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17/06/2016

Evento global busca ideias inovadoras


Agência FAPESP – Estudantes, pesquisadores, profissionais e empreendedores dos diversos campos do conhecimento e atuação, autores de ideias inovadoras e transformadoras, têm até o dia 14 de agosto para se inscrever no Falling Walls Lab São Paulo.
Realizado pela consultoria A.T.Kearney, em parceria com o Centro Alemão de Ciência e Inovação de São Paulo (DWIH-SP) e, este ano, com a Universidade de São Paulo (USP), por meio de seu Instituto de Física (IFUSP), o Falling Walls Lab São Paulo é a etapa brasileira da competição global de mesmo nome que, todos os anos, reúne em Berlim 100 finalistas com ideias que podem derrubar muros e transformar o mundo.
A competição Falling Walls Lab é destinada a graduados que tenham concluído os estudos há menos de 10 anos, mestres titulados há no máximo sete e doutores há até cinco anos. Pós-doutorandos e estudantes universitários também podem se candidatar.
Dentre os inscritos, 10 a 15 serão selecionados para a etapa nacional. Cada candidato terá apenas 3 minutos, na noite de 19 de setembro, para apresentar, em inglês, sua pesquisa, projeto, plano de negócio, iniciativa social ou empreendimento e convencer um júri seleto, formado por acadêmicos, jornalistas e executivos. A competição ocorrerá no Instituto de Física da USP.
O Falling Walls Lab São Paulo terá dois vencedores, que concorrerão na etapa global em Berlim, momento em que repetirão suas apresentações no mesmo formato e dinâmica. Com despesas de viagem e hospedagem pagas pela A.T.Kearney e pelo DWIH-SP, os dois brasileiros poderão assistir também à Falling Walls Conference – The Conference on Future Breakthoughs in Science and Society, que reunirá alguns dos mais importantes cientistas do mundo para exposição de suas pesquisas atuais em apenas 15 minutos cada.
A final em Berlim é precedida pelas nacionais, realizadas este ano em 46 países pela A.T.Kearney e seus parceiros locais.
Realizado sempre no dia do aniversário da queda do Muro de Berlim, o nome Falling Walls faz referência à necessidade de derrubar muros também no mundo da ciência.
O Falling Walls Berlin, apoiado pelo Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), é realizado pela Falling Walls Foundation, criada em 2009. Com programação nos dias 8 e 9 de novembro, o evento contempla quatro atividades centrais: Falling Walls Conference, Falling Walls Lab, Falling Walls Venture e Falling Walls Circle.
As inscrições devem ser feitas no endereço www.falling-walls.com/lab e os critérios para participação estão disponíveis emwww.falling-walls.com/lab/faq1

17/04/2016

Conheça o Peek Retina. Aplicativo que pode ajudar milhões de pessoas com problemas de visão.

Peek Retina é parte de um kit de exame ocular portátil que utiliza aplicativos e um simples adaptador que permite que exames oftalmológicos sejam realizados com alta qualidade.

As imagens retiradas através do adaptador Peek Retina permite que os usuários olhem dentro do olho e identifiquem os problemas, levando aos diagnósticos e procura de tratamento, dessa forma, prevenindo doenças oculares que podem causar a cegueira.

A de alta qualidade imagem obtida combinada com o aplicativo permite analisar irregularidades como catarata, sinais de glaucoma, degeneração macular, retinopatia diabética e sinais de doença do nervo, além disso, o aplicativo também possui uma série de outros testes para cuidados com a visão, permitindo compartilhar essas informações com profissionais onde eles estiverem.

Veja o vídeo do aplicativo em funcionamento




03/02/2016

Microsoft instala datacenter no fundo do Oceano Pacífico



A Microsoft mergulhou um datacenter, um daqueles conjuntos enormes de máquinas responsáveis por processar e armazenar dados na internet, no fundo do Oceano Pacífico por três meses. O teste foi feito em agosto de 2015 e faz parte do Natick, um projeto de pesquisa que busca criar datacenters mais rápidos e sustentáveis.

A ideia por trás da instalação de um contêiner de 17,2 toneladas a 9 metros de profundidade tem alguns pretextos interessantes: economizar energia, principalmente, já que os datacenters emitem bastante calor e geram muitos custos de resfriamento; aproveitar fontes energéticas renováveis, como eólica e solar; e aproximar os servidores dos usuários, o que pode melhorar a velocidade de conexão.

A Microsoft diz ainda que, nesse molde, é capaz de construir um datacenter em apenas 90 dias – algumas instalações terrestres levam anos para ficarem prontas. Por outro lado, o acesso a essas máquinas para manutenção pode ser dificultado pela sua natureza submarina.

O datacenter é a tecnologia que dá vida a vários serviços que usamos todos os dias na internet, como streaming de filmes e músicas (Netflix, YouTube, Spotify), partidas online de games (Xbox Live, PlayStation Network, etc.), e seu uso tem crescido enormemente nos últimos anos.

"Quando você tira seu smartphone do bolso você acha que está usando esse computadorzinho milagroso, mas na verdade você está usando mais de 100 máquinas nessa coisa chamada nuvem", diz ao jornal "The New York Times" Peter Lee, vice-presidente corporativo da Microsoft Research. "Daí você multiplica isso por bilhões de pessoas, e você tem uma grande quantidade de trabalho computacional".

