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31/03/2016

Filhote de espécie brasileira ameaçada de extinção nasce em Bauru


Um filhote de tamanduá Bandeira, uma das espécies da fauna brasileira ameaçada de extinção, nasceu dia 14 de março no zoológico de Bauru (SP).
Em 2014, o Zoo Bauru inaugurou seu novo alojamento para tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla), que é a maior das quatro espécies de tamanduás existentes em nosso continente. Segundo o diretor do Zoo, Luiz Pires, por se tratar de uma espécie da lista de ameaçados de extinção, o objetivo do zoológico foi de adotar a instalação necessária para que a reprodução da espécie pudesse ocorrer.
São mais de 350m² de área livre, grama, arbustos, árvores, tanque para banho, toca. Um alojamento para o bem-estar do animal. Após dois anos da nova instalação, nasceu o segundo filhote, o que demonstra a importância dos bons zoológicos modernos em auxiliarem na conservação das espécies.
Por terem hábito solitário, é tomado o cuidado de manter a fêmea na maternidade, separada do macho, até que o filhote, que por alguns meses só se mantém grudado nas costas da mãe, esteja maior, e assim, seja evitado qualquer tipo de acidente.
A expectativa da direção do Zoo é que entre 30 e 45 dias, o filhote já possa ser admirado por todos os visitantes, caminhando agarrado na mãe pelo seu alojamento.

Foto: Zoológico/Divulgação
Fonte: G1 Bauru

08/03/2016

Estudo diz que animais feios inspiram menos pesquisas


Um estudo da Austrália revelou que os animais do país tidos como feios, como o roedores noturnos e morcegos, são menos estudados e recebem menos fundos de pesquisa do que os considerados bonitinhos, como coalas e cangurus. 

Segundo estudo publicado na revista científica Mammal Review, os animais “feios” correspondem a 45% da fauna nativa australiana e, mesmo assim, raramente são alvos de investigação, informa o site Phys. 

A pesquisadora Trish Fleming, responsável pela pesquisa, diz que isso pode deixar essas espécies feiosas mais sujeitas a mudanças climáticas provocadas pelo homem, já que não sabemos bem como elas se comportam. “Sabemos muito pouco sobre eles, tendemos a ignorá-los completamente. Mas todo mundo sabe como é um coala ou um canguru.” 

Fonte: RegiãoNoroeste
Foto: The Telegraph

04/03/2016

Estudo comprova que cavalos reagem a emoções humanas

Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Sussex (Reino Unido) aponta que cavalos são capazes de discernir expressões faciais humanas. O experimento, feito usando fotos de rostos humanos, mostrou que os cavalos domésticos "respondem negativamente" a expressões irritadas.

Para os cientistas, isso acontece porque a domesticação pode ter habilitado os animais a interpretar o comportamento humano. "Nosso comportamento em torno deles tem um impacto", disse a pesquisadora Amy Smith.
Os resultados foram publicados na revista científica Biology Letters.
O experimento
A equipe mostrou grandes fotografias para 28 cavalos, que tinham as reações cerebrais medidas. "Uma pessoa apresentava a foto enquanto a outra segurava o bicho", detalhou Smith. Eram alternadas imagens com expressões felizes e irritadas.

“O principal resultado foi que eles olharam (para os rostos com raiva) com seu olho esquerdo", o que significa que processaram a imagem com o lado direito do cérebro, "especializado no processamento de estímulos negativos", explicou a pesquisadora.
Os cientistas também posicionaram monitores cardíacos nos cavalos, revelando que as expressões irritadas causaram aceleração significativa em seus batimentos cardíacos.
Resultados semelhantes foram relatados recentemente em cães domésticos, levantando questões sobre como viver com os seres humanos pode ter influenciado as habilidades dos animais.

Fonte: BBC
Imagrm Freepik

19/01/2016

Cachorro doméstico surgiu há 33 mil anos, aponta estudo

Foto: BBC News

Um novo estudo chinês sobre a origem do cachorro domesticado, tema que a arqueologia não consegue chegar a um acordo, assegura que os primeiros cães viveram com o ser humano há 33 mil anos no sudeste da Ásia.

A investigação, realizada pelo Instituto de Zoologia de Kunming, no sul da China, chegou a esta conclusão após examinar sequências genômicas de 58 canídeos, incluídos 12 tipos de lobo cinza (possivelmente o antepassado selvagem mais próximo do cachorro), 27 cachorros primitivos e 19 raças atuais.

Com esses genomas o instituto, vinculado à Academia Chinesa de Ciências, elaborou um mapa que mostra a expansão do cachorro ao longo de milhares de anos, e indica um lapso de cerca de 20 mil anos entre os primeiros animais desta espécie domesticados na Ásia e os de outras partes do mundo.

De fato, os primeiros restos arqueológicos que até agora tinham mostrado a convivência de cachorros com seres humanos datam de 15 mil anos atrás, e foram encontrados em jazidas paleolíticas em planícies da atual Rússia.

Nessa época, "uma subespécie de cachorros ancestrais começou a emigrar para Oriente Médio, África e Europa, onde chegaram há 10 mil anos", afirmou Wang Guodong, um dos autores do estudo.

Foi também então (há entre 16 mil e 13 mil anos) que os primeiros humanos migraram para a América, através do estreito de Bering (então congelado pelas glaciações), e de acordo com Wang já estavam acompanhados por cachorros domesticados.

O estudo chinês foi publicado na revista científica internacional "Cell Research", embora o trabalho dos pesquisadores continue para poder determinar com maior exatidão geográfica e temporal a origem do melhor amigo do homem.

24/12/2015

Conheça Vincent, o gato que ganhou próteses de titânio

Foto: Christopher Gannon/Iowa State University

Vincent é um gato de 3 anos de idade que foi encontrado ainda filhote sem as patas traseiras. Mas agora ele tem uma nova maneira de se locomover, graças às patas traseiras feitas de liga de titânio recebidas na Universidade do Estado de Iowa. Pesquisadores da universidade construíram um par de patas para o gato utilizando modelagem de uma impressora 3D.

"Eu prevejo que ele estará pulando e fazendo coisas normais de gato muito em breve", Dra. Mary Sarah Bergh, a cirurgiã que inseriu as pernas protéticas de Vincent e tem supervisionado a sua reabilitação.

Bergh é professora associada de cirurgia ortopédica no Departamento de Ciências Clínicas Veterinárias. Ela estima que apenas uma dúzia de animais do mundo receberam esse tipo de próteses que Vincent tem agora. Infelizmente, isso tende a tornar as coisas mais difíceis em Vincent. Uma vez que há tão poucos dados disponíveis, não foi fácil para ensiná-lo em sua recuperação.

Mas no geral, a recuperação de Vincent mostra o progresso notável, e é uma prova da inovação da medicina veterinária e da dedicação e amor de seu dono.

Bergh primeiro tentou fisioterapia com Vincent, mas logo percebeu que a endoprotese representou a melhor chance de uma vida normal para o gato. Seus implantes necessitam de cuidados especiais, tais como um spray antibiótico diariamente para evitar infecções.


Uma empresa ortopedia veterinária chamada BioMedtrix tem doado tempo e materiais para o projeto. Os implantes são de titânio que permitem que os ossos cresçam sobre elas. Vincent terá tratamentos adicionais para alongar gradualmente as próteses, de modo que, um dia, eles vão ser tão longo como membros posteriores de um gato normal. Nesse ponto, ele deve ser capaz de se locomover com pouca dificuldade mesmo quando tentar saltar.


Publicado no Futurism