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03/05/2016

Avião Solar Impulse retoma volta ao mundo


O avião ecológico Solar Impulse 2, uma aeronave alimentada exclusivamente com a energia procedente do Sol, retomou a viagem de volta ao mundo ao decolar, nesta segunda-feira (2), de San Francisco, na Califórnia, com destino a Phoenix, no Arizona, sudoeste dos Estados Unidos.
O Solar Impulse 2, pilotado pelo suíço André Borschberg e que havia pousado em San Francisco em 24 de abril procedente do Havaí, decolou às 5H00 locais (9H00 de Brasília) e deve completar o percurso até Phoenix, de pouco mais de 1.150 quilômetros, em 16 horas e 20 minutos.
Esta etapa é bem mais curta que a anterior, quando o outro piloto do avião, o também suíço Bertrand Piccard, voou durante 60 horas consecutivas, com direito apenas a pequenos cochilos de 20 minutos intermitentes.
A travessia do Pacífico, realizada em duas etapas, representou até o momento a parte mais perigosa da volta ao mundo do Solar Impulse 2, especialmente pela distância entre os locais de pouso em caso de problemas.
Depois de iniciar a missão em Abu Dhabi, o Solar Impulse 2 teve que fazer uma longa parada técnica, de quase 10 meses, no Havaí para reparar as baterias abaladas por um calor excessivo durante a primeira parte da travessia do Pacífico a partir do Japão.
Para alcançar Phoenix, André Borschberg voará sobre o deserto de Mojave.
Fonte: AFP
Foto: AP Photo/Noah Berger

14/04/2016

Uso de energia solar gera economia de R$ 20 mil em escola de Uberlândia




Há cerca de um ano a Escola Municipal Milton Magalhães, no Bairro Segismundo Pereira, em Uberlândia, passou a usar a energia solar. Graças às placas instaladas, em um projeto realizado em parceria com a ONG Greenpeace, a conta de luz diminuiu mais de 70%.
A instalação de 48 placas de energia fotovoltaica custou R$ 75 mil e foi financiada pela própria comunidade. De acordo com Bárbara Rubim,coordenadora de energias renováveis do Greenpeace, com o projeto, a escola será beneficiada com a economia. “A gente fez um acordo com a Prefeitura de que toda economia gerada pelo sistema vai retornar para a escola. A comunidade, junto com a diretoria da escola, vai decidir como esse dinheiro vai ser investido”, explica.
Ainda segundo Bárbara, um dos motivos que definiram a escolha da escola foram os 42 metros de telhado, além da abertura da instituição a possibilidades pedagógicas.

Segundo a diretora, Isabel Carrijo, em abril de 2015, quando o projeto foi instalado, o consumo caiu de 2.514KWh para 402 KWh na conta de fevereiro deste ano. Ao longo de um ano, a escola teve uma economia de cerca de R$ 20 mil.O recurso economizado começou a fazer parte do Caixa Escolar e vem sendo usado em ações da comunidade.
Ainda conforme Isabel, duas alterações, uma na rotina dos alunos e outra na estrutura da escola também foram realizadas. Eles foram, respectivamente, a conscientização dos alunos e a instalação de um grande painel para captação de energia solar.
Além disso, as professoras da instituição receberam um treinamento sobre sustentabilidade e economia de energia elétrica e adaptaram as aulas para envolver o tema com as crianças. “A gente percebe que há uma conscientização das crianças e eles como multiplicadores nos seus lares”, comenta Isabel.
A partir de agora, os técnicos do Greenpeace vão, juntamente com educadores da Prefeitura de Uberlândia, dar o apoio técnico para poder encontrar outras demandas escolares e ajudar na elaboração de mais projetos pedagógicos.

Fonte: G1 Triângulo Mineiro
Foto: MGTV/Reprodução

12/04/2016

Pesquisadores da UFU buscam converter energia solar em combustível


Diariamente, o sol disponibiliza uma grande quantidade de energia luminosa que, se eficientemente armazenada, pode suprir a demanda energética da sociedade de forma sustentável e ecológica. Para que isso seja possível, o projeto Desenvolvimento e caracterização fotoeletroquímica de dispositivos moleculares para conversão de energia solar, coordenado pelo professor Antonio Otavio de Toledo Patrocínio, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), tem buscado novos materiais que possam, de forma limpa e sustentável, converter a energia solar em outras formas como eletricidade e combustíveis. Contribuindo, assim, para a diminuição da dependência dos combustíveis fósseis e o acúmulo de poluentes atmosféricos como o dióxido de carbono (CO2), causador do efeito estufa.
Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), os pesquisadores usam conceitos de nanotecnologia e engenharia molecular para prepararem esses materiais. “Dispositivos para transformar a energia solar em eletricidade já estão disponíveis comercialmente, mas a eletricidade gerada precisa ser usada imediatamente. Do contrário, é necessário o uso de baterias para armazenar energia, o que diminui a eficiência global do processo e aumenta os custos.”, aponta Antonio.

