25/04/2016

Ave abandonada com bico mutilado ganha prótese de impressora 3D



Um araçari que estava com o bico quebrado recebeu um implante impresso em 3D, em Sinop, a 503 km Cuiabá. A tecnologia de produção da prótese foi desenvolvida por um grupo de seis pessoas, de diversas regiões do Brasil, que se mobilizaram para ajudar o pássaro. O animal foi abandonado, em setembro do ano passado, já sem parte do bico, dentro de uma caixa no quartel do Corpo de Bombeiros daquela cidade. A ave agora precisa de um cuidador, definitivo. A cirurgia foi feita no dia 16 deste mês.
Assim que ficou pronto, o pássaro estranhou o implante e tentou retirá-lo com as garras, mas já se adaptou. Apesar disso não poderá voltar ao habitat, sob o risco da prótese quebrar ou descolar. Segundo a zootecnista Paula Andrade Moreira, o araçari é uma ave regional, mede aproximadamente 20 centímetros e utiliza o bico para quebrar alimentos duros. Desde setembro vinha comendo apenas frutas macias, como banana e mamão.

“Ele [o pássaro] precisa de um cuidador. De preferência um ambiente com outros animais e de alguém que saiba cuidar dele”, disse.
A equipe que desenvolveu a tecnologia é motivada pelo amor aos bichos e à ciência, e se autodenominam ‘Vingadores’. Eles usam a novidade para salvar a vida de animais mutilados.
Segundo o designer Cícero Moraes, a cirurgia durou quase 3 horas e contou com a participação de profissionais locais, que ainda não tinham intimidade entre si. O pássaro está se recuperando no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Sinop.

Morte da arara
Esse foi primeiro implante 3D do tipo em Mato Grosso e o primeiro realizado na espécie, no mundo, conforme o grupo. Além do araçari, uma arara, chamada Gigi, passou pelo mesmo procedimento, mas, por motivos ainda desconhecidos, morreu.
“Eu chorei quando ela morreu. Nós todos queríamos muito e nos esforçamos para que o procedimento fosse bem-sucedido. Mas foi um lembrete de que estamos lidando com seres vivos. Já melhoramos [a técnica] por causa da morte da Gigi. A ciência vai se beneficiar”, disse o designer 3D.

Tecnologia
O grupo utiliza de software gratuito e procura reduzir custos ao máximo. Segundo Cícero Moraes, em vez de usar tomografias, que são caras, por exemplo, uma máquina de raio-X já é o suficiente para planejar as próteses. Eles desenvolveram uma tecnologia de escaneamento através de fotos para produzir e imprimir as próteses.
“Fiz os moldes dos pássaros de Sinop tirando fotos do meu celular. Qualquer pessoa poderia fazer isso. É uma tecnologia acessível”, disse Cícero. Um livro online sobre as técnicas é disponibilizado gratuitamente. Os profissionais que foram a Sinop também ministraram palestras e dividiram conhecimento.
Segundo o designer, uma resina especial foi usada na prótese para isolar, não quebrar e colorir com o tom natural do bico. Isto é considerado um luxo no procedimento, pois o grupo visa o bem-estar animal, e não a estética.
Todo o processo contou com a ajuda de pessoas voluntárias. Segundo o designer, a maior dificuldade foi a mobilidade dos profissionais  para fazer o procedimento. Da equipe, os veterinários Sérgio Camargo, de São Paulo (SP), Rodrigo Rabello, de Brasília e o cirurgião dentista Paulo Miamoto, de Santos (SP), foram a Mato Grosso para realizar o implante.
Além disso, dois dentistas locais, Bruno Tedeschi e Paulo Bueno, contribuíram para tirar o molde do bico quebrado. Cristhian Saggin, ex-aluno de computação gráfica, comprou peças separadas e montou sozinho uma impressora 3D. Ele doou a prótese. A cirurgia foi realizada no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Sinop, com a participação da anestesista Elaine Dione.

Fonte: G1 MT
Foto: Cícero Moraes/ Arquivo pessoal

24/04/2016

Freddie Mercury tinha uma voz inigualável, diz a ciência.


