05/08/2016

Os últimos mamutes morreram de sede


Os cientistas acreditam que o último grupo de mamutes morreu de sede devido a alterações climáticas que levaram ao aquecimento da Terra e à redução drástica da água dos lagos.

Grande parte dos mamutes que habitaram a Terra desapareceram há cerca de 10.500 anos, no entanto há indícios de uma pequena população destes mamíferos que habitou Saint Paul, uma pequena ilha na costa do Alasca, que os cientistas creem que só se terão extinguido há 5.600 anos.

A comunidade científica acredita que a espécie extinguiu-se por causa das alterações climáticas que precederam a Idade do Gelo e também devido à caça. Ainda assim, tentavam perceber porque razão os animais aguentaram durante mais 5.000 anos naquela ilha.

Agora perceberam porque é que morreram e como foram os seus últimos dias na Terra. Os mamíferos gigantes, que chegavam a pesar 6.000 quilos, habitavam a ilha de 110 quilômetros quadrados que não tinha rios nem nascentes. A água potável que bebiam vinha de poços e lagos. De acordo com um estudo da Universidade de Pensilvânia, os antepassados dos elefantes terão ficado presos nas ilhas quando o Alasca se separou na Sibéria, conta a BBC Mundo.

E parece que a vida até lhes corria bem, mas depois vieram os dias quentes que precederam a Idade do Gelo. O nível das águas do mar subiu de tal forma que a superfície da ilha diminuiu e a água salgada misturou-se com a água dos lagos, infiltrando-se nas reservas de água potável.

Quando isso aconteceu, os muitos mamutes da ilha concentravam-se todos à volta dos poucos poços que havia. O que aconteceu foi que iam matando a vegetação que lá havia, precipitando a erosão dos solos, o que acelera a sedimentação dos lagos. Ou seja, eles próprios estavam a prejudicar a produção de água potável.

Os mamutes precisavam de 70 a 200 litros de água por dia. Quando deixou de haver neve ou chuva suficiente para encher as reservas de água doce, os animais começaram a morrer rapidamente.

A comunidade científica alerta que problemas como este podem afetar, atualmente, os animais e as populações que vivem em pequenas ilhas.

Via: Observador
Foto: Krafft Angerer/Getty Images