25/08/16

Estudo associa o 'consumo' excessivo de pornografia à disfunção erétil


Antes da popularização da internet, você precisava ir a uma banca de jornal e, despistadamente, comprar uma revista de "mulher pelada". Ou, então, alugar um filme pornô na locadora e passar por certo constrangimento. Na era digital, basta um clique e um vasto conteúdo erótico está à sua frente. Há quem prefira passar horas se masturbando na frente de uma tela do que ter um encontro real. Mas, o vício por esse tipo de conteúdo pode estar associado a problemas sexuais, especialmente a disfunção erétil, conforme sugere um estudo britânico.


A pesquisadora Angela Gregory, da Universidade de Notthingham, na Inglaterra, realizou um estudo aprofundado, que durou mais de uma década, e chegou à conclusão que cada vez mais os jovens britânicos estão sofrendo com a disfunção erétil. Segundo o estudo, essa situação é estranha, pois o problema, normalmente, costuma afetar homens mais velhos, e é associado a doenças como diabetes, esclerose múltipla e a problemas cardíacos.


A cientista identificou que os jovens não apresentavam tais doenças, mas tinham algo em comum: o vício por conteúdo pornográfico. De acordo com o estudo, este pode ser o motivo para a dificuldade de ereção da juventude britânica.

Contraponto


O urologista Antônio Peixoto Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de Minas Gerais, diz que o excesso de masturbação faz mal, assim como qualquer outra atividade que se realiza em exagero, mas que o ato, em si, não causa disfunção erétil.

O especialista alerta, no entanto, para o risco da precocidade da vida sexual estimulada pelo "bombardeio" de conteúdo pornográfico. "Isso acaba gerando um desgaste. Alguns pacientes jovens se queixam que o pênis é pequeno, mas pela comparação com os filmes eróticos. Às vezes, a pessoa acha que tem disfunção erétil e, na verdade, não tem. Isso acontece porque ela quer um desempenho que não existe. Acha que vai ficar transando o dia inteiro", destaca o médico.

Fonte: Revista encontro
Imagem : Pixabay

Pesquisadores criam aplicativo com tecnologia similar a do Youtube e Netflix


Com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), pesquisadores do Instituto de Computação (IComp) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) criaram o aplicativo “ICompTV”, uma tecnologia similar à do Youtube e da Netflix. A ferramenta será usada para publicação e consumo de conteúdos multimídia gerados pelos professores do Icomp e já está disponível na Google Play.
Segundo o coordenador do estudo, professor e doutor em Ciências da Computação, César Melo, o ICompTV é resultado de um esforço que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos 3 anos no Icomp com foco em pesquisas relacionadas à transmissão de vídeos pela internet.  A pesquisa contou com a participação de três estudantes de graduação, dos cursos de Engenharia da Computação, Sistemas de Informação e Ciências da Computação, e de dois alunos de mestrado e doutorado em Informática, ambos da Ufam.
Conforme César Melo, um dos principais resultados da pesquisa é o domínio da tecnologia Streaming Adaptativo, que é uma forma de transmitir vídeo baseado na capacidade de transmissão da rede que o usuário está conectado. A tecnologia é similar à usada por grandes distribuidores de vídeo, como o Youtube e a Netflix.
“A forma mais simples de entender a tecnologia é você imaginar que cada pessoa tem um plano de dados e, esse plano de dados tem seu limite de transferência. O aplicativo é capaz de perceber qual é o plano, ou seja, qual a velocidade que está disponível em determinado instante, e usar essa velocidade para transmitir a melhor imagem que não ‘travaria’ o aplicativo. Ao longo da sessão, a tecnologia vai alterando de acordo como que está acontecendo com a rede de dados”, explicou o estudioso.
O pesquisador completa que a tecnologia é uma evolução de outras ideias implementadas em anos anteriores, quando o usuário escolhia a qualidade que ele queria e isso “travava” a transmissão.
De acordo com o professor, o conhecimento adquirido ao longo dos anos e o domínio da tecnologia permite que outras instituições do Amazonas também utilizem o aplicativo para transmissão de conteúdo multimídia.
“Como nossa proposta era demonstrar a aplicação da tecnologia, nós implementamos conteúdos do Icomp e criamos o piloto ICompTV, mas a forma como a tecnologia foi desenvolvida permite a utilização por outras instituições de forma customizada. Em outras palavras, eu poderia ter a UfamTV, a SeducTV. Qualquer instituição que gere conteúdo digital poderia utilizar a plataforma”, disse César.
Foco no aprendizado
Para o professor da Ufam, a vasta variedade de vídeos disponibilizados na internet dificulta a utilização de materiais multimídia no ensino e aprendizagem. Nesse sentido, o aplicativo, ao reunir o conteúdo em um só lugar, se torna uma ferramenta importante para consolidação do uso dos conteúdos multimídia na formação do aluno.
“O aluno tem que encontrar dentro desse universo de coisas o que é mais importante para ele, e, muitas vezes ele se perde nessa busca. A ideia é concentrar os assuntos relacionados e, que partir disso, o aluno tenha mais facilidade de acesso aos conteúdos”, ressalta César Melo.
Como funciona
O professor explicou que o ICompTV funciona como outros aplicativos. O usuário precisa acessar a loja Google Play, fazer o download e instalar o App. Automaticamente, o usuário terá acesso direto e gratuito a todos os conteúdos da plataforma. Ele destacou que o acesso é permitido para alunos e não alunos da Ufam.
“Ao executar o aplicativo, o usuário vai encontrar a lista de vídeos, a playlist – conjunto de vídeos relacionados – conteúdo de canais que seria o agrupamento de disciplinas, por exemplo. Ele também poderá pesquisar por meio de palavras-chaves. Qualquer usuário pode acessar a plataforma, mas para interagir será preciso fazer um cadastro simples, com nome e e-mail”, disse Melo.
Fonte: Francisco Santos – Agência Fapeam
Fotos: Érico Xavier – Agência Fapeam

