Um grupo de seis pessoas completou uma missão da Nasa que simulou como seria viver em Marte por um ano.
Eles conviveram em isolamento quase total, em um ambiente fechado no Havaí, nos Estados Unidos, sem acesso ao mundo exterior, comida fresca ou privacidade.
Especialistas estimam que uma missão humana ao planeta vermelho levaria de um a três anos.
O grupo contava com um francês que é astrobiólogo (estuda a origem e o futuro da vida no Universo), um físico alemão e quatro americanos: Carmel, um piloto, um arquiteto e um jornalista.
Durante a simulação, o grupo teve de viver com poucos recursos, usar roupas de astronauta ao sair e trabalhar para evitar conflitos pessoais. Entre as comidas disponíveis estavam queijo ralado e atum enlatado.
"Posso dar minha impressão pessoal, que é a de que a missão para Marte no futuro próximo é realista", afirmou o francês Cyprien Verseux, que integra o grupo. "Acredito que os obstáculos tecnológicos e psicológicos podem ser superados."
Mas a comandante da missão, a cientista Carmel Johnston, disse que não ter privacidade por um ano não foi fácil.
"É como dividir o quarto com colegas que estão sempre presentes, e você nunca consegue se distanciar deles - tenho certeza de que todo mundo consegue imaginar como é conviver assim com qualquer pessoa."
O americano Tristan Bassingthwaghte, doutor em arquitetura pela Universidade do Hawaí, elogiou a missão.
"Essa pesquisa é vital no momento em que for preciso escolher a equipe (que irá a Marte), descobrir como as pessoas se comportam de verdade em diferentes tipos de missões e lidar com o fator humano em viagens espaciais, colonizações ou o que mais estiver sendo analisado", disse o arquiteto.
Um grupo de seis pessoas completou uma missão da Nasa que simulou como seria viver em Marte por um ano.
Eles conviveram em isolamento quase total, em um ambiente fechado no Havaí, nos Estados Unidos, sem acesso ao mundo exterior, comida fresca ou privacidade.
Especialistas estimam que uma missão humana ao planeta vermelho levaria de um a três anos.
O grupo contava com um francês que é astrobiólogo (estuda a origem e o futuro da vida no Universo), um físico alemão e quatro americanos: Carmel, um piloto, um arquiteto e um jornalista.
Durante a simulação, o grupo teve de viver com poucos recursos, usar roupas de astronauta ao sair e trabalhar para evitar conflitos pessoais. Entre as comidas disponíveis estavam queijo ralado e atum enlatado.
"Posso dar minha impressão pessoal, que é a de que a missão para Marte no futuro próximo é realista", afirmou o francês Cyprien Verseux, que integra o grupo. "Acredito que os obstáculos tecnológicos e psicológicos podem ser superados."
Mas a comandante da missão, a cientista Carmel Johnston, disse que não ter privacidade por um ano não foi fácil.
"É como dividir o quarto com colegas que estão sempre presentes, e você nunca consegue se distanciar deles - tenho certeza de que todo mundo consegue imaginar como é conviver assim com qualquer pessoa."
O americano Tristan Bassingthwaghte, doutor em arquitetura pela Universidade do Hawaí, elogiou a missão.
"Essa pesquisa é vital no momento em que for preciso escolher a equipe (que irá a Marte), descobrir como as pessoas se comportam de verdade em diferentes tipos de missões e lidar com o fator humano em viagens espaciais, colonizações ou o que mais estiver sendo analisado", disse o arquiteto.
Dois cientistas chilenos recriaram, com a ajuda de simulações de computador, o crescimento de alguns dos primeiros buracos negros do universo, desde bilhões de anos atrás até hoje.
Com isso, conseguiram esclarecer como os primeiros buracos negros supermaciços - "aqueles que se desenvolveram durante o primeiro bilhão de anos do cosmo" - puderam crescer tão rápido, afirmou Joaquín Prieto, pesquisador do departamento de Astronomia da Universidade do Chile, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (3).
"O transporte de massa no centro das galáxias permitia o crescimento dos buracos negros, que se convertiam em buracos negros supermaciços que hoje são observados como quasares" (objetos astronômicos muito luminosos e distantes), acrescentou.
Prieto e seu colega Andrés Escala, professor na mesma universidade, concluíram que o gás que existe no espaço pode se mover a partir da borda das galáxias até o seu centro devido aos efeitos da gravidade, e principalmente às turbulências que o dominam, tudo isso produzido pelo crescimento dos buracos negros.
Os pesquisadores chegaram a estes resultados depois de realizar três simulações de computador durante dois meses utilizando 240 processadores do supercomputador Leftraru, o mais poderoso no Chile atualmente.
"O processo de análise durou cerca de cinco meses, somando um total de aproximadamente sete meses de trabalho", detalhou Prieto.
Os especialistas planejam continuar realizando simulações a fim de incluir outros processos astrofísicos para tratar de entender o que pode ter ocorrido durante a formação das primeiras galáxias para dar origem aos buracos negros supermaciços que são observados hoje.