As plantas convertem diariamente água e luz solar em fonte de energia há milhares de anos, por meio da fotossíntese. Diante disso, os pesquisadores buscam, por meio de fotossíntese artificial desenvolver dispositivos relativamente simples que sejam capazes de converter a luz solar em espécies químicas com alto conteúdo energético. Estas espécies são, por exemplo, aquelas que queimamos no organismo para produzir energia, pois todos precisam queimar combustíveis orgânicos, como a glicose, para  produzir energia. Assim, o CO2 é convertido em glicose, que é considerada a espécie de alto conteúdo energético. "Na fotossíntese artificial, buscamos os combustíveis limpos, como o hidrogênio,  ou tentamos utilizar os resíduos gerados da queima dos combustíveis fosseis como matéria-prima, no caso o CO2", explica o pesquisador.

A proposta da fotossíntese artificial é usar a energia solar e armazená-la em forma de energia química, como a natureza faz. Sendo possível usá-la para converter substâncias abundantes na natureza como a água e o dióxido de carbono em hidrogênio, oxigênio, metano e outros compostos. Um dos resultados aguardados é comentado por Antônio. “Em especial, espera-se desenvolver uma célula fotoeletroquímica capaz de absorver a luz solar e armazenar a energia luminosa na forma de ligações químicas, ou seja, combustíveis, que podem ser facilmente armazenados e utilizados em diversas aplicações”, afirma Antônio.
Um dos desafios da fase atual da pesquisa é o desenvolvimento de compostos que possam funcionar de catalisadores para as reações de fotossíntese artificial. As pesquisas na área estão sendo desenvolvidas mundialmente. Antônio afirma que a ideia é que isso aconteça a longo prazo, em torno de dez anos, pois os pesquisadores ainda estão na etapa de entender o mecanismo de conversão e as principais características que os materiais a serem utilizados devem possuir para se garantir eficiência e estabilidade. “Não existe uma solução comercial ainda, contudo tem-se o costume de dizer que a fotossíntese artificial é o Santo Graal da utilização da energia solar. Uma vez que você reproduzida em larga escala, a fotossíntese artificial provocará grandes mudanças na matriz energética global”, diz o pesquisador.
Fonte: Roberta Nunes/FAPEMIG
Imagem: Freepik

21/03/2016

Escola pública do Paraná terá energia 100% produzida por sistema solar


A Escola Municipal Criança Feliz, de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, deverá ser a primeira escola pública do Paraná com sistema de energia solar. A previsão é que instalação da usina de micro geração seja concluída em 60 dias. Com um investimento de R$ 100 mil, o sistema fornecerá energia suficiente para reduzir a conta de luz em R$ 1,5 mil por mês.
O sistema contará com 50 placas fotovoltaicas, fixadas ao telhado, com capacidade de produzir 13 mil Watt-pico. Em meses em que houver excedente de geração, o valor equivalente poderá ser descontado da fatura de energia de outro órgão do município. O contrato entre a prefeitura e a empresa GCENG Serviços de Engenharia Elétrica, responsável pelo projeto, foi assinado na quarta-feira (24).
“É um projeto piloto que deverá ser implantado em outras instituições de ensino no Estado. Durante o ano muitas vezes a usina será autossuficiente o que irá gerar uma economia significativa. É o sol sendo utilizado de uma forma muito importante”, destaca o representante da GCENG, Tiago Oliveira.

Segundo a secretária de Educação, Marta Salete Bendo, a Escola Criança Feliz foi escolhida para a experiência por ser a que reúne o maior número de alunos entre as 24 escolas municipais, cerca de 410 no total. A iniciativa poderá ser expandida para outras instituições de ensino e órgãos públicos municipais.
Desde o fim de 2015, o colégio particular Cristo Rei – que tem 440 alunos distribuídos em turmas da educação infantil ao ensino médio - vem implantando projetos de sustentabilidade como o do sistema de energia solar, além de jardinagem, filtragem e drenagem pluvial e instalação de cisternas elevadas para o aproveitamento da água da chuva.
“Investimos cerca de R$ 120 mil nos quatro projetos. Com a energia solar, de segunda a sexta deixamos de usar de 33% a 34% da energia fornecida pela Copel e nos fins de semana alimentamos a rede e com isso somamos créditos descontados na conta  no fim do mês. Neste período, os gastos com energia elétrica que chegavam a R$ 9 mil por mês, agora é de R$ 5,5 mil. Estamos bastante animados”, comentou o diretor Roque Cesar Barbosa ao explicar que as ideias de sustentabilidade surgiram de sugestões dos próprios alunos.
Também em Marechal Cândido Rondon, funciona o Condomínio de Agroenergia para Agricultura Familiar Sanga Ajuricaba, que transforma dejetos de animais de um grupo de propriedades rurais em energia elétrica. Unidade vem sendo testada desde 2009 e já faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN). O biogás é produzido com a participação de 33 famílias cooperadas.

