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09/05/2016

Desmatamento da Amazônia Legal aumenta 190% em MT, diz Imazon




Dados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), mostram que o desmatamento na área da Amazônia Legal em Mato Grosso aumentou 190% nos meses de fevereiro e março de 2016 em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram derrubados 172 km² neste ano, enquanto em 2015 foram 60 km².
Conforme os dados, os municípios que mais desmataram em Mato Grosso nos meses de fevereiro e março foram Marcelândia (27,9 km²) e Feliz Natal (26 km²). Outros oito municípios do estão estão na lista dos que mais desmataram, sendo eles Nova Maringá (13 km²), Juína (12.2 km²), Santa Carmem (10.5 km²), Aripuanã, (8.6km²) Diamantino (7.6 km²) e Juara (7.4 km²).

Nesse período, Mato Grosso foi o responsável por 81% do desmatamento registrado na Amazônia. Rondônia ficou em segundo lugar, com 9%. Porém, na comparação dos períodos de agosto de 2015 a março de 2016, e agosto de 2014 a março de 2015, o estado teve queda de 7% na área desmatada, passando de 639 km² para 595 km².
De acordo com o SAD, em março deste ano, 61% da área florestal da Amazônia Legal estavam cobertos por nuvens, sendo que os estados com mais cobertura o Amapá (91%), o Pará (77%) e o Amazonas (63%).

Assentamentos
Foram registrados em toda a Amazônia Legal 25 quilômetros quadrados de desmatamento em assentamentos de reforma agrária em fevereiro e março. Dos três mais afetados da área, estão dois de Mato Grosso, sendo o PE Vida Nova, em Jangada, e PA Japuranoman, em Nova Bandeirantes.
Ainda conforme os números, não foi detectado desmatamento em Unidades de Conservação e Terra Indígenas nos meses de fevereiro e março.

Medidas
Em reunião na Conferência Mundial do Clima, realizada em dezembro de 2015 em Paris, o governo de Mato Grosso anunciou que pretende acabar com desmatamento no estado até 2020. No final de março, foi publicado o decreto nº 468, que instituiu o Comitê Estadual da Estratégia PCI, que será responsável por implantar e acompanhar o cumprimento das metas.
A primeira reunião do Comitê deverá ocorrer ainda nesta quinta-feira (05), às 14h30, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

Fonte: G1
Foto: Reprodução/Imazon

27/02/2016

Estudo contribuirá com diminuição do desmatamento no Amazonas

Segundo projeto de pesquisa, integração de plantas de pastagens e mudas de pau rosa em uma mesma área pode diminuir abertura de novos campos par melhorar áreas de pastagens degradadas

O pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Emanuel Orestes da Silveira, está desenvolvendo um estudo com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) para integrar espécies de plantas de pastagens junto às mudas de pau rosa para contribuir com a diminuição do desmatamento na região amazônica. O estudo que deve ser concluído em 2018 beneficiará, ainda, os produtores rurais com o incremento da exploração silvícola e a produção animal.

Segundo o pesquisador, o estudo pretende avaliar a produtividade de plantas de pastagens estabelecidas nas entre linhas das mudas de pau rosa, disponibilizadas em diferentes espaçamentos. A ideia é encontrar alternativas que resultem um sistema mais sustentável e que melhore a renda produtores locais.

“O foco deste trabalho é integrar em uma mesma área espécies de plantas de pastagens melhoradas juntamente ao sistema arbóreo para que se incremente em uma mesma área a  exploração silvícola e a produção animal, mitigando desta forma a abertura de novas áreas para as pastagens no Amazonas. A iniciativa deve melhorar as áreas de pastagens degradadas e dará uma alternativa a mais de renda ao produtor ao se estabelecer uma espécie arbórea nativa da região em um sistema mais sustentável”, disse Silveira.

Desenvolvimento
O estudo é desenvolvido em dois ambientes. A parte de campo está sendo estabelecida em duas pequenas propriedades rurais do Médio Amazonas. Segundo o pesquisador, a ideia é demonstrar a viabilidade do estudo ao pequeno produtor. Já a parte da extração da essência será realizada nas instalações da Ufam, em Manaus.

“Ao incrementar a renda do produtor através da diversificação da produção, estaremos minimizando as perdas de solo através de erosão, diminuindo os custos de abertura de novas áreas para as pastagens e aumentando a produção animal individual e por área através do aumento da disponibilidade de forragem”, disse Emanuel.

De acordo com o pesquisador, apesar dos processos serem conhecidos, atualmente eles não são aplicados, de maneira prática, junto aos produtores.

“A partir do momento que se vislumbrar a real importância destes processos o Estado receberá o benefício de uma produção agrossilvipastoril sustentável, caracterizando desta forma o Amazonas com a sua vocação florestal e mostrando à sociedade que existe um caminho que pode ser trilhado”, disse o pesquisador.

 Fonte: Francisco Santos / Agência Fapeam  Imagem: Freepik