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22/06/2016

Santiago tem pré-emergência por poluição; governo culpa churrascos


A capital chilena Santiago e cidados ao sul do país alcançaram no final de semana e nesta níveis críticos de contaminação atmosférica que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, aumentam a cerca de 4 mil as mortes prematuras ao ano.

As autoridades responsabilizaram o aumento de material contaminante à fumaça gerada pelos churrascos feitos pelos chilenos para comemorar a vitória da seleção de futebol sobre a equipe do México, por 7 a 0, pela Copa América Centenário na partida do último sábado disputada nos Estados Unidos.

O ministro do Meio Ambiente, Pablo Badenier, disse em entrevista à radio Cooperativa: "As estações (de monitoramento) tiveram um pico muito alto entra as dez da noite e as três da manhã, e esses picos tão altos de concentrações observadas em um sábado à noite muito provavelmente não vêm de fontes fixas nem de fontes móveis, mas se deve a uma emissão particular. Nós acreditamos que, eventualmente, os churrascos, a calefação a lenha geraram esse pico".

O sub-secretário do Meio Ambiente, Marcelo Mena, associou as emergências e pré-emergências por poluição dos últimos três anos com outras partidas de futebol.

Nesta segunda-feira, as autoridades decretaram a quarta pré-emergência consecutiva na grande Santiago, o que obrigada a limitação da circulação de 20% dos carros e a paralisação de 450 indústrias. A cidade de Coyhaique, a 1.700 km ao sul da capital, já está em emergência.

A pré-emergência é o segundo nível em intensidade de poluição, e é decretada quando os níveis se situam entre 300 e 499 microgramas de partículas nocivas por metro cúbico.

A partir de 500 microgramas é decretada a emergência, que implica em medidas restritivas mais severas, como proibir a circulação de uma porcentagem maior dos veículos.

No inverno, a poluição se intensifica em Santiago pelo 'engavetamento' geográfico, visto que a cidade é um vale rodeado por colinas e pela Cordilheira dos Andes, colocando a capital, de sete milhões de habitantes, como uma das mais poluídas da América Latina.

Fonte: G1
Foto: AP Photo/Esteban Felix

10/06/2016

Cientistas descobrem método promissor para armazenar CO2



Pela primeira vez, cientistas conseguiram injetar com sucesso dióxido de carbono (CO2) no solo de basalto vulcânico e solidificá-lo, oferecendo uma solução promissora para o armazenamento deste gás de efeito estufa vinculado ao aquecimento global, segundo um estudo publicado na quinta-feira (9) na revista americana Science.

Os cientistas conseguiram bombear emissões de carbono para dentro da terra e transformar o gás em sólido para armazenamento em alguns meses - radicalmente mais rápido do que as previsões anteriores, que sugeriram que o processo poderia demorar centenas ou inclusive milhares de anos para ser concluído.

O estudo é parte do projeto-piloto Carbfix lançado em 2012 na usina geotérmica de Hellisheidi, na Islândia.

Cientistas e engenheiros experimentaram combinar o CO2 e outros gases com água e canalizar a mistura para o subsolo.

O objetivo era desenvolver um método seguro para armazenar CO2, evitando que o gás escapasse para a atmosfera e contribuísse para o aquecimento global.

A usina de Hellisheidi, a maior instalação geotérmica do mundo, que fornece energia para a capital, Reykjavik, bombeia água vulcânica aquecida com energia geotérmica subterrânea para fazer as turbinas funcionarem.

O processo produz 40.000 toneladas de CO2 por ano. Embora corresponda a apenas 5% das emissões de uma usina a carvão do mesmo tamanho, a quantidade é significativa.

Por anos, pesquisadores sugeriram métodos de captura e armazenamento de gás carbônico como esse, mas houve dificuldades para desenvolver a tecnologia necessária.