O trabalho foi publicado na "Monthly Notice of Royal Astr
Não entendeu nada? É que a frase está em marciano, ou algo parecido: é uma parte do código morse formado por pontos e linhas de dunas perto do Polo Norte marciano.
Não é a primeira vez que os cientistas detectam esse padrão nas areias de Marte, mas novas imagens feitas em 6 de fevereiro, mostram com mais clareza e detalhe a topografia única da região.
Com isso, a cientista da Universidade do Arizona Veronica Brayn conseguiu "traduzir" a "mensagem" - mas muitos se decepcionaram porque, se estão tentando falar conosco, os marcianos precisam se esforçar mais: eles não estão usando nenhuma língua falada na Terra.
Na verdade, ainda que tenham causado alvoroço entre algumas pessoas que acreditam em OVNIs e teóricos da conspiração, os pontos e a linhas se formaram de maneira natural, a exemplo do que ocorre com as dunas de desertos aqui na Terra. Eles foram moldados pela direção do vento.
Complexidade eólica
Em um comunicado para a imprensa, a Nasa explicou que o acentuado padrão das dunas se devem ao fato da topografia particular o local: uma depressão circular, provavelmente formada pelo impacto de um asteroide, e que tem uma quantidade limitada de areia para ser arrastada pelo vento.
O resultado são as distintas linhas e pontos captados pela câmera do Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRISE, na sigla em inglês), que está a bordo da nave Mars Reconnaissance Orbiter, que fotografa o Planeta Vermelho desde a última década.
As linhas largas são formadas por ventos bidirecionais, ventos que sopram em ângulos diretos contra a duna.
Com o tempo, o vento que sopra de uma ou outra direção espalha o material como um funil em forma de largas e escuras linhas que podem ser vistas nas imagens detalhadas.
Já os pontos, conhecidos como dunas "barcanoides", são um poucos mais misteriosos.
Os geofísicos acreditam que eles se formam quando a produção de dunas lineares é subitamente interrompida.
Mas os cientistas da Nasa não estão muito seguros do que se trata, e é precisamente por isso que estão fotografando a região.
Mais análises
Com mais observação, os geofísicos esperam poder saber mais sobre como se formam as dunas da superfície de Marte e o que isso pode nos revelar sobre a possibilidade de, um dia, habitarmos o planeta.
Enquanto isso, a cientista Veronica Bray, que integra o projeto HiRISE, traduziu a mensagem em código Morse e isso é o que dizem as misteriosas areias de Marte:
Antes de pegar o dicionário interestelar, saiba que a mensagem não é nada mais que um momento de diversão entre geofísicos que levam seus estudos muito a sério.
Mas a séria interpretação científica das areias de Marte poderá ajudar a entender melhor o que poderia ser viver em uma futura base neste planeta.
Considerado um semissatélite, o 2016 HO3 gira em torno do Sol enquanto circunda nosso planeta - e nunca se afasta demais por causa de forças gravitacionais.
A agência espacial americana, a Nasa, descobriu um pequeno asteroide que orbita o Sol ao mesmo tempo em que circunda a Terra. Ele deverá acompanhar a trajetória de nosso planeta por vários séculos.
Batizado como 2016 HO3, o asteroide dá voltas em torno da Terra enquanto percorre sua órbita ao redor do Sol, mas está distante demais para ser considerado um satélite, como a Lua.
"Como o 2016 HO3 circunda nosso planeta, mas nunca vai longe demais, já que ele e a Terra orbitam o Sol juntos, nos referimos a esse asteroide como um semissatélite", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Nasa.
Segundo o cientista, o asteroide 2003 YN107 seguiu um padrão de órbita similar há dez anos, mas acabou se afastando após algum tempo.
"Esse novo asteroide parece estar mais preso à Terra. Nossos cálculos indicam que ele tem se comportado como um semissatélite há quase um século e continuará a nos fazer companhia por vários séculos."
Dança espacial
O 2016 HO3 foi visualizado pela primeira vez em 27 de abril. Seu tamanho ainda não foi determinado, mas é provável que tenha entre 40 metros e 100 metros de comprimento.
Em sua órbita, o 2016 HO3 passa metade do tempo mais próximo do Sol do que a Terra e, na outra metade, fica posicionado mais distante.
Quando o asteroide e nosso planeta se afastam muito, forças gravitacionais o trazem para mais perto.
"Quando ele começa a se distanciar demais, a gravidade da Terra é forte o suficiente para reverter esse processo e mantê-lo em sua órbita. Assim, ele nunca se afasta além de uma distância de mais ou menos cem vezes a distância da Lua em relação à Terra", afirma Chodas.
"O mesmo efeito o impede de chegar perto demais - ele chega no máximo até 38 vezes a distância da Lua. Assim, esse pequeno asteroide fica preso à Terra, como se estivesse fazendo uma dança com o nosso planeta."
Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional flutuaram nesta segunda-feira (6) dentro de um módulo inflável experimental que testará uma opção mais barata e potencialmente mais segura para abrigar as tripulações em longas estadias no espaço, disse a Nasa.
Os engenheiros de voo da Estação Jeff Williams e Oleg Skripochka abriram a escotilha do Módulo de Atividade Expansível Bigelow (Beam, na sigla em inglês), às 05h47 desta segunda.
Projetado e produzido pela empresa particular Bigelow Aerospace, o Beam é o primeiro habitat inflável que será testado com astronautas no espaço. A empresa sediada em Las Vegas anteriormente colocou no ar dois protótipos sem nome.
O Beam embarcou para a Estação Espacial a bordo da nave de cargas SpaceX Dragon em abril e foi inflado até chegar ao tamanho de um pequeno quarto em 28 de maio. Ele deve permanecer conectado à Estação, um laboratório de pesquisas avaliado em 100 bilhões de dólares que paira a cerca de 400 km acima da Terra, por dois anos.
Williams relatou aos controladores de voo que o módulo parecia "primitivo", disse o comentarista da missão Gary Jordan, durante uma transmissão da Nasa TV. Williams também disse que fazia frio dentro do Beam, mas disse que não havia sinais de condensação dentro das paredes, disse Jordan.
Modelos infláveis de peso médio, que são feitos de camadas de tecido e um escudo externo protetor, são mais baratos para lançar que os tradicionais módulos de metal. E eles também podem fornecer melhor proteção à radiação para os astronautas.
A Blue Origin fechou uma parceria com a Nasa. A empresa do fundador da Amazon Jeff Bezos vai colocar os seus serviços ao dispor da agência norte-americana no transporte de novas tecnologias para o espaço.
A confirmação da parceria vem da parte da própria NASA, que adianta que o táxi espacial de serviço será o foguete reutilizável New Shepard, criado inicialmente como transporte para quem queira experimentar os efeitos da gravidade zero.
O acordo faz parte do Flight Opportunities Program, uma iniciativa mantida pela agência espacial norte-americana com o objetivo de ter veículos comerciais que possam transportar tecnologias desenvolvidas por si, por empresas ou universidades para serem testadas no espaço.
A Blue Origin vai desta forma juntar-se a um grupo de outras cinco empresas, do qual já fazem parte nomes como a Virgin Galactic e a World View Enterprises, com quem terá de disputar as “entregas” para o espaço sideral.
Desde que abandonou o seu programa espacial que é prática corrente a NASA colaborar com empresas privadas em várias áreas da sua atividade. Uma das parcerias mais recentes abrange o envio de satélites para exploração no espaço.
Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional inflaram lentamente neste sábado um módulo experimental de tecido que pode fornecer uma opção mais barata e mais segura de habitação para as equipes durante longas estadias no espaço, mostrou a TV Nasa.
Uma primeira tentativa de desfraldar o módulo na quinta-feira falhou, provavelmente por causa do atrito nas camadas de tecido, espuma e revestimento externo reforçado do módulo, segundo a Nasa.
"É um processo de aprendizagem", disse o comentarista da missão da Nasa Dan Huot.
"Tudo vai influenciar a concepção e operação de habitações expansíveis no futuro." O protótipo, que foi levado à estação no mês passado, é a primeira habitação expansível que será testada por astronautas no espaço.
Projetado e construído pela empresa privada Bigelow Aerospace, o Módulo Atividade Bigelow expansível é muito menos dispendioso para o lançamento de que as habitações tradicionais de metal e pode também fornecer aos astronautas uma melhor proteção contra radiação.
Imensos tsunamis provocados pelo impacto de meteoros cobriram as planícies do norte de Marte há mais de três bilhões de anos, redefinindo radicalmente as bordas dos antigos mares do Planeta Vermelho, de acordo com um estudo publicado na quinta-feira (19).
As conclusões, baseadas em mapeamentos geológicos, podem oferecer novas pistas para a busca por vida.
A descoberta também reforça a teoria de que grandes inundações transformaram as planícies do norte de Marte em um oceano há 3,4 bilhões de anos, segundo o estudo.
Alguns cientistas discordam dessa hipótese, apontando que o suposto litoral desse mar já desaparecido aparece hoje com um formato extremamente irregular, de modo que não parece indicar a presença anterior de um oceano.
"Nossas descobertas conciliam a hipótese do oceano com a ausência intrigante de costas distribuídas ao longo de uma elevação constante", disse à AFP o autor principal do estudo, Alexis Rodriguez, pesquisador do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, Arizona.
Estes 'megatsunamis' provavelmente ocorreram dezenas de vezes ao longo de centenas de milhões de anos, mas o estudo, publicado na Nature's Scientific Reports, se centrou em dois deles, que aconteceram com alguns milhões de anos de diferença.
Os primeiro arrastou pedregulhos e detritos por centenas de quilômetros para o interior da superfície. O segundo se elevou durante um período muito mais frio, lançando enormes blocos de gelo na medida em que as ondas congelavam no ar.