O Natick começou a ser pensado em 2013 e, por enquanto, continua sendo apenas um projeto experimental.

Fonte: G1
Foto: Microsoft

Brasil fecha acordo de parceria com a Bulgária na área de ciência, tecnologia e inovação


Presidenta Dilma Rousseff recepcionou o chefe do governo búlgaro, Rosen Plevneliev. Documento engloba parceria para o programa Ciência sem Fronteiras e em pesquisa antártica.

A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (1º), em Brasília (DF), o presidente da Bulgária, Rosen Plevneliev, na primeira visita dele ao Brasil de caráter bilateral. Foi oferecido um almoço à autoridade europeia, que teve a participação do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Durante a agenda, foram assinados acordos entre as duas nações, em diferentes áreas, entre elas ciência, tecnologia e inovação (CT&I).

O Memorando de Entendimento assinado entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e o Ministério da Educação e da Ciência da Bulgária prevê a aproximação entre as comunidades científicas das duas nações. A parceria envolve o programa Ciência sem Fronteiras e cooperação em pesquisa antártica.

"Já contamos com experiências concretas nessas áreas. A Bulgária participa do Ciência sem Fronteiras; na cooperação antártica, o Brasil presta apoio logístico e de manutenção à base búlgara de St. Kliment Ohridski", destacou a presidenta Dilma.

Celso Pansera enfatizou a importância estratégica dos acordos assinados com o governo búlgaro. Além disso, uma equipe brasileira irá à Bulgária nos próximos meses para estreitar as relações entre os países.

"A União Europeia é um parceiro muito importante para o Brasil e a Bulgária é um ator de destaque nesse momento em que o País trabalha para fechar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Esse é mais um capítulo dessa longa relação com a comunidade europeia. Em breve, um equipe do Ministério vai à Bulgária para estreitar as relações com aquele país", afirmou Pansera.

Fonte: MCTI

30/01/2016

Empresa usa nanotecnolgia para eliminar fungos e bactérias de hospitais


Antimicrobiano composto por nanopartículas de prata e zinco impede a reprodução dos microrganismos. Tecnologia pode contribuir para a diminuição das taxas de infeção hospitalar.

Uma tecnologia cem por cento nacional, desenvolvida com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), pode ajudar a eliminar fungos e bactérias em hospitais. Um antimicrobiano composto por nanopartículas de prata e zinco foi criado por uma empresa do sul do País, que surgiu da união de estudantes de Química e Engenharia da Universidade Federal de Santa Catarina. Em sua fase inicial, a empresa recebeu R$ 150 mil em recursos da Finep.

As nanopartículas produzidas pela empresa, que podem ser cem mil vezes menor que um fio de cabelo, entram em contato com a membrana celular das bactérias, liberando íons que afetam as funções respiratórias dos microrganismos e impedem sua reprodução. Esses aditivos antimicrobianos podem ser implantados em lençóis, macas, colchões, travesseiros e tecidos sintéticos de hospitais e clínicas. A solução também pode ser aplicada em maçanetas e corrimões desses estabelecimentos. Eliminando fungos e bactérias dos ambientes hospitalares, a expectativa é de diminuição das taxas de infecção hospitalar.

"Entregamos saúde para a população sem que ela saiba que está se beneficiando da nanotecnologia", afirma Gabriel Nunes, sócio e diretor executivo da empresa.

A empresa atua no mercado business-to-business, ou seja, suas soluções são comercializadas apenas para clientes que incorporam as funcionalidades da nanotecnologia em seus produtos finais. Instalada no Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias Avançadas (Celta), incubadora da Fundação Certi, em Florianópolis (SC), a empresa entrou no mercado em 2013, quatro anos após a fundação.

"Sem o empurrão inicial da Finep, talvez não conseguíssemos chegar onde estamos. Obtivemos aprovações e validações em diferentes mercados a partir dos recursos injetados pela financiadora", lembra o sócio. "Geramos capital necessário para reinvestir na empresa e atingir o break-even (ponto de equilíbrio nos negócios) mais rapidamente." 

Fonte: Finep

29/01/2016

Maior usina de energia solar flutuante do mundo está sendo construída no Japão



Como a energia solar está se tornando uma parte cada vez maior da paisagem global da energia, os engenheiros de todo o mundo estão ocupados trabalhando para construir plantas que são grandes e eficientes o suficiente para acompanhar a demanda. Agora gigante japonesa de eletrônicos Kyocera está começando a construção no que diz será a maior usina de energia solar flutuante no mundo (em termos de capacidade global).

É o quarto projeto de planta flutuante da Kyocera, mas esse promete ser o mais impressionante de todos. A instalação será feita no reservatório Yamakuru Dam, próximo de Tóquio e vai gerar 13,7 megawatts de energia após sua conclusão em Março de 2018. Para cobrir os 180.000 metros quadrados do espaço serão construídos 51.000 painéis fotovoltaicos.

