01/06/2016

Grupo farmacêutico Roche lança teste para anticoagulantes ligados por Bluetooth


O sistema, de nome CoaguChek INRange, permite aos pacientes que têm de tomar os anticoagulantes, participar nos testes através de uma simples picada no dedo, indicou, em comunicado, o grupo sediado em Basileia, na Suíça.

O teste, com duração de 60 segundos, permite aos seus pacientes, que frequentemente fazem medições, continuar as suas atividades quotidianas normais mantendo em simultâneo a ligação com os profissionais de saúde, via Bluetooth.

Estes testes de auto-medição permitem, por outro lado, aos clínicos, acederem quase em tempo real aos dados dos pacientes e gerirem melhor os tratamentos, tudo isto com redução dos preços de custo.

Vários milhões de pessoas no mundo tomam estas antivitaminas K (AVK) para diversas indicações ou patologias, tais como, a fibrilação aterial, a trombose venosa profunda, a embolia pulmonar e a presença de uma válvula cardíaca mecânica.

O apoio regular num centro de monitorização de tratamentos com anticoagulantes requer visitas frequentes a laboratório.

Fonte: Observador

Excelência nos cursos de humanas atrai estrangeiros para a USP


A internacionalização é sempre lembrada como um fator preponderante para avaliar o desempenho de uma universidade – receber e enviar acadêmicos para outros países são um incentivo à pesquisa em conjunto, à difusão de novas práticas e conhecimentos, e à pluralidade e qualidade da formação, seja de alunos ou docentes. A internacionalização é também um importante critério em boa parte dos rankings que avaliam o ensino superior em todo o mundo.

Em 2015, a USP enviou para fora do país mais de 3 mil estudantes e recebeu quase 1,5 mil intercambistas. Nesse contexto, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP tem mostrado uma tendência oposta à da Universidade como um todo: recebeu mais que o dobro de alunos do que enviou para o exterior.

Apenas no ano passado, 297 estudantes de países como França, China e Colômbia chegaram à USP para acompanhar os cursos de Ciências Sociais, Filosofia, Geografia, História e, principalmente, Letras. Assim, a FFLCH foi, sozinha, responsável por mais de 20% dos alunos estrangeiros que estudam hoje na USP no âmbito da graduação. A unidade tem atualmente 117 convênios vigentes com 34 países.

Leia mais em Jornal da USP
Fonte:  Aline Naoe/Jornal da USP
Imagem: Freepik

Pesquisadores viram super-heróis em livro sobre neurociência para adolescentes

Apresentando-se como super-heróis cuja missão é promover uma viagem para dentro do cérebro humano, desvendando seu funcionamento e auxiliando no melhoramento das suas capacidades, um grupo de pesquisadores e estudantes ligados ao Brazilian Institute of Neuroscience and Neurotechnology (BRAINN) lançou o livro Neuro-o-quê?!.
Publicado pela Editora ADCiência, o livro apresenta, de forma simplificada e descontraída, conceitos relacionados à estrutura do cérebro e a pesquisas na área de neurociência, muitas delas realizadas no próprio BRAINN, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.
“A ideia é reunir jovens pesquisadores de diferentes áreas ligadas ao cérebro, que falam a mesma língua do público que queremos alcançar, para apresentar conhecimentos científicos complexos em sua natureza, mas de grande interesse da sociedade porque dizem respeito às nossas vidas, pois tudo o que fazemos e deixamos de fazer está relacionado, de alguma forma, à maneira como o cérebro funciona”, diz Li Li Min, professor do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador do livro.
Foi dessa forma que Alexandre Hideki Okano, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, escreveu o capítulo “O cérebro é quem chuta a bola?”, sobre o controle motor e a fadiga em esportistas. O tema é tratado na pesquisa , realizada por Okano com apoio da FAPESP e que foi destacada pela revista Nature em março, no artigo .
Além de Okano, com formação na área de Educação Física, e do próprio Li Min, com formação em Medicina, o livro reúne outros 10 autores de diferentes áreas do conhecimento: Nathalia Volpato e Eduardo Bodnariuk Fontes, também da Educação Física; Luciana Ramalho Pimentel da Silva, da Biologia; Jéssica Elias Vicentini e Mateus Henrique Nogueira, da Psicologia; Alline Fernanda de Barros Camargo, da Fisioterapia; Brunno Machado de Campos, da Física-Médica; Raphael Fernandes Casseb, da Física; e Alice Sarantopoulos e Gabriela Salim Spagnol, da Enfermagem. As ilustrações são do quadrinista Mario Cau e o projeto gráfico é da designer Maria Paula.
De acordo com Li Min, a escolha dos autores seguiu um interesse duplo. “Ao mesmo tempo em que pesquisadores jovens estão mais ‘antenados’ com a maneira como o público do livro se comunica, também eles precisam de oportunidades para treinar novas linguagens de comunicação científica, pois esse diálogo entre o cientista e a sociedade é fundamental para o benefício de todos”, explica.
Entre os temas abordados pelos autores estão a dinâmica do funcionamento do cérebro, a química cerebral, a memória, tecnologias como a ressonância magnética e doenças relacionadas ao órgão, como a epilepsia e o acidente vascular cerebral (AVC). O livro dedica atenção especial a como essas e outras doenças ainda estão cercadas por preconceitos, buscando desmistificá-las e oferecendo orientações sobre prevenção e tratamento.
“O livro desempenha o papel de chamar a atenção de jovens e adultos para os mistérios do cérebro, que cada vez mais se revelam. A linguagem empregada é um barato e até um idoso como eu passou momentos de maior curtição lendo avidamente os capítulos que versam sobre diversos aspectos do funcionamento do cérebro”, diz Roberto Lent, professor de Neurociência do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no prefácio.
Neuro-o-quê?! é um livro essencial para os que querem, ‘através da anatomia, da paixão e do movimento’, serem apresentados, de maneira simples e direta, às complexidades do cérebro e ao universo dos estudos das neurociências, que o têm como objeto – ou, em se tratando de quem se trata, como sujeito”, diz Carlos Vogt, coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp, na orelha do livro.
Neuro-o-quê?! Neurociência! A ciência e a arte do cérebro 
Organizador: Li Li Min 
Lançamento: 2016 
Preço: R$ 30 
Páginas: 80