Na natureza, o basalto em contato com o CO2 e a água produz uma reação química que resulta em um mineral calcário branco. Os cientistas não sabiam, no entanto, quanto tempo esta reação levaria. Estudos anteriores estimaram que a solidificação poderia demorar milênios.

O aproveitamento do basalto subterrâneo de Hellisheidi se revelou ótimo, com 95% do CO2 injetado solidificado em menos de dois anos.

"Isso significa que podemos bombear para o subsolo grandes quantidades de CO2 e armazená-lo de uma maneira muito segura em um curto período de tempo", disse o coautor do estudo Martin Stute, hidrologista no Observatório da Terra da Universidade de Columbia.

"No futuro, poderíamos pensar em usar isso para usinas nucleares em lugares onde há muito basalto - e há muitos lugares assim".

O basalto compõe a maior parte do relevo oceânico do mundo e cerca de 10% das rochas continentais, segundo os pesquisadores do estudo.

Um relatório de 2014 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas alertou que se não dominássemos a tecnologia de captura e armazenamento de gás carbônico, poderia ser impossível limitar adequadamente o aquecimento global.

A maioria dos experimentos anteriores não foram bem sucedidos porque injetaram CO2 puro em arenito (rocha sedimentar) ou aquíferos salinos, em vez de misturar o gás com água e armazená-lo no basalto.

O basalto, uma rocha porosa, é rico em cálcio, ferro e magnésio, minerais que são necessários para solidificar o carbono para o armazenamento, de acordo com os pesquisadores.


Fonte: AFP

23/04/2016

Acordo do clima é assinado por 175 países, recorde da ONU


Nesta sexta-feira (22), na sede das Nações Unidas, em Nova York, 175 países assinaram o Acordo de Paris contra a mudança climática. Jamais tantos países tinham assinado uma convenção internacional deste tipo no primeiro dia em que o texto foi aberto para que as nações começassem a aderir.

Para que o acordo entre em vigor, é preciso agora que pelo menos 55 países, que somem no total 55% das emissões globais, completem o processo de ratificação. Entre eles, 15, em sua maioria pequenos países insulares, já o fizeram nesta sexta, e espera-se que ao longo deste ano muitas outras nações sigam o caminho. Na maioria dos casos, os países precisam que o texto seja aprovado por seus parlamentos.

Os dois maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, se comprometeram a cumprir esses processos neste ano e, no caso dos chineses, antes da cúpula do G-20 prevista para setembro.

A França, que liderou as negociações deste primeiro acordo global contra a mudança climática, espera que seu parlamento autorize a ratificação ainda neste ano, segundo o presidente François Hollande.
O chefe de Estado francês, que foi hoje o primeiro a assinar o documento, cobrou que os demais países da União Europeia (UE) deem o "exemplo" e cumpram as ratificações ao longo de 2016.

Os discursos dos líderes mundiais ressaltaram o sentimento de urgência de ação contra o aquecimento global. "Estamos em uma corrida contra o relógio", advertiu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que reiterou que o "futuro" do mundo depende dos progressos rumo a uma economia baixa em emissões. "Estamos batendo recordes nesta reunião, e é uma boa notícia. Mas os recordes também estão sendo batidos fora", disse Ban ao se referir sobre as temperaturas globais e o degelo.

Já o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, selou o pacto em nome de seu país acompanhado de sua neta de 2 anos. As Nações Unidas também destacaram a importância do momento para o futuro do mundo e decidiu que, ao invés de um alto dirigente da organização, as primeiras palavras da sessão de assinatura fossem da jovem tanzaniana Gertrude Clément, que com apenas 16 anos se destacou por seu ativismo sobre o clima.

Os mais de 60 líderes e centenas de representantes nacionais reunidos no salão da Assembleia Geral ouviram também um forte discurso do ator Leonardo DiCaprio, que apoia a ONU como Mensageiro contra a mudança climática.