Imagem: Kyocera

Emirados Árabes Unidos buscam cientistas para 'espremer' nuvens

Dubai vista do mirante do Burj Khalifa (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)

Com apenas 100 milímetros de chuva por ano e uma grande taxa de evaporação devido às altas temperaturas, os Emirados Árabes Unidos andam sedentos de um recurso "muito mais importante que o petróleo": a água doce, que serve para abastecer seus 9,5 milhões de habitantes e quase 3 milhões de turistas.

Assim reconheceu Sultan al-Jaber, ministro de Estado dos Emirados, e enviado especial de Água e Mudança Climática em uma área do planeta onde os aquíferos não se renovam e a situação é suscetível a piorar pelo aquecimento global, segundo advertiu uma recente pesquisa publicada na revista "Nature Climate Change", que considerou que o Golfo pode se tornar inabitável no final de século.

Nesse contexto, os Emirados buscam atrair os melhores pesquisadores do mundo especialistas em técnicas para estimular as nuvens para que ajudem a aumentar a quantidade de chuva.

Para isso, foi criado o Prêmio de Pesquisa para a Melhora da Chuva, dotado de US$ 5 milhões e que em sua primeira edição serão repartidos por 3 cientistas ganhadores: Musataka Murakami, pesquisador da Universidade de Nagóia (Japão); Linda Zou, do Instituto de Ciência e Tecnologia Masdar em Abu Dhabi; e Volker Wulfmeyer, diretor do Instituto de Ciências Físicas e Meteorológicas da Universidade de Hohonheim (Alemanha).

O prêmio, entregue durante a Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi, recebeu um total de 78 propostas científicas de 25 países diferentes.

No entanto, a ciência para a melhora da chuva não é nova nos Emirados, que desde 1990 possui um Programa Nacional de Pesquisa dedicado a esta matéria, que desde 2001 conta com a colaboração da Nasa e do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos, em Boulder (Colorado).

O programa é administrado pelo Centro Nacional de Meteorologia e Sismologia, pertencente ao Ministério das Relações Exteriores.

Hoje em dia o programa conta com 60 estações meteorológicas estrategicamente distribuídas por todo o país, uma rede de acompanhamento atmosférico e seis aviões do tipo King Air C90 dotados com a última tecnologia, além de equipes especializadas em estímulo das nuvens e pesquisa atmosférica no aeroporto de Al Ain (no emirado de Abu Dhabi, próximo à fronteira com Omã).

Alya Al Mazroui, o responsável pelo programa, explicou que os processos para estimular as nuvens requerem 72 horas de preparação e condições meteorológicas apropriadas.

Uma vez dadas essas condições, os pilotos sobem cerca de 2.500 metros sobre a superfície para alcançar as nuvens, nas quais injetam labaredas que contêm uma mistura destes sais: cloreto de potássio, cloreto de sódio e cloreto de cálcio.

"Esses sais atraem vapor de água, aumentado o tamanho das gotas de água que caem sobre a terra", detalhou Al Mazroui, que insistiu que o experimento não prejudica o meio ambiente já que só são usados sais naturais e em nenhum momento recorrem a substâncias químicas perigosas.

A operação é acompanhada, coordenada e documentada em terra por outra equipe de cientistas.

A pesquisadora sustenta que seu maior índice de sucesso foi conseguir 35% a mais de chuva do que teria caído de uma nuvem de maneira natural, contra 50% conseguidos na Austrália, outro dos países pioneiros neste tipo de pesquisa.

Os Emirados já sabem, portanto, como estimular as nuvens para conseguir mais chuva, mas necessitam "espremê-las" ainda mais para encher seus aquíferos e liderar uma área de conhecimento com grande potencial de demanda em um planeta ameaçado pela crise hídrica, no qual 80% da população vivem em zonas áridas ou semiáridas.

Daí veio a ideia deste prêmio milionário para atrair o conhecimento mais avançado na matéria.

Dos três pesquisadores premiados nesta primeira edição, o professor Murakami é especialista em classificação de nuvens e identificação de quais são as ideais para serem estimuladas.

Zou é especialista no uso de nanotecnologia para acelerar a condensação de água nas nuvens, enquanto o alemão Wulfmeyer implementará seus estudos sobre quais são os solos ou coberturas terrestres mais apropriadas para estimular as nuvens sobre elas.

Fonte: G1

Airbus inicia a produção de peças de avião feitas em impressora 3D


Imagem: Freepik

As impressoras 3D ainda não são capazes de produzir aviões inteiros, mas o escritório de arquitetura The Living em conjunto com a Airbus, Autodesk e APWorks iniciaram a produção da "Partition Bionic" para proteger a área de estar e a cozinha do Airbus 320. A área é 50% mais leve e consideravelmente mais resistente que os modelos tradicionais, além de tornar as viagens mais sustentáveis ao cortar as emissões de carbono ao longo do tempo;

As partições impressas em 3D apresentam um funcional design cruzado, ainda artístico que acaba sendo mais resistente que o antecessor. Se for levar em conta o número existente de A320 é estimada uma economia de 465.000 toneladas métricas de emissões de CO2 por ano.

O Partition Bionic está atualmente passando por testes de colisão de 16G antes de ser certificada e apresentada para a atual frota de aviões A320.