Rodriguez e sua equipe traçaram os pontos de origem dos tsunamis, formados por duas crateras de cerca de 30 km de diâmetro cada.
Cápsulas do tempo congeladasAs ondas gigantes teriam em média cerca de 50 metros de altura, mas provavelmente se elevaram cerca de 120 metros - o equivalente a um prédio de 30 andares. Ambos os tsunamis submergiram áreas aproximadamente do tamanho da França e da Alemanha juntas.
Nenhuma outra explicação pode dar conta das formações descobertas, disse Rodriguez.
"Ao formatos dos depósitos que mapeamos indicam fluxos ascendentes" poderosos o suficiente para transportar pedregulhos por centenas de quilômetros, explicou o pesquisador por e-mail.
Marte é certamente o planeta mais estudado do nosso Sistema Solar (além do nosso próprio), e ainda assim ninguém parece ter notado as evidências de ondas gigantescas no passado do Planeta Vermelho.
"Meu palpite é que estávamos tentando encontrar linhas costeiras em Marte similares às que vemos na Terra" disse Rodriquez.
O segundo tsunami poderia fornecer um novo terreno de pesquisa para sinais de vida no início da história de Marte.
Os blocos de gelo lançados são provavelmente feitos de água do antigo oceano, o que faz deles cápsulas do tempo congeladas de bilhões de anos de idade.
Por ter estado originalmente na forma líquida apesar das temperaturas muito baixas, a água deve ter sido densa e, portanto, com uma alta concentração de sal.
"Ambientes aquosos salgados e congelados são conhecidos por serem habitáveis na Terra e, consequentemente, alguns dos depósitos dos tsunamis podem ser os principais alvos astrobiológicos", disse o coautor Alberto Fairen, pesquisador do Centro de Astrobiologia da Espanha.
Há amostras de gelo próximas ao local de pouso da missão espacial de exploração Mars Pathfinder, e os pesquisadores apontam que missões futuras poderiam recolhê-las e analisá-las.
Fonte: AFP
Foto: NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), J. Bell (ASU), and M. Wolff (Space Science Institute)
A Estação Espacial Internacional (ISS), laboratório espacial resultante da cooperação científica internacional, em especial de Rússia e Estados Unidos, completou na segunda-feira 100 mil voltas ao redor da Terra, informou o centro de controle de missão russo.
"Hoje a ISS fez sua cem milésima órbita ao redor da Terra", disse em um comunicado o centro de controle de missão baseado em Moscou.
Viajando a uma altitude de cerca de 400 km e a um velocidade de 28.000 km por hora, a estação espacial dá uma volta na Terra a cada 90 minutos.
Sua "órbita de aniversário" durou das 7:35 à 9:10 no horário de Moscou (01:35 a 03:10 em Brasília), segundo o centro de controle.
Até agora, a ISS percorreu 4,1 bilhões de quilômetros ou "cerca de 10 viagens de ida e volta para Marte", informou a NASA no Twitter oficial da estação.
"Este é um marco significativo e é uma homenagem a esta parceria internacional constituída pela Agência Espacial Europeia, Rússia, Canadá, Japão e Estados Unidos", disse o engenheiro de voo americano Jeff Williams, falando da estação em um vídeo publicado pela Nasa.
Williams está na sua terceira missão na ISS. Também estão a bordo da estação os astronautas Timothy Kopra, da Nasa, Tim Peake, do Reino Unido, e os russos Yury Malenchenko, Alexey Ovchinin e Oleg Skripochka.
Maxim Matyushin, o chefe do controle de missão russo, também elogiou a ISS, afirmando que a estação é "um exemplo vívido da cooperação internacional real e eficaz" e que realiza "projetos verdadeiramente inovadores que são cruciais para toda a civilização".
O primeiro módulo da estação, chamado Zarya ("amanhecer", em russo) foi lançado ao espaço há mais de 17 anos, em 20 de novembro de 1998.
A primeira tripulação a habitar a estação - o astronauta americano Bill Shepherd e os cosmonautas russos Sergei Krikalev e Yuri Gidzenko - chegou em 2000 e, desde então, a ISS tem sido ocupada continuamente.
Em 2006, o astronauta Marcos Pontes tornou-se o primeiro brasileiro a tripular a ISS e passou oito dias a bordo da estação.
Inicialmente com apenas dois módulos, a ISS hoje tem 15 módulos, ocupa um espaço do tamanho de um campo de futebol, e já recebeu cerca de 100 bilhões de dólares em investimentos.
"A longa duração da ISS comprova que a humanidade tem as tecnologias necessárias para a presença constante em órbita e o potencial para ir mais além na exploração espacial", disse Matyushin.
Desde que o programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos foi concluído, a Rússia tem sido o único responsável por transportar astronautas para a ISS, a partir de sua cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.
A estação geralmente é ocupada por seis tripulantes, enquanto as cápsulas Soyuz utilizadas para levar e trazer os astronautas transportam três pessoas.