24/08/16

Concurso de comunicação científica premiará vencedor com viagem à Europa


As inscrições para o segundo EURAXESS Science Slam Brazil estão abertas até 15 de setembro. EURAXESS Science Slam Brazil 2016 é um concurso que oferece aos pesquisadores ativos no Brasil a chance de mostrar seu trabalho, bem como talento oral e criatividade, para membros da comunidade científica e do grande público, em um clima descontraído. O concurso é aberto aos pesquisadores (de doutorandos em diante) de todas as nacionalidades e todos os campos de pesquisa.
Os  pesquisadores interessados têm até 15 de setembro para enviar sua candidatura. Os 5 melhores candidatos serão convidados por EURAXESS Links Brazil a participar dafinal no Rio de Janeiro, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia entre 17 e  23 de outubro de 2016, com tudo pago.Os candidatos poderão fazer uso de material de áudio e de vídeo, slides ou qualquer outro suporte ou media, assim como equipamento cientifico.
As performances dos candidatos serão avaliadas pelo público e pelo júri, com base nos seguintes critérios: conceitualização, estilo e originalidade. O vencedor ganhará uma viagem à Europa, onde realizará um curso de comunicação científica junto com os cinco ganhadores dos EURAXESS Science Slams ASEAN, China, Índia, Japão e América do Norte. E ainda terá a oportunidade de visitar o instituto europeu de pesquisa de sua escolha!
O concurso é aberto aos pesquisadores de todas as nacionalidades e todos os campos de pesquisa.
Cada participante das finais fará uma apresentação do seu projeto de pesquisa, em inglês ou em português, com duração de até 10 minutos. Os candidatos poderão fazer uso de material de áudio e de vídeo, slides ou qualquer outro suporte ou media, assim como equipamento cientifico.

As performances dos candidatos serão avaliadas pelo público e pelo júri, com base nos seguintes critérios: conceitualização, estilo e originalidade.
Os cinco finalistas receberão a assessoria de um coaching individual, antes da final. Além disto, eles participarão de um workshop de comunicação científica, no Rio de Janeiro, que terá como foco: Técnicas de apresentações para cientistas. Este
workshop será aberto a pesquisadores se encontrando no Rio de Janeiro no dia 18/10 mediante inscrição prêvia, e contará com a presença como treinadores
de Marco Andrade Brandão da TedX Rio e do vencedor do ano passado, Leonardo
Pereira Silva do Grupo Gatu. O vencedor ganhará uma viagem à Europa, para visitar o instituto de pesquisa da sua escolha.