09/01/2016

Guaraná da Amazônia pode gerar biocombustível



A partir da caracterização física, química e térmica pode-se afirmar que o resíduo de semente do fruto do guaraná pode ser utilizado para obtenção de biocombustíveis

Utilizado como matéria-prima em indústrias farmacêuticas e de bebidas, o guaraná (Paullinia cupana kunth) também poderá ser usado para obtenção de biocombustíveis, segundo o projeto de pesquisa desenvolvido com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) pela mestranda Janainna Chaves Pereira.

Segundo a pesquisadora, o projeto de pesquisa tem como objetivo avaliar o potencial dos resíduos do fruto, especificamente as sementes, como biomassa para a geração de energia através de processos de conversão termoquímica.

Os estudos são realizados no âmbito do Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-graduados do Estado do Amazonas (RH-Mestrado) e devem ser concluídos até abril de 2016.

“O trabalho trata-se de um estudo inicial com pesquisas exploratórias e deve beneficiar a sociedade nas questões do reaproveitamento da biomassa para tornar o meio ambiente mais sustentável, na obtenção de energia limpa a partir de uma fonte renovável e na contribuição para o desenvolvimento regional com a obtenção de um biocombustível. Pequenos e grandes produtores da cultura do fruto do guaraná poderão utilizar o resíduo como uma fonte de combustível renovável em sistemas de geração de energia (elétrica, térmica e mecânica) para o próprio processamento das sementes de guaraná”, disse a pesquisadora.


Aplicação das sementes


Segundo pesquisadores, as sementes do guaraná
 são comumente descartadas no meio ambiente.


Os materiais do guaraná, casca e casquilho, não utilizados são disponibilizados de forma sazonal entre os meses de novembro a janeiro pela agroindústria amazonense.

A equipe de pesquisa verificou que há a geração de resíduo de semente do processo de extração para a obtenção do extrato de guaraná. Estas sementes são comumente descartadas no meio ambiente. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, a estimativa da produção, por ano, de sementes secas de guaraná no Brasil variou entre 2,9 e 4,6 toneladas nos últimos dez anos.

“As sementes podem ou não ser reincorporadas à própria cultura do guaranazeiro como fertilizante. Este material, diferente da casca e do casquilho, pode ser gerado ao longo do ano. Desse modo, o resíduo de semente do fruto do guaraná passou a ser o alvo de investigação da pesquisa por sua ampla disponibilidade e sem aplicação imediata de reaproveitamento”, disse Janainna Pereira.

Segundo a pesquisadora, a partir da caracterização física, química e térmica e do estudo cinético da reação de decomposição térmica da biomassa residual, pode-se afirmar que o resíduo de semente do fruto do guaraná tem potencialidade de ser utilizado para obtenção de biocombustíveis a partir da aplicação do processo de conversão térmica.

A conversão térmica (denominada de pirólise) é considerada como a decomposição térmica direta dos componentes orgânicos da biomassa na ausência de oxigênio.

Os produtos correspondem a uma variedade de componentes químicos e distribuem-se entre sólido (carvão vegetal), líquido (bio-óleo) e gases combustíveis. Converter a biomassa em um combustível líquido através da pirólise é vantajoso, segundo a pesquisadora, por simplificar o manuseio com transporte e armazenamento deste produto, que possui maior densidade energética quando comparado à biomassa residual.

Por Francisco Santos / Agência Fapeam

08/01/2016

Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação será sancionado dia 11/01



Na segunda-feira, 11/01, a partir de 11 horas, acontece no Palácio do Planalto a Cerimônia de Sanção do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação e Lançamento da Chamada Universal. O evento terá a presença da presidenta Dilma Rousseff, do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, e do presidente da Finep, Wanderley de Souza.  O texto, que promove uma série de ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico, obteve unanimidade na votação do Senado no começo de dezembro passado.

O ministro considera Projeto de Lei da Câmara (PLC) 77/2015, que redefiniu o novo marco, um avanço da área. "A legislação fica não só mais completa, mas também mais ágil e permite uma definição mais clara do que é centro de pesquisa, do que é um polo tecnológico, mas particularmente regulamenta a relação dos institutos de pesquisa vinculados às instituições públicas de ensino, ao MCTI, aos Estados, com a iniciativa privada."

O texto regulamenta a Emenda Constitucional 85 e é um dos itens da Agenda Brasil, conjunto de medidas apresentadas pelo Senado para impulsionar o crescimento do País.

Além disso, ao regulamentar as parcerias de longo prazo entre os setores público e privado, dá maior flexibilidade de atuação às Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e respectivas entidades de apoio. Uma das novidades é a possibilidade de dispensa de licitação, pela administração pública, nas contratações de serviços ou produtos inovadores de empresas de micro, pequeno e médio porte.

A proposta também altera a Lei 8.666/93 para estabelecer nova hipótese de dispensa de licitação para a contratação de bens e serviços destinados a atividades de pesquisa e desenvolvimento. “Uma conquista que faz o Brasil avançar no caminho da tecnologia de ponta”, avalia Wanderley de Souza.

