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10/08/2016

Dieta da população brasileira está cada vez mais padronizada


Elton Alisson | Agência FAPESP – O padrão alimentar de populações situadas em locais isolados na Amazônia, no Nordeste e no Centro-Oeste do Brasil e de comunidades de pescadores no litoral norte de São Paulo está cada vez mais semelhante ao de moradores de regiões urbanas do país.
A dieta de comunidades ribeirinhas na Amazônia brasileira, que antes era composta principalmente por alimentos produzidos localmente, como peixe com farinha de mandioca, por exemplo, passou a ser integrada por alimentos industrializados, como enlatados e frangos congelados produzidos nas regiões Sul e Sudeste do país.
As constatações foram feitas por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com colegas das Universidades de Brasília (UnB), Federal do Acre (UFAC) e do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio de uma série de estudos realizados nos últimos anos com apoio da FAPESP.
Alguns dos resultados dos estudos foram publicados nas revistas Ecology of Food and Nutrition e Environment, Development and Sustainability. E foram apresentados durante a “School of Advanced Science on Nitrogen Cycling, Environmental Sustainability and Climate Change”, que ocorre até 10 de agosto em São Pedro, no interior de São Paulo.
Realizado pelo Cena-USP e o Inter-American Institute for Global Change Research (IAI), o evento, financiado pela FAPESP, por meio do programa Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), reúne 100 estudantes de graduação e pós-graduação, sendo 50 do Brasil e 50 do exterior, para discutir sobre a distribuição desigual de nitrogênio no mundo e seu impacto na sustentabilidade ambiental em um cenário de mudanças climáticas globais.
“De uma forma geral, os dados obtidos indicam uma homogeneização do padrão alimentar no Brasil”, disse Gabriela Bielefeld Nardoto, professora da UnB e uma das autoras dos estudos, à Agência FAPESP.
“Apesar do isolamento, as populações rurais de diferentes regiões do Brasil têm aderido cada vez mais à ‘dieta de supermercado’, composta por alimentos processados e ultraprocessados”, afirmou.
Leia mais em Agência FAPESP.

06/08/2016

Inca lança site sobre alimentação, nutrição e prevenção ao câncer



O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) lançou recentemente uma página voltada para alimentação e nutrição na prevenção de câncer.

Sobre o assunto, o Revista Brasil entrevistou o responsável pela Unidade Técnica de Alimentação, Nutrição e Câncer do Inca, Maria Eduarda Melo. Ela fala sobre a página e explica que possui dicas práticas e uma linguagem acessível para aumentar e qualificar o acesso da população à informação.

Ela alerta ainda para a importância de uma alimentação saudável na prevenção da doença. “Hoje, a alimentação e a nutrição inadequada são consideradas a segunda causa de câncer que podia ser prevenida. É importante que a população saiba que o seu hábito alimentar pode aumentar as chances de desenvolver alguns tipo de câncer, como também prevenir “, explica. 

Para mais informações sobre o site, clique aqui

Via: EBC

31/05/2016

Novas tecnologias podem reduzir desnutrição e oferecer maior segurança alimentar


Reduzir a desnutrição, oferecendo maior segurança alimentar a partir da elevação de teores de ferro, zinco e vitamina A de certos alimentos, que integram a dieta da população mais carente. Para alcançar este objetivo, pesquisadores do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), selecionaram materiais de embalagens economicamente viáveis que, ao mesmo tempo, são capazes de preservar os carotenoides de alimentos processados, produzidos a partir da batata doce e da mandioca.

Após a fase de pesquisas, os cientistas do Instituto – vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) – começaram a criar embalagens para produtos desenvolvidos pelo projeto BioFORT, responsável pela biofortificação de alimentos no País, sob a coordenação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Um dos propósitos deste estudo foi comparar o efeito do tipo de embalagem e do sistema de acondicionamento do alimento, na preservação de carotenoides de farinha de batata doce e mandioca biofortificadas. Segundo o Ital, a farinha de batata doce, por exemplo, produzida a partir de raízes com elevado teor de β-caroteno, é fonte de pró-vitamina A, que traz vários benefícios para a saúde humana.

Ainda conforme o Instituto, por meio de pesquisas e cruzamentos de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas, esta rede de pesquisadores brasileiros e outras do exterior também estão investindo em pesquisas para obter alimentos básicos mais nutritivos, tais como abóbora, arroz, batata doce, feijão, feijão caupi, mandioca, milho e trigo.

Produtos embalados

Segundo o documento “Estabilidade de farinha de batata doce biofortificada”, publicado pelos pesquisadores Rosa Maria Vercelino Alves (Ital), Danielle Ito (Ital), José Luiz Viana de Carvalho (Embrapa Agroindústria de Alimentos – RJ) e Werito Fernandes de Melo (Embrapa Hortaliças – DF), “as informações sobre as perdas de carotenoides em produtos embalados durante a estocagem (de batata de doce) são escassas e, às vezes, conflitantes, embora basicamente influam os seguintes aspectos: o tempo e a temperatura de estocagem; a transmissão de luz; a permeabilidade ao oxigênio; e o teor de oxigênio do espaço livre da embalagem, o qual pode ser minimizado pelo acondicionamento a vácuo ou com atmosferas inertes”.
A partir desta avaliação, será possível definir o tipo de embalagem e o sistema de acondicionamento mais adequados, sob o ponto de vista de preservação das vitaminas da farinha de batata doce, desde que economicamente viável. A escolha dos tipos de embalagens que poderiam ser analisadas para o acondicionamento da farinha baseou-se nas embalagens em uso no mercado para produtos similares. 