Durante sua existência, a ISS foi visitada por 226 pessoas de 15 países, segundo o controle de missão russo.
A ISS deverá operar até 2024, visto que todos o países e instituições participantes, com exceção da União Europeia, terem concordado em continuar financiando a estação pelo menos até esse ano.
A NASA anunciou esta terça-feira que 1.284 dos corpos de potencial interesse encontrados pela sonda Kepler foram validados como planetas. Nunca antes tinham sido identificados tantos novos exoplanetas de uma vez por uma agência espacial. De acordo com o estudo já publicado no Jornal de Astrofísica, nove destes planetas estão nas zonas de habitabilidade das estrelas que orbitam, significando isto que podem ter condições para ter vida.
A agência especial descobriu ainda 428 corpos que foram rotulados de “falsos positivos” porque, embora não tenha sido possível estudá-los convenientemente até à época, têm maior probabilidade de não serem planetas do que de serem. Esses corpos são chamados “impostores”. Essa informação só pode ser confirmada estudando-os durante a sua passagem entre a sonda e a estrela que orbitam, o que ainda não foi possível. Sabe-se também que os exoplanetas são comuns e que a esmagadora maioria das estrelas têm planetas a elas associados.
O anúncio oficial ao mundo foi realizado em teleconferência esta terça-feira por Paul Hert (diretor da Divisão de Astrofísica da sede da NASA em Washington), Timothy Morton (investigador associado na Universidade de Princeton em Nova Jérsia), Natalie Batalha (cientista da missão Kepler no Centro de Investigação de Ames da NASA em Moffett Field) e Charlie Sobeck (gestor das missão Kepler e K2 em Ames). Uma equipa de astrofísicos da agência espacial norte-americana respondeu às dúvidas dos internautas no Twitter, através da etiqueta #askNASA.
Há séculos que o ser humano se interroga sobre a existência de outros mundos semelhantes ao terrestre. A missão Kepler, décimo programa de exploração deste gênero da agência espacial norte-americana, tenta responder a esta (e outras) perguntas. “Kepler” é uma sonda espacial que funciona como observatório para outras regiões da Via Láctea. O objetivo da sonda, lançada para o espaço em março de 2009, é encontrar e estudar outros planetas, com o tamanho próximo ao da Terra, que não orbitem o Sol. O método é simples: a sonda Kepler deteta os milhões e milhões de estrelas da nossa galáxia que possam ter sistemas de planetas em seu redor. E vai em busca deles.
O que precisa de saber sobre a sonda Kepler
Desde que a sonda Kepler deixou a Terra para viajar pela galáxia fora já nos mostrou mundos verdadeiramente extraordinários. Graças ao projeto da NASA sabemos, por exemplo, que há três tipos de exoplanetas mais comuns no Universo próximo: são os gigantes gasosos; os planetas semelhantes à Terra, mas extremamente quentes e com órbitas muito curtas; e os gigantes de gelo. Posto isto, a missão agora é outra: encontrar mais planetas telúricos (planetas semelhantes à Terra em tamanho e solidez) nas zonas habitáveis das estrelas que orbitam, onde pode existir água líquida à superfície.
Com isto, a sonda Kepler vai dar-nos resposta a seis dúvidas: qual é a percentagem de planetas telúricos ou maiores que existem nas zonas habitáveis das estrelas? Como são as suas órbitas: curtas ou longas, próximas ou distantes, regulares ou irregulares? Quantos planetas existem a orbitar sistemas com mais do que uma estrela? Qual é o comportamento dos planetas gigantes: que massas e densidades têm, quanto tempo demoram a girar sobre eles próprios? Como são essas estrelas que os planetas orbitam? Que outras técnicas podemos usar para descobrir e explorar sistemas planetários?
Aos poucos e poucos, a NASA vai recebendo respostas. E por isso é que, em dezembro do ano passado, publicou um vídeo no YouTube onde ilustra como são as órbitas dos sistemas planetários múltiplos nos arredores do Sistema Solar. As órbitas foram colocadas em escala, mas o tamanho dos planetas não, para que vejamos com maior nitidez como, mesmo preenchido por tanto espaço vazio, o nosso universo está cheio de novidades para nos dar. Veja aqui o vídeo com a ilustração dos 1.705 planetas e 685 sistemas planetários que tinham sido encontrados até 24 de novembro de 2015.
Os últimos dias foram marcados pela passagem de Mercúrio entre o Sol e a Terra, um evento que só voltaremos a ver daqui a três anos. Na verdade, este evento tem mais ligação com a missão Kepler do que parece à primeira vista. É que é precisamente a passagem dos planetas entre a Terra e a estrela que eles orbitam que permite à sonda estudar os corpos extrassolares.