Modernização

Para a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, o País acaba de dar o primeiro passo para o futuro. "Essa legislação foi discutida com todos os segmentos e é o que vai colocar a ciência, tecnologia e inovação brasileira no mundo moderno. Ela deixa de forma clara que é importante e relevante uma parceria público-privada entre universidades e setor produtivo, tudo de forma transparente", comentou.

Na avaliação de Helena, o Brasil já possui várias peças legais que não eram ruins, mas dependiam muito de interpretações, que estavam dando margem à autuação de instituições de pesquisa e universidades pelos órgãos fiscalizadores.

Ela lembrou que a primeira grande mudança ocorreu com a Emenda 85, no fim de 2014. "Com a mudança da Constituição e a aprovação dessa lei nova nós vamos ter muito claro como se faz a parceria transparente entre a iniciativa universitária, pública, institutos de pesquisa com o empresariado", disse. "Isso é que levou os Estados Unidos a chegar aonde chegaram. A China já faz isso, na Coreia é tradição, e aqui no Brasil estava sendo interpretado errado."

Destravamento

O ministro Pansera prevê que a nova legislação promoverá um "destravamento" da área com forte impacto nos próximos anos, impulsionando parcerias entre a iniciativa privada e o setor público. "Ela dará garantia às empresas que investirem em inovação, o que tende a ampliar o investimento delas na área", pontuou.

Fonte FINEP

05/01/2016

Médicos usam Google CardBoard para salvar uma garotinha




Aos quatro meses de idade, Teegan Lexcen nasceu em Minnesota com um coração pequeno, malformado, sem o pulmão esquerdo e com poucas chances de ver o seu primeiro natal. Agora ele está se recuperando após a cirurgia de coração realizada no Nicklaus Hospital Infantil em Miami, onde uma equipe de médicos utilizou um smartphone, óculos de realidade virtual Google CardBoard e um fone de ouvido para examinar o peito de Teegan e salvar sua vida.

Dr. Burke Redmond foi capaz de salvar a vida dela e ele credita seu sucesso em grande parte às capacidades de imagem médicas fornecidas pela realidade virtual usando um Google CardBoard.
"Os cirurgiões precisam ser capazes de visualizar todo o procedimento antes de entrar na sala de cirurgia", disse Burke.  Outras equipes repassaram o caso de ​​Teegan porque eles continuaram correndo ao tentar realizar o procedimento".

Burke diz que ele e sua equipe começaram a procurar soluções criativas para resolver o caso. Essas soluções foram descobertas após um dos membros da sua equipe carregou os ultrassons do peito da garota para o aplicativo Sketchfab e visualizaram no Google CardBoard.

"Dr. Juan- Carlos Muniz que dirige o nosso programa de MRI veio a mim duas semanas antes da cirurgia e me entregou um pedaço de papelão com um smartphone nele", disse Burke . "Eu olhei para dentro e apenas inclinando minha cabeça eu podia ver o coração da paciente. Eu poderia ligá-lo. Eu podia manipulá-lo. Eu podia vê-lo como se eu estivesse na sala de cirurgia".



Modelo de tomografia computadorizada semelhante ao utilizado pelo Dr Burke

O primeiro problema para Burke resolver era saber a necessidade de uma incisão central. "Com a Realidade Virtual eu podia vê-la da parede torácica, bem como o seu coração. De lá, eu podia ver que a incisão padrão seria ótima. Bem ali, o primeiro grande obstáculo foi ultrapassado", disse Burke.
Usando a ferramenta, Burke foi capaz de converter o caso de Lexcen de um procedimento inoperante em uma cirurgia bem planejada com uma grande chance de sucesso.

"Eu não gostaria de voltar atrás e repensar o que poderia ter acontecido, mas vou dizer que esta tecnologia nos permitiu realizar a operação mais rápida e com muito menos trauma para o paciente", disse Burke.

Após este procedimento, Burke diz que seu próximo projeto é aumentar a consciência para a utilização da tecnologia nas práticas médicas. "Em todos os setores, há inovadores e pioneiros", disse ele. "Queremos chegar aos desenvolvedores e conectar as pessoas com as idéias para as pessoas que executam as operações e os fabricantes que fazem o equipamento".


Quando perguntado se ele acredita VR representa o futuro da medicina sua resposta foi enfática: "É só uma questão de tempo", disse ele. 


Por Joe Durbin
Publicado em UploadVR

04/01/2016

CNPq financia construção de instrumento musical inédito no País

Sixxen. Foto: Divulgação

Primeiro protótipo nacional do Sixxen levou dois anos para ser construído por professores e alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás e da Universidade Federal de Goiás.

Com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientítico e Tecnológico (CNPq/MCTI) da ordem de R$ 45,5 mil, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) e a Universidade Federal de Goiás (UFG) construíram o primeiro protótipo nacional do Sixxen, colocando o estado de Goiás na vanguarda da percussão nacional e abrindo possibilidades musicais ainda não testadas no Brasil.

O Sixxen é um instrumento pensado pelo compositor, arquiteto, engenheiro e matemático grego Iannis Xenakis, em 1978, para executar sua obra musical Pleiades. Considerado um dos mais importantes compositores do século XX, a música de Xenakis dialogava com outras áreas como física, matemática, arquitetura, química e computação.

