Mostrando postagens com marcador poluição do mar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poluição do mar. Mostrar todas as postagens

14/04/2016

Estudo aponta que plástico é principal depredador dos oceanos




O plástico, em forma de garrafas, sacos ou tampas, é o principal depredador dos oceanos, denunciou nesta terça-feira a ONG Surfrider após um estudo de contaminação em cinco pontos da costa francesa e espanhola.
Com a ajuda de centenas de voluntários, a ONG realizou em 2015 em várias zonas da Grã-Bretanha e do País Basco um estudo dos resíduos que contaminam as praias, a costa e os fundos marinhos, no âmbito de um projeto de alcance europeu.
"Todos os dias oito milhões de toneladas de resíduos acabam no oceano. E 80% da poluição de nossos mares é de origem terrestre e consequência da atividade humana, com repercussões terríveis na biodiversidade e no conjunto de nosso meio ambiente", afirma o presidente da Surfrider Foundation Europe, Gilles Asenjo, em um comunicado.
Segundo a ONG, o plástico constitui "mais de 80%" dos resíduos nos cinco lugares do estudo. É o caso da praia de Burumendi, em Mutriku (Espanha), onde 96,6% dos 5.866 resíduos recolhidos são de plástico ou de poliestireno.
Na praia de La Barre, em Anglet (França), a proporção é de 94,5% de um total de 10.884 resíduos.
O plástico e o poliestireno também estão presentes em abundância na praia de Porsmilin da localidade francesa de Locmaria-Plouzané (83,3%, 2.945 resíduos).
A proporção é muito menor na praia de Murguita de San Sebastián (Espanha), onde há 61% de plástico e de poliestireno, mas também 18% de vidro.
E na praia de Inpernupe, em Zumaia (Espanha), cerca de metade dos resíduos são vidro (47,9%) e 29,1% são plástico e poliestireno.
Além de plástico, os voluntários também encontraram nos cinco locais do estudo cordas e redes de pesca, guimbas de cigarro, recipientes de comida, tampas, garrafas de vidro e de plástico, sacos e fraldas. Em cada lugar, a Surfrider estabeleceu uma lista dos dez principais resíduos.

Fonte: AFP
Foto: Erik De Castro/Reuters

29/03/2016

Dá para saber se haverá mais peixes ou plástico nos oceanos em 2050?


Chamado The New Plastics Economy ("A Nova Economia do Plástico", em tradução livre), o relatório estimou que, no ritmo atual, os mares terão, em termos de peso, mais plástico do que peixes na metade deste século.
O relatório ganhou as manchetes de vários jornais, mas acabou sendo questionado e levantando a questão: como medir a quantidade de plástico e como contar os peixes?
O problema é que o próprio relatório reconhece que é difícil fazer uma medição precisa nos dois casos.
No caso dos plásticos, o estudo faz referência a um levantamento publicado em 2015 por Jenna Jambeck, professora da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Ela tentou fazer um censo global da poluição por plásticos e estimar o quanto disso vai parar nos oceanos.
O estudo de Jambeck analisa estimativas do total de lixo em todos os países que não são totalmente cercados por terra e, a partir disso, estima o quanto deste lixo pode ser plástico, o quanto é reciclado e assim por diante.
Mas para estimar o quanto deste plástico vai parar no mar, o estudo levou em conta apenas uma área - a Baía de San Francisco (EUA).
"Isso não representa o resto do planeta, então você pode ver o potencial para grandes divergências neste cálculo", criticou o professor Callum Roberts, da Universidade de York, na Grã-Bretanha.
O que a Fundação Ellen MacArthur fez foi pegar a pesquisa de Jambeck, que faz previsões apenas até 2025, e projetar essas estimativas até 2050.
Fonte: BBC
Imagem: Freepik

28/01/2016

Oceanos terão mais plástico do que peixes em 2050, diz estudo


O uso maciço de plásticos é tamanho que os oceanos abrigarão mais detritos plásticos do que peixes em 2050 - informou nesta terça-feira (19) o Fórum Econômico Mundial de Davos.

"O sistema atual de produção, utilização e descarte de plásticos tem efeitos negativos importantes: de 80 a 120 bilhões de dólares de embalagens plásticas são perdidos anualmente. E além do custo financeiro, sem nada em troca, os oceanos terão mais plástico do que peixes (em peso) até 2050", informa um comunicado

O fórum de Davos, cujas reuniões de trabalho começam na quarta-feira, divulgou os dados de um estudo realizado com a fundação da navegadora Ellen MacArthur e a consultoria McKinsey.
Segundo o documento, a proporção de toneladas de plástico por toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014, será de uma para três em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050.

Mudanças nas embalagens
O fórum estima necessária "uma refundação total das embalagens e dos plásticos em geral" e a busca por alternativas ao petróleo como material de base para sua produção - pois, caso nada mude, o plástico representará 20% da produção petroleira em 2050.

Por causa dos sacos de plástico de uso único, "95% do valor das embalagens de plástico, estimado entre 80 e 120 bilhões por ano, se perde", lamenta o WEF, pedindo o estabelecimento de canais de reciclagem verdadeiros e reutilização.

"Os modelos de produção e consumo lineares são cada vez mais questionados (...) e isso é especialmente verdadeiro para os setores onde existem grandes volumes de baixo valor como as embalagens de plástico", apontou em declaração a navegadora Ellen MacArthur, também solicitando a criação de uma economia circular, reutilizando os materiais.

Vários países estão tentando limitar o uso de sacos plásticos. Na França, por exemplo, os sacos de plástico de uso único devem ser proibidos em março.
No Reino Unido, a legislação impõe que os consumidores paguem pelos sacos plásticos, a fim de tentar reduzir sua utilização.

Fonte: G1
Img: Freepik