Os cientistas chamam de trânsito astronômico ao fenômeno em que um corpo celeste passa em frente de outro maior, bloqueando parte da sua visão. É por causa dos trânsitos astronômicos que existem eclipses ou vemos pequenos pontos negros no Sol quando Mercúrio ou Vénus passam entre o nosso planeta e a nossa estrela. Esse efeito é a ferramenta de busca da sonda Kepler, que funciona como um soldado de guarda no meio de uma guerra: ela procura por pequenos pontos negros que atenuem o brilho natural das estrelas e vai ao encontro deles, para confirmar se são planetas.
Se forem, o passo seguinte da sonda Kepler é descobrir as características dos corpos celestes, principalmente a duração da translação do planeta e a massa do Sol, algo que se consegue tendo em conta quanto é que o brilho da estrela diminui à passagem do planeta. Outras características, como o tamanho do planeta e a sua temperatura, obtêm-se através do perfil da órbita dos corpos celestes. Com um registo de todas estas informações (algo que tem de durar poucas horas, aproveitando o trânsito astronômico), a NASA fica mais perto de saber se o planeta pode ou não estar na zona habitável da estrela.
Este projeto da NASA foi de tal modo bem sucedido que a agência norte-americana decidiu dar continuidade através da missão K2 ou “Second Light”. Essa missão, nascida a 18 de novembro de 2013, é a que nos trouxe novidades para a Terra, as mesmas que hoje foram anunciadas, depois de quase três anos a olhar para estrelas novas, supernovas e fenômenos cósmicos impressionantes.
Ambas as missões foram batizadas em homenagem a Johannes Kepler, um astrônomo e matemático alemão que descobriu as três leis fundamentais da mecânica planetária. Em palavras simples: Kepler foi o homem, discípulo de um dos maiores astrônomos do século XVII, que explicou ao mundo como é que os planetas se movem. Os seus estudos serviram de base para Isaac Newton.
Ratos de laboratório que passaram duas semanas em órbita mostraram sinais precoces de danos no fígado ao retornar à Terra, aumentando a preocupação sobre os efeitos que as viagens espaciais de longa duração podem ter em seres humanos, afirmaram pesquisadores na quarta-feira.
Os resultados poderiam interessar à agência espacial americana, que planeja enviar pessoas para lugares no espaço profundo, como asteroides ou Marte, por volta do ano 2030 - missões que requerem estadias longas no espaço.
A Nasa já está estudando os efeitos das viagens espaciais de longa duração no corpo humano, e recentemente mandou um de seus astronautas veteranos, Scott Kelly, para uma estadia de 340 dias na Estação Espacial Internacional, uma missão que também incluiu um cosmonauta russo.
"Antes desse estudo, nós não tínhamos muita informação sobre o impacto dos voos espaciais no fígado", disse Karen Jonscher, líder da pesquisa e professora adjunta de anestesiologia na University of Colorado's Anschutz Medical Campus.
"Sabíamos que os astronautas frequentemente regressam com sintomas de diabetes, mas eles costumam desaparecer rapidamente".
Os ratos passaram 13 dias e meio a bordo do ônibus espacial Atlantis em 2011.
De volta à Terra, pesquisadores descobriram que a viagem espacial aparentemente tinha ativado certas células que podem causar cicatrizes e danos nos órgãos a longo prazo.
Especificamente, os ratos mostraram um aumento do armazenamento de gordura no fígado, assim como perda de retinol, uma forma animal de vitamina A.
Eles também apresentaram alterações na capacidade de quebrar as gorduras, e mostraram sinais de doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD), assim como "potenciais indicadores precoces do início de fibrose, o que pode ser uma das consequências mais progressivas da NAFLD", disse o estudo.
Os investigadores já sabem que o voo espacial pode causar perda de massa óssea e muscular, bem como alterações na visão e nas funções cerebrais de humanos.
Jonscher disse que os sinais de lesão hepática que eles viram nos camundongos normalmente levariam meses ou anos para se desenvolver, associados à ingestão de uma dieta pouco saudável.
"Se um rato mostra sinais de fibrose após 13,5 dias sem mudanças na dieta, o que acontece com os humanos?", perguntou.
Os resultados foram publicados no periódico científico PLOS ONE.
A NASA não respondeu imediatamente a uma solicitação para comentar o estudo.
"Se isso é ou não um problema, é uma questão em aberto", disse Jonscher.
Uma possibilidade é que o estresse do voo espacial, particularmente o sacolejo, barulho e tumulto na decolagem e ao retornar à atmosfera terrestre contribuíram para os danos hepáticos.
Estudos posteriores sobre os tecidos de ratos que estiveram na Estação Espacial Internacional por meses poderiam esclarecer se a microgravidade desempenha ou não um papel na lesão hepática.
"Precisamos observar ratos que tenham passado por viagens espaciais mais longas para saber se eles desenvolvem mecanismos compensatórios para protegê-los de danos sérios", disse Jonscher.
A Nasa divulgou, nesta terça-feira (19), uma imagem inédita de uma das crateras que compõe os misteriosos pontos brilhantes vistos na superfície do planeta-anão Ceres. As imagens, feitas pela câmera da sonda Dawn, da agência espacial americana, revelaram detalhes da cratera Haulani, que tem 34 km de diâmetro.