A voz de Freddie Mercury ajudou o Queen a atingir um nível histórico de popularidade em todo o mundo, mas o que a torna tão cativante? Um grupo de pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria, propôs-se a descobrir e publicou os resultados na revista científica Logopedics Phoniarics Vocology.

Através de análise de entrevistas de Mercury, assim como de gravações da sua voz a solo e com o Queen, e ainda de filmagens dentro da garganta de um cantor convidado para imitar o estilo de cantar de Freddie Mercury em laboratório, foram capazes de concluir que Mercury tinha algumas capacidades especiais, que sabia usar com muito controle.

Em primeiro lugar, os pesquisadores concluíram que Mercury era um barítono, mas que conseguia complementar as características da sua voz com um elevado controle da sua capacidade de vibrato. Isto significa que as suas cordas vocais conseguiam flutuar muito rapidamente entre um tom e o outro, dando à sua voz o característico tom à beira do descontrole que o cantor usava com tanta maestria.

O que os cientistas não conseguiram comprovar, porém, foi que Mercury tivesse uma voz capaz de abranger quatro oitavas, como frequentemente se diz. Conseguiram registar Mercury a atingir 37 semitons - um valor impressionante - mas não os 48 que seriam necessários para afirmar que o cantor tinha uma voz de quatro oitavas.

Fonte: Diário de Notícias
Foto: Arquivo Global Imagens

Fotógrafo brasileiro Mauricio Lima é premiado com o Pulitzer 2016


O fotógrafo brasileiro Mauricio Lima, do jornal The New York Times, ganhou nesta segunda-feira (18), juntamente com outros três colegas, o Prêmio Pulitzer 2016 na categoria de fotografia de notícias por sua cobertura sobre a crise dos refugiados, anunciaram os organizadores.

Os Prêmios Pulitzer, dos mais prestigiosos do jornalismo e da literatura, são entregues desde 1917. O anúncio foi feito durante uma cerimônia na Universidade de Columbia, em Nova York.
Lima, de 40 anos, que trabalhou como fotógrafo da Agence France-Presse (AFP), foi premiado juntamente com seus colegas Sergey Ponomarev, Tyler Hicks e Daniel Etter, também do New York Times, pela cobertura da crise dos refugiados da Síria, do Iraque e do Afeganistão, que fogem dos conflitos e da violência em seus países rumo à Europa.
O prêmio foi compartilhado com a equipe da agência Thomson Reuters, contemplado pelo trabalho sobre o mesmo tema.

Foto: Mauricio Lima/The New York Times/The Pulitzer Prize
Fonte: AFP

Japão planeja primeiro trem 'invisível' do mundo para 2018



Projetado pela premiada arquiteta japonesa Kazuyo Sejima, a novidade está prevista para entrar em funcionamento a partir de 2018 e faz parte das comemorações de 100 anos da empresa ferroviária Seibu Railway.
Esta será a primeira incursão da arquiteta na concepção de um trem. "A maior diferença com a arquitetura padrão é que o trem é capaz de percorrer uma variedade de locais", disse Sejima em um comunicado enviado à BBC Brasil.

"O trem expresso (da linha Seibu) passa por cenários variados, das montanhas de Chichibu ao centro de Tóquio, então pensei que seria bom se ele pudesse gentilmente coexistir com esta variedade de paisagens", explicou.
O modelo imaginado por Kazuyo será revestido de materiais super-refletores e transparentes, permitindo que o comboio se encaixe de forma harmoniosa na paisagem urbana ou rural.
A locomotiva, segundo o protótipo divulgado para a imprensa, terá um formato arredondado, muito parecido com uma bala de revólver.

Interior
Mas não é somente a aparência externa que a arquiteta quer revolucionar. Ela diz estar desenvolvendo um interior muito diferente do que existe hoje no sistema ferroviário.
"Também gostaria que fosse um trem no qual um grande número de pessoas pudessem relaxar com conforto, da sua própria maneira, como se estivessem em uma sala de estar", sugeriu a japonesa. "Assim eles poderiam pensar: 'Não vejo a hora de subir nesse trem de novo'."
Ao todo, serão sete trens com oito vagões cada que passarão pela remodelação.

Para chegar ao conceito, Kazuyo formou uma equipe, composta principalmente de funcionários mais jovens de Seibu Railway e de outras empresas do Grupo Seibu, da qual ouviu ideias e coletou informações.
Partindo do ponto de vista do usuário, a arquiteta resolveu projetar então um trem "nunca visto antes".

Leia mais em BBC

Fonte: Ewerthon Tobace/BBC
Foto: Kazuyo Sejima and Associates

Avião Solar Impulse 2 retoma volta ao mundo sem usar combustível


O avião ecológico suíço Solar Impulse 2 retomou, nesta quinta-feira (21), sua volta ao mundo sem usar combustível, ao decolar do arquipélago americano do Havaí, no Pacífico, segundo imagens ao vivo oferecidas pela equipe através de sua página na internet.
A aeronave, pilotada pelo suíço Bertrand Piccard, tem previsão de aterrissar no sábado na cidade californiana de Mountain View, próxima a San Francisco, após 59 horas de voo e impulsionada por suas milhares de células fotovoltaicas que lhe permitem estar no ar tanto de dia como de noite.
"Estamos no ar!", comemorou o piloto, de 58 anos, momentos depois de decolar. "A decolagem é o momento mais excitante, e também o momento onde tudo pode acontecer".
A decolagem ocorreu às 06h15 (13h15 em Brasília), uma hora mais tarde que o previsto, no aeroporto de Kalaeloa, não muito distante de Honolulu, a capital.
Um dos meteorologistas da equipe, Luc Truellmans, contou que a decolagem ocorreu com o nascer-do-sol, "quando a velocidade do tempo cai".
A equipe tirou o avião uma primeira vez da pista, mas decidiu voltar a colocá-lo no hangar porque havia muito vento.

Quando as condições melhoraram, os técnicos voltaram a preparar a nave para a decolagem enquanto o dia raiava, enquanto o piloto aproveitava para tomar café da manhã, segundo as imagens de retransmissão.
"A cabine está fechada. Nos vemos em #SF (San Francisco)! Pensarei em vocês enquanto voo para promover um #futurolimpo", escreveu Piccard em sua conta do Twitter antes de partir.
O Solar Impulse 2 bateu o recorde de voo solitário em julho do ano passado, quando o veterano aviador suíço e cofundador do projeto, André Borschberg, de 63 anos, fez história percorrendo em cinco dias e cinco noites - 117 horas e 52 minutos - os 8.900 km que separam a cidade japonesa de Nagoya e o Havaí.
O avião teve que aterrissar contudo neste arquipélago porque as baterias esquentaram.
Desde o final de fevereiro até meados de abril, Borschberg e Betrand Piccard realizaram 13 voos de teste que confirmaram o bom funcionamento do sistema de resfriamento após meses de manutenção.

No dia 15 de abril, a equipe anunciou estar esperando condições meteorológicas adequadas para retomar a volta ao mundo.
Após alcançar a Califórnia, a etapa seguinte será cruzar o país e chegar a Nova York, onde é preparada a travessia para cruzar o Atlântico.
O avião, que mede 72 metros de extremidade a extremidade de suas asas e pesa 2,3 toneladas, partiu em 9 de março de 2015 de Abu Dhabi, onde terminará este experimento de 35 mil km ao redor do mundo sem consumir combustível.

Foto: AFP Photo/Eugene Tanner
Fonte: AFP

UniCarioca promove evento de iniciação científica na unidade Rio Comprido


Apresentar ao público a integração das novas tecnologias digitais ao processo educacional. Essa é a proposta do evento 'Nucap de Portas Abertas', iniciativa desenvolvida pelo Núcleo de Computação Aplicada (Nucap) da UniCarioca.

O evento — que contará com a participação de alunos e professores dos cursos de Pedagogia, Design, Computação e Engenharia — será realizado na unidade Rio Comprido, entre os dias 26 e 27 de abril, tendo como objetivo apresentar aos estudantes da área e ao público interessado no tema os projetos e materiais tecnológicos educativos elaborados pelo núcleo.

Com exposições dinâmicas e interativas, o evento é gratuito e aberto ao público. As exposições serão montadas no Espaço Lounge, localizado no primeiro andar da unidade Rio Comprido, permitindo que o público interaja com jogos educativos, ambientes virtuais, vídeos 3D etc. Os visitantes também poderão participar de dinâmicas interativas, realizadas no auditório Arcy Magno, que vão demonstrar o uso dos jogos digitais educativos para o público presente.

“A prática da iniciação científica contribui para que o estudante amplie sua visão e para que ele desenvolva um senso crítico profissional sobre sua vida, estimulando-o a ser agente de melhorias da comunidade”, explica o professor Antonio Carlos de Abreu Mól, coordenador do Nucap UniCarioca. As palestras e exposições acontecerão no dia 26, das 10h às 14h e das 18h30 às 20h; e no dia 27, das 10h30 às 14h e das 18h às 20h30.

Sobre o Núcleo de Computação Aplicada (Nucap) 

O Núcleo de Computação Aplicada é um setor multidisciplinar que reúne pesquisadores e bolsistas das áreas de Computação, Pedagogia e Design com a missão de desenvolver materiais educativos utilizando novas tecnologias digitais para instigar formas inovadoras e motivadoras de ensinar e aprender.

Programação do 'Nucap de Portas Abertas'

Dia 26

10h - Recepção dos alunos

10h30 - Palestra de abertura pelo professor Antonio Carlos de Abreu Mól  

11h -Dinâmica no auditório com a participação dos alunos

11h30 - Exposição interativa - jogos digitais, simuladores, vídeo 3D e holografia  

18h30 - Recepção dos alunos

19h - Palestra de Abertura pelo Prof Antonio Carlos de Abreu Mól

19h30 - Dinâmica no auditório com a participação dos alunos

20h - Exposição interativa - jogos digitais, simuladores, vídeo 3D e holografia no Hall e sala de Monitoria

Dia 27 

10h30 às 14h e de 18h às 20h30 - exposição interativa - jogos digitais, simuladores, vídeos 3D e holografia no Hall e sala de monitoria

Serviço: 'Nucap de Portas Abertas'

Data: 26 e 27 de abril

Local: UniCarioca – Av. Paulo de Frontin, 568, Rio Comprido

Mais informações: (21) 2563-1919 ou www.unicarioca.edu.br

Fonte: Jornal do Brasil

23/04/2016

USP e Samsung vão capacitar desenvolvedores de aplicativos



A Escola Politécnica (Poli) da USP acaba de ganhar um novo laboratório voltado para o desenvolvimento de tecnologias, principalmente nas áreas de comunicação móvel (celular), internet das coisas (conexão entre os aparelhos usados do dia a dia à rede mundial de computadores), realidade virtual e games. A cerimônia de inauguração aconteceu na manhã desta quinta-feira (14 de abril) na Poli.

O laboratório é uma parceria com o projeto Ocean Samsung, idealizado pela empresa para oferecer infraestrutura e capacitação tecnológica a diversos públicos: estudantes, desenvolvedores e interessados em geral. A primeira unidade do Ocean foi instalada em 2014, na Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O espaço será utilizados tanto pela USP quanto pela empresa: haverá atividades dos cursos de graduação e pós-graduação da Poli, e treinamentos gratuitos para o público externo. Esses cursos serão promovidos pela Samsung para incentivar empreendedores e criação de startups (empresas para soluções inovadoras).

O Ocean fica em um prédio do Departamento de Engenharia de Produção da Poli que foi reformado e equipado pela Samsung com móveis, aparelhos de TI, como computadores, smartphones, Smart TV (televisão com acesso à internet), hardwares, sensores etc.

“A infraestrutura do Ocean irá apoiar as aulas dos cursos de graduação da Poli que precisam de laboratórios e estejam relacionadas a essas tecnologias”, explica Eduardo Zancul, professor da Poli e coordenador do laboratório Ocean.
Zancul acredita que o acesso a hardwares e o conhecimento da Samsung sobre tecnologias, como a internet das coisas, permitirá a ampliação das pesquisas do Departamento de Engenharia de Produção da Poli. Ele cita como exemplo uma tendência na área industrial de máquinas com sensores comandarem os processos de produção e “conversarem” entre si.
“Isso é a chamada indústria 4.0 ou quarta revolução industrial. Essa tecnologia é baseada na internet das coisas que será desenvolvida no laboratório e possibilitará avançarmos nossas pesquisas com esse tema”.

Guilherme Selber, gerente do Ocean São Paulo, também destacou que a tecnologia de internet das coisas será tema de atividades desenvolvidas em conjunto com a USP. “A Samsung tem uma perspectiva de conexão de tudo que ela produz nos próximos anos, ou seja, todos os dispositivos se conectando entre eles e as pessoas, e é um tema muito atual na Poli e em outras unidades da USP. Percebemos uma sinergia muito grande nesse assunto”.

Entre os equipamentos produzidos pela empresa estão celulares, tablets, wearables (aparelhos de comunicação “vestíveis”), televisores, câmeras fotográficas, computadores, impressoras, suprimentos, refrigeradores, lavadoras, ar-condicionado.


Ocean
Selber explica que o conceito do projeto surgiu na Coreia do Sul, país de origem da Samsung, entre 2010 e 2014. Além do país asiático, apenas o Brasil possui unidades do Ocean. “A ideia é ser um polo de atração de parceiros, como estudantes, desenvolvedores, empresas (startups na maioria dos casos) para promoção de tecnologias e ferramentas de desenvolvimento a serem aplicadas em soluções para os nossos equipamentos”.
O Ocean instalado na Poli possui dois laboratório, cada um deles com capacidade para 40 pessoas, podendo ser integrados para um único ambiente; um miniauditório para 30 pessoas; uma sala para técnicos de Tecnologia da Informação (TI); sala para servidores; e uma área de convivência.

A empresa não informa os valores gastos com a implantação do projeto por questões de políticas globais, mas a assessoria de imprensa da Samsung informou que o Ocean faz parte da sua política de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e possui recursos da Lei da Informática. Uma lei que concede incentivos fiscais para empresas produtoras de alguns hardwares específicos. O incentivo concedido é uma diminuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Como contrapartida, a empresa deve investir um percentual de seu faturamento decorrente dos produtos incentivados em atividades de P&D.

A instalação do Ocean na universidade foi realizada por meio do programa “Parceiros da Poli”, um projeto que permite empresas de realizar doações para melhorias da infraestrutura da unidade.

Cursos gratuitos
Além das atividades de graduação e pós-graduação da USP, o espaço dos laboratórios também poderá ser utilizado pela população por meio de cursos oferecidos gratuitamente pela Samsung.
Segundo Selber, são basicamente dois programas. Os de curta duração — de 3 a 4 horas — com aulas teóricas, de laboratório e mentorias dadas por técnicos da empresa. Esses cursos abrangem temas desde desenvolvimento de aplicativos a modelos de negócios para a criação de startups. “Esses cursos serão divulgados no site e no aplicativo do Ocean Samsug, as pessoas fazem a inscrição e participam gratuitamente, além de receber certificado”.

Já o programa de longa duração – de 5 a 6 meses – requer processo seletivo e é destinado a grupos ou startups que possuem ideias interessantes e estão começando a empreender. São selecionados 8 a 10 equipes, compostas por no máximo seis pessoas, a ideia é que o curso seja uma pré-aceleração.

“Damos os primeiros passos para a criação de uma startup, explicamos o que é uma ideia e se ela é boa ou não, modelo de negócio, plano de monetização, público, mercado, concorrentes etc. E como somos empresa de tecnologia, ensinamos como desenvolver aplicativo e os grupos saem desse processo com um protótipo funcional”, avisa Selber.

Fonte: Hérika Dias / Agência USP de Notícias
Foto: Joelma Sanmelo / Divulgação UEA