Foto: Prefeitura de Marechal Cândido Rondon / Divulgação
Fonte: Fabiula Wurmeister/G1 PR

29/01/2016

Maior usina de energia solar flutuante do mundo está sendo construída no Japão



Como a energia solar está se tornando uma parte cada vez maior da paisagem global da energia, os engenheiros de todo o mundo estão ocupados trabalhando para construir plantas que são grandes e eficientes o suficiente para acompanhar a demanda. Agora gigante japonesa de eletrônicos Kyocera está começando a construção no que diz será a maior usina de energia solar flutuante no mundo (em termos de capacidade global).

É o quarto projeto de planta flutuante da Kyocera, mas esse promete ser o mais impressionante de todos. A instalação será feita no reservatório Yamakuru Dam, próximo de Tóquio e vai gerar 13,7 megawatts de energia após sua conclusão em Março de 2018. Para cobrir os 180.000 metros quadrados do espaço serão construídos 51.000 painéis fotovoltaicos.

Imagem: Kyocera

12/01/2016

China constrói central solar gigante que pode abastecer 1 milhão de casas



A China está construindo uma central solar gigante no deserto de Gobi, que poderá produzir energia elétrica para aproximadamente 1 milhão de casas.

A primeira fase denominada de fase Noor 1, custou mais de mil milhões de euros, está atualmente em fase de finalização ficando totalmente operacional ainda no decorrer deste ano.

A fase Noor 1 contempla a instalação de 2 torres solares com capacidade de 135 MW cada torre. Após a finalização da primeira fase o projeto será capaz de produzir eletricidade suficiente para fornecer energia a mais de 452 mil casas.

O projeto ficará completo com a construção de mais 4 torres solares com capacidade de 135 MW cada torre, prevê-se que o projeto fique completo em 2020.

Os planos desta mega central vão de encontro com a ambiciosa meta do governo Chinês de redução da dependência dos combustíveis fósseis do país em 20% no ano 2030, assim como reduzir as suas emissões de gases de estufa.

A construção da central solar teve início há  6 anos sendo nessa altura o primeiro projeto de produção de energia em grande escala da China.

A central Solar está a sendo desenvolvida em conjunto pela BrightSource Energy, empresa sedeada em Oakland, California, e a empresa Chinesa Shanghai Electric Group.

Fotos recentes da Nasa mostram que os painéis solares que compõem a central solar cobrem uma área aproximadamente três vezes maior do que era visto há três anos atrás.

Imagens Nasa do ano de 2012 – Central Energia Solar Deserto de Gobi



Imagens Nasa do ano de 2015 – Central Energia Solar Deserto de Gobi


A China está se aproximando rapidamente de ser o novo lider mundial na área da energia solar.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, o país produz dois terços de todos os painéis solares instalados em escala mundial e aumentou a capacidade solar instalada mais do que qualquer outro país no mundo no ano passado.

Segundo um relatório do Programa Ambiental da ONU, a China investiu 83,3 bilhões de dólares no ano passado em energia renovável, valor que é superior ao de qualquer outro país.

Os Estados Unidos apesar de ser o segundo maior investidor mundial em Energias Renováveis, investiu menos de metade do valor aplicado pela China.

Jennifer Morgan, diretora do programa World Resources Institute afirmou numa entrevista: “A China está sendo em grande parte motivada por fortes interesses nacionais de forma a resolver os seus problemas de poluição do ar, limitar os impactos do clima e a expandir o setor das energias renováveis.”

Jennifer acrescentou ainda que a China sendo atualmente o maior emissor de gases com efeito estufa, será capaz de cumprir os seus objetivos se a aposta nas energias renováveis continuar nos mesmos moldes.

O primeiro Ministro Chinês Li Keqiang disse: “A emissão de dióxido de carbono da China atingirá o pico máximo no ano 2030 e a China vai continuar a trabalhar duro para atingir a meta proposta ainda antes dessa data”.

Um boom global no setor da energia solar poderá ser o maior trunfo da China, uma vez que a tecnologia da energia solar está a evoluir muito rapidamente e os custos envolvidos são cada vez mais reduzidos.