"A cratera Haulani apresenta perfeitamente as propriedades que esperaríamos de um impacto recente na superfície de Ceres. O chão da cratera é livre de impactos, e contrasta nas cores com as outras partes da superfície", disse o pesquisador Martin Hoffmann, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar em Göttingen, na Alemanha, que faz parte da equipe da sonda Dawn.
Pontos de luz misteriosos
A presença dos pontos luminosos no planeta-anão Ceres intrigou cientistas desde que a sonda Dawn começou a se aproximar do corpo celeste e a fazer imagens de sua superfície em março de 2015. Em dezembro, um estudo publicado na revista "Nature" finalmente revelou o que estava por trás das luzes misteriosas.
Segundo a Nasa, Ceres tem mais de 130 pontos luminosos. Análises das imagens revelaram que essas regiões são compostas muito provavelmente por um tipo de sal: sulfato de magnésio. Os pesquisadores acreditam que essas áreas ricas em sal foram formadas quando, no passado, impactos de asteroides revelaram uma mistura de gelo e sal que estava em uma camada inferior do solo. A sublimação desse gelo deixou apenas o sulfato de magnésio no local.
Uma equipe de pesquisadores da NASA e da Universidade do Sul da Califórnia irão enviar fungos ao espaço com o objetivo de desenvolver medicamentos. Os fungos, que são conhecidos para produzir moléculas chamadas metabólitos secundários, foram para a Estação Espacial Internacional a bordo do foguete SpaceX lançado no dia 8 de abril. Metabolitos secundários podem ser usados para criar medicamentos benéficos para os seres humanos, tais como o antibiótico penicilina.
O objetivo da missão está ligado a futuras missões no espaço, como as que estão sendo planejadas para Marte e que podem levar anos.
Durante a viagem, os fungos serão armazenados a uma temperatura de 4 Graus Celsius e após a chegada será armazenado a 98.6 Graus Celsius durante sete dias. Entre as drogas que foram produzidas a partir da Aspergillus Nidulans incluem os utilizados para tratar a osteoporose. Se isso também for feito no espaço, pode ser bastante benéfico para combater o problema da perda da massa óssea na qual os astronautas estão sujeitos durante longas missões.
Fonte: Adam Westlake/Slashgear e University of Southern California
Um habitat humano inflável deve seguir para a Estação Espacial Internacional nesta sexta-feira (8) para um teste de dois anos que irá verificar como os módulos leves de tecido se comparam às habitações orbitais tradicionais feitas de metal, informou a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa).
O protótipo do habitat, fabricado pela empresa Bigelow Aerospace, sediada no Estado norte-americano de Nevada, foi colocado dentro de uma cápsula que deve decolar a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9 da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, na Flórida.
O voo marca a quarta missão da empresa privada Space Exploration Technologies, do empreendedor de tecnologia Elon Musk, desde que a falha de um foguete em julho do ano passado causou a destruição de um módulo de carga a bordo de uma missão de reabastecimento que rumava para a Estação Espacial.
A nova missão também representará uma nova tentativa da empresa sediada na Califórnia de fazer com que o foguete auxiliar do estágio principal do veículo de lançamento retorne intacto para uma plataforma de pouso no oceano, onde pode ser recuperado para voos futuros.
Quatro tentativas anteriores fracassaram, embora um Falcon 9 tenha feito um pouso bem-sucedido no solo em dezembro, um marco fundamental nos esforços da SpaceX para desenvolver um foguete barato e reutilizável.
Cerca de uma semana depois de o veículo de entrega, ou Dragon, chegar à Estação Espacial, controladores de terra usarão um braço robótico para retirar o Módulo Expansível de Atividade Bigelow, de 1.400 quilos, do compartimento de carga da cápsula e atá-lo a um porto de atracação.
Aproximadamente um mês depois, astronautas a bordo do laboratório orbital localizado 400 quilômetros acima da terra irão inflar o Beam com ar pressurizado, aumentando seu volume até que ele atinja o tamanho aproximado de um pequeno quarto de dormir.
O período de teste do Beam, feito com camadas de tecido e coberto com um material flexível que lembra o Kevlar, tem como objetivo determinar quão bem ele suporta as variações de temperatura e o ambiente de alta radiação do espaço.
A Nasa tem interesse em habitats infláveis que sirvam como módulos habitáveis para tripulações durante as viagens de três anos de ida e volta para Marte.
As tempestades solares estão provocando auroras de raios-X em Júpiter, que são cerca de oito vezes mais brilhante do que o normal sobre uma grande área do planeta e centenas de vezes mais energético do que o da Terra, de acordo com um novo estudo usando dados do Obersvário NASA Chandra X- ray. É a primeira vez que as auroras de Júpiter foram estudadas em luz de raios X quando uma tempestade solar gigante chegou no planeta.