"Iannis não deixou um projeto formalizado ou registrado de como deveria ser o Sixxen. Ele deu indicações de certas características que queria e trabalhou diretamente com determinados grupos de construtores para esse conceito", explicou o coordenador do projeto, Ronan Gil de Morais. "Digo ‘conceito' porque esse instrumento consiste em certas indicações, mas ele é, principalmente, uma ideia de fazer com que fenômenos acústicos sejam percebidos quando executado", disse.

Morais conta que, para desenvolver o primeiro Sixxen brasileiro, foram necessários dois anos de muito trabalho. Ao lado de outros cinco professores, sendo um deles docente na área de mecânica, e nove alunos, em sua maioria, egressos da rede pública de ensino e bolsistas de iniciação científica de diferentes programas do Governo Federal. "A inclusão de alunos do ensino médio via bolsas possibilitou a verticalização de trocas de conhecimento e o estabelecimento de diálogos entre os diferentes níveis de formação e de pesquisa", afirmou.

Juntos, eles analisaram perfis laminares de diversos metais, observando as suas sonoridades. "Pesquisamos perfis de alumínio, bronze, cobre, ligas ferrosas, aço galvanizado, aço inoxidável, em diferentes formatos, como tubo redondo, quadrado, lâmina, ‘U' invertido ou calha, em ‘L' ou cantoneiras e, quando terminamos essa etapa, escolhemos teclas de aço inoxidável, chamado de cantoneira, como ideal para o instrumento", detalhou.

Além disso, foi preciso criar um pedal de abafamento por conta da ressonância das teclas em aço inox.


Inovação

O protótipo do Sixxen vai possibilitar a estreia de música nova no Brasil, como peças de compositores estrangeiros que nunca foram ouvidas no País. Possibilitará também que compositores brasileiros possam compor para esse instrumento.

"O público poderá ouvir peças em primeira mão e descobrir novos sons e novas possibilidades de música em cada concerto. É um avanço significativo para a pesquisa musical, a pesquisa sobre desenvolvimento tecnológico para novos instrumentos e para a percussão no país e no estado", avaliou Morais.

O projeto como um todo dialoga e contribui para a inovação em diversos aspectos na área da música, seja por meio do desenvolvimento de novos instrumentos ou do desenvolvimento artístico de novas obras musicais. "Espera-se, com isso, criar um conjunto de informações que possa estimular empresas a atuar em um mercado mais prolífico para a produção de instrumentos de percussão e seus acessórios, baquetas e peças incrementais. Visualizamos as possibilidades de mais investimentos no desenvolvimento tecnológico e na inovação relacionada a instrumentos musicais. Esse é um setor bastante importante e que pode gerar ainda mais retornos financeiros ao país", apontou.

Morais adiantou que o IFG e a UFG pretendem aprimorar ainda mais o Sixxen e criar novos instrumentos no Brasil. "Continuaremos aprimorando certas partes específicas e desenvolvendo ainda mais o protótipo tentando deixá-lo ainda mais funcional. Estamos projetando a criação de outros instrumentos ainda não escutados no Brasil. Em breve haverá mais sonoridades inovadoras chegando por aqui", revelou. 

Publicado em MCTI

Eco Mushroom é um poste de luz solar que absorve a poluição de veículos


Ruas e estradas são zonas altamente poluídas, com o ar poluído que sobe e se espalha e cria um tóxico cobertor atmosférico. O Eco Mushroom (Cogumelo Ecológico) é um poste de energia solar desenhado com um purificador de CO2 que ajuda no combate da poluição. Esses cogumelos são equipados com quatro luzes de LED e um sistema de purificação de ar 

Estradas estão áreas altamente poluídas, com o ar poluído que se levantam e se espalhando através de uma área para criar um cobertor de atmosfera tóxica - para não mencionar o impacto nas alterações climáticas. O 'Eco Mushroom' é um design compacto para uma luz de rua de energia solar equipado com purificador CO2 para ajudar a remover alguns dos essa poluição. Este artificiais casas de cogumelo quatro luzes LED de rua direcionais e um sistema de purificação de ar (APS - Atlantic Purification Systems). Quatro entradas que sugam o ar poluído e o transmitem através das APS, posicionado no centro da estrutura. O ar purificado é finalmente lançado, através de um buraco no duto de ar construído em torno do poste. Uma rede de Eco Mushroom integrados nas estradas poderia ajudar a reduzir a poluição causada pelos veículos de forma eficaz. O dispositivo permite uma integração inteligente que envia informações para uma central com os níveis de poluição e as necessidades de manutenção.



Imagens de Tony Thomas Narikulam/RISEpad 
Publicado em Inhabitat

Mozilla ensina a criar páginas para web com app e palestras

A Mozilla apresentou neste ano um projeto chamado WebMaker para ensinar conceitos de desenvolvimento web e promover uma "democratização" da criação de páginas na internet. 

A fundação sem fins lucrativos, conhecida especialmente por seu navegador Firefox, organizou pequenas aulas, com a ajuda de voluntários, em seis LAN houses em comunidades no Rio de Janeiro ao longo de 2015 e também lançou seu aplicativo WebMaker para dispositivos com sistema Android. 

