade participaria. Ela se aproximou pedindo a matéria por e-mail e começamos a amizade”, disse o jovem.
Durante o curso, os dois descobriram que eram da mesma cidade, Rio Claro, e que já tinham estudado em uma escola em que a idosa havia sido diretora. "Foram tantas coisas em comum que eu comecei a me apegar a ele", relatou Semiramis.

A empresária não conseguiu acabar o curso em 2014 por conta de um problema de saúde, mas isso não fez com que se afastasse do jovem. Ela convidou Caetano para trabalhar em sua agência de viagens. "Eu sempre tive muita dificuldade em informática e ele sempre entendeu muito sobre o assunto, então juntou o útil ao agradável", explicou Semiramis.
Caetano está no emprego há um ano e disse ter ficado surpreso com o convite. "Não atrapalha meus horários da faculdade e eu estou gostando muito, ela me trata como se fosse minha mãe", contou.

Fonte: G1 São Carlos e Araraquara
Foto: Carol Malandrino/G1

01/03/2016

Mais de 100 indígenas fazem cursos profissionalizantes no interior do AC


O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), no Acre, atende 140 indígenas de 18 comunidades do Acre. Os cursos oferecidos são de artesão indígena, agricultor agroflorestal, agente de desenvolvimento cooperativista, agricultor familiar, orgânico e piscicultura.
O indígena Jackson Marubo, de 28 anos, faz o curso de agente de desenvolvimento cooperativista em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e conta que já fez as disciplinas de informática, cooperativismo e empreendedorismo.

"Estou gostando do curso. É bom que a gente aprende mais algumas informações. Moro na cidade há um ano e pretendo concluir o ensino médio para depois levar os conhecimentos para minha comunidade, que fica no Rio Ituí, no Amazonas", diz Jackson.

De acordo com a coordenadora geral do Pronatec, Alcilene Oliveira Alves, o maior desafio é trabalhar os conteúdos propostos nas disciplinas respeitando os aspectos culturais. "Manter um diálogo com os povos indígenas, traduzindo o conhecimento de uma forma não autoritária. É uma educação intercultural", afirma.

Ao todo, três regionais em todo o estado recebem os cursos ofertados pelo Instituto Federal do Acre (Ifac). Na regional do Vale do Jurá, são 70 indígenas em formação, no Vale do Purus são 20 em uma turma e na regional Tarauacá-Envira, 50 índios estão fazendo os cursos.

Os cursos são ministrados por professores também indígenas ou que possuem um aval com termo de orientação dado Fundação Nacional do Índio (Funai). As aulas são ministradas em português, mas quando necessário, o professor traduz o conteúdo para a linguagem da aldeia.

As aulas são presenciais e ocorrem nas aldeias, sendo apenas dois cursos ministrados na cidade, porém, são para indígenas que moram na área urbana. São cursos de 160 a 200 horas, trabalhados de um a dois meses e meio. Ao final, os índios ganham certificado.

Fonte: Iryá Rodrigues do G1 AC
Foto: Divulgação/Ifac

16/01/2016

Presidiários do Malawi são indicados ao Grammy 2016

Foto de Marilena Delli

Uma banda formada por presidiários do Malawi acaba de ser indicado ao Grammy 2016 na categoria Melhor Álbum de World Music. 

Eles fazem parte do Zomba Prison Project, descoberta pelo produtor Ian Brenann e sua esposa, a fotógrafa Marilena Delli. Eles estiveram no Malawi para documentar e produzir a música dos prisioneiros na prisão de segurança máxima em Zomba. 


Ouça a música Please Don't Kill My Child:



Veja trecho do documentário sobre os presidiários