O sol constantemente envia fluxos de partículas para o espaço no vento solar. Às vezes, as tempestades gigantes, conhecidas como ejeções de massa coronal (CMEs), entram em erupção e os ventos tornam-se muito mais forte. Estes eventos comprimem a magnetosfera de Júpiter, a região do espaço controlado pelo campo magnético de Júpiter, mudando sua fronteira com o vento solar para dentro por mais de um milhão de milhas. Este novo estudo constatou que a interação no limite transformam os raios-X em aurora de Júpiter, que cobrem uma área maior do que a superfície da Terra.
Crédito da imagem: Raio-X: NASA / CXC / UCL / W.Dunn et al, Optical: NASA / STScI
Astrônomos anunciaram nesta quinta-feira (3) ter descoberto a mais distante galáxia já observada.
Posicionada a 13,4 bilhões de anos-luz de distância, a estrutura cósmica se formou quando o universo tinha apenas 400 milhões de anos de idade, passados desde o Big Bang.
A localização da galáxia, descoberta pelo Telescópio Espacial Hubble, significa que a luminosidade produzida por ela, viajando a à velocidade da luz (cerca de 1 bilhão de km/h), levaria 13,4 bilhões de anos para chegar até a Terra.
A galáxia, catalogada com a sigla GN-z11, foi avistada na direção da constelação da Ursa Maior. O Hubble a avistou dois anos atrás durante uma operação de varredura do céu, mas só agora cientistas confirmaram a descoberta, após uma análise detalhada dos dados.
Na época, astrônomos sabiam que estavam observando algo muito distante, possivelmente tão distante quanto 13,2 bilhões de anos-luz. Uma nova observação da galáxia, com um instrumento do Hubble que separa a luz em diversos comprimentos de onda revelou que a GN-z11 estava ainda mais distante que se achava, batendo um recorde por 200 milhões de anos.
Cientistas se disseram surpresos de terem conseguido determinar a distância da galáxia usando o Hubble, um telescópio operado pela Nasa. Um estudo sobre a descoberta sia na edição da semana que vem da revista "The Astrophysical Journal".
"Demos um grande passo atrás no tempo, além daquilo que jamais esperávamos poder fazer com o Hubble", afirmou o astrônomo Pascal Oesch, da Universidade Yale, em um comunicado.
A chave para a descoberta foi precisamente medir o alongamento do comprimento de onda da luz da galáxia para a região do vermelho. Essa medida diz quão rápido GN-z11 está se afastando da Terra, como medida da expansão do Universo, o que permite inferir a distância dela até nós.
Apesar de ser uma galáxia pequena para padrões atuais, GN-z11 é enorme, considerando que foi formada em uma época na qual o Universo tinha apenas 3% do tamanho que possui hoje, afirmou Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, coautor do estudo.
"Estamos vendo uma galáxia em sua infância", afirma Illingworth. "É incrível que uma galáxia tão grande tenha existido apenas 200 milhões ou 300 milhões de anos após as primeiras estrelas terem se formado."
GN-z11 possui cerca de 1 bilhão de vezes a massa do Sol. A galáxia é 25 vezes menor que a Via Láctea, apesar de estar produzindo estrelas 20 vezes mais rápido que a Via Láctea hoje.
Astrônomos afirma que esse recorde deve permanecer de pé até 2018, quando o Telescópio Espacial James Webb, sucessor do Hubble, será lançado.
A Nasa (agência espacial americana) lançará um telescópio espacial 100 vezes mais potente que o Hubble em meados da década de 2020, após o lançamento do James Webb em 2018.
Após anos de estudos preparatórios, a Nasa anunciou nesta quinta-feira em comunicado o início oficial da missão astrofísica do telescópio Wide Field Infrared Survey (WFIRST), que ajudará a revelar os segredos do universo.
A expectativa é que o WFIRST contribua para resolver os mistérios da energia e da matéria negra, a explorar a evolução do cosmos, a descobrir novos mundos além do sistema solar e a avançar na busca de mundos que poderiam ser aptos para a vida.
"Esta missão combina de maneira única a capacidade para descobrir e caracterizar planetas além de nosso próprio sistema solar com a sensibilidade e as óticas para olhar com amplitude e profundidade no universo na busca de resolver os mistérios da energia negra e da matéria negra", explicou John Grunsfeld, astronauta e administrador associado do diretório de missões científicas da Nasa.
O novo observatório analisará longas regiões do céu com raios de luz quase infravermelhas para responder às perguntas fundamentais sobre a estrutura e a evolução do universo, e expandir o conhecimento dos planetas que se encontram além do sistema solar.
Comparando os dados dos diferentes instrumentos do observatório, os cientistas poderão entender melhor a física e a origem das atmosferas e buscar sinais químicos em ambientes aptos para a vida.
O lançamento do telescópio está previsto para meados da década de 2020. O observatório começará a operar após viajar para um ponto de equilíbrio gravitacional conhecido como "Terra-Sol L2", que se encontra a mais de um milhão e meio de quilômetros da Terra em direção diretamente oposta ao Sol.