Fome oculta

Produtos biofortificados vêm sendo desenvolvidos no País e em nações da América Central, África e Ásia para combater a chamada “fome oculta”, que se caracteriza pela carência de micronutrientes (vitamina A, ferro e zinco), essenciais para a saúde do corpo humano.

Segundo os pesquisadores do Ital e da Embrapa, embora a população carente, principalmente de zonas rurais, consuma alimentos à base de milho, mandioca e batata-doce, “se esses produtos não forem biofortificados, não haverá ingestão suficiente de micronutrientes essenciais; haverá carência de micronutrientes se também não forem ingeridos em quantidades suficientes alimentos mais nutritivos, como vegetais, frutas, carnes e produtos lácteos”.

Projeto biofort

A Rede BioFORT é o conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. Coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), seu trabalho tem como objetivo reduzir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar à mesa do brasileiro.

Em território nacional, a biofortificação envolve o melhoramento genético convencional, ou seja, por meio de seleção e cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas, excluindo as ações transgênicas.

De acordo com a Rede BioFORT, no campo, as cultivares são selecionadas e as mais promissoras seguem para a etapa de melhoramento. Nesta fase, a proposta é obter cultivares mais nutritivas, que tenham boas qualidades agronômicas (produtividade, resistência à seca, pragas e doenças), além de boa aceitação de mercado.

Imagem: Freepik

19/04/2016

Dispositivo ajuda a descobrir se a carne ainda está adequada para consumo


Pessoas acostumadas a preparar os alimentos já devem estar familiarizadas com a situação de ficar em dúvida se determinada carne está ou não ultrapassando sua validade. Um gadget pode ser útil na cozinha com a sua capacidade de detectar se a carne refrigerada ainda está fresca o suficiente para consumo.
Depois de certo tempo na geladeira, não há alimento que resista ao tempo, mas nem sempre o nosso olfato é apurado o suficiente para detectar. Por isso, o FoodSniffer foi criado para detectar a temperatura e a umidade do peixe cru, bife e carne de aves, através de seus sensores de “eNose”. Esses “narizes” avançados sentem quaisquer gases fétidos desprendidos quando a comida já não está mais adequada para a refeição.
Augustas Alesiunas, criador e CEO da FoodSniffer, disse que teve “muitos casos de intoxicação alimentar no passado”. Ele é apenas mais um dos 1 em cada 6 americanos que sofrem intoxicação alimentar a cada ano. Estima-se que 3.000 pessoas morrem de doenças transmitidas por alimentos. Muitas vezes a comida parece ou cheira bem, mas já começou a perder a validade e pode conter bactérias que causam doenças.
O funcionamento é simples. O usuário aponta o dispositivo em direção à carne questionável, abrindo o aplicativo do widget em seu smartphone, e ele exibe os resultados do teste bio-orgânico. Os resultados vão dizer se a carne está fresca suficiente para que possa até mesmo ser comida crua – importante para fãs de sushi – ou se já iniciou o processo de deterioração, mas ainda é segura comer se for bem cozida. O último nível que o usuário pode obter na leitura é o vermelho – a carne é perigosa e não deve ser comida de modo algum.
O dispositivo custará US$ 130 e deverá chegar ao mercado em maio de 2016.
Fonte: Agrosoft/Tudo Celular
Foto: Divulgação

05/04/2016

Cientistas criam sensor que detecta alimentos estragados


Um grupo de cientistas japoneses criou dispositivo que pode ser colocado em película aderente, capaz de detectar o estado de conservação da carne ou do peixe, informou hoje (5) o jornal Nikkei.

Trata-se de "material inteligente", com 1 centímetro de comprimento, que reage ao ser colocado sobre os alimentos e cuja utilização poderá evitar casos de intoxicação alimentar, de acordo com o grupo de pesquisadores da Universidade de Yamagata, no Norte do Japão.

O sensor é capaz de detectar a histamina, uma substância gerada quando as bactérias começam a decompor os aminoácidos dos alimentos e que é responsável por sintomas de intoxicação alimentar, mesmo em pequenas quantidades.

O aparelho integra um microcircuito impresso em material semicondutor, em película aderente e, no futuro, poderá ser instalado em embalagens de modo a fornecer informação automática sobre o estado de conservação dos alimentos.

Atualmente, outros sensores com a mesma finalidade estão sendo desenvolvidos, mas maiores, disseram os cientistas japoneses.

A partir dessa experiência, os pesquisadores esperam desenvolver um dispositivo para comercialização no prazo de três anos, acrescentou o diário.

A equipe da Universidade de Yamagata, dirigida pelo cientista Shizuo Tokito, desenvolve ainda um sistema para ligar essa tecnologia a celulares, de modo que os consumidores possam receber informação a distância sobre o estado dos alimentos.

Fonte: Agência Brasil
Imagem: Freepik