"O mundo está olhando. Os senhores serão aclamados ou vilipendiados pelas gerações futuras", alertou DiCaprio aos líderes mundiais, ressaltando que "o planeta não será salvo se não deixarmos os combustíveis fósseis debaixo da terra, onde pertencem".

O acordo é o primeiro pacto universal de luta contra a mudança climática de cumprimento obrigatório e determina que seus 195 países signatários ajam para que a temperatura média do planeta sofra uma elevação "muito abaixo de 2°C", mas "reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C".

Processo de adesão
A adoção do texto de Paris, que colocou fim a anos de complexas e trabalhosas negociações, "não quer dizer que as partes aderem automaticamente ao acordo", lembra Eliza Northrop, do World Resources Institute.

São necessárias duas etapas: a assinatura (aberta desta sexta-feira até abril de 2017) e a ratificação em função das regras nacionais (votação pelo parlamento, decreto, etc). Formalmente, para entrar em vigor, o acordo de Paris precisa ser ratificado por 55 países que representem 55% das emissões mundiais de gases de efeito estufa.

Alguns países indicaram que depositarão os instrumentos de ratificação imediatamente depois da assinatura da convenção, no próprio dia 22 de abril, enquanto em muitas nações se requer a aprovação parlamentar.

"Uma entrada em vigor rápida", talvez em 2017 ou 2018, "permitiria enviar uma mensagem política", afirma Laurence Tubiana, negociadora francesa.

"Para aplicá-lo, os Estados devem agora organizar sua transição energética, que passa por uma reorientação dos investimentos", resume Celia Gautier, da ONG Réseau Action Climat (ONG).


Fonte: G1
Foto: Jewel Samad/AFP

14/04/2016

Estudo aponta que plástico é principal depredador dos oceanos




O plástico, em forma de garrafas, sacos ou tampas, é o principal depredador dos oceanos, denunciou nesta terça-feira a ONG Surfrider após um estudo de contaminação em cinco pontos da costa francesa e espanhola.
Com a ajuda de centenas de voluntários, a ONG realizou em 2015 em várias zonas da Grã-Bretanha e do País Basco um estudo dos resíduos que contaminam as praias, a costa e os fundos marinhos, no âmbito de um projeto de alcance europeu.
"Todos os dias oito milhões de toneladas de resíduos acabam no oceano. E 80% da poluição de nossos mares é de origem terrestre e consequência da atividade humana, com repercussões terríveis na biodiversidade e no conjunto de nosso meio ambiente", afirma o presidente da Surfrider Foundation Europe, Gilles Asenjo, em um comunicado.
Segundo a ONG, o plástico constitui "mais de 80%" dos resíduos nos cinco lugares do estudo. É o caso da praia de Burumendi, em Mutriku (Espanha), onde 96,6% dos 5.866 resíduos recolhidos são de plástico ou de poliestireno.
Na praia de La Barre, em Anglet (França), a proporção é de 94,5% de um total de 10.884 resíduos.
O plástico e o poliestireno também estão presentes em abundância na praia de Porsmilin da localidade francesa de Locmaria-Plouzané (83,3%, 2.945 resíduos).
A proporção é muito menor na praia de Murguita de San Sebastián (Espanha), onde há 61% de plástico e de poliestireno, mas também 18% de vidro.
E na praia de Inpernupe, em Zumaia (Espanha), cerca de metade dos resíduos são vidro (47,9%) e 29,1% são plástico e poliestireno.
Além de plástico, os voluntários também encontraram nos cinco locais do estudo cordas e redes de pesca, guimbas de cigarro, recipientes de comida, tampas, garrafas de vidro e de plástico, sacos e fraldas. Em cada lugar, a Surfrider estabeleceu uma lista dos dez principais resíduos.

Fonte: AFP
Foto: Erik De Castro/Reuters

31/03/2016

Inventor da Indonésia transforma resíduos plásticos em combustível.



Através da reciclagem, um cidadão da Indonésia virou assunto após transformar plástico em combustível para sua Scooter.