Mais informações: ADCiência
Fonte: Diego Freire/Agência Fapesp

Tecnologia na irrigação ajuda a economizar em até 40% da água na lavoura do arroz


A utilização de novas tecnologias nas lavouras de arroz como o uso de pivôs e de politubos na irrigação contribuem na economia da água e ajudam a reduzir custos de produção. O tema foi destaque nesta terça-feira, dia 30, na segunda noite de palestras da Nona Semana Arrozeira que debate os altos custos enfrentados pelo setor.

O produtor e engenheiro agrícola Geovano Parcianello, da Agropecuária Parcianello, de Alegrete (RS), apresentou os resultados da aplicação em sua lavoura desses novos métodos e as vantagens em relação ao sistema convencional de irrigação. Chamando de reengenharia da lavoura, Parcianello destacou a importância em conhecer como influenciam os principais gargalos da lavoura, como mão de obra, energia, uso eficiente da água, custos e tecnologia.Segundo Parcianello, numa área de 94 hectares, o investimento para a colocação de politubos chega a cerca de R$ 19.789 mil, ou seja, R$ 219 por hectare. “O valor ainda é alto, mas se essa tecnologia for aproveitada em duas ou três safras, esse custo reduz para R$ 109 por hectare, correspondente até 1,6% do custo de produção", explica.

Parcianello também destacou o uso de pivôs centrais para a irrigação, experiência já testada por produtores de Uruguaiana e São Borja. Ele utilizou o sistema nesta safra em 25 hectares e obteve uma economia de 43% no uso de água em relação ao arroz irrigado convencionalmente. “É importante ressaltar que embora a produtividade tenha ficado 20% menor na comparação com as outras áreas da propriedade, houve redução de custos na hora da colheita, além da qualidade superior do produto", salientou Parcianello.

Na segunda noite de palestras da Semana Arrozeira, o presidente da Emater/RS, Clair Kunh, e o assistente técnico regional Luis Bohn, apresentaram uma nova alternativa para a captação de energia elétrica, a energia solar Fotovoltaica. Conforme Kunh, a empresa vem buscando novas tecnologias que diminuam os custos das propriedades. “A energia é um dos principais gargalos para o campo. Falta capacidade energética, a luz é muito fraca para fazer irrigação. E a Emater está apresentando como alternativa a Fotovoltaica, uma energia limpa e sustentável", destacou.

O técnico da Emater explicou que a energia fotovoltaica transforma a energia solar em elétrica por meio de painéis. Estes equipamentos podem produzir energia por até 50 anos e possuem garantia de produção de pelo menos 25 anos. A energia elétrica produzida pode ser armazenada em baterias ou injetadas diretamente na rede convencional.

Bonh citou como exemplo um produtor de arroz do município de Mostardas(RS) que utilizou painéis fotovoltaicos para sua lavoura de 32 hectares e já no primeiro mês conseguiu uma redução na conta de energia elétrica. “O investimento fica em torno de R$ 59 mil e o retorno para o produtor se dá entre sete e dez anos", lembrou Bonh.

