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27/05/2016

Cientistas detectam em cometa dois ingredientes-chave para a vida


Cientistas conseguiram detectar em um cometa a presença de dois ingredientes fundamentais para a vida: a glicina - um aminoácido - e o fósforo, segundo estudo de pesquisadores europeus, divulgado nesta sexta-feira (27).

O achado foi realizado no 67P/Churyumov-Gerasimenko (ou simplesmente 'Chury'), um cometa descoberto no fim dos anos 1960 por cientistas ucranianos, e que é investigado pela sonda europeia Rosetta.

Ainda que tenha sido detectada a presença de mais de 140 moléculas orgânicas diferentes no espaço, é a primeira vez que são encontrados "com total certeza" estes elementos, essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares.

Traços de glicina, necessários para formar proteínas, já haviam sido encontrados nos restos da cauda do cometa Wild 2, que a Nasa conseguiu obter em 2004.

Mas naquele momento, os cientistas não puderam descartar por completo a possibilidade de as amostras terem se contaminado de alguma maneira durante a análise feita na Terra.

O achado agora permite confirmar a existência de glicina e fósforo nos cometas. Os resultados desta investigação, obtidos graças a Rosina, espectrômetro da sonda Rosetta, foram publicados na revista americana Science Advances.

"Trata-se da primeira detecção com total certeza de glicina na atmosfera de um cometa", assinalou Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna (Suíça), chefe do projeto Rosina e autora do trabalho.

Reservatórios
É muito difícil detectar a glicina, pois ela passa do estado sólido ao gasoso abaixo dos 150 graus Celsius, o que significa que este aminoácido se decompõe na forma gasosa na fria superfície do cometa.

Diferentemente de outros aminoácidos, a glicina é a única que pode se formar sem a necessidade da presença de água em estado líquido, assinalaram os cientistas.

A origem do fósforo detectado na fina atmosfera do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko não foi determinada, acrescentou a investigação.

"Demonstrar que os cometas são reservatórios de materiais primitivos do sistema solar e que eles podem transportar esses ingredientes-chave para a vida na Terra é um dos principais objetivos da Rosetta", assinalou o cientista encarregado desta missão da Agência Espacial Europeia, Matt Taylor.

Fonte: AFP
Foto: ESA/Rosetta/MPS

09/01/2016

Cometa Catalina poderá ser visto a olho nu neste fim de semana

Divulgação NASA

Ponto mais próximo da terra irá ocorrer no dia 17, mas astro já poderá ser observado a partir de sábado (9), segundo cientistas.

O cometa Catalina poderá ser observado da Terra sem a ajuda de equipamentos científicos já nos próximos dias. Essa será a última chance de ver o astro, já que após cruzar com a Terra ele abandonará o Sistema Solar e passará o resto de seus dias viajando pelo espaço.

O Catalina foi descoberto em 2013 e alcançou o ponto mais próximo do Sol no dia 15 de novembro, a 123 milhões de quilômetros de distância. Os cientistas estimam que o dia de maior proximidade do cometa com a Terra será em 17 de janeiro, quando o Catalina estará a 108 milhões de quilômetros de nós.

Apesar disso, o cometa já poderá ser visto nos próximos dias 9, 10 e 11, de acordo com os cientistas, conforme noticiou o jornal peruano "RPP". De acordo com a reportagem, o observador poderá se certificar se realmente está vendo o astro por meio da coloração: O Catalina possui o núcleo esverdeado, portanto deve aparecer em tons de verde para nós.

Publicado em IG