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16/05/2016

Bactérias no oceano ajudam na regulação do clima, indica estudo


Cientistas britânicos encontraram no oceano um grupo de bactérias que parece desempenhar um papel relevante na regulação do clima da Terra, divulgou nesta segunda-feira (16) a revista "Nature Microbiology".
O estudo descobriu que o grupo das Pelagibacterales, que engloba os organismos mais abundantes do planeta, tem função destacada na hora de estabilizar a atmosfera.
Ben Temperton, professor do departamento de Biociência da Universidade de Exeter (Inglaterra), foi um dos integrantes da equipe de pesquisadores que pela primeira vez identificou o grupo das Pelagibacterales como origem provável da produção do composto químico de sulfato de dimetilo (DMS).
O DMS estimula a formação das nuvens e é uma substância fundamental na chamada "hipótese CLAW", segundo a qual alguns organismos do fitoplâncton contribuem para a produção da substância.
Através de vários processos químicos, o DMS aumenta a produção de algumas partículas esféricas de água, formadas pela condensação de vapor, que por sua vez reduzem a quantidade da luz do sol que se projeta sobre a superfície oceânica.
As últimas descobertas revelam a importância das Pelagibacterales nesse processo e abre um novo caminho para pesquisas.
"Esse trabalho mostra que as Pelagibacterales constituem uma função importante na estabilidade climática. Se vamos aprimorar os modelos de como o DMS impacta no clima, temos que considerar esses organismos como um contribuinte principal", disse Temperton.
Fonte: EFE
Imagem: Freepik

22/02/2016

As estrelas-do-mar estão se desintegrando com o aquecimento

Um grupo de pesquisadores universitários culpa o aquecimento global pela desintegração de populações inteiras de estrelas-do-mar e de lagostas no oceano Pacífico e no Atlântico.

Em uma série de artigos publicados em edição especial do periódico científico Proceedings of the Royal Society B, os cientistas dizem que o aumento da temperatura das águas do mar está levando várias espécies de estrelas-do-mar a sucumbir a uma doença que eles acreditam que seja fatal.
Segundo eles, a doença debilitante faz com que os corpos das criaturas marinhas ''se liquefaçam lentamente" e já infectou mais de 20 espécies, devastando até mesmo populações inteiras desde 2013.

Uma delas, a grande estrela-do-mar-girassol, desapareceu do noroeste do Pacífico, enquanto outra espécie, a estrela-do-mar ocre, parece seguir o mesmo fim trágico.

Morgan E. Eisenlord, biólogo evolutivo na Universidade de Cornell, conduziu um estudo sobre o problema em 16 áreas da costa do estado de Washington, além de testes em laboratório, que comprovaram a relação entre o aquecimento das águas e o aumento de doenças que afligem as criaturas do mar.

Outro estudo publicado no mesmo periódico científico sugere que as lagostas também são vulneráveis à sina semelhante, que afeta suas conchas e faz suas armaduras se deteriorarem. A diferença é que, nelas, a doença é causada por uma bactéria que se reproduz a uma taxa muito mais rápida em águas mais quentes.

A síndrome foi observada pela primeira vez na década de 1990 ao largo da costa da Nova Inglaterra, e se espalhou substancialmente nos últimos anos, coincidindo com picos de temperaturas no oceano.

Os cientistas dizem que não há cura para essas doenças, mas os trabalhos futuros deverão investigar se os sobreviventes podem ter alguma resistência natural à doença que possa ser explorada.

Vários estudos climáticos têm demonstrado que os oceanos estão se aquecendo. Para agravar, 30 por cento das emissões de carbono liberadas na atmosfera são absorvidas pelo mar, que funciona como uma grande sumidouro. Este processo leva à acidificação das águas, um problema crescente que ameaça a sobrevivência de recifes de corais, animais com conchas e outros organismos marinhos. 

Fonte: Vanessa Barbosa/Exame
Imagem Freepik