Segundo a Mozilla, esses workshops em LAN houses estimulam o aprendizado informal sobre desenvolvimento web, ao mesmo tempo que melhoram a reputação do local, que, segundo um levantamento oficial da fundação, muitas vezes é mal visto por ser frequentado somente por homens e oferecer acesso irrestrito à pornografia. 

O app gratuito do WebMaker ensina princípios do desenvolvimento web para quem nunca teve contato com a construção de uma página de internet. Com poucas alterações, o usuário vê como é possível mudar cores e texto de um site, por exemplo.  

Os smartphones são atualmente os principais pontos de acesso à internet no Brasil e, por isso, a Mozilla resolveu lançar o WebMaker no país. Por enquanto, o app está disponível em quatro idiomas: bengali, português/Brasil, inglês e indonésio.

WebMaker: app está disponível para smartphones Android (Divulgação/Mozilla)

O projeto da Mozilla foi criado para que as pessoas não sejam somente consumidoras de conteúdo na internet, mas que também saibam conceitos que podem ajudá-las a participar da criação de páginas e outros tipos de conteúdos na internet.    

"A ideia por trás do WebMaker é muito simples. As pessoas estão sendo levadas para o Facebook ou para o Instagram, que se apresentam como os únicos lugares para criação, mas muitas delas não sabem o que podem criar na internet fora dessas áreas. A criatividade pode correr solta", disse Mark Surman, diretor executivo da Mozilla Foundation, em entrevista a EXAME.com.    

Na visão da fundação, o WebMaker pode ajudar algumas pessoas, apesar do projeto ainda não ter números expressivos de casos de sucesso para divulgar.    

"Queremos dar às pessoas conhecimentos sobre a web e, quem sabe, com isso, ajudá-las a conseguir melhores empregos no futuro. Mas nem sempre podemos usar um computador para aprender sobre a internet, por isso, trouxemos o WebMaker para os smartphones", finaliza Surman.

Por Lucas Agrela
Publicado em EXAME

02/01/2016

NASA testa motor de foguete feito em uma grande impressora 3D


NASA tem o seu primeiro motor de foguete de teste, em que 75% das peças foram impressas em 3D. O conjunto foi submetido a uma pressão de 88964 Newtons e uma combustão de 3315 Graus. A tecnologia de impressão 3D seria suficiente para montar um motor para decolar, aterrissar em Marte ou para os últimos níveis de um foguete.





Por NASA's Marshall Center.

30/12/2015

Poluição na China pode ser um grande negócio para a Microsoft e IBM.



Duas das maiores empresas de tecnologia do mundo, IBM e Microsoft, estão competindo para explorar mercado de rápido crescimento para a previsão da qualidade do ar nos maiores emissores de carbono do mundo .

As crises de poluição envolvendo Beijing levaram as autoridades chinesas a declararem dois alertas vermelhos só no mês de Dezembro. Um aviso para que a cidade de 22 milhões de habitantes de que a poluição pesada era esperada por mais de três dias. 

"Há cada vez mais a atenção para o serviço de previsão da qualidade do ar", disse Yu Zheng, pesquisador da Microsoft. "Mais e mais pessoas se preocupam com esta tecnologia da informação".

A previsão da qualidade do ar com iniciada por Dustin Grzesik, geoquímico americano e ex-morador de Pequim que criou o Banshirne.com, um site e app que faz previsões de ar limpo utilizando dados meteorológicos disponíveis.

"Se você pode prever o tempo, ele só tem mais algumas variáveis ​​para prever a qualidade do ar", disse Robert Rohde de Berkeley Earth, uma organização sem fins lucrativos com sede nos EUA que mapeia a poluição do ar da China em tempo real. "A maior parte das emissões poluentes não variam muito rapidamente".

"Agora, os avanços na "computação cognitiva"- máquinas programadas para melhorar a modelagem por conta própria - permitir que o software de previsão mais sofisticado para fornecer previsões para o índice de qualidade do ar com até 10 dias de antecedência, usando dados sobre tempo, trânsito e ambiente, bem como os níveis de poluição em tempo real a partir de estações de monitoramento do governo e até mesmo mensagens em redes sociais.
  
A Microsoft e a IBM garantiram seus primeiros clientes do governo no ano passado, após o desenvolvimento de suas respectivas tecnologias de previsão a poluição em seus laboratórios de pesquisa com base na China. As autoridades chinesas só começaram liberando níveis em tempo real de PM2.5 - material particulado atmosférico menos de 2,5 mícrons de diâmetro que podem penetrar profundamente nos pulmões - em 2012, depois da denuncia da embaixada dos EUA para a publicação de seus próprios dados de monitoramento em tempo real no Twitter.

O primeiro cliente da IBM foi em um escritório de proteção ambiental de Pequim, que baseia os seus alertas de poluição em uma tecnologia com código de cores. A empresa lançou uma "Joint Environmental Innovation Centre" - composta por governo e cientistas da IBM. O governo municipal só torna pública uma previsão de 24 horas em seu site, ou seja, os moradores não são capazes de ver por si mesmos quando um "alerta vermelho" pode ser ativado.

A IBM também assinou um acordo com a cidade de Zhangjiakou  que vai sediar  as Olimpíadas de Inverno de 2022 ao lado de Pequim, para fazer o planejamento para modelar o cenário na realização dos jogos.