Para participar:
Desenvolva uma ideia original para apresentar seu projeto de pesquisa ao mundo: pode ser palestra, sapateado, canto, experimento ao vivo… Tudo é permitido!
Faça um vídeo de até 3 minutos da sua performance, com o seu smartphone, câmera digital ou outro dispositivo. A apresentação deve ser em inglês ou português.
Envie seu vídeo pela plataforma Drop-it-to-me do EURAXESS Links Brazil (senha: “Science_Slam_2016”), mande seus contatos pelo e-mail brazil@euraxess.net e tenha a chance de ser um dos 5 finalistas a concorrer no slam

Fonte: Confap

Docentes do Instituto de Física da USP criam canal no YouTube para ensinar conceitos


Agência FAPESP – Professores e pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pelo prof. Gil da Costa Marques, criaram um canal no YouTube com diversas aulas de física que auxiliam alunos, professores a buscar o entendimento dos problemas mais complexos da física de uma forma mais simples, segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Instituto.
De acordo com Costa Marques, responsável pela iniciativa, "o propósito do canal no YouTube é disponibilizar conteúdos de alta qualidade para a educação científica e informações mais recentes sobre o ensino de física para estudantes universitários e professores que buscam atualização dos conhecimentos”.
Os planos futuros para a plataforma, ele acrescentou, preveem a expansão da oferta de conteúdos para um público mais geral. “Porém, o principal objetivo foi alcançado que é o de aproximar cada vez mais a universidade pública, gratuita e de alta qualidade, da sociedade que a financia por meio dos impostos”, ele finalizou.
As aulas no YouTube estão disponíveis no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCF5qm-yrOeDq1sSmE-gCh0.
Para mais informações utilize o e-mail marques@if.usp.br ou o telefone (11) 3091-6708. 

23/08/16

Descoberta abre novas perspectivas na luta contra o câncer

A descoberta de como funciona o Mecanismo de Reparação do DNA  nas células danificadas pelos raios UVA abriu uma nova perspectiva de avanço na luta contra o câncer, comunicou o Francês Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS).
Cientistas de universidades francesas e inglesas conseguiram pela primeira vez acessar o complexo mecanismo de reparação das células e como diferentes proteínas envolvidas neste processo, mostrou o estudo publicado pela revista científica “Nature”.
“A complexidade desse processo impediu os pesquisadores por muito tempo de compreender quais mecanismos eram seus”, afirmou O CNRS.

Mecanismo de Reparação

Graças ao se uso de nanotecnologias, uma equipe de biológos e físicos conseguiu gravar em tempo real como enzimas que atuam no processo de reparação do DNA danificado pelos raios ultravioleta.
O relatório acrescentou que, “quando o câncer é resistente à radioterapia ou à quimioterapia – cuja função é danificar o DNA das células cancerígenas – é porque suas células ativaram o mecanismo de reparação”.
Conhecer estes mecanismos pode permitir estudar novas pistas para inibir o efeito dessas enzimas nesse processo-chave de reparação. Este avanço também pode ter efeitos na cura de algumas doenças bacterianas, como a tuberculose, que utilizam proteínas muito semelhantes para se proliferar.
Fonet: EFE aúde