No aterro, nos arredores de Jacarta, mais de 6000 toneladas de lixo são despejados diariamente.
As montas de lixo apresentam riscos ambientais e de saúde. Hamidi, um inventor e empresário local está transformando resíduos plásticos em combustível.

"Eu inverto o processo do plástico até a sua origem, transformando-o em energia através do petróleo bruto". Hamidi diz que pode reciclar até 25kgs de plástico por dia.


Vídeo

"No começo eu só queria iniciar um negócio através da produção de combustível com uma matéria-prima fácil de conseguir, mas durante todo o processo, aprendi sobre o crescente problema do lixo no meio ambiente. Então decidi trabalhar para ajudar a resolver o problema. Uma vez que todos os meus experimentos foram bem sucedidos. decidi procurar ajuda com financiamento do governo".

Fonte: Scientific American
Foto: Tempo
Vídeo: InfoNews

29/03/2016

Dá para saber se haverá mais peixes ou plástico nos oceanos em 2050?


Chamado The New Plastics Economy ("A Nova Economia do Plástico", em tradução livre), o relatório estimou que, no ritmo atual, os mares terão, em termos de peso, mais plástico do que peixes na metade deste século.
O relatório ganhou as manchetes de vários jornais, mas acabou sendo questionado e levantando a questão: como medir a quantidade de plástico e como contar os peixes?
O problema é que o próprio relatório reconhece que é difícil fazer uma medição precisa nos dois casos.
No caso dos plásticos, o estudo faz referência a um levantamento publicado em 2015 por Jenna Jambeck, professora da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Ela tentou fazer um censo global da poluição por plásticos e estimar o quanto disso vai parar nos oceanos.
O estudo de Jambeck analisa estimativas do total de lixo em todos os países que não são totalmente cercados por terra e, a partir disso, estima o quanto deste lixo pode ser plástico, o quanto é reciclado e assim por diante.
Mas para estimar o quanto deste plástico vai parar no mar, o estudo levou em conta apenas uma área - a Baía de San Francisco (EUA).
"Isso não representa o resto do planeta, então você pode ver o potencial para grandes divergências neste cálculo", criticou o professor Callum Roberts, da Universidade de York, na Grã-Bretanha.
O que a Fundação Ellen MacArthur fez foi pegar a pesquisa de Jambeck, que faz previsões apenas até 2025, e projetar essas estimativas até 2050.
Fonte: BBC
Imagem: Freepik

16/03/2016

Ambiente insalubre está por trás de 23% das mortes no mundo, diz OMS




Quase um quarto das mortes registradas no mundo têm causas relacionadas a fatores ambientais como poluição do ar, água e solo, exposição a químicos, mudanças climáticas e radiação ultravioleta segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um relatório da OMS, publicado nesta terça-feira (15), estima que em 2012 12,6 milhões de mortes se deveram a esses fatores de risco, que provocam uma centena de doenças ou traumas nos humanos.
A OMS, que havia elaborado um primeiro quadro do impacto ambiental em sentido amplo em 2002, estabelece uma lista das dez primeiras patologias vinculadas ao ambiente.
Poluição
A organização afirma que 8,2 milhões de mortes por doenças não-transmissíveis podem ser atribuídas à poluição do ar.
Tratam-se, sobretudo, dos acidentes vasculares cerebrais (AVC), doenças cardíacas, câncer e doenças respiratórias.
Acidentes
Os traumas não-intencionais, como os acidentes de trânsito, também são classificados pela OMS entre as patologias relacionadas ao meio ambiente e representam 1,7 milhão de mortes em 2012.
A OMS considera que os acidentes de circulação também estão relacionados ao meio ambiente porque com frequência são causados pelo mau estado das estradas.
Falta de saneamento
A OMS também acredita que a diarreia, que ocupa o sexto lugar no grupo das dez doenças listadas pela OMS, é provocada com frequência por uma rede sanitária fraca, provocando 846 mil mortes anuais.

