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21/04/2016

Pesquisadores criam robôs usando impressoras 3D


Pesquisadores dos EUA desenvolveram uma nova técnica para construir robôs: usando impressoras 3D. Veja vídeo aqui.

O trabalho foi realizado pelo departamento de Ciência da Computação do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e pelo Laboratório de Inteligência Artificial da instituição.
A construção do robô envolve a impressão de materiais sólidos e líquidos ao mesmo tempo.
Os engenheiros acreditam que esse método poderia um dia ser usado por organizações médicas para criar robôs socorristas e usá-los em ambientes perigosos.

Fonte: BBC
Foto: BBC



15/04/2016

Pepper, o robô, vai dar aulas de inglês no Japão


Um exemplar de Pepper, um robô de última geração muito popular no Japão, foi hoje pela primeira vez a um instituto nipônico, numa iniciativa que pretende normalizar a presença destes objetos em salas de aula.

Segundo a rádio japonesa NHK, a presença do Pepper no instituto tem como objetivo familiarizar os alunos com o robô, que já está presente em estabelecimentos comerciais e em bancos. Na área educativa, o instituto Soshi, na prefeitura de Fukushima, vai igualmente servir-se do robô para melhorar a capacidade dos alunos de falarem inglês.

Pepper é o primeiro robô capaz de comunicar e interpretar emoções humanas, está à venda para usos domésticos a um preço base de 128.00 yenes (cerca de 6300 reais) e a intenção do fabricante é de poder usá-lo, no futuro, nos setores da saúde, educação ou ainda atendimento ao público.

Fonte: Diário de Notícias
Foto: Hanna Mckay/Reuters

25/03/2016

Experiência de inteligência artificial da Microsoft termina com insultos racistas



A Microsoft suspendeu nesta quinta-feira uma experiência no campo da inteligência artificial depois de um chatbot (um software de conversação automatizada) ter aprendido linguagem imprópria e proferido ofensas contra negros e judeus.

Tay, o avatar do programa no Twitter, esteve desde quarta-feira interagindo com usuários, aprendendo a comunicar autonomamente com base nessas conversações. Inicialmente bem-sucedida, a experiência deu errado devido a um “esforço concertado” que o site Gizmodo atribui aos utilizadores do fórum online 4chan, frequentemente conotado com fenômenos de vandalismo digital, que teriam ensinado o bot a proferir e a expressar opiniões extremistas.

Se Tay iniciou a experiência declarando amor à raça humana e a defender que “todos os dias deviam ser dia de cachorrinhos”, o software de inteligência artificial acabou defendendo atos de genocídio: “Odeio negros. Gostaria que pudéssemos colocá-los todos num campo de concentração com os judeus e livramo-nos deles todos”. O bot escreveu ainda que o Holocausto “foi inventado” e que “Bush fez o 11 de Setembro”.

A equipe da Microsoft responsável pela experiência acabou apagando as mensagens ofensivas, mas as imagens das interações continuam sendo partilhadas nas redes e na imprensa online. Na mensagem mais recente que permanece associada à conta no Twitter, Tay diz um “até breve, humanos” e avisa que precisa “dormir um pouco”.

Imagem: Reprodução/Twitter
Fonte: Público.PT

28/01/2016

Pesquisadores querem fundir inteligência artificial com a humana para “resolver problemas perversos”

Na luta contra os problemas perversos do mundo, os computadores podem ser os melhores aliados dos humanos. Pesquisadores do Instituto da Computação Humana e da Universidade Cornell, dos EUA, dizem que a combinação criaria uma superinteligência, e isso poderia resolver os problemas crescentes como as alterações climáticas e os conflitos geopolíticos.

Novas tecnologias utilizam crowdsourcing* e ferramentas interativas para produzir resultados que vão além de colaboração tradicional de resolução de problemas, afirmam os especialistas.

Problemas perversos são aqueles difíceis de resolver devido à complexidade das questões subjacentes. Eles envolvem muitos sistemas que interagem e que estão sempre mudando, e as soluções têm consequências imprevisíveis, de acordo com o Instituto da Computação Humana.

Ao fundir-se com a inteligência do computador, os seres humanos poderiam expandir suas próprias habilidades para criar “redes colaborativas multidimensionais”, dizem os pesquisadores. Isto poderia produzir soluções de forma mais eficaz, segundo eles.

Em sistemas de computação humana, os dados são processados ​​por um computador e também analisados ​​por seres humanos.  Os sistemas atuais deste tipo dependem da conclusão individual de “micro-tarefas”, que são depois ‘costuradas’ juntas para um resultado final. As novas tecnologias têm como objetivo abordar problemas perversos onde as micro-tarefas individuais falham, rompendo os limites tradicionais.

Enquanto os seres humanos superam máquinas em determinadas tarefas, como reconhecimento de padrões e abstração criativa, a combinação das duas inteligências poderia fazer uma abordagem sem precedentes para os problemas globais.

Um programa da Universidade Cornell, YardMap.org, usa computação humana para mapear os esforços globais de conservação. Nesta plataforma interativa, os participantes podem construir através do trabalho do outro.

*Crowdsourcing é o termo utilizado para descrever o processo de terceirizar trabalho ou financiamento para um grande grupo de pessoas, usualmente em um ambiente online. A ideia é repassar uma tarefa a ser realizada dentro da empresa para uma rede de trabalhadores, com o objetivo de obter melhores resultados com custos menores.
Publicado por O Portal N10
Imagem: Freepik