Dirigível gigante decola pela primeira vez na Inglaterra

A maior máquina voadora da atualidade, o enorme dirigível Airlander 10, decolou pela primeira vez nessa quinta-feira (17), no norte de Londres, na Inglaterra. O primeiro voo de teste do aparelho durou 20 minutos e foi realizado com sucesso, como informou a empresa britânica Hybrid Air Vehicles (HAV), que trabalha no projeto desde 2013.
Com 91 metros de comprimento, o Airlander 10 é quase 20 metros mais longo que o Airbus A380, o maior avião de passageiros mundo. A aeronave ainda tem 34 metros de largura, 26 m de altura e pode decolar com peso máximo de 20 toneladas, sendo metade de carga.
Para voar, o aparelho precisa ser inflado com 38.000 m³ de gás hélio e a propulsão fica por conta de quatro motores V8 turbodiesel, cada um capaz de gerar 325 cavalos de potência. Segundo a HAV, em missões tripuladas o Airlander 10 pode permanecer voando por cinco dias, ou então por duas semanas de forma ininterrupta, se controlado remotamente.
O plano do fabricante é oferecer o dirigível para funções como “guindaste” voador, no ramo da construção cívil, ou ainda como plataforma para serviços de comunicação e pesquisas científicas, além de também ser sugerido como um meio de busca e salvamento. Apesar do enorme porte, a aeronave não precisa de uma pista para alçar voo, o que aumenta ainda mais sua versatilidade em diferentes missões.
O desenvolvimento do Airlander 10 começou em 2010 nos Estados Unidos, a pedido do Exército (US Army) para uma aeronave “inteligente” de longo alcance. O programa, na época assumido pela fabricante Northrop Grumman, foi cancelado pelo Pentágono em 2013 por falta de verbas. Nesse mesmo, a HAV adquiriu o projeto e assumiu a construção do aparelho.
De acordo com dados da ficha técnica, o Airlander 10 foi projetado para voar a velocidade máxima de 150 km/h e se descolar por um raio de 6.000 km a partir de sua base. Até 2021, a empresa britânica planeja fabricar 10 unidades do dirigível.
O primeiro Airlander 10 foi batizado como “Martha Gwyn”, em homenagem a esposa do presidente da HAV, Philip Gwyn.
Fonte:Airway

22/08/16

Biólogos acham espécies raras de plantas 'primas' do ipê e da carqueja

Pesquisadores do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) descobriram duas novas espécies raras de plantas em Serranópolis, Mineiros, Jataí, e Chapadão do Céu, região sudoeste do estado. De acordo uma das coordenadoras do projeto, a bióloga Luzia Francisca de Souza, uma delas é da família do ipê e da catuaba e a outra é parente da carqueja.
Segundo a pesquisadora, ambas as espécies podem ter propriedades medicinais e até mesmo afrodisíacas. “As plantas da família dos ipês apresentam usos medicinais em determinadas comunidades. O ipê rosa tem compostos químicos que são usados para combater alguns tipos de câncer. A catuaba é reconhecidamente afrodisíaca. A outra planta é prima da carqueja, usada pra muita coisa. Velas vão ser estudadas para analisar qual o fim”, afirmou ao G1.
A primeira amostra da prima do ipê, nomeada Neojobertia alboaurantiaca, foi colhida em 2015, em Serranópolis, mas só recentemente foi identificada como uma espécie inédita. Trata-se de um tipo de trepadeira que gosta de locais secos e ensolarados.
Já a parente da carqueja, chamada pela ciência de Bacharis sp. novae, é uma erva que gosta de áreas úmidas, porém ensolaradas.
A descoberta foi feita durante um trabalho que tem por objetivo identificar as espécies de vegetação presentes nas regiões sudoeste e oeste do estado. A bióloga afirma que, ao recolher a amostra das duas plantas, não foi possível identificar a espécie. A partir daí começaram a desenvolver a pesquisa e análise das plantas.
De acordo com Luzia Francisca, o processo de identificação da espécie foi longo porque reuniu outras amostras de plantas recolhidas, por exemplo, no Jalapão.
“A gente recolheu a amostra de várias espécies, as que ficaram sem identificação nós encaminhamos para especialistas analisarem. Eles cruzaram todas as características genéticas do material e concluiu que tratava-se de tipos inéditos, com diferenças morfológicas em relação a outras plantas da família”, afirmou.
Além da identificação das duas espécies novas, o trabalho também identificou quatro plantas que nunca haviam sido encontradas em Goiás, chamadas pela ciência de Thismia panamensis, Bacopa scabra, Ocotea notata e Cereus bicolor. A primeira delas, segundo a pesquisadora, nunca havia sido vista no Brasil.

Ameaça
A pesquisadora alerta que as plantas, apesar de recém-descobertas, já podem ser consideradas ameaçadas de extinção. Para resguardar a existência delas, exemplares da vegetação foram depositados no Herbário Jataiense.
“De acordo com os critérios da UICN [União Internacional para a Conservação da Natureza], a Neojobertia já está na lista de espécies ameaçadas. A Bacharis ainda vai ser submetida à avaliação sobre os mesmos critérios e provavelmente estará também. Para se ter uma ideia eu consegui encontrar e colher apenas um exemplar durante todos estes anos de estudo”, revelou a pesquisadora.

Fonte: G1