Os "traumatismos voluntários", que incluem os suicídios, são a décima causa das mortes relacionadas ao meio ambiente. Para a OMS, certos suicídios são provocados por um acesso a produtos tóxicos, como os pesticidas, e portanto relacionados ao ambiente.
Para a organização internacional, "uma melhor gestão do meio ambiente permitiria salvar todos os anos" 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos e 4,9 milhões de idosos.
"Em 2002, tínhamos mais ou menos 25% das mortes mundiais causadas pelo meio ambiente, hoje são 23%, um pouco menos, mas como a população aumentou em dez anos a quantidade final continua sendo alta", comentou a médica María Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente.
Na Ásia do sudeste é onde é registrado o maior número de mortes vinculadas ao meio ambiente, um total de 3,8 milhões. Em segundo lugar figura a região do Pacífico (3,5 milhões), seguida da África (2,2 milhões), Europa (1,4 milhão), Oriente Médio (854.000) e América (847.000).
Para resolver a situação, a OMS propõe receitas simples: reduzir as emissões de carbono, desenvolver os transportes coletivos, melhorar a rede sanitária, combater os modos de consumo para utilizar menos produtos químicos, se proteger do sol e impor proibições de fumar.

Foto: Reuters/Yves Herman
Fonte: France Presse

10/02/2016

Pesquisadores descobriram como converter CO2 do ar diretamente em combustível de metanol


Pela primeira vez, pesquisadores mostraram que eles podem capturar o CO2 do ar, e convertê-lo diretamente em metanol, o qual pode então ser usado como um combustível alternativo, bem como para a armazenagem de hidrogênio em pilhas de combustível ou como um bloco de construção para o plástico.

Isso significa que não só temos mais uma razão para capturar o CO2 para fora da nossa atmosfera, mas agora ele pode muito facilmente ser reciclado em algo útil. "Captura de CO2 direto e a conversão em metanol utilizando hidrogênio molecular na mesma panela nunca havia sido feito", o pesquisador-chefe GK Surya Prakash, da Universidade do Sul da Califórnia, disse Phys.org . "Já fizemos isso!" 

A criação de metano de CO2 e hidrogênio em si não é nada novo. Mas o que é legal sobre essa pesquisa é que a equipe identificou um catalisador que acelera a reação e torna o processo muito mais fácil.

A pesquisa foi publicada no  Journal of American Chemical Society.

Fonte: Phys.org

24/01/2016

Imagens de satélite da Nasa mostram quais são os países mais poluídos do mundo

Nasa mostra, em laranja e vermelho, as áreas mais poluídas em 2014; em azul, aquelas com melhor ar


Imagens divulgadas pela Nasa revelam quais são os países mais poluídos do mundo – e quais partes do globo reduziram ou aumentaram suas emissões nos últimos dez anos.

Embora ainda estejam entre as áreas com o pior ar em todo o mundo, Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão apresentaram melhora entre 2005 e 2014, de acordo com as imagens da agência espacial americana.

No continente europeu, a queda da poluição chegou a até 50%, como resultado da maior restrição sobre os poluentes, mesmo em meio ao escândalo de fraudes no controle de emissões de veículos que abateu a Volkswagen, gigante do setor automotivo.

No Brasil, os mapas mostram que o quadro geral se manteve similar, ainda longe dos altíssimos lançamentos de gases ocorridos nas regiões mais desenvolvidas do mundo – porém, centros tradicionalmente mais poluídos, como a Grande São Paulo, continuam com altos e preocupantes índices, semelhantes às de outras metrópoles globais.

No mapa acima, de 2005, "área vermelha" era maior nos Estados Unidos e na Europa, mas menor no norte da China

Desde 2004, a Nasa monitora as emissões em todo o planeta por meio de um instrumento instalado em seu satélite Aura. Entre elas, as de dióxido de nitrogênio, resultado da queima de combustíveis fósseis, principalmente por carros, pela produção de energia e pela atividade industrial.