A Semana Arrozeira é realizada pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete com co-participação da Unipampa e tem o patrocínio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Sicredi, Fertilizantes Heringer, Super Tratores, CAAL, Kepler Weber e Caixa Econômica Federal. Mais informações sobre o evento estão no site www.semanaarrozeira.com.br.

Fonte: Cultivar
Imagem: Freepik

Há sete novas espécies de aranhas “bonitinhas”



O cientista australiano Jürgen Otto descobriu sete novas espécies de aranhas “bonitinhas” na zona Oeste e Sul da Austrália, que se comportam mais como gatos e cães do que como aranhas, conta o The Guardian. Desde 2005 que Otto tem estado a investigar aracnídeos e a primeira descoberta das novas espécies ocorreu enquanto caminhava no parque nacional Ku-ring-gai Chase, a norte de Sydney.

Maratus Tasmanicus 

Maratus Albus
Maratus bubo
Maratus Lobatus
Maratus Vespa
Maratus Tessellatus

Maratus Vultus


“Estou sempre olhando para o chão enquanto caminho e quase que pisava esta pequena aranha. Foi aí que a minha paixão começou”, afirmou o cientista que acredita existirem 48 espécies de aranhas com o gene Maratus, caracterizadas por terem olhos grandes e particularidades de mamíferos.

“Elas são bastante bonitas, por isso é que as pessoas se sentem atraídas por elas”, afirmou. Jürgen Otto tem uma página no Facebook com mais de 62 mil seguidores e um canal no Youtube onde coloca vídeos dos aracnídeos.



Fonte: Diário de Notícias
Fotos; Reprodução/Facebook

Holanda quer criar embriões humanos para pesquisas 'limitadas'


O governo holandês anunciou que quer permitir o desenvolvimento de embriões humanos "sob condições restritas e limitadas" para uma pesquisa científica, dando esperança às famílias que se esforçam para ter filhos.
A ministra de Saúde holandesa, Edith Schippers, "quer permitir a criação de embriões para pesquisas científicas - sob condições muito restritas para dar às pessoas a possibilidade de terem filhos (saudáveis)", informou a alta funcionária em um comunicado.
"A pesquisa tem que lidar com a infertilidade, técnicas de reprodução artificiais e doenças hereditárias ou congênitas", acrescentou o comunicado.
Isso inclui, especificamente, pessoas que se tornaram inférteis após o tratamento de câncer quando ainda eram jovens.
A Holanda irá mudar suas leis a respeito de pequisas embrionárias, que até o momento apenas permitem testes feitos com embriões remanescentes de processos de fertilização in vitro.
A chamada "regra dos 14 dias" - que diz que embriões humanos não podem ser mantidos em laboratório por mais de duas semanas - também será estritamente seguida, diz o comunicado.
"Até agora, a proibição do cultivo de embriões tem impedido pesquisas que poderiam ajudar no tratamento de doenças de curto a médio/longo prazo", acrescentou.
Isso inclui diversas enfermidades hereditárias, como doenças mitocondriais, que afetam as células do corpo.
Este ano, a Grã-Bretanha concedeu a primeira licença para pesquisas com embriões humanos geneticamente modificados para um projeto que irá ajudar mulheres que lutam para engravidar.
A decisão fez do país o primeiro no mundo a dar este tipo de autorização a uma das novas fronteiras da ciência e se seguiu a meses de deliberações do regulador sobre embriologia no país.
No início do mês, cientistas baseados nos Estados Unidos reportaram ter desenvolvido embriões humanos em laboratório por quase duas semanas, desafiando, pela primeira vez, a regra de 14 dias, simplesmente porque nenhum conseguiu manter os embriões vivos por tanto tempo.
Em seguida, os cientistas destruíram os embriões a fim de evitar ultrapassar o limite de duas semanas.
Fonte: AFP
Foto: Freepik

Fosfoetanolamina falha em novos testes com tumores em roedores



O Ministério da Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou em seu site sobre a fosfoetanolamina dois novos estudos feitos pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará que concluíram que o composto que ficou conhecido como "pílula do câncer" não teve efeito inibidor sobre dois tipos de tumores em roedores.

Nas pesquisas conduzidas pelo professor Manoel Odorico de Moraes Filho, dois grupos de animais, um de ratos e outro de camundongos, foram inoculados com tumores de rápida proliferação --carsinossarcoma 256 de Walker e sarcoma 180, respectivamente. Em seguida, parte dos animais recebeu doses de fosfoetanolamina durante 10 dias.

Em ambos os casos, comparando-se a evolução das cobaias que receberam o suposto remédio e os que não o receberam, chegou-se à conclusão de que a substância não teve efeito inibidor dos tumores.

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Fonte: Dennis Barbosa/G1
Foto: Cecília Bastos/USP Imagem