A Microsoft assinou com o  Ministério do Meio Ambiente da China e agências de proteção ambiental na província de Fujian e Chengdu, capital da província de Sichuan.

Fora da China, a IBM também assinou acordos para a monitoramento da qualidade do ar com Nova Deli, uma das cidades mais poluídas do mundo, e Joanesburgo. "Nós devemos ser capazes de usar o mesmo sistema de base e fazer a previsão da qualidade do ar em diferentes partes do mundo", disse Brad Gammons, o líder empresarial por trás da iniciativa da IBM, o que a empresa chama de 'Green Horizons'.

As duas empresas não estão apenas competindo por clientes do governo. Os clientes de negócios, como companhias de geração de energia renovável, são outro alvo junto com os consumidores. Já existem mais de 30 parques de energia solar na China utilizando a tecnologia de previsão da IBM, que também pode ajudar a prever a disponibilidade de luz solar. A Microsoft crisou um site chamado Urban Air e um aplicativo para smartphone que fornece uma previsão de 48 horas.

Mas ainda existem muitas atualizações a serem feitas. A última versão do aplicativo para iOS não tinham as funções previstas no anúncio, onde a Microsoft culpou um bug, enquanto a IBM havia feito a previsão

De Reuters
Publicado em NBC News

26/12/2015

Empresa constrói sobrado com impressora 3D em menos de 3 horas.

Foto: Xinhua

Em Xian na China, a empresa Zhuoda construiu um sobrado de dois andares em apenas três horas utilizando uma impressora 3D. A casa foi pré montada como se fossem LEGO diante de uma plateia de espectadores que foram convidadas a entrarem na casa. A casa é modular e à prova de fogo além de suportar um terremoto de magnitude 9 e é feita a com material de construção especial que a empresa mantém em segredo.

A empresa concluiu 90% da construção em uma fábrica fora do local e depois enviou as peças modulares para a instalação. O processo é eficiente e economiza tempo e custos de construção de 400 até 480 dólares por metro quadrado. De acordo com o engenheiro Yongliang, as estruturas impressas levaram 10 dias para ficarem prontas enquanto uma construção comum leva em média seis meses.


A capacidade para suportar terremotos vem da resistência dos módulos, cada um pesando mais de 100 quilos por metro quadrado e suportam o peso de forma independente. O Grupo Zhouda entrou com mais de 22 patentes sobre a sua tecnologia e está mantendo a composição do seu material em segredo.

No entanto, o vice-presidente da empresa Tan Buyong revelou que o novo material é proveniente de resíduos industriais e agrícolas, é à prova de fogo, à prova d'água, e é livre de substâncias nocivas, como formaldeído, amônia e radônio.


Após o quadro estrutural impressos em 3D, a empresa aplicou texturas de folhas decorativas para cada módulo antes da montagem final. Os proprietário será capaz de escolher entre uma variedade de texturas decorativas, como jade, mármore, madeira e granito.

A empresa já havia construído 10 casas em 24 horas, como podemos ver no vídeo abaixo que mostra as impressoras em operação:


Por Lucy Wang
Publicado no Inhabitat



24/12/2015

Conheça Vincent, o gato que ganhou próteses de titânio

Foto: Christopher Gannon/Iowa State University

Vincent é um gato de 3 anos de idade que foi encontrado ainda filhote sem as patas traseiras. Mas agora ele tem uma nova maneira de se locomover, graças às patas traseiras feitas de liga de titânio recebidas na Universidade do Estado de Iowa. Pesquisadores da universidade construíram um par de patas para o gato utilizando modelagem de uma impressora 3D.

"Eu prevejo que ele estará pulando e fazendo coisas normais de gato muito em breve", Dra. Mary Sarah Bergh, a cirurgiã que inseriu as pernas protéticas de Vincent e tem supervisionado a sua reabilitação.

Bergh é professora associada de cirurgia ortopédica no Departamento de Ciências Clínicas Veterinárias. Ela estima que apenas uma dúzia de animais do mundo receberam esse tipo de próteses que Vincent tem agora. Infelizmente, isso tende a tornar as coisas mais difíceis em Vincent. Uma vez que há tão poucos dados disponíveis, não foi fácil para ensiná-lo em sua recuperação.

Mas no geral, a recuperação de Vincent mostra o progresso notável, e é uma prova da inovação da medicina veterinária e da dedicação e amor de seu dono.

Bergh primeiro tentou fisioterapia com Vincent, mas logo percebeu que a endoprotese representou a melhor chance de uma vida normal para o gato. Seus implantes necessitam de cuidados especiais, tais como um spray antibiótico diariamente para evitar infecções.


Uma empresa ortopedia veterinária chamada BioMedtrix tem doado tempo e materiais para o projeto. Os implantes são de titânio que permitem que os ossos cresçam sobre elas. Vincent terá tratamentos adicionais para alongar gradualmente as próteses, de modo que, um dia, eles vão ser tão longo como membros posteriores de um gato normal. Nesse ponto, ele deve ser capaz de se locomover com pouca dificuldade mesmo quando tentar saltar.


Publicado no Futurism