O gás se transforma no “mau” ozônio ao reagir com compostos orgânicos voláteis, quando exposto à irradiação solar. O resultado dessa mutação é o poluente respiratório mais presente no ar que respiramos – por isso, o dióxido de nitrogênio é usado, em geral, como indicador da qualidade do ar em geral, principalmente nas cidades grandes de países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

“Ao monitorar do espaço as emissões de dióxido de nitrogênio, conseguimos ver os efeitos de fatores como a energia, políticas ambientais e até conflitos civis na qualidade do ar ao redor do globo”, afirmou, em comunicado divulgado pela Nasa, o cientista Bryan Duncan, que lidera o estudo no centro de voo espacial Goddard.

Mudanças na Europa entre 2005 e 2014; quanto mais forte é o azul, maior foi a queda nas emissões

Onde a poluição cresceu
Em países como China, Índia e parte do Oriente Médio, principalmente na região do Golfo Pérsico, locais cujas economias e atividade industrial estão em expansão, a poluição aumentou.

As imagens da Nasa, porém, mostram um movimento interessante no norte chinês, onde estão as cidades mais industrializadas e a produção de energia se torna cada vez mais intensa. Enquanto a área, em geral, apresentou um aumento considerável da emissão do gás, Pequim, a capital do país, registrou uma considerável redução.

Segundo Duncan, isso é resultado de uma maior pressão da crescente classe média de Pequim por um ar melhor – a metrópole é historicamente considerada uma das cidades mais poluídas do mundo, e imagens constantemente a mostram coberta sob uma nuvem de poeira e com parte de seus habitantes usando máscaras nas ruas.

Mapa mostra que emissões caíram entre 2005 e 2014 na Síria em guerra (área com manchas em azul) e avançaram no Iraque, que produz muito petróleo (onde há mais marcas vermelhas, à direita)

Os mapas da agência espacial americana mostram também os efeitos da movimentação demográfica, como a ocorrida por causa da guerra civil na Síria: enquanto os índices de dióxido de carbono caíram consideravelmente no país, principalmente em cidades maiores como a capital Damasco e Aleppo, as emissões cresceram nos países da vizinhança que mais receberam refugiados sírios.

Nos Estados Unidos, embora as emissões tenham sido reduzidas em geral, elas avançaram até 30% em algumas áreas de Estados como o Texas e a Carolina do Norte, onde há intensa produção de petróleo e gás natural.

20/01/2016

Novo sensor mede poluição de rios urbanos a um custo menor


Analisar a qualidade das águas de rios urbanos medindo seus níveis de poluição é a proposta da pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. No trabalho, foi criado o protótipo de um sensor capaz de medir o quão suja está a água e enviar as informações para as autoridades interessadas.

Dessa forma, torna-se mais fácil identificar quais rios têm mais chances de causarem enchentes devido ao assoreamento gerado pelo acúmulo de dejetos no leito. O sistema também pode ser utilizado para avaliar a possibilidade de reúso da água para outros fins.

Sensor tem tubos de PVC, emissor infravermelho, receptor e placa Arduino

O equipamento começou a ser desenvolvido no início de 2012 e foi construído com tubos de PVC reforçados, um emissor infravermelho, um receptor, cabos coaxiais para comunicação dos sensores e uma placa Arduino (hardware programável com linguagem interpretada e que pode ser utilizado para automação em geral). Essa placa processa os dados obtidos e os envia para estação base de controle por meio de um dispositivo eletrônico chamado ZigBee, que usa redes sem fio de comunicação.

“Buscamos produzir um protótipo eficiente e de baixo custo, frente a diversos sensores já existentes no mercado internacional, chegando a ficar 100 vezes mais em conta em relação aos importados”, revela Jó Ueyama, professor do ICMC e coordenador do projeto.

O protótipo possui duas extremidades – de um lado está localizado o emissor infravermelho e do outro o receptor. O fluxo de água do rio passa pelo interior do cano, entre os dois sensores. Quanto mais suja a água, menor será a incidência de luz infravermelha no receptor. A partir dessa fração de luz recebida, o sensor é capaz de estipular o nível de turbidez do rio, ou seja, avaliar sua transparência.

Histórico
O trabalho é resultado do projeto de iniciação científica de Alexandre Colombo, graduado em engenharia elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, e de Pedro Henrique Fini, aluno o curso de engenharia de computação, oferecido conjuntamente pelo ICMC e pela EESC.
O projeto, orientado por Ueyama, é uma extensão do sistema e-NOE, que começou a ser desenvolvido pelo professor em 2010 com o objetivo de monitorar enchentes em rios urbanos. O novo sensor de turbidez será incorporado ao sistema que já possui um outro dispositivo capaz de medir a pressão da água do rio.

Quando começou a ser desenvolvido, o sistema e-NOE contava com um sensor que funcionava por meio do grau de condutividade elétrica na água monitorada. No entanto, o sensor tinha um alto custo e não era robusto o suficiente, fazendo com que os pesquisadores parassem de utilizá-lo.

“A grande vantagem do novo sensor é a facilidade com que ele pode ser desenvolvido, pois os componentes utilizados são mais baratos e podem facilmente adquiridos. Consequentemente, pode-se proporcionar uma tecnologia nacional para monitorar os nossos rios”, explica Ueyama.

O novo equipamento já passou pela fase de testes e se mostrou eficiente. Entretanto, o professor explica que ainda é preciso aprimorar a calibragem do sensor para aumentar a precisão do turbidímetro, aparelho que mede a turbidez de um líquido. Ueyama já solicitou verbas para a Fapesp para a continuidade da pesquisa.

Reconhecimento
O trabalho Usando redes de sensores sem fio para monitorar a poluição de rios urbanos foi o vencedor do Prêmio Jequitibá de Relevância em Pesquisa Ambiental, que estimula a pesquisa desenvolvida por alunos de graduação e de cursos técnicos em busca de soluções inovadoras para a conservação e preservação ambiental. A premiação ocorreu durante o mês de setembro, no Festival Cultivar de 2015.

Fonte: Henrique Fontes, da Assessoria de Comunicação ICMC

04/01/2016

Eco Mushroom é um poste de luz solar que absorve a poluição de veículos


Ruas e estradas são zonas altamente poluídas, com o ar poluído que sobe e se espalha e cria um tóxico cobertor atmosférico. O Eco Mushroom (Cogumelo Ecológico) é um poste de energia solar desenhado com um purificador de CO2 que ajuda no combate da poluição. Esses cogumelos são equipados com quatro luzes de LED e um sistema de purificação de ar 

Estradas estão áreas altamente poluídas, com o ar poluído que se levantam e se espalhando através de uma área para criar um cobertor de atmosfera tóxica - para não mencionar o impacto nas alterações climáticas. O 'Eco Mushroom' é um design compacto para uma luz de rua de energia solar equipado com purificador CO2 para ajudar a remover alguns dos essa poluição. Este artificiais casas de cogumelo quatro luzes LED de rua direcionais e um sistema de purificação de ar (APS - Atlantic Purification Systems). Quatro entradas que sugam o ar poluído e o transmitem através das APS, posicionado no centro da estrutura. O ar purificado é finalmente lançado, através de um buraco no duto de ar construído em torno do poste. Uma rede de Eco Mushroom integrados nas estradas poderia ajudar a reduzir a poluição causada pelos veículos de forma eficaz. O dispositivo permite uma integração inteligente que envia informações para uma central com os níveis de poluição e as necessidades de manutenção.



Imagens de Tony Thomas Narikulam/RISEpad 
Publicado em Inhabitat