Mostrando postagens com marcador Geociências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geociências. Mostrar todas as postagens

06/06/2016

Bolsa de Pós-Doutorado em Geociências no Inpe


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Geociências, na área de Desmatamento e Degradação em Florestas Tropicais, com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 9 de junho.
O bolsista integrará a equipe do Projeto Temático “E-sensing: big earth observation data analytics for land use and land cover change information”, que tem Gilberto Câmara como pesquisador responsável.
As atividades do bolsista se concentrarão na análise de trajetórias multitemporais de desmatamento e degradação florestal na Amazônia em grandes bancos de dados geográficos, com foco na análise, avaliação e validação de padrões espaço-temporais de desmatamento e degradação florestal. Serão realizadas análises com dados de campo e com dados obtidos pelos sistemas de monitoramento da floresta Amazônica do Inpe: PRODES, DETER e DEGRAD.
O candidato deve ter doutorado em Ciências da Terra, Sensoriamento Remoto, Ciências Ambientais ou Engenharia Florestal, obtido nos últimos sete anos. Deve ter experiência em análise e processamento de imagens de sensoriamento remoto de floresta e no uso de geotecnologias. Deve, também, ter experiência no uso de pacotes estatísticos para avaliação de mapas, de preferência em R, práticas de silvicultura, análise de séries temporais e de bases de dados geoespaciais e coleta de dados em campo.
Os interessados devem enviar carta de apresentação descrevendo qualificações e motivo da candidatura, curriculum vitae com dados pessoais, qualificações acadêmicas e cinco publicações mais relevantes, link para página pessoal em sites como Research Gate, Google Scholar ou Academia.edu; ORCID Research ID, se disponível, além de link para o currículo Lattes para Isabel Escada (isabel@dpi.inpe.br) e Gilberto Câmara (gilberto.camara@inpe.br).
Para mais informações, consulte o site do projeto: www.esensing.org.
A oportunidade está publicada em fapesp.br/oportunidades/1143/.
O candidato selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.
Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.
Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.
Fonte: Agência Fapesp

13/04/2016

Oportunidade de Pós-Doutorado em Ecologia/Geociência


Agência FAPESP – O Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro oferece uma oportunidade de Pós-Doutorado em Ecologia/Geociências com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição encerra em 20 de abril.
O bolsista integrará a equipe do Projeto Temático "Estruturação e evolução da biota amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa", desenvolvido no âmbito do Programa BIOTA-FAPESP.
O projeto busca entender a história evolutiva, ecológica e ambiental da Amazônia por meio de uma abordagem comparativa, integrando sistemática e filogenética, estrutura e funcionamento dos ecossistemas, geologia e história paleoambiental, modelagem do sistema terrestre e sensoriamento remoto.
O pós-doutorando avaliará a atual distribuição das variáveis ambientais e estrutura da superfície da bacia do Amazonas e sua relação com os processos evolutivos e geológicos subjacentes. Serão empregados conjuntos de dados integrados de sensores ópticos e de micro-ondas para gerar produtos que irão apoiar a investigação biogeográfica na bacia amazônica.
O bolsista selecionado deverá desenvolver novos e criativos métodos para derivar conjuntos de dados, utilizando múltiplos sensores e informações multitemporais em múltiplas escalas espaciais, integrados às demandas e atividades de outros membros do projeto.
O bolsista deve ser capaz de divulgar seus resultados em publicações em revistas internacionais de renome e apresentações em conferências científicas internacionais.
Os candidatos devem ter doutorado em Ecologia, Geografia, Geologia, Ciências Ambientais e áreas afins, com demonstrada experiência em processamento e análise de dados de sensoriamento remoto a partir de diversas fontes.
Devem também estar familiarizados com todos os principais pacotes de software de sensoriamento remoto e ter um sólido conhecimento de ecologia tropical e/ou história natural, bem como um histórico de publicação em revistas internacionais.
Qualificações adicionais incluem experiência anterior com sensoriamento remoto de micro-ondas e/ou processamento de grandes volumes de dados, além de habilidades estatísticas e em programação (R, Python, IDL).
Os interessados devem enviar carta de interesse, currículum vitae ou link para o Currículo Lattes, cópias de até duas publicações e nomes de três contatos que possam fornecer carta de recomendação mediante solicitação para Thiago Sanna Freire Silva, um dos pesquisadores principais do projeto, no endereço tsfsilva@rc.unesp.br.
A oportunidade está publicada no endereço www.fapesp.br/oportunidades/1065/.
O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.
Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação.
Foto: Léo Ramos/FAPESP

07/04/2016

Descoberta de mineral pode inspirar novos materiais



Em razão de suas propriedades físicas e estruturais, acredita-se que um novo mineral chamado melcherita pode ter aplicações tecnológicas importantes. O citado mineral, que foi caracterizado em 2014 por um pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e pelo professor Daniel Atencio, do Instituto de Geociências (IGc) da USP, foi descoberto pelo engenheiro de minas, Luiz Alberto Dias Menezes Filho (1950-2014), na mina de Jacupiranga, em Cajati (SP).

A melcherita, um dos setenta minerais já descobertos em território brasileiro, foi encontrada em 2014, mas sua descoberta se tornou oficial apenas em 2015, através da aprovação da Associação Mineralógica Internacional (IMA, na sigla em inglês).

O nome melcherita é uma homenagem ao falecido professor Geraldo Conrado Melcher (1924-2011), que chefiou o Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Escola Politécnica (Poli) da USP e que atuou na mina de rocha fosfática de Cajati, através da empresa de mineração Serrana S. A., tendo trabalhado também com Luiz Menezes Filho.

O novo mineral foi encontrado em uma cavidade muito pequena de uma rocha de carbonatito, que é rica em calcita e dolomita, retirada da mina de Jacupiranga. É nesse tipo de cavidade que se localizam os minerais raros.

Para descobrir a melcherita, os pesquisadores analisaram a rocha com as técnicas de difração de Raios-X e de Espectroscopia Raman, consistindo esta última na incidência de um laser que, ao atingir uma espécie mineral, faz com que os átomos ou íons de sua estrutura vibrem. O espectro característico dessas vibrações funciona como uma “digital”. Portanto, com base no comportamento dos átomos, é possível distinguir cada mineral presente em uma rocha. “A estrutura da melcherita é muito versátil. E até pouco tempo só havíamos encontrado essa estrutura em compostos produzidos em laboratório, e não na natureza”, diz Marcelo Barbosa de Andrade, pesquisador responsável pelo Centro de Caracterização de Espécies Minerais (CCEM/IFSC), que participou dessa descoberta.


A Melcherita

A melcherita foi o segundo hexaniobato (tipo de composto) a ter sido descoberto no mundo. Ao contrário de outros compostos sintéticos, ou seja, aqueles produzidos em laboratório, a melcherita contém nióbio, substância bastante utilizada na fabricação de aço. Por ter características diferentes dos compostos sintéticos, a possibilidade de aplicação tecnológica desse mineral, segundo Marcelo, é fantástica. O nióbio, por exemplo, origina octaedros – estruturas que contêm oito faces – que se unem formando um “super-octaedro”.

O pesquisador explica que já existem estudos envolvendo o aprisionamento de vírus, a partir dessas estruturas formadas pelo nióbio. Nesse sentido, já há pesquisas sendo desenvolvidas com o intuito de usar essa metodologia para aprisionar substâncias químicas letais, como, por exemplo, as do gás sarin, que, de acordo com um relatório divulgado no último dia 4 de janeiro pela Organização das Nações Unidas (ONU), foram utilizadas em ataques ocorridos na Síria.

Por se tratar de um mineral recém-descoberto, o pesquisador do IFSC explica que ainda será feita uma série de estudos com foco nas propriedades físicas desse mineral, a fim de analisar outras possíveis aplicações da melcherita, até porque esse mineral ainda não foi encontrado em nenhuma outra região do mundo, a não ser em Cajati. “A pesquisa ainda está em desenvolvimento. E, em razão de podermos substituir os elementos que existem no mineral, alterando suas propriedades físicas, esperamos apresentar muitas novidades”, afirma Marcelo, acrescentando que algumas partes dos estudos foram feitas em parceria com o professor Robert T. Downs, do Departamento de Geociências, da Universidade do Arizona (Estados Unidos), e com John Spratt, do Museu de História Nacional, em Londres (Inglaterra).

Com a finalidade de preservar o novo mineral, os pesquisadores já depositaram a melcherita no Museu de Geociências da USP e no Museu Mineralógico da Universidade do Arizona, onde as amostras do material estão acessíveis aos especialistas interessados em desenvolver novos estudos com o mineral recentemente descoberto.

Fonte: Rui Sintra / Assessoria de Comunicação do IFSC
Foto: Assessoria